Tópico das Casas

Spread a 3/4% mais 1 ou 2% de euribor dá entre 4 e 6 % de juro.... Quem for pedir, por exemplo 100,000€, não se esqueça que por ano tem de pagar 4 a 6,000€ de juros, que já dá quase para o aluguer de um apartamento de 100,000€!
 
Só te posso falar em relação ao valor do spread - 4%. O meu irmão estava em negociação com a CGD para compra de habitação e não conseguiu que lhe fizessem uma proposta com um valor inferior. Nem no BES.

Depois disso retirou da CGD as poupanças que tinha e ontem telefonaram-lhe a perguntar porquê - como se não soubessem - blá, blá, e que vão rever o caso. Entretanto também está a tentar negociar com o Crédito Agrícola um spread na ordem dos 3%.

Vamos lá ver...

Obrigado pela resposta. Espero que o teu irmão consiga o que pretende.

Pois, eu tenho conta no BES também :) e o gestor disse-me logo isso, falou-me também se ia levar os pais como fiadores.

Eu também não vou comprar para amanhã, tenciono até Junho/ Julho do próximo ano ter as coisas +/- alinhavadas. Sendo que nesta fase é tentar informar-me o melhor possível sobre tudo em jogo nos créditos habitação e do pouco que sei fui aprendendo nesta thread :)
 
Spread a 3/4% mais 1 ou 2% de euribor dá entre 4 e 6 % de juro.... Quem for pedir, por exemplo 100,000€, não se esqueça que por ano tem de pagar 4 a 6,000€ de juros, que já dá quase para o aluguer de um apartamento de 100,000€!
Eu nestas condições não hesitaria em alugar em vez de comprar [;)]
 
Spread a 3/4% mais 1 ou 2% de euribor dá entre 4 e 6 % de juro.... Quem for pedir, por exemplo 100,000€, não se esqueça que por ano tem de pagar 4 a 6,000€ de juros, que já dá quase para o aluguer de um apartamento de 100,000€!

Realmente dá que pensar, são encargos brutais, não estou a contar pedir tanto dinheiro, mas assusta um pouco os números :sh)
 
Realmente dá que pensar, são encargos brutais, não estou a contar pedir tanto dinheiro, mas assusta um pouco os números :sh)

Não vais pedir tanto, mas o dinheiro que tens poupado também rende algum juro no banco, que ia ajudar a pagar a renda da casa, é preciso ter isso em conta.
 
Peço desculpa pelo off-topic e pelo seguinte texto longo.

Antes de mais percebo pouco ou mesmo nada, de créditos à habitação, ando agora a tentar informar-me o mais possível, por isso peço que compreendam as perguntas de noob :)

Fui lendo aos poucos a thread, aprendi montes de coisas que não fazia ideia como funcionavam.

Ainda vivo em casa dos meus pais, mas já está na altura de sair do ninho, só que pelos vistos estou a sair numa altura pouco propicia para tal :sh)

Sei +/- até ao valor que posso comprar (por volta dos 120.000€) e vou pedir cerca de 55% ao banco, claro que isto são valores por alto. Ando a ver casas, fazer simulações primordialmente nos sites dos bancos. Apenas fiz uma simulação "real" com o meu gestor de conta e mesmo ele disse que agora os bancos não ofereciam spreads abaixo dos 4%, que era o máximo que ele podia fazer; disse-me também que agora poderia ficar com um spread alto, mas por ex. daqui a 1, 2 anos, se isto melhorasse sempre podia pedir uma renegociação.

Isto está sempre condicionado a múltiplas variáveis e não há uma fórmula igual para todos (não que isto valha muito nos dias que correm, mas tenho até um bom ordenado e já estou efectivo na empresa), mas quem tenha contraído um crédito recentemente, são estes +/- os valores de spread que têm sido aplicados?

Algures para trás falam sobre as Colinas do Cruzeiro, em conversa com o meu gestor de conta, fiquei a saber que ele tem lá vários amigos, o que ele me disse foi que se tentar comprar lá alguma coisa, para oferecer -20% do que o proprietário me pede :sh) não sei se realmente é assim, ou se o máximo que consigo é uma valente gargalhada do outro lado [:D]

Para um completo leigo na matéria, os spreads vão aumentando e diminuindo consoante o quê? São "revistos" de quanto em quanto tempo?

