Falando em taxas de esforço há um fenómeno mais ou menos estatisticamente relevante que tem a ver com uma espécie de crise da meia idade relativamente à habitação. As pessoas geralmente quando começam a vida compram uma casa mais modesta e mais pequena porque ainda não têm perspectivas sobre o futuro, têm poucas poupanças, não têm filhos, etc.
Mas depois por volta dos finais dos trintas começam a achar que afinal a casa é pequena e, sobretudo se o mercado imobiliário estiver dinâmico, começam a pensar em vender a que têm e comprar uma maior, ou por exemplo passar de um apartamento para uma moradia. Até aí tudo bem, mas muitas exageram na dose e compram logo grandes vivendas ou apartamentos luxuosos. E assim passam de uma situação em que a vida financeira até já estava desafogada para uma situação em que ficam novamente enterrados até ao pescoço em dívidas até aos 70 anos e a fazer contas todos os meses. E tudo isto para daí a 10 ou 15 anos os filhos saírem de casa e ficarem 2 gatos pingados "perdidos" numa V5 de 2 pisos!