Tópico das Casas

Não sobem necessariamente, passam é a ser vendidas, pois há dezenas de milhares de casas que não vão sair da imobiliária durante anos se não baixarem de preço.
Basta ver o que acontecia há poucos anos, mesmo com taxas negativas ou taxas baixas as casas estavam a preços razoáveis. Subiram exponencialmente foi na pandemia.
Provavelmente é mais barato construir hoje ou daqui a um ano do que o que foi nos últimos 2anos.
Além de que neste momento está a haver construção como nunca houve nos últimos 15anos pelo menos. E estão em revisão os PDM em muitas cidades do país, por exemplo em Braga vai ser uma pequena revolução.
Os juros são apenas uma das condicionantes, embora muito importante.

A sério? Já estamos a construir 60 mil fogos por ano como em 2008?
Querem ver que se deu o milagre da multiplicação da mão de obra qualificada e eu não dei por nada?
 
lol isto é a serio?

Eu acredito que isto pode acontecer.

Eu falei em T2 porque normalmente é o mínimo para início de vida do casal se eventualmente tiver filhos ou pensar em vir a ter.

Se os T2 começarem a arrancar nos 300k, tendo em conta que as pessoas vão precisar de um local para viver e:
- a oferta de casas novas continuar a ser diminuta
- os juros estiverem a 2% (que foi o falado e que eu disse que considerava baixo)
- as rendas de T2 semelhantes estiverem nos 800/900€
- a prestação for 1000€
- o SMN for de 1000€


Não me parece nada descabido os casais mesmo ganhando o SMN, os que conseguirem juntar/lhes for dado uma parte, dos valores necessários para entrada/impostos, comprem um T2 de 300k para a sua vida.

E até me parece a melhor opção em relação a arrendar por 800/900€.

Uma casa continua a ser o bem pelo qual a maior parte das pessoas acha que vale a pena fazer (muitos) sacrifícios.

Neste pensamento, para mim, no momento apenas os juros mais altos que os tais 2% poderão limitar esse cenário.

Dai ter dito que os 4% não considero alto mas sim um valor que poderá ser mantido, sendo que para baixar o preço das casas (excluindo desemprego) só se os juros continuarem a aumentar.
 
Há aí várias coisas nesse raciocínio pouco sólidas.

- Uma casa de 300 mil euros normalmente não custa 800/900 no mercado de arrendamento, mas sim 1.000/1.200.
- Um casal ganhar, ambos ordenados mínimos é pouco provável, mesmo que aconteça será em princípio por pouco tempo.
- Numa casa de 300, se for feito um crédito de 240, isso actualmente custa uns 1.200 e não esquecer que acrescem os 60 mil euros não financiados e os 15 mil euros de impostos custos de transação.
- Creio que fora das áreas urbanas de Lisboa e Porto, um T2 habitualmente não custa 300, talvez 100/150/200 dependendo do local.
 
A sério? Já estamos a construir 60 mil fogos por ano como em 2008?
Querem ver que se deu o milagre da multiplicação da mão de obra qualificada e eu não dei por nada?

Não estamos, mas estamos a contruir muito, mas muito mais que nos últimos 15 anos. estamos a construir o triplo da média dos últimos 10 anos.
Não tens a multiplicação da mão de obra mas tens a multiplicação da construção. Andas nos 20 e muitos mil quando em 2015 andavas nos 7mil.
Não estamos como em 2008, nem precisamos de estar, aí estávamos em excesso. Por exemplo em Braga chegaram a haver 10mil fogos vazios, sem ocupação, era esse o problema no início da década de 10.
 
E porque achas que os preços das casas dispararam?
Um dos motivos foi o dinheiro barato.

Podiam não ir para as de 500k (entradas e impostos) mas iam para os T2/T3 relativamente bem localizados na ordem dos 250/350k.

Em minha opinião muito mais que as taxas de juro foi a falta de casas. O pessoal como não tinha casas pagou o que lhe pediram. É verdade que as taxas baixas iludiram muita gente, mas as casas subiram porque não havia opção de comprar ou era caro ou não era nada, porque não havia.
 
Há aí várias coisas nesse raciocínio pouco sólidas.

