Tópico dos aviões

Eu tenho em geral boa opinião dos Airbus mas não entro nessas guerras sobre qual será a melhor. O B737 possivelmente ja devia ter sido substituido e no geral acho o A320 melhor. Já o B777 parece-me um excelente avião.

Uma coisa tenho quase a certeza. Se no avião da Lufthansa estivessem pilotos incompetentes, provavelmente não estariamos a falar de um incidente...

Fui e vim nessa companhia nestas férias de Natal e tudo correu super bem, para não falar no serviço do pessoal, foi tudo exemplar, almoço,simpatia, lanche, café e bebidas a vontade, tanto na aterragem como na pilotagem tudo foi feito com grande profissionalismo, penso que escolherei a partir de agora sempre esta companhia, mas alguém sabe de algum incidente com eles??
 
Boas

tenho uma pequena duvida/questão que gostava de colocar...

porque é que os pilotos da aviação não tem mais autonomia em optar por rotas alternativas e subir e descer de altitude?
eu sei que o tráfego aéreo é bastante congestionado...e que uma pequena alteração na rota terá que ser bem executada, mas com a tecnologia existente, essa informação não poderia estar disponível aos pilotos em tempo real no cokpit?

envolver muita gente no processo do voo, não aumenta a probabilidade de erro? eu penso que sim...
porque é que oiço falar tanto nos problemas de comunicação/radio dos pilotos com as torres?
não seria altura de começar a evoluir o protocolo e os processos na aviação comercial?

por exemplo o que se passou recentemente com o voo QZ 8501 da Air Asia, não poderia ser evitado?
pelo que entendi, a resposta ao pedido de alteração de altitude demorou demasiado!
pelo que li , a resposta só veio 2 minutos depois do pedido do piloto de subir para os 38mil pés, para subir para os 34mil pés, uma vez que já existia outro voo nos 38mil pés!
não terá sido insuficiente a alteração de 4mil pés para evitar a tempestade? não era preferível uma nova rota? ou retomar a base?

parece-me que o piloto ficou sem alternativas e impotente perante a situação!

o piloto tinha bastante experiência, e tempestades naquela zona são bastante comuns.

eu só recorro a voos comercias uma vez por ano, as vezes 2 vezes por ano, e cada vez tenho menos confiança e sinto cada vez menos segurança. O meu conhecimento sobre a aviação é muito pouco, sou apenas um curioso que gostava de entender um pouco mais sobre o assunto.

já agora, é pouco "correto" por exemplo, que os passageiros tenham acesso a alguma informação como qual a tripulação do voo e a sua experiência e histórico de manutenção e incidentes da aeronave?
eu aposto que essa info deverá estar acessível em algum lugar, mas por exemplo, eu como pouco comum utilizador/passageiro, nunca vi essa informação apresentada de forma mais explicita.
 
(...)por exemplo o que se passou recentemente com o voo QZ 8501 da Air Asia, não poderia ser evitado?
pelo que entendi, a resposta ao pedido de alteração de altitude demorou demasiado!
pelo que li , a resposta só veio 2 minutos depois do pedido do piloto de subir para os 38mil pés, para subir para os 34mil pés, uma vez que já existia outro voo nos 38mil pés!
não terá sido insuficiente a alteração de 4mil pés para evitar a tempestade? não era preferível uma nova rota? ou retomar a base?(...)

Do pouco que sei, em caso de turbulência pode-se baixar ou aumentar altitude para evitar essas camadas de ar instável. Em caso de tempestades, estas são contornadas com mudança de rumo. Faz lembrar o q aconteceu com o AF447 q foi direito a uma.

A tempestade em si não manda um avião ao chão, eles são feitos para resistir a tempestades, ventos cruzados, raios, temperaturas extremas, etc. Mas é como tudo, se algo estiver errado (falha mecânica, humana) é mais difícil recuperar.
Por exemplo, não é nada seguro sair à rua num carro com os pneus ou travões em mau estado num dia de chuva.
 
Já foram recuperados 40 corpos, mas ainda não há confirmação oficial de que são passageiros deste voo.
 