Obrigado.

Vê qual é o melhor.
DECO Proteste - Qual o melhor banco?

Os spreads vão aumentando ou diminuindo caso o banco queira e caso tenhas uma cláusula no contrato que lhes permita fazer isso.
 
Não vais pedir tanto, mas o dinheiro que tens poupado também rende algum juro no banco, que ia ajudar a pagar a renda da casa, é preciso ter isso em conta.

Neste momento até é o que tenho feito, tenho dinheiro aplicado até meio do próximo ano, dai que também não convém mexer antes. Alugar casa também não está posto de parte, felizmente não tenho a necessidade de sair à pressa de casa, posso aguentar mais algum tempo para ver como as coisas correm.
 
Neste momento até é o que tenho feito, tenho dinheiro aplicado até meio do próximo ano, dai que também não convém mexer antes. Alugar casa também não está posto de parte, felizmente não tenho a necessidade de sair à pressa de casa, posso aguentar mais algum tempo para ver como as coisas correm.

Essa também é a vantagem de arrendar, podes adiar uma compra que compromete bastante o teu futuro.
 
Comprei casa no ano passado (2010) e uma das condições que tinha à partida era que nunca aceitaria um spread acima de 1% (consegui 0,6 sem fiadores). Se não tivesse conseguido um bom spread continuaria a arrendar. É óbvio que o spread não é tudo o que devemos considerar num crédito mas é um factor muito importante porque o spread é aquilo que adicionamos á taxa de juro.

Quando vejo os spreads actuais fico chocado e se já acho um erro tremendo comprar casa com um spread de 2%, quanto mais com um spread de 4%. Já são valores obscenos e que claramente indicam que os bancos não querem emprestar dinheiro. Ora, se o sinal dos bancos é que não querem emprestar dinheiro (através de spreads obscenos) não percebo porque é que as pessoas continuam sequer a ponderar fazer empréstimos nestas condições.
 
Não é grande coisa porque durante muitos anos havia muito dinheiro barato (e falta de juízo) para comprar casa. Os negócios desenvolvem-se se houver procurar, não é o contrário (na maior parte dos casos).


Falta de juízo de quem pedia, mas tb de quem o dava. As familias estão à rasca, mas os bancos tb não estão nada bem.

E interessava a todos. Ninguém torceu o braço a ninguém.

Se há 10 anos ou 5 quisesses uma casa que ias fazer? Mesmo que nao quisesses comprar, a oferta era pouca.

Mta gente cometeu o erro básico. Comprou mais do que precisava.
 
Falta de juízo de quem pedia, mas tb de quem o dava. As familias estão à rasca, mas os bancos tb não estão nada bem.

E interessava a todos. Ninguém torceu o braço a ninguém.

Se há 10 anos ou 5 quisesses uma casa que ias fazer? Mesmo que nao quisesses comprar, a oferta era pouca.

Mta gente cometeu o erro básico. Comprou mais do que precisava.

Nada contra. Cada um aguenta as suas consequências: as pessoas ficam com dívidas que não conseguem pagar e muitas vezes insolventes, enquanto os bancos ficam sem o dinheiro e com as casas para vender.

Neste momento, o arrendamento tem de evoluir.
 
Habitação: spread sobe aos 8%
Bancos cobram spreads cada vez mais altos no crédito à habitação. DECO recomenda não contrair empréstimos nestas condições.

Os bancos estão cada vez mais exigentes na concessão de empréstimos à habitação. Além disso, quem já contraiu crédito para a compra de casa assiste a um endurecimento das condições, com a banca a subir os spreads para valores recorde.

Desde há cerca de três anos, altura da eclosão da crise financeira, os spreads no crédito à habitação não param de subir. De uma média de 1%, os spreads situam-se agora na casa dos 6%.