- Uma casa de 300 mil euros normalmente não custa 800/900 no mercado de arrendamento, mas sim 1.000/1.200.
- Um casal ganhar, ambos ordenados mínimos é pouco provável, mesmo que aconteça será em princípio por pouco tempo.
- Numa casa de 300, se for feito um crédito de 240, isso actualmente custa uns 1.200 e não esquecer que acrescem os 60 mil euros não financiados e os 15 mil euros de impostos custos de transação.
- Creio que fora das áreas urbanas de Lisboa e Porto, um T2 habitualmente não custa 300, talvez 100/150/200 dependendo do local.

Por 100mil compras um T2/T3 em Montalegre, mas por esse preço nem se vendem porque não há procura, infelizmente.
O mais normal mesmo em vilas mais do litoral será por volta 150mil, mesmo por esse preço já nem toda a gente tem acesso a crédito parece. Nas grandes cidades do litoral neste momento anda tudo pelos 200 e muitos mil, mesmo apartamentos remodelados com 30 anos. Muito caro. Se houver novos no mercado, que acabarão por ficar a preço semelhante, esses terão que baixar e em minha opinião consideravelmente. Até porque muitos dos prédios precisam de obras de centenas de milhares de euros por exemplo.
 
O pessoal que ganha o salário mínimo ou por aí pagava 300€ de prestação, com azar 400€ na última década. Ou seja pouco mais de 50/ 60% de um salário mínimo.
Se os T2 a 300 mil forem o novo normal, o tuga no geral vai viver debaixo da ponte durante muitos anos.
Nem quem vive com 1000€ hoje tem facilidade em pagar o crédito quanto mais daqui a uns anos com o mesmo valor.

No resto os juros em Portugal (repito em Portugal, pois não conheço suficiente mercado externo), já estão bem acima do que o tuga pode pagar para compra de casa. Anda muita gente com a corda na garganta, mas muita mesmo. Os números da poupança há umas semanas eram assustadores em Portugal, mas acho que se os juros se mantiverem muito tempo, esses valores serão provavelmente os mais baixos de sempre e serão para uma grande maioria das famílias residuais. (e antes já não eram números bons).
Os salários em Portugal não dão para pagar prestações de 700 ou 800€, nem lá perto, isto para famílias que tenham filhos e carros em casa para manter.
Neste momento parece-me que os preços já estão mais que estabilizados, e se não descerem, subir também não me parece.
Sendo que um pouco off topic, provavelmente iremos entrar em recessão.

Mas estão sem conseguir pagar porque a Euribor está a 4%.

Mas se os juros vierem para os 2% que disseste ser o adequado os preços das casas disparam outra vez porque o dinheiro fica barato.

Um casal em início de vida os 2 com os 1000€ se os t2 novos forem por 300k e eles ficarem com uma prestação de 1 ordenado, muitos vão avançar.

As pessoas são consumistas e só não consomem se não conseguirem.

Há 2 grandes motivos para não conseguirem:

- desemprego
- não terem acesso à quantia necessária (crédito).

Mesmo nas notícias referem que o abrandamento nos créditos ao consumo é menor que para CH (porque é mais fácil um empréstimo de 10 ou 20k mesmo com juros mais altos do que 200 ou 300k para um CH).

Por isso neste momento as pessoas podem não comprar casas com a mesma facilidade devido à subida do preço do dinheiro mas continuam a consumir outros bens mais baratos com recurso a crédito.
 
Quando as taxas de referência estavam a zero ou negativas 100 mil euros de crédito (com prazo alargado, como referes) custavam cerca de 300 euros/mês.

Actualmente custam cerca de 500 euros.

Até podiam ficar mais baratas que os 300€ por 100k

Atualmente é mais caro mas não tens os juros a 2%, se os tiveres, 100k a 35 anos ficará +/- 350€
 
Há aí várias coisas nesse raciocínio pouco sólidas.

- Uma casa de 300 mil euros normalmente não custa 800/900 no mercado de arrendamento, mas sim 1.000/1.200.
- Um casal ganhar, ambos ordenados mínimos é pouco provável, mesmo que aconteça será em princípio por pouco tempo.
- Numa casa de 300, se for feito um crédito de 240, isso actualmente custa uns 1.200 e não esquecer que acrescem os 60 mil euros não financiados e os 15 mil euros de impostos custos de transação.
- Creio que fora das áreas urbanas de Lisboa e Porto, um T2 habitualmente não custa 300, talvez 100/150/200 dependendo do local.

Eu fiz uma previsão com base numa legislatura 4/5 anos se o SMN aumentar para 1000€ e os juros forem 2%.

