Tópico das Casas

Estou curioso como está o mercado de arrendamento de curta duração em Portugal.

porque nos EUA, este ano existe um fenómeno que chamam de airbnb crush ou crash dependendo da fonte. Que tirando as casas de luxo e os alugueres de quarto, tudo o resto está demasiado saturado de oferta, a procura a cair, novas regras de airbnb ( e outras plataformas) cada vez menos favoráveis, juros a subir, e que as casas airbnb vão ser as primeiras a rebentar o mercado e a lançar a aspiral de redução de preços. Índices de rentabilidade maus e falência técnica para muitos proprietários

Ainda é um pouco futurologia e alguns dados preliminares, mas a começar a acontecer mesmo pode ser um indicador do que esperar por cá.

Os Americanos vêm para cá, não deve haver problemas a esse nivel cá..
 
Bom, a subida das taxas de juro já se faz sentir em casais meus amigos que compraram a casa “à justa”…

Por aqui, eu e a minha namorada (que somos dos que estamos melhor no meu grupo e no grupo dela, por uma margem bastante razoável), segunda metade dos 20s, com perto de 3k liquidos no total no “agregado” continuamos a adiar.

Eu sou o mais c*nas, acho que não temos posses nem para uma banal casa (nos dias de hoje) de 250k - não sei se era suposto isto ser affordable ou não, o que é que vem “nos livros”? :confused:

Sempre disse que só me mudo quando a renda da casa ocupar no máximo 15% do salário líquido do casal, para não estar a andar com a casa às costas e a panicar a cada notícia de aumento das Euribor.

Espero que os teus pais gostem muito de ti ou que estejas a pensar mudar de área, porque não me parece que seja com Direito em pt que consigas que a tenda seja apenas 15% do teu salário.

A minha prestação está em 20-30% do meu salário, mas 15% do meu rendimento anual. Aos dias de hoje, até 25-30% tem que se tornar comportável senão só nos pais
 
Espero que os teus pais gostem muito de ti ou que estejas a pensar mudar de área, porque não me parece que seja com Direito em pt que consigas que a tenda seja apenas 15% do teu salário.

A minha prestação está em 20-30% do meu salário, mas 15% do meu rendimento anual. Aos dias de hoje, até 25-30% tem que se tornar comportável senão só nos pais

Eu disse 15% do salário do agregado, ou seja, meu e da minha namorada.

Estamos a falar de 500€ / 600€ (se considerarmos 20% dos salários líquidos neste último caso). Já deve dar para orientar alguma coisa minimamente decente.
 
Para quem já anda nisto há uns anos valentes, com quanto tempo devo começar a tratar de renegociar o crédito?

Sou dos que avançou sozinho há menos de 2 anos.

Já simulei para euribor a 12m nos 3.5%, em Maio (fiz a escritura a 30/4, não sei ao certo quando renova) e apesar de me duplicar a renda face ao actual, continua compprtavel. Mas se calhar até estou a ser optimista ao apontar aos 3.5.

Certo é que se puder pagar menos tanto melhor - neste momento estou no AB e não pago rigorosamente nada em comissões, mas obrigaram me aos seguros no banco, que estão a ser gulosos qb face ao que já procurei junto do mediador.

Por isso, sondo já o mercado com tranquilidade ou espero pelas alterações às propostas à medida que a malha apertar?

Enviado do meu SM-G950F através do Tapatalk
 
É preciso saber de onde se parte para se saber o que renegociar.

Negociar seguros? Porque não se fez logo isso na contratação do crédito?

Negociar spread? Existem melhores opções agora no mercado? É sondar, pedir proposta, analisar, e se mais vantajoso, encostar o actual banco à parede.
 
Eu estou na dúvida se os cinco anos fixos serão uma boa opção ou demasiado tempo com prestação fixa...

Será que as condições das taxas se manterão a subir durante muito tempo?
 
Eu estou na dúvida se os cinco anos fixos serão uma boa opção ou demasiado tempo com prestação fixa...

Será que as condições das taxas se manterão a subir durante muito tempo?

Eu continuo a achar que só existe uma situação em que a taxa fixa é melhor (eu disse 'melhor' e não 'compensa' pois acho que nunca compensa), que é quando um casal tem um orçamento algo apertado, condições de trabalho incertos, enfim não aguenta oscilações na prestação da casa. Nesta situação talvez seja melhor taxa Fixa.
A taxa fixa irá sempre ser mais caro do que taxa variável. Eu tenho um dos crédito feitos no inicio deste ano e levou levar uma porrada grande porque comprei casa aos preços da atualidade (esta ultima) no entanto tenho uma boa folga e nada de panicos porque o panico é o maior inimigo de qualquer tomada de decisão.

Procurem casa que consigam ter folga para absorver as variações da taxa e não se preocupem com isso.
 
Eu estou na dúvida se os cinco anos fixos serão uma boa opção ou demasiado tempo com prestação fixa...

Será que as condições das taxas se manterão a subir durante muito tempo?

