Até fico tentado a pedir alteração da variável para a fixa.
Como já escrevi aqui há uns dias atrás, decidi avançar com a proposta do Bankinter de taxa fixa 3,25% nos próximos 5 anos + variável nos restantes 25 anos.
Aguardo a aprovação da proposta, e além disso, o intermediário financeiro diz que tem conseguido manter as condições da proposta mesmo com o seguro de vida fora (que é o que pretendo).
Ao fixar a taxa, já sei qual será a minha prestação nos próximos 5 anos, e juntando ao plano de amortizações extraordinárias que tenho previsto, esta prestação em período de taxa fixa irá certamente baixar, e aumentar o montante amortizado em cada prestação.
O objectivo continua a ser a amortização completa do empréstimo nos próximos 8 anos.
Apesar de já ter decidido por esta solução um pouco tarde (há poucos meses atrás, era possível o crédito em taxa fixa a rondar os 2,25% / 2,5%), ao existir muita incerteza na evolução das taxas de juro (aliás, a única certeza que tenho é que as taxas vão continuar elevadas nos próximos anos), a inflação que se mantém elevada (e sem sinais visíveis de redução), e a completa descrença na actuação do BCE neste tema (intervenção tardia, desfasamento da realidade e aplicação de medidas lesivas para quem tenha créditos à habitação), levou-me a escolher esta solução.
Nota: Actualmente, para obter uma taxa variável melhor que a taxa fixa de 3,25%, seria necessário que a taxa Euribor fosse inferior a 2,4% (juntando depois o spread contratado). Não vejo isto a acontecer tão depressa. A inflação continua elevada, o BCE já disse que vai manter uma trajectória de aumento de taxas de juro para combater a inflação "custe o que custar", e somente quando houver sinais fortes de controlo e redução da inflação é que vão reduzir as taxas.
Até lá, as taxas Euribor (que são influenciadas por estas medidas) vão manter-se elevadas...
Compete a cada um decidir por si o que será melhor para o seu caso.