BLADERUNNER
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O que mais me revolta é o facto de sabermos o que estamos a fazer ao nosso mundo. De termos consciência daquilo que estamos a fazer e nada fazermos para mudarmos.It's official: There are no more rhinos left in Vietnam.
A large female Javan rhino, estimated to be between 15 and 25 years old, was shot and killed in late April 2010, and had its horn removed by a poacher. Turns out it was the country's last, as reported by Rachel Nuwer at Take Part, a digital media and advocacy company.
It's the second subspecies of Javan rhino to go extinct. The third subspecies remains in Indonesia, likely confined to a single park, where as few as 35 of the critically endangered animals survive. A camera trap caught video of a mother Javan rhino and her calf in Ujung Kulon National Park in 2011. It's not known whether the population is increasing or decreasing, and their survival remains in doubt, according to the International Union for the Conservation of Nature, a global network of government and private groups that assesses the extinction risk of species.
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DNA analysis of rhino dung in Vietnam's Cat Tien National Park in 2009 found that only one rhino remained at that time — the same one that was shot a year later, according to a study published recently in the journal Biological Conservation.
The conservation group the World Wildlife Fund declared the rhino extinct in 2011, but it wasn't until late 2012 that the aforementioned study was published in a peer-reviewed journal with data showing that the animal is extinct in Vietnam.
Throughout Southeast Asia, animals are vanishing from forests largely due to a renewed demand for their parts in traditional medicine, Nuwer reports. In the rhino's case, its horn likely ended up in a tonic to cure cancer, treat hangovers or tame fevers, according to Nuwer, who has studied wildlife poaching in Vietnam. But studies have shown that the rhino horn has no medicinal value, and consists mostly of keratin, a major component in human fingernails and hair.
"The Javan rhino is only the tip of the iceberg," said study author Sarah Brooke, with the conservation group Flora and Fauna International Cambodia, according to Take Part. "Many other species are declining rapidly in Vietnam and remain in only fragments of their former ranges with very small populations."
The Javan rhino is possibly the rarest large animal on Earth. They are one of the smaller rhinos, however, weighing about half of what white rhinos do, between 2,000 - 5,000 pounds (900 - 2,300 kilograms), and standing up to 5.8 feet (1.8 meters) tall. As solitary forest-dwellers, they are very rarely seen, and little studied.
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"When the last tree is cut, when the last river has been poisoned, when the last fish has been caught, then we will find out that we can't eat money." - Green Peace.
Existe uma consciência colectiva do mal que estamos a fazer ao mundo. Só que o mundo é uma coisa muito vasta para que cada um de nós possa ser responsabilizado, não é?
É quase como se todos dessem a sua facadazinha no gigante até o matar, mas nenhum pudesse ser individualmente responsabilizado, pois não foi o nosso pequeno golpe a matá-lo.
Sabem, as piranhas por si só não matam ninguém, mas muitas piranhas juntas conseguem matar.
Nós somos uns destruidores de mundos porque ainda não conseguimos encontrar o verdadeiro equilíbrio com a natureza que nos sustenta.
Desta forma, como autênticos parasitas, vamos consumindo o nosso hospedeiro até o matar.
Não tenho a menor dúvida em considerar que representamos o vírus mortal que está a acabar com a vida na terra.
Mas, mais uma vez, a voz do nosso comodismo nos dirá – “Mas o quê que isso me interessa? Desde que não me falte nada, nem luxo, nem conforto, nem diversão, nem sustento, é deixar que alguém resolva isto por mim.”
Só que sabemos bem que em nome da ganância, quem de direito, não faz o que deve, explorando não só os recursos do planeta, como poluindo e destruindo tudo na sua doentia busca do lucro.
Não só arrasa com a flora como acaba com ecossistemas e extermina espécies. E, como se não bastasse escravizar seres humanos no sector primário do cultivo, da extracção e da colheita, incluindo velhos e crianças, também o faz com os animais.
Sujamos, poluímos e consumimos em demasia. Caçamos, usamos e ocupamos espaços em excesso. Destruímos, intervimos e modificamos desmesuradamente.
Depois, sentamo-nos nos nossos sofás como se nada fosse connosco. Mas é, senão reparem:
Os sofás e alguma da roupa e calçado foram feitos com pele e pelo dos animais.
Os móveis provêm das poucas árvores que ainda subsistem.
À mesa temos os cadáveres de animais que nos servem de sustento, muitos dos quais tiveram uma vida cheia de sofrimento nas nossas mãos.
Os produtos hortículas e cereais são a evidência da nossa vitória sobre as florestas.
As jóias que ostentamos vêm cheias de sangue das crianças que trabalham na sua extracção.
Os cosméticos foram extraídos das poucas baleias que ainda sobrevivem nos oceanos que poluímos com as nossas descargas.
A maioria dos objectos que possuímos foi fabricada por escravos explorados por empresas que em nada se preocupam com a humanidade, e muito menos com os animais e com o ambiente que poluem com produtos proibidos no ocidente.
Na garagem temos uma máquina poluidora cujo combustível vulgarmente é derramado por acidente destruindo os nossos mares e a fauna que nele e dele vivem.
Os óleos usados nos combustíveis e na culinária vêm de gigantescas plantações de palmeiras que exterminaram os habitats de inúmeros animais.
Lá fora na rua está depositado imenso do nosso lixo que irá poluir ainda mais o mundo.
Nas ruas abundam animais domésticos que abandonámos à sua sorte, aos quais concedemos o enorme favor de mais tarde adormecer com uma injeção letal ou uma morte horrenda se caídos nas mãos erradas.
Outros animais servem de força de trabalho ou como entretenimento como única forma de sobrevivência que têm de aceitar para não serem comidos, caçados ou extintos.
Outros servem para sofrerem em lutas de animais.
Vão proliferando guerras com o uso de armas nocivas e algumas atómicas, que vão destruindo o nosso belo mundo.
Então, e o quê que isso tem a ver comigo que estou aqui calmamente sentado no meu sofá?
Isto tudo e muito mais diz-nos respeito, pois o mundo existe há cerca de 4 mil milhões de anos e nós, em apenas 2 séculos, estamos a conseguir o prodigioso feito de o destruir.
Cada um de nós está a dar a sua facadazinha no gigante, mas vai lavando daí as suas mãos como Pilatos num ato de irresponsabilidade e cinismo.
Quanto mais conheço os humanos, mais me convenço que somos os seres mais infantis e fúteis que povoam o planeta.
Possuímos o poder mas não temos a maturidade para o usar. É triste.[s)]