Na última crise as taxas andaram uns 4 anos mais lá por cima, pelo que os 5 anos de taxa fixa poderão não ser descabidos.

Mas depende sempre da apetência e folga para o risco. Tendencialmente a taxa fixa será mais cara, mas mais previsível.

As taxas variáveis tendencialmente ficarão mais baratas mas implicam folga financeira para lidar com as oscilações.
 
As taxas fixas são geralmente mais caras em situações normais.
Em situações anormais podem ser mais caras ou mais baratas. O último caso foi quem fechou contratos de taxa fixa no final de 2021 início de 2022.... Nessa situação acho muito difícil alguém vir a perder dinheiro vs a taxa variável...
 
Eu continuo a achar que só existe uma situação em que a taxa fixa é melhor (eu disse 'melhor' e não 'compensa' pois acho que nunca compensa), que é quando um casal tem um orçamento algo apertado, condições de trabalho incertos, enfim não aguenta oscilações na prestação da casa. Nesta situação talvez seja melhor taxa Fixa.
A taxa fixa irá sempre ser mais caro do que taxa variável. Eu tenho um dos crédito feitos no inicio deste ano e levou levar uma porrada grande porque comprei casa aos preços da atualidade (esta ultima) no entanto tenho uma boa folga e nada de panicos porque o panico é o maior inimigo de qualquer tomada de decisão.

Procurem casa que consigam ter folga para absorver as variações da taxa e não se preocupem com isso.
Estamos a falar de uma transferência de crédito.
Coloquei as propostas do Bankinter umas mensagens acima, com as informações.
 
Na última crise as taxas andaram uns 4 anos mais lá por cima, pelo que os 5 anos de taxa fixa poderão não ser descabidos.

Mas depende sempre da apetência e folga para o risco. Tendencialmente a taxa fixa será mais cara, mas mais previsível.

As taxas variáveis tendencialmente ficarão mais baratas mas implicam folga financeira para lidar com as oscilações.


A minha primeira casa foi comprada poucos meses antes da crise de 2008. Foram 4 anos de juros acima de 2% tendo atingido os 5,5%
Acabei de comprar outra. Tudo indica que os juros vão continuar a subir. Se vão estar altos durante 5 anos? Essa resposta vale muito dinheiro [:D]

Como já disse em cima, estou a negociar para mudar para tx mista a 2,25% durante 5 anos. Descontando o spread, fica 1,25%. Não acredito muito que as txs venham para valores inferiores a esses durante os próximos anos.
Se tenho a certeza que não vou perder nestas trocas? Não. [:D] Mas que seria da vida sem incertezas? [:)]


PS: citei a pessoa errada. Era para ser a citaçao do Macaveno
 
As taxas fixas são geralmente mais caras em situações normais.
Em situações anormais podem ser mais caras ou mais baratas. O último caso foi quem fechou contratos de taxa fixa no final de 2021 início de 2022.... Nessa situação acho muito difícil alguém vir a perder dinheiro vs a taxa variável...

Como os créditos costumas ser longos (décadas) é quase impossível dizer-se que não perdem. A médio longo prazo, podem perder quando os juros forem menores que a taxa fixa que têm. Nessa altura terão de transferir/alterar o crédito para taxa variável para não perderem todos os meses, mas com penalizações de 2% sobre a amortização e menor margem de negociação.
 
A minha primeira casa foi comprada poucos meses antes da crise de 2008. Foram 4 anos de juros acima de 2% tendo atingido os 5,5%
Acabei de comprar outra. Tudo indica que os juros vão continuar a subir. Se vão estar altos durante 5 anos? Essa resposta vale muito dinheiro [:D]

Como já disse em cima, estou a negociar para mudar para tx mista a 2,25% durante 5 anos. Descontando o spread, fica 1,25%. Não acredito muito que as txs venham para valores inferiores a esses durante os próximos anos.
Se tenho a certeza que não vou perder nestas trocas? Não. [:D] Mas que seria da vida sem incertezas? [:)]


PS: citei a pessoa errada. Era para ser a citaçao do Macaveno

penso que estas engano, é taxa fixa de 2.25% + spread. acho eu.
 
Na proposta que tenho do bankinter, para 5 anos fixa, é TAN de 2,25%, por isso já inclui o spread.

Depois a TAEG é que já é mais alta, por ter todas as outras despesas (seguros, comissões, etc).
 
Eu estou na dúvida se os cinco anos fixos serão uma boa opção ou demasiado tempo com prestação fixa...

Será que as condições das taxas se manterão a subir durante muito tempo?


É olhar para as previsões do nível da inflação na europa para os próximos anos.

Diria que o problema da inflação ainda vai perdurar por mais 2/3 anos e que os juros vão ter que se manter altos por mais 4 /5 anos à vontade.

Nesta altura do campeonato não teria dúvidas em fixar a taxa pelo menos por 5 anos. Se existisse a opção de fixar por 7 anos, acho que seria a opção ideal neste momento.
 
penso que estas engano, é taxa fixa de 2.25% + spread. acho eu.