Recentemente, foram seis os bancos que aumentaram os spreads em Portugal: Santander, Montepio, Barclays, Banif, Crédito Agrícola e o Deutsche Bank, escreve o "Diário Económico". O Banif está a cobrar o spread mais alto (7,95%) aos clientes de maior risco no crédito à habitação, acrescenta o jornal.

Para João Fernandes, economista da Deco ProTeste, com a atual dificuldade no acesso ao crédito é normal que os spreads sejam elevados. No entanto, o especialista não recomenda que as pessoas recorram a empréstimos nestas condições.

"Um spread acima de 3% parece-nos inviável, não vale a pena recorrer ao crédito nesta situação. As pessoas vão assumir riscos enormes e no futuro poderão ter dificuldade em pagar o empréstimo", diz João Fernandes.

Além disso, o economista sublinha que o spread é só uma componente das taxas de juro, havendo também um indexante e que a soma dos dois assumirá ainda maiores proporções.

João Fernandes lembra ainda que poderá ser proposto aos clientes a subscrição de outros produtos como forma de baixar o spread, mas neste caso é necessário ver a sua utilidade, porque o custo da subscrição pode não compensar a descida do spread.

"Convém estarmos atentos à taxa anual efetiva revista (TAER), que mede as vantagens e as desvantagens do ponto de vista financeiro da subscrição desses produtos adicionais",acrescenta.

Questionado sobre eventuais restrições à subida dos spreads, João Fernandes afirma que embora existam restrições ao nível do Código Civil estas não são aplicadas no crédito à habitação, apenas no crédito ao consumo, que impede a fixação de limites arbitrários. No futuro, defende o especialista, poderá haver nesta área uma solução semelhante à do crédito ao consumo.

O economista da DECO é peremptório: "Se a escalada dos spreads continuar sem um travão, estes tornar-se-ão insustentáveis para o consumidor, havendo necessidade de um legislador intervir para tirar alguma margem de manobra à escalada selvática dos preços do crédito à habitação.


Ou seja com um spread de 6% mais euribor para um empréstimo de 100.000€ temos 640€ só para juros (sem amortização)!
Ou seja o mercado imobiliário está definitivamente liquidado!

http://aeiou.expresso.pt/habitacao-ispreadi-sobe-aos-8=f698575
 
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Comprei casa no ano passado (2010) e uma das condições que tinha à partida era que nunca aceitaria um spread acima de 1% (consegui 0,6 sem fiadores). Se não tivesse conseguido um bom spread continuaria a arrendar. É óbvio que o spread não é tudo o que devemos considerar num crédito mas é um factor muito importante porque o spread é aquilo que adicionamos á taxa de juro.

Quando vejo os spreads actuais fico chocado e se já acho um erro tremendo comprar casa com um spread de 2%, quanto mais com um spread de 4%. Já são valores obscenos e que claramente indicam que os bancos não querem emprestar dinheiro. Ora, se o sinal dos bancos é que não querem emprestar dinheiro (através de spreads obscenos) não percebo porque é que as pessoas continuam sequer a ponderar fazer empréstimos nestas condições.

Em 2010 um spread de 0,6% foi um achado..... talvez tenhas dado 50% do valor do imovel ou coisa parecida não?
 
a minha mulher andava com a mania das grandezas de mudar para uma casa maior, e surgiu uma oportunidade de permuta, ou seja mantinhamos o empréstimo da actual e trocava.se o bem hipotecado por outro de maior valor, o diferencial avançava com capitais próprios.
à partida é uma operação simples e para o banco interessante pois não mexe no empréstimo e aumenta a garantia real (casa de maior valor)...

Bom se há 1 ano o banco aceitava fazer esta operação, hoje a resposta foi: bom se mudar 1 vírgula ao contrato, o banco aplica o novo spread que nunca será inferior a 2,8% LOLOL

Como tenho spread de 0,25% (CPH de 2007) vou obviamente deixar-me estar por longos e bons anos!!

Ainda me foi dito que todos os bancos estão a tentar subir spreads de CPH antigos, ou seja quem tem bonificações do spread (conta domiciliada, Visa, etc) é bom que mantenha tudo para os spreads não mexerem. Os senhores andam implacáveis e nem avisam... há um dia que o spread mudou e pronto.

Heads up!
 
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