Não disse que era o que acontecia agora.

Uma casal a ganhar o SMN os 2 é pouco provável?
Não fui ver números mas não me parece tão pouco provável assim, basta serem indiferenciados profissionalmente, hipers, call centres, contínuos de escolas, operários fabris, etc
 
Em minha opinião muito mais que as taxas de juro foi a falta de casas. O pessoal como não tinha casas pagou o que lhe pediram. É verdade que as taxas baixas iludiram muita gente, mas as casas subiram porque não havia opção de comprar ou era caro ou não era nada, porque não havia.

Eu não tenho essa opinião, tu podes ter poucas casas que no limite se não houver dinheiro elas não se vendem.
A existência de dinheiro ou o acesso ao crédito quando não se tem ou não se quer gastar dinheiro é que permite as transações comerciais.

Claro que podes dizer que se houver dinheiro e não houver casas para vender também não se vendem casas.
É verdade, mas como há dinheiro faz-se as casas que se precisam. Essa é a diferença para o parágrafo anterior.

Créditos fáceis, muitas transações, créditos difíceis poucas transações.
 
Depois da crise do subprime, que chegou cá com algum atraso, a concessão de crédito passou a ser feita com muito mais rigor.

Se actualmente com esta grande subida das txs não há muitos casos de incumprimento é por isso mesmo.

Portanto não vale a pena apontar só aspetos negativos, neste tema do CH os bancos têm estado bem.
 
Depois da crise do subprime, que chegou cá com algum atraso, a concessão de crédito passou a ser feita com muito mais rigor.

Se actualmente com esta grande subida das txs não há muitos casos de incumprimento é por isso mesmo.

Portanto não vale a pena apontar só aspetos negativos, neste tema do CH os bancos têm estado bem.

Não é bem assim.

Agora há mais mecanismos. Moratórias. Ajudas.

Se não fosse isso, já estavas a a estalar. Isso e o desemprego, se este último aumenta esquece lá isso. Foi isso que contou muito em 2008-2010.

Nota: hoje saiu notícias sobre o aumento das insolvências de empresas.
 
Mas estão sem conseguir pagar porque a Euribor está a 4%.

Mas se os juros vierem para os 2% que disseste ser o adequado os preços das casas disparam outra vez porque o dinheiro fica barato.

Um casal em início de vida os 2 com os 1000€ se os t2 novos forem por 300k e eles ficarem com uma prestação de 1 ordenado, muitos vão avançar.

As pessoas são consumistas e só não consomem se não conseguirem.

Há 2 grandes motivos para não conseguirem:

- desemprego
- não terem acesso à quantia necessária (crédito).

Mesmo nas notícias referem que o abrandamento nos créditos ao consumo é menor que para CH (porque é mais fácil um empréstimo de 10 ou 20k mesmo com juros mais altos do que 200 ou 300k para um CH).

Por isso neste momento as pessoas podem não comprar casas com a mesma facilidade devido à subida do preço do dinheiro mas continuam a consumir outros bens mais baratos com recurso a crédito.

Com esses rendimentos não dava para aprovar o credito, alem disso só para a entrada+despesas eram precisos 45K.

Diria que nem 150K... não te esqueças que o salario mínimo sobe até aos 1000 euros mas sobe tudo.

O problema aqui tambem é a maneira como a vida em casal mudou, atualmente as pessoas juntam-se tarde e sem dinheiro e divorciam-se na maior parte das vezes.

Estamos numa nova era a todos os niveis.
 
Não sobem necessariamente, passam é a ser vendidas, pois há dezenas de milhares de casas que não vão sair da imobiliária durante anos se não baixarem de preço.
Basta ver o que acontecia há poucos anos, mesmo com taxas negativas ou taxas baixas as casas estavam a preços razoáveis. Subiram exponencialmente foi na pandemia.
Provavelmente é mais barato construir hoje ou daqui a um ano do que o que foi nos últimos 2anos.
Além de que neste momento está a haver construção como nunca houve nos últimos 15anos pelo menos. E estão em revisão os PDM em muitas cidades do país, por exemplo em Braga vai ser uma pequena revolução.
Os juros são apenas uma das condicionantes, embora muito importante.

Não consigo ver isso que andas a ver sobre a construção, mas vamos esperar para ver.

Se o mercado cair nos próximos 2 anos invisto...
 
