A Iliteracai financeira e dos viersos estudos anuais que sao feitos e colocam contantemente portugal como paise de iliterados financeiramente, e nao consiste apenas em credito habitacao.
Ja por aqui coloquei varios screenshots.
E facil de fazer o donwload do PDF e so procurar.
Mas a porca maior é a facilidade que se atira as culpas para cima do BCE.
O BCE faz o que todos os bancos centrais de países que fizerem quantitative easing estão a fazer, e bem.
Agora , ouvir responsáveis políticos a querer interferir com a política monetária é típico de um qualquer país da América latina, veja-se o resultado.
Ter uma boa parte da população de acordo com interferência política no banco central é a prova provada da nossa iliteracia financeira.
Não fosse o BCE e estarmos no Euro, estaríamos como uma Venezuela ou Argentina.
Vide final da década de 70 e 80, a taxa de juro, inflação (bem acima dos 2 dígitos) e a consequente desvalorização do Escudo!!!!
Como diz o outro, somos pobres e mal agradecidos.
Taxa de juro a 4% e é uma gritaria infernal, quanto estava taxa de juro nos EUA,UK, Canadá,Brasil, Argentina etc
A zona euro tem tido uma moeda forte, estável e com níveis de inflação baixos ate recentemente.
Prelude, todos nós percebemos a importância do BCE no combate à inflação, na estabilização do Euro, e na normalização das taxas de juro.
Ainda bem que tivemos o BCE para nos acudir na última década e meia, na crise subprime, na crise das dívidas públicas, e em várias outras situações.
Mas da mesma forma que elogiamos o BCE, há que saber apontar os erros onde falharam redondamente.
Recordo-me especialmente de 2 momentos:
1º momento
- Em Novembro de 2007, subscrevi o meu primeiro CH. Pagava uma taxa variável de 5,25%. Nem sequer considerei taxa fixa.
- Em 2008, rebenta a crise do subprime, e o mercado imobiliário começa a desvalorizar.
- O BCE, ainda presidido pelo Jean Claude Trichet, tem uma última reunião antes de passar o testemunho para o Mario Draghi, onde ainda aumentou mais uma vez a taxa directora para máximos. Isto já a coincidir com a crise subprime. Tudo o que era analista financeiro, ficou surpreendido pela medida.
- Tive uma actualização da taxa para 5,65% (já contando com o spread), foi a taxa mais alta que paguei em todos os créditos que tive.
- Quando entrou o Mario Draghi, sabes quais foram as primeiras medidas? Perceber a crise que se desenrolava, admitir o erro, e reduzir as taxas de juro para valores muito baixos, nunca vistos até então.
2º momento
- Até final de 2021, o discurso do BCE incidia sobre uma inflação temporária, transitória e que iriam evitar ao máximo mexer na política monetária para evitar provocar crises na economias europeias, que ainda tentavam recuperar de uma pandemia.
- Ao mesmo tempo, já o FED e o BoE tinham aumentado as respectivas taxas directoras, até por mais que uma vez.
- Somente quando estalou a guerra da Ucrânia e os preços escalaram, perceberam que estavam completamente errados. Agora o discurso seria combater a inflação através do aumento de taxas de juro inicialmente com aumentos ligeiros. Quando perceberam que a inflação era persistente e duradoura, lá apareceu o discurso de combater a inflação a todo o custo. Já não interessa o estado das economias, e a possível recessão que possam provocar.
- A Lagarde nunca admitiu abertamente que falharam, embora já vários governadores (e até o vice-presidente Luis Guindos) tenham admitido que não tiveram a melhor postura...
É esta a postura e os erros que eu critico no BCE.
Estiveram mal e vão provocar uma crise ou recessão que apesar de inevitável, podia e devia ter sido controlada desde início.