As companhias low cost até têm tido menos acidentes que as tradicionais, pelo menos é a minha percepção. Ryanair/virgin/easyjet tenho ideia que nunca tiveram nenhum acidente. E esta é o primeiro. Se compararmos com os 3 da air france desde 2000...
 
Boas

tenho uma pequena duvida/questão que gostava de colocar...

porque é que os pilotos da aviação não tem mais autonomia em optar por rotas alternativas e subir e descer de altitude?
eu sei que o tráfego aéreo é bastante congestionado...e que uma pequena alteração na rota terá que ser bem executada, mas com a tecnologia existente, essa informação não poderia estar disponível aos pilotos em tempo real no cokpit?

envolver muita gente no processo do voo, não aumenta a probabilidade de erro? eu penso que sim...
porque é que oiço falar tanto nos problemas de comunicação/radio dos pilotos com as torres?
não seria altura de começar a evoluir o protocolo e os processos na aviação comercial?

por exemplo o que se passou recentemente com o voo QZ 8501 da Air Asia, não poderia ser evitado?
pelo que entendi, a resposta ao pedido de alteração de altitude demorou demasiado!
pelo que li , a resposta só veio 2 minutos depois do pedido do piloto de subir para os 38mil pés, para subir para os 34mil pés, uma vez que já existia outro voo nos 38mil pés!
não terá sido insuficiente a alteração de 4mil pés para evitar a tempestade? não era preferível uma nova rota? ou retomar a base?

parece-me que o piloto ficou sem alternativas e impotente perante a situação!

o piloto tinha bastante experiência, e tempestades naquela zona são bastante comuns.

eu só recorro a voos comercias uma vez por ano, as vezes 2 vezes por ano, e cada vez tenho menos confiança e sinto cada vez menos segurança. O meu conhecimento sobre a aviação é muito pouco, sou apenas um curioso que gostava de entender um pouco mais sobre o assunto.

já agora, é pouco "correto" por exemplo, que os passageiros tenham acesso a alguma informação como qual a tripulação do voo e a sua experiência e histórico de manutenção e incidentes da aeronave?
eu aposto que essa info deverá estar acessível em algum lugar, mas por exemplo, eu como pouco comum utilizador/passageiro, nunca vi essa informação apresentada de forma mais explicita.


pelo que percebi, embora os controladores de tráfego aéreo autorizem ou não mudanças de rota, estas decisões não são completamente vinculativas e os pilotos têm a última decisão - até porque um controlador não pode impedir um avião de mudar de rota e as companhias têm normalmente serviços que aconselham os pilotos nestas situações.

dito isto, e tal como já disseram, as tempestades em si normalmente não derrubam aviões, atravessar uma tempestade torna é a experiência da viagem muito pior para os passageiros e aumenta, claro, o risco, em caso de qualquer outra coisa correr mal.

neste caso, as informações que têm aparecido até apontam para que o piloto não tenha seguido as indicações da torre, e o problema parece ter sido que na subida para a nova posição a velocidade não seria a suficiente e o avião entrou em stall. Normalmente um stall áquela altitude é facilmente recuperável, mas quando se tem uma tempestade por baixo por vezes estão criadas as condições para uma tragédia, especialmente se o avião também entrou em flat spin.
 
A tempestade em si não manda um avião ao chão.

É verdade que não é qualquer tempestade que manda um avião ao chão, mas pode-se dar o caso da tempestade quase perfeita ocorrer! Depois para aeronaves diferentes o factor de carga de rajada é diferente! Este valor é inversamente proporcional à Wing Loading, ou seja uma aeronave com uma carga alar superior terá uma menor aceleração resultante da rajada! Estes aviões aguentam até 3g, a partir daí temos deformação plástica e aos 4g parte isto sem considerar fadiga! Isto só para dizer que não me admira que tenha sido falha estrutural, mas será a última hipótese a considerar.
 
