Tópico das Casas

Este tipo de construção apenas visa duas coisas.
Vistos Gold e Residentes não Permanentes.
Por isso mesmo que haja oferta para aluguer e afins, estes empreendimentos de milhões vão continuar.

Penso que o MVA pretendia abordar o problema do valor atual das rendas em Lisboa e arredores, e como foge ao bolso do típico trabalhador da região, demonstrando como o 'problema' poderia eventualmente ser resolvido.

Parece no entanto algo bastante utópico. Acho que um crashzito imobiliário é capaz de resolver melhor a questão.
 
Novos hotéis que abriram este ano para a classe baixa... [:)]


  • Meliá Lisboa, Avenida Fontes Pereira de Melo, cinco estrelas, 239 quartos
  • Eurostars Expo, Avenida D. João II, cinco estrelas, 188 quartos
  • Turism Boulevard Hotel, Avenida da Liberdade, cinco estrelas, 100 quartos
  • The One Palácio da Anunciada, Rua das Portas de Santo Antão, cinco estrelas, 83 quartos
  • Palácio Ludovice, Rua de São Pedro de Alcântara, cinco estrelas, 66 quartos
  • Palácio Azul, Praça da Alegria, cinco estrelas, 40 quartos
  • The Ivens, Rua Ivens, quatro estrelas, 94 quartos
  • My Story Hotel Praça da Figueira, Praça da Figueira, quatro estrelas, 85 quartos
  • The Beautique R. Madalena, Rua da Madalena, quatro estrelas, 80 quartos
  • Real Maxime Hotel, Praça da Alegria, quatro estrelas, 70 quartos
  • My Story Hotel Rua Aurea, Rua Aurea, quatro estrelas, 58 quartos
 
Até ao final de 2019, Portugal deverá ter 115 novos hotéis, com mais de 9.500 quartos, sendo que 71% dos projectos correspondem a hotéis de 4 e 5 estrelas. Isto é que vai atrair a classe baixa do Bangladesh...

Um hotel de 5 estrelas em Lisboa para a próxima semana na maioria dos casos fica entre os 250 e os 400 euros por noite por quarto sem pequeno almoço.
 
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Até ao final de 2019, Portugal deverá ter 115 novos hotéis, com mais de 9.500 quartos, sendo que 71% dos projectos correspondem a hotéis de 4 e 5 estrelas. Isto é que vai atrair a classe baixa do Bangladesh...

Um hotel de 5 estrelas em Lisboa para a próxima semana na maioria dos casos fica entre os 250 e os 400 euros por noite por quarto sem pequeno almoço.

A média de gastos diários por turista em Portugal em 2017 estava nos 97 euros...e são estes os turistas que maioritariamente nos visitam, com pacotes de viagem comprados no estrangeiro. Uma coisa é o preço de um 5 estrelas ao balcão, outra é o preço do mesmo hotel no Booking e outra (ainda mais barata) é o preço por quarto vendido às grandes operadoras turisticas.
 
O turismo em PT é um turismo de classe baixa/media e continuamos a concorrer com destinos low-cost (Tunisia, Egipto, Malta, etc). Ganha-se dinheiro com este turismo pela quantidade, o que não é eterno...quanto a brasileiros, cada vez é mais caro para os brasileiros a mudança para PT, atenta a continua desvalorização do real. Mesmo que transfiram as poupanças ou as pensões de aposentadoria para cá, começa a ser complicado para eles.

A questão é que vai continuar a ser bastante mais fácil viver cá com pouco dinheiro do que lá com uma bala no peito ou na cabeça [;)]
 
Construção nova que esteja ao alcance do bolso da classe média neste momento creio que não existe nem sequer na Amadora/Odivelas/Loures, quanto mais em Lisboa. Confesso que me faz espécie que o salário mediano em Lisboa seja inferior a 1400 euros brutos (dados oficiais) e que os preços das habitações só estejam ao alcance de quem aufira pelo menos o triplo desse valor.

Não creio que o alojamento local seja grande responsável, pois afinal de contas os alojamentos locais em Lisboa estão fortemente concentrados em 3 freguesias apenas. Para resolver o problema seria necessário duas coisas:

1) inundar o mercado com apartamentos, detidos pela câmara municipal e/ou pelo Estado com rendas muito baixas (tipo 400 euros mensais por um T3 novo bem localizado). Quando digo 'inundar o mercado' digo que teriam de entrar de rompante uns 30 mil apartamentos no mercado a preços controlados de um dia para o outro;

2) construir imensas residencias universitárias novas (para cobrir pelo menos 80% dos alunos deslocados - hoje a cobertura é de 10%)

Qualquer destas duas soluções demoram pelo menos uma década até estarem implementadas (pelo menos metade deste tempo é perdido em burocracias estatais).
Se houvesse residências para 80% dos alunos deslocados então iam só encher metade porque eles são muito chiques para dividir quarto com alguém.

Os pais que andem a pão e água.
 
A questão é vai continuar a ser bastante mais fácil viver cá com pouco dinheiro do que lá com uma bala no peito ou na cabeça [;)]

Verdade...mas nessa ânsia de fugir às balas ( que já existe...) arriscamos que venham aos magotes aqueles dispostos a viver com pouco dinheiro, sem qualificações profissionais relevantes, que repartem t2 por 3 familias e que no fundo vão entrar em concorrência com os nossos indiferenciados. Se reparares em anúncios de emprego no facebook, cada vez há mais ofertas de faxineiras e diaristas...
 
Se houvesse residências para 80% dos alunos deslocados então iam só encher metade porque eles são muito chiques para dividir quarto com alguém.

Os pais que andem a pão e água.

Residências e quartos mistos, de preferência a juntar escolas de engenharia com enfermagem e educação infantil.
Conheço muito marmanjo que voltava a estudar... [:D]
 
https://www.bloomberg.com/news/arti...the-four-riskiest-housing-markets-oxford-says

Não, Portugal não aparece.

Aliás faltam vários factores de risco como o lenghty housing boom, ou o aumento das taxas dos créditos.

Qdo aparecerem serei dos primeiros a dizer[:D]

E antes de Portugal ainda há muitos outros países além desses, isto é um fenómeno natural nos países desenvolvidos, há cada vez mais pessoas no mundo principalmente nos países pobres e essas pessoas querem emigrar para os países desenvolvidos e ocidentais por isso tudo o que seja norte e centro da europa e alguns do sul, EUA/Canadá, Austrália/NZ, Hong Kong, são mercados que terão sempre muita procura e mesmo que haja uma crise leva poucos anos a voltar ao que era.
 
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