Nao. A tx 2,25 já inclui o spread.
Hoje em dia é que os spreads suboram imenso com as txs negativas que estiveram durante anos.
Ha uns anos atras, ter spreads a 0,3% ou ainda menos era relativamente normal.
 
Como os créditos costumas ser longos (décadas) é quase impossível dizer-se que não perdem. A médio longo prazo, podem perder quando os juros forem menores que a taxa fixa que têm. Nessa altura terão de transferir/alterar o crédito para taxa variável para não perderem todos os meses, mas com penalizações de 2% sobre a amortização e menor margem de negociação.

Porquê menos margem de negociação?

No que diz respeito à negociação qual é a diferença para quem vem de taxa variável?

penso que estas engano, é taxa fixa de 2.25% + spread. acho eu.

A taxa fixa apresentada inclui o spread, ou seja, é a taxa comparável a euribor + spread.

Este "pormaior" faz toda a diferença quando se opina sobre uma ou outra opção. [;)]
 
Bom, a subida das taxas de juro já se faz sentir em casais meus amigos que compraram a casa “à justa”…

Por aqui, eu e a minha namorada (que somos dos que estamos melhor no meu grupo e no grupo dela, por uma margem bastante razoável), segunda metade dos 20s, com perto de 3k liquidos no total no “agregado” continuamos a adiar.

Eu sou o mais c*nas, acho que não temos posses nem para uma banal casa (nos dias de hoje) de 250k - não sei se era suposto isto ser affordable ou não, o que é que vem “nos livros”? :confused:

Sempre disse que só me mudo quando a renda da casa ocupar no máximo 15% do salário líquido do casal, para não estar a andar com a casa às costas e a panicar a cada notícia de aumento das Euribor.

No nosso caso (também ambos na 2ª metade dos 20s) andamos em cima do mercado desde meados de 2019 e acabamos a escriturar em Dezembro 2021.

Compreendo bem o teu post. Também sou "c*nas" (uns dizem que sou pessimista, eu gosto de dizer que sou realista) e, se em Agosto 2021 estivemos perto de avançar para um T2 novo a rondar os 180.000€ que estaria pronto a escriturar no 1º Trim de 2022 (o que obviamente não aconteceu, ainda não está pronto...), acabamos por optar por um T2 usado por 125.000€.

Esta opção resultou de vários fatores/suposições:
- O crédito seria "pré-aprovado, no momento do CPCV, mas havia o risco de não o ser no momento da escritura;
- Surgiam imensas indicações da redução do prazo máximo de concessão de CH (de 40 para 35 anos), o que se veio a verificar, com impacto na taxa de esforço.
- A taxa de esforço seria acima do que eu desejava para me sentir confortável;
- Iria ser complicado gerir liquidez para entrada+impostos antes do CH;
- Apesar de novo, sendo T2, não estava a conseguir justificar o esforço para uma casa que provavelmente não serviria a médio/longo prazo (filhos, etc...)

Nos bancos a conversa era sempre esta: a euribor vai continuar assim por muito tempo, para a entrada faz-se um crédito pessoal, não se preocupe que o BdP não vai alterar nada, etc...

Neste momento não estou nada arrependido de ter optado por um apartamento usado que me dá outra folga e conforto financeiro.
Tal como já disse aqui, também não estou arrependido (por agora) de ter optado por fixar a taxa durante 30 anos em 1,4%.

Voltando ao "teu caso", desejo que consigas tomar uma boa opção.
Contudo, tenho algum receio que não se consiga nada de jeito na AML (ou Lisboa "alargada") com esses 250.000€, nem depois do impacto do aumento das taxas.
Desconfio que para o cidadão comum, a eventual descida do preço das casas não compense a subida das taxas de juro, resultando em encargos/taxas de esforço superiores ao que se verificava há 1 ano.
 
Nas casas usadas já se começam a ver descidas de preços e em alguns casos ja de 10%, antes era raro ver descida de preço e depois eram descidas de 2%.

A subidas das taxas de juro ainda vão a meio ou ainda não chegaram a meio, e muitos contratos ainda nem foram revistos e já vejo muitas pessoas aflitas devido a inflação e etc, os juros estiveram muito tempo baixos e agora com 1% já é quase um drama quando 1% até é um juro perfeitamente normal até mesmo 2%

daqui a 2/3 anos já o mercado deve ter corrigido e vamos ver casas com preços mais acessíveis
 
Nas casas usadas já se começam a ver descidas de preços e em alguns casos ja de 10%, antes era raro ver descida de preço e depois eram descidas de 2%.

A subidas das taxas de juro ainda vão a meio ou ainda não chegaram a meio, e muitos contratos ainda nem foram revistos e já vejo muitas pessoas aflitas devido a inflação e etc, os juros estiveram muito tempo baixos e agora com 1% já é quase um drama quando 1% até é um juro perfeitamente normal até mesmo 2%

daqui a 2/3 anos já o mercado deve ter corrigido e vamos ver casas com preços mais acessíveis

 
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