É verdade que não é qualquer tempestade que manda um avião ao chão, mas pode-se dar o caso da tempestade quase perfeita ocorrer! Depois para aeronaves diferentes o factor de carga de rajada é diferente! Este valor é inversamente proporcional à Wing Loading, ou seja uma aeronave com uma carga alar superior terá uma menor aceleração resultante da rajada! Estes aviões aguentam até 3g, a partir daí temos deformação plástica e aos 4g parte isto sem considerar fadiga! Isto só para dizer que não me admira que tenha sido falha estrutural, mas será a última hipótese a considerar.

além disso, nenhum dos corpos tem o colete salva-vidas vestido, o que parece indiciar uma queda abrupta (de nariz) ou o avião ter-se partido ainda no ar.
 
os aviões deviam ter para-quedas para além de salva-vidas. a maior parte dos acidentes necessitavam era disto pois as amaragens são raras
 
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É verdade que não é qualquer tempestade que manda um avião ao chão, mas pode-se dar o caso da tempestade quase perfeita ocorrer! Depois para aeronaves diferentes o factor de carga de rajada é diferente! Este valor é inversamente proporcional à Wing Loading, ou seja uma aeronave com uma carga alar superior terá uma menor aceleração resultante da rajada! Estes aviões aguentam até 3g, a partir daí temos deformação plástica e aos 4g parte isto sem considerar fadiga! Isto só para dizer que não me admira que tenha sido falha estrutural, mas será a última hipótese a considerar.

Sim, a tempestade terá algo a ver com o acidente (em conjunto com outros factores) mas ao menos este não permanecerá em mistério porque a profundidade do mar naquela zona ronda os 25/30 metros o que torna possível uma rápida recuperação dos destroços.

Entretanto já desmentiram a recuperação dos 40 corpos, até ao momento apenas 3 foram resgatados. O baixo nº de detritos e corpos à superfícies dá a entender que o impacto na água não foi tão forte e que o avião caiu inteiro.

Resta saber se isto é verdade:

On Dec 30th 2014 Indonesia's Search and Rescue Services reported, that they have located the wreckage of the fuselage at the floor of the Java Sea, about 97-100nm southwest of Pangkalan Bun. The aircraft is broken up into several large parts but well recognizeable.
 
Antes de começarem a endeusar este 747 não se esqueçam que algo falhou. Ainda é cedo para se tirarem conclusões, mas o que é certo é que o trem não destrancou na totalidade. À partida será falha do equipamento. Não teve consequências físicas para ninguém, mas as coisas podiam ter corrido mal. Conforme disse é cedo para se tirarem conclusões definitivas, mas aparentemente há falha do equipamento.

por acaso foi mesmo o contrario que aconteceu

pelo que percebi, embora os controladores de tráfego aéreo autorizem ou não mudanças de rota, estas decisões não são completamente vinculativas e os pilotos têm a última decisão - até porque um controlador não pode impedir um avião de mudar de rota e as companhias têm normalmente serviços que aconselham os pilotos nestas situações.

dito isto, e tal como já disseram, as tempestades em si normalmente não derrubam aviões, atravessar uma tempestade torna é a experiência da viagem muito pior para os passageiros e aumenta, claro, o risco, em caso de qualquer outra coisa correr mal.

neste caso, as informações que têm aparecido até apontam para que o piloto não tenha seguido as indicações da torre, e o problema parece ter sido que na subida para a nova posição a velocidade não seria a suficiente e o avião entrou em stall. Normalmente um stall áquela altitude é facilmente recuperável, mas quando se tem uma tempestade por baixo por vezes estão criadas as condições para uma tragédia, especialmente se o avião também entrou em flat spin.

dependente do espaço de voo, o controle pode mandar ou não mandar, onde o controle manda o piloto pode é dizer que não pode cumprir 1 ordem, ou seja imaginem que o piloto tem uma montanha ha sua direia, o controle manda voltar pela direita e o piloto diz unable to comply e explica o porque, agora o piloto não pode subir ou mudar de rumos sem o control autorizar

em espaço aereo G é que o controle só informa não manda, subimos e descemos sem ele ter que autorizar
 
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