Tópico das Casas

Pagam se tiverem inscritos na Conservatória (como deveria ser com todos), e quando os donos fazem a respectiva transferência de propriedade dos terreno quando compram ou quando herdam.

Atenção que Portugal é um daqueles casos de "um país, dois sistemas". No nosso caso, o do MJ/IRN/Conservatórias de Registo Predial vs. MF/AT/Secções de Finanças.

O IMI é pago às finanças pela "caderneta predial" da AT, mas esta esteve muitos anos desacoplada do Registo Predial. Agora já é suposto que uma escritura de compra e venda seja automáticamente comunicada à AT, mas ainda o ano passado vi um atraso de mais de seis meses (i.e. ainda estava na AT uma coisa vendida com o devido registo a meio do ano anterior).
 
Atenção que Portugal é um daqueles casos de "um país, dois sistemas". No nosso caso, o do MJ/IRN/Conservatórias de Registo Predial vs. MF/AT/Secções de Finanças.

O IMI é pago às finanças pela "caderneta predial" da AT, mas esta esteve muitos anos desacoplada do Registo Predial. Agora já é suposto que uma escritura de compra e venda seja automáticamente comunicada à AT, mas ainda o ano passado vi um atraso de mais de seis meses (i.e. ainda estava na AT uma coisa vendida com o devido registo a meio do ano anterior).

Os casos que refiro são maioritariamente terrenos de herança, e que transitam de relação de bens em relação de bens, caso os herdeiros nada façam para legalizar os imóveis. Existem casos de compra/venda, mas há décadas atrás, ou então que simplesmente não oficializam o negócio, fica só "de boca".

Ainda há tempos vi dum terreno da minha mãe, um dos proprietários de outra parcela do mesmo artigo, está descrito em nome do pai, que já morreu nos anos 80, e documento de identificação desconhecido.

E mesmo em termos urbanos, já apanhei dois ou três casos recentes de terrenos que teriam algum (bastante) valor, mas que simplesmente não existe registo dessas parcelas, ou perdeu-se no tempo, sendo um problema para quem os tem.
E casos de erro nas áreas dos terrenos e dos imóveis então é mato, diria que mais de 50% estão nessa situação e têm de ser corrigidos: 1° nas finanças e depois na conservatória.

Coisas que não lembram ao diabo: já me passou pelas mãos "um terreno" com o mesmo artigo, que na verdade eram duas parcelas distanciadas uns 3 ou 4 km uma da outra, e tenho até ideia que não eram na mesma freguesia [:D]
 
Coisas que não lembram ao diabo: já me passou pelas mãos "um terreno" com o mesmo artigo, que na verdade eram duas parcelas distanciadas uns 3 ou 4 km uma da outra, e tenho até ideia que não eram na mesma freguesia [:D]

Tenho para a troca um caso de "uma oliveira sem terreno" mas com caderneta predial e VPT de uns 50 centimos [:p]
 
Atenção que Portugal é um daqueles casos de "um país, dois sistemas". No nosso caso, o do MJ/IRN/Conservatórias de Registo Predial vs. MF/AT/Secções de Finanças.

O IMI é pago às finanças pela "caderneta predial" da AT, mas esta esteve muitos anos desacoplada do Registo Predial. Agora já é suposto que uma escritura de compra e venda seja automáticamente comunicada à AT, mas ainda o ano passado vi um atraso de mais de seis meses (i.e. ainda estava na AT uma coisa vendida com o devido registo a meio do ano anterior).

Por acaso quando comprei casa já era casado e logicamente a escritura está em nome dos dois, tal como o crédito. Mas. Estranhamente nas finanças está apenas em nome da minha esposa. Não me lembro como foi o registo nas finanças na altura, mas nunca me preocupei em corrigir isso.
 
Tenho para a troca um caso de "uma oliveira sem terreno" mas com caderneta predial e VPT de uns 50 centimos [:p]

O meu pai tem um olival nessa situação, com algumas oliveiras de outros proprietários.
Desconhecemos se existe documentação, na própria repartição de Finanças do Município nunca ouviram falar de tal coisa [:D]

Certo é que elas lá estão pelo menos há várias décadas.
 