Não consigo ver isso que andas a ver sobre a construção, mas vamos esperar para ver.

Se o mercado cair nos próximos 2 anos invisto...

A não ser que venham estrangeiros ou extraterrestres comprar as casas elas vão ficar por vender.
Eu olho à volta e não vejo pessoal com capacidade para pagar apartamentos ou casas de 300mil euros, pelo menos em quantidade suficiente para o mercado viver.
 
Eu não tenho essa opinião, tu podes ter poucas casas que no limite se não houver dinheiro elas não se vendem.
A existência de dinheiro ou o acesso ao crédito quando não se tem ou não se quer gastar dinheiro é que permite as transações comerciais.

Claro que podes dizer que se houver dinheiro e não houver casas para vender também não se vendem casas.
É verdade, mas como há dinheiro faz-se as casas que se precisam. Essa é a diferença para o parágrafo anterior.

Créditos fáceis, muitas transações, créditos difíceis poucas transações.

As pessoas contiveram-se durante a troika, sofreram e tiveram muito mais cuidado nos investimentos, mesmo alguns que tinham dinheiro. Preferiram esperar a ver o que dava o futuro. Ali a partir de 2017 as coisas começaram a mudar e foi isso que fez subir o preço das casas, um aumento exponencial da procura, que foi inversamente proporcional aos números da construção nos 10 anos anteriores. Casais que adiaram decisões de compra e provavelmente até de casar. Famílias que cresceram e foram ficando onde estavam aguentando a crise. Depois teve a agravante de se juntar o Covid que se juntou a uma politica monetária expansionista do BCE nos anos anteriores. Foi tudo junto que se tornou numa avalanche. Não foi só um fator a contribuir.
E por isso é que acho que as casas podem baixar, quem estava à procura, já foi encontrando casa, a construção cresceu exponencialmente, os juros subiram, o BCE vai cortando a sua politica expansionista e quem sabe o período económico de "ouro" que vivemos após 2015 não sabemos que rumo terá nos próximos anos. O que se anuncia para Portugal não é famoso.
 
Mas estão sem conseguir pagar porque a Euribor está a 4%.

Mas se os juros vierem para os 2% que disseste ser o adequado os preços das casas disparam outra vez porque o dinheiro fica barato.

Um casal em início de vida os 2 com os 1000€ se os t2 novos forem por 300k e eles ficarem com uma prestação de 1 ordenado, muitos vão avançar.

As pessoas são consumistas e só não consomem se não conseguirem.

Há 2 grandes motivos para não conseguirem:

- desemprego
- não terem acesso à quantia necessária (crédito).

Mesmo nas notícias referem que o abrandamento nos créditos ao consumo é menor que para CH (porque é mais fácil um empréstimo de 10 ou 20k mesmo com juros mais altos do que 200 ou 300k para um CH).

Por isso neste momento as pessoas podem não comprar casas com a mesma facilidade devido à subida do preço do dinheiro mas continuam a consumir outros bens mais baratos com recurso a crédito.

Ninguém vai emprestar dinheiro para uma casa de 300 mil a quem ganhar 2mil€ casal, pelo menos com juros a 4%. Se forem 2mil brutos, muito menos, o casal passa fome.
 
Mas estão sem conseguir pagar porque a Euribor está a 4%.

Mas se os juros vierem para os 2% que disseste ser o adequado os preços das casas disparam outra vez porque o dinheiro fica barato.

Um casal em início de vida os 2 com os 1000€ se os t2 novos forem por 300k e eles ficarem com uma prestação de 1 ordenado, muitos vão avançar.

As pessoas são consumistas e só não consomem se não conseguirem.

Há 2 grandes motivos para não conseguirem:

- desemprego
- não terem acesso à quantia necessária (crédito).

Mesmo nas notícias referem que o abrandamento nos créditos ao consumo é menor que para CH (porque é mais fácil um empréstimo de 10 ou 20k mesmo com juros mais altos do que 200 ou 300k para um CH).

Por isso neste momento as pessoas podem não comprar casas com a mesma facilidade devido à subida do preço do dinheiro mas continuam a consumir outros bens mais baratos com recurso a crédito.

Consumo é uma coisa e comprar habitação outra.

Mas por acaso parece-me que exageras nessa caracterização dos hábitos de consumo dos portugueses !?

Há uma necessidade natural de viver e desfrutar, mas é comum a todos os países desenvolvidos.
 
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