Bom, a subida das taxas de juro já se faz sentir em casais meus amigos que compraram a casa “à justa”…
Por aqui, eu e a minha namorada (que somos dos que estamos melhor no meu grupo e no grupo dela, por uma margem bastante razoável), segunda metade dos 20s, com perto de 3k liquidos no total no “agregado” continuamos a adiar.
Eu sou o mais c*nas, acho que não temos posses nem para uma banal casa (nos dias de hoje) de 250k - não sei se era suposto isto ser affordable ou não, o que é que vem “nos livros”?
Sempre disse que só me mudo quando a renda da casa ocupar no máximo 15% do salário líquido do casal, para não estar a andar com a casa às costas e a panicar a cada notícia de aumento das Euribor.
No nosso caso (também ambos na 2ª metade dos 20s) andamos em cima do mercado desde meados de 2019 e acabamos a escriturar em Dezembro 2021.
Compreendo bem o teu post. Também sou "c*nas" (uns dizem que sou pessimista, eu gosto de dizer que sou realista) e, se em Agosto 2021 estivemos perto de avançar para um T2 novo a rondar os 180.000€ que estaria pronto a escriturar no 1º Trim de 2022 (o que obviamente não aconteceu, ainda não está pronto...), acabamos por optar por um T2 usado por 125.000€.
Esta opção resultou de vários fatores/suposições:
- O crédito seria "pré-aprovado, no momento do CPCV, mas havia o risco de não o ser no momento da escritura;
- Surgiam imensas indicações da redução do prazo máximo de concessão de CH (de 40 para 35 anos), o que se veio a verificar, com impacto na taxa de esforço.
- A taxa de esforço seria acima do que eu desejava para me sentir confortável;
- Iria ser complicado gerir liquidez para entrada+impostos antes do CH;
- Apesar de novo, sendo T2, não estava a conseguir justificar o esforço para uma casa que provavelmente não serviria a médio/longo prazo (filhos, etc...)
Nos bancos a conversa era sempre esta: a euribor vai continuar assim por muito tempo, para a entrada faz-se um crédito pessoal, não se preocupe que o BdP não vai alterar nada, etc...
Neste momento não estou nada arrependido de ter optado por um apartamento usado que me dá outra folga e conforto financeiro.
Tal como já disse aqui, também não estou arrependido (por agora) de ter optado por fixar a taxa durante 30 anos em 1,4%.
Voltando ao "teu caso", desejo que consigas tomar uma boa opção.
Contudo, tenho algum receio que não se consiga nada de jeito na AML (ou Lisboa "alargada") com esses 250.000€, nem depois do impacto do aumento das taxas.
Desconfio que para o cidadão comum, a eventual descida do preço das casas não compense a subida das taxas de juro, resultando em encargos/taxas de esforço superiores ao que se verificava há 1 ano.