Qualquer “prédio” urbano ou rústico paga IMI ainda que diferentes.

A questão é no caso que referes que IMI pagam ?

Pois, boa questão.

brunomeleiro é claro que no pos 25 A havia uma grande necessidade de construir e sabemos bem o resultado de algumas dessas coisas, até andares clandestinos construiram em alguns predios, no topo tipo extra [:D]

Só que muitos eram construções ilegais mas em terrenos comprados , não era construir em sítios que não fossem dessas mesmas pessoas.

E sim há muita chico espertice. Só que antes conseguia-se luz e água e no caso da reportagem, chapéu.
 
Erros acontecem mais do que deviam e às vezes, sem culpa dos "donos".
Eu comprei casa ha pouco mais de um ano.
o casal que me vendeu a casa tinha credito. Até ai tudo bem.
Quando veio a carta para pagar o imi, tinha 50% do valor a pagar.
Estranhei e fui ver o que se passava.
Para as finanças, apenas tinha adquirido 50% do apartamento.
O homem continuava a ser dono de metade. Ainda se fosse a mulher, deixava-a usar metade da casa [:)]

Tive de ir com a escritura às finanças desfazer o embroglio.
 
Pois, boa questão.

brunomeleiro é claro que no pos 25 A havia uma grande necessidade de construir e sabemos bem o resultado de algumas dessas coisas, até andares clandestinos construiram em alguns predios, no topo tipo extra [:D]

Só que muitos eram construções ilegais mas em terrenos comprados , não era construir em sítios que não fossem dessas mesmas pessoas.

E sim há muita chico espertice. Só que antes conseguia-se luz e água e no caso da reportagem, chapéu.

Conheço casos de construção em terrenos onde nem sequer eram proprietários.

Aqui perto de casa conheço um caso desses, pessoas começaram a construir num terreno, vai um, vão dois, vão três...de repente há uma rua cheia de casas.
Anos mais tarde aparece o dono que estava emigrado no estrangeiro, e depara-se com aquilo [:D]
Acho que acabou por vender o terreno, mas parece-me que as casas continuam ilegais. E irão continuar, visto que, com as alterações ao PDM sempre para pior, cada vez vai ser mais difícil alguém as conseguir legalizar.

Este é, aliás, outro problema. Ok, fez-se coisas ilegais umas décadas atrás, mas entretanto os burocratas que governam e criam os PDMs não observam o território nem pretendem resolver os casos que estão ilegais, que são muitos.
Eu próprio tenho na família um caso desses, o proprietário do imóvel deixou-se a dormir quando podia ter pago uma multa para legalizar como fizeram outros vizinhos (na altura não estavam a autorizar a construção na zona devido a um grande projeto, mas construíam na mesma), agora é tarde... Há uns anos a câmara publicou que pretendia resolver esses casos. Treta! Nada mais era do que um processo de licenciamento normal, pelos parâmetros urbanísticos atuais, ou seja: não resolveram nada.
Recomendaram deixar como está, que a meu ver é o pior que se pode fazer, pois vai continuar ilegal, não se pode vender, qualquer intervenção tem de ser de forma ilegal, e o caminho mais natural desses imóveis é a ruína.
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No caso dos meus pais/avós foi compra de terreno, e depois construiram claro de forma não legal, mas até tiveram a casa arrendada ( uns 50% ) nos anos 70/80 e de forma legal tanto que o IMI na altura aumentou.
E claro, sempre com água e luz também legais.

Depois que deixaram de arrendar parte da casa, o IMI continuou igual até porque eles na CM explicaram " olhe, azarito, um vez arrendada, mesmo que depois termine, o imposto extra mantem-se ".

Great.

Não há vontade de resolver porque se calhar a maioria para o IMI normal apesar de génese ilegal.

PT a ser PT.
 
Tenho reparado que grande parte dos prédios de habitação em construção têm placas de piso em betao. Estou em processo de compra de um que tem vigas em betão armado e lajes do tipo pré-esforçado. Quais são as vantagens e desvantagens de cada abordagem?​
 
Conheço casos de construção em terrenos onde nem sequer eram proprietários.

