Voltando um pouco atrás (não tenho andado por cá)...
Muito resumidamente, a situação da indústria aeronáutica comercial Russa centra-se no seguinte:
1 - Modelos obsoletos.
2 - Motores Russos existentes apresentam elevado consumo e manutenção frequente (logo cara). Alguns também não cumprem as normas de ruído.
3 - São necessários elevados investimentos para "quebrar o ciclo", embora se estejam a dar passos nesse sentido.
4 - Difícil situação financeira das fábricas que produzem os aviões e os componentes (ao contrário do ocidente, as empresas aeronáuticas apenas projectam os aviões, sendo estes depois construídos em fábrica(s) independentes da empresa projectista). Devido à falta de recursos financeiros, a maioria dessas fábricas perdeu a maior parte da mão-de-obra especializada e/ou não possui recursos económicos para adquiri matérias primas.
5 - Falta de experiência no design e manufactura de estruturas aeronáuticas com materiais leves de nova geração (como a fibra de carbono, por exemplo).
Como tal vai ser difícil (mas não impossível, claro) quebrar este ciclo vicioso, especialmente por que o mercado internacional é fortemente concorrencial, e já tem uma série de concorrentes solidamente implantados.
Existem uma série de novos modelos em produção e/ou em fase final de testes, como o Sukhoi Super Jet ou o Irkut MC-21, mas resta saber se vão cumprir as expectativas criadas no papel (o único que já entrou ao serviço, o Sukhoi Super Jet ainda não conseguiu atingir a performance anunciada). Quanto ao acordo entre a Ryanair e a Irkut, talvez seja uma forma de pressionar a Boeing e a Airbus para proporcionarem melhores condições à companhia. Mesmo não sendo, o MC-21 terá de cumprir aquilo que promete para ter sucesso no mercado.
EDIT: e já existe uma terceira potência na aviação comercial (kind off), a Embraer, principalmente com os E-jets (Embraer 170, 175, 190 e 195).