Aqui perto de casa conheço um caso desses, pessoas começaram a construir num terreno, vai um, vão dois, vão três...de repente há uma rua cheia de casas.
Anos mais tarde aparece o dono que estava emigrado no estrangeiro, e depara-se com aquilo [:D]
Acho que acabou por vender o terreno, mas parece-me que as casas continuam ilegais. E irão continuar, visto que, com as alterações ao PDM sempre para pior, cada vez vai ser mais difícil alguém as conseguir legalizar.

Este é, aliás, outro problema. Ok, fez-se coisas ilegais umas décadas atrás, mas entretanto os burocratas que governam e criam os PDMs não observam o território nem pretendem resolver os casos que estão ilegais, que são muitos.
Eu próprio tenho na família um caso desses, o proprietário do imóvel deixou-se a dormir quando podia ter pago uma multa para legalizar como fizeram outros vizinhos (na altura não estavam a autorizar a construção na zona devido a um grande projeto, mas construíam na mesma), agora é tarde... Há uns anos a câmara publicou que pretendia resolver esses casos. Treta! Nada mais era do que um processo de licenciamento normal, pelos parâmetros urbanísticos atuais, ou seja: não resolveram nada.
Recomendaram deixar como está, que a meu ver é o pior que se pode fazer, pois vai continuar ilegal, não se pode vender, qualquer intervenção tem de ser de forma ilegal, e o caminho mais natural desses imóveis é a ruína.
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Tenho um primo que construiu há uns anos uma fantástica moradia num hectare de terreno que adquiriu mas que estava classificado como rústico no PDM.

Falamos de uma pequena cidade do interior Norte, este meu primo, bem como a restante família é uma pessoa importante e conhecida na terra com vários negócios de comércio, etc. Na altura foi inclusivé candidato a presidente da Junta pelo CDS e conhecia muito bem o presidente da câmara, que lhe disse informalmente para avançar.

Entretanto a câmara mudou e houve um órgão de comunicação social da região que denunciou a situação. A coisa foi para tribunal e tem sido complicada, o risco de ter que demolir tudo é real e já teve que tapar a piscina.

Engim as pessoas abusam como tudo e ainda põe sempre as culpas no estado, autarquias, etc.

Estes meios pequenos e no Norte é tudo na base dos compadriios, favores, cunhas, etc.
 
Tenho reparado que grande parte dos prédios de habitação em construção têm placas de piso em betao. Estou em processo de compra de um que tem vigas em betão armado e lajes do tipo pré-esforçado. Quais são as vantagens e desvantagens de cada abordagem?​

Presumo que ao referir placas de piso em betão, seja uma laje maciça (simples ou fungiforme) em betão armado, solução que se está a tornar cada vez mais comum em edifícios plurifiliares.

Uma lage maciça em betão é uma solução mais interessante. À partida dá mais garantias de durabilidade e boa execução, sendo menos susceptível a fissuras. Permite também ter espessuras mais esbeltas nas lajes e menos vigas. Isto pode ajudar na compatibilização das redes de climatização, ventilação e desenfumagem.

Como contras tem o fator preço, consome mais material (betão e ferro), necessita armadura, mão de obra e execução no local.

Uma lage aligeirada, existem várias soluções diferentes no mercado, desde as mais comuns de vigotas e abobadidas que constroem quase todo Portugal, até soluções mais recentes como painéis pré-fabricados alveolares, que permitem rapidez de execução muito maiores.

A laje aligeirada tem a vantagem do custo e rapidez, no entanto, o tipo de vãos e dimensão do edifício pode tornar a solução pouco atraente face a uma laje maciça ou fungiforme.

Há umas décadas atrás quando estas lajes se popularizaram em Portugal, qualquer trolha/empreiteiro era engenheiro e montava aquilo tipo Lego, cometendo umas quantas atrocidades que tornavam a construção barata, como cálculos estruturais inexistentes e abertura de roços e negativos conforme dava mais jeito.
Hoje em dia já não será assim, um engenheiro que se preze vai fazer cálculos de modo à estrutura oferecer as garantias de estabilidade necessárias, daí o fator preço desta solução começar a ser mais irrelevante.
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Tenho um primo que construiu há uns anos uma fantástica moradia num hectare de terreno que adquiriu mas que estava classificado como rústico no PDM.

Falamos de uma pequena cidade do interior Norte, este meu primo, bem como a restante família é uma pessoa importante e conhecida na terra com vários negócios de comércio, etc. Na altura foi inclusivé candidato a presidente da Junta pelo CDS e conhecia muito bem o presidente da câmara, que lhe disse informalmente para avançar.

Entretanto a câmara mudou e houve um órgão de comunicação social da região que denunciou a situação. A coisa foi para tribunal e tem sido complicada, o risco de ter que demolir tudo é real e já teve que tapar a piscina.

Engim as pessoas abusam como tudo e ainda põe sempre as culpas no estado, autarquias, etc.

Estes meios pequenos e no Norte é tudo na base dos compadriios, favores, cunhas, etc.

Fosse só no Norte e estávamos nós muito bem [:p]

​​​​​digo-te até mais, o dinheiro em alguns Municípios deve ser macho e noutros fêmea, visto que nuns têm muita coisa feita nos últimos 20 anos, outros fizeram zero...
NO geral, até me parece-me que para o sul, é mais macho.
 
O que vale é que felizmente, não existem fiscais das CM's que aceitem dinheiro por fora para fazer vista grossa/adiantar processos para legalização :)

Existe muito esquema por aí, e por vezes basta 1 serviço corrupto para qinar o processo todo.

Dou-te dois exemplos: num Municipio, mais de meio ano para darem despacho a um simples pedido de ramal de água. Noutro, fiz o pedido já quase ao meio dia de uma sexta feira, depois de almoço já estava lá o fiscal para ver a obra.

Da maneira que as coisas estão neste momento, cada vez vai sendo mais difícil andarem em esquemas sem serem apanhados. Se depois cumprem pena ou não, já é outra história.
Da maneira que as coisas estão, começamos a correr o risco de ninguém conseguir fazer nada mesmo que dentro da legalidade, tal é o clima de suspeição, ninguém vai querer assumir e assinar termos de responsabilidade.
Não só na construção, mas também noutras áreas (forças de segurança, hospitais, escolas...). Por nada se pode levar um processo.
 
Presumo que ao referir placas de piso em betão, seja uma laje maciça (simples ou fungiforme) em betão armado, solução que se está a tornar cada vez mais comum em edifícios plurifiliares.

Uma lage maciça em betão é uma solução mais interessante. À partida dá mais garantias de durabilidade e boa execução, sendo menos susceptível a fissuras. Permite também ter espessuras mais esbeltas nas lajes e menos vigas. Isto pode ajudar na compatibilização das redes de climatização, ventilação e desenfumagem.

Como contras tem o fator preço, consome mais material (betão e ferro), necessita armadura, mão de obra e execução no local.

Uma lage aligeirada, existem várias soluções diferentes no mercado, desde as mais comuns de vigotas e abobadidas que constroem quase todo Portugal, até soluções mais recentes como painéis pré-fabricados alveolares, que permitem rapidez de execução muito maiores.

A laje aligeirada tem a vantagem do custo e rapidez, no entanto, o tipo de vãos e dimensão do edifício pode tornar a solução pouco atraente face a uma laje maciça ou fungiforme.

Há umas décadas atrás quando estas lajes se popularizaram em Portugal, qualquer trolha/empreiteiro era engenheiro e montava aquilo tipo Lego, cometendo umas quantas atrocidades que tornavam a construção barata, como cálculos estruturais inexistentes e abertura de roços e negativos conforme dava mais jeito.
Hoje em dia já não será assim, um engenheiro que se preze vai fazer cálculos de modo à estrutura oferecer as garantias de estabilidade necessárias, daí o fator preço desta solução começar a ser mais irrelevante.
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Obrigado. Apesar de bastante técnico, deu para entender as diferenças.

Esta é a solução mais "tradicional" de que falas, certo?

 
Vejo também alguns construtores a optar por bloco de cimento para as paredes exteriores e outros por tijolo? Quais são as grandes diferenças em termos de resultado final?
 
Deveríamos era estar a construir em madeira...
Há uma casa ali perto do Lidl de Tires que ficou muito gira construída de madeira....
 
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