Tópico dos carros eléctricos

Faz algum sentido nesses contextos mas convem adequar as coisas com algum tino.

Eu não sou da ramo da saúde mas estou casado com uma esposa desse ramo.

Na ULS onde trabalha receberam carros eléctricos para substituir Partners, Berlingos e afins a gasolina (sim, a gasolina!) com algures entre 400 e 600 mil kms de rodagem. Bastava fazer as contas à idade delas para ver a quilometragem diária e ver que tinha de ser bem planeado. Não eram propriamente carros velhos... Com esses kms...

A entrega dos carros foi muito bonita, tipo inauguração, mas não havia capacidade de carga dos carros. Ou seja entregaram os carros e planearam o carregamento depois

Durante meses ( meses longos !) foi um festival de carros a chegar em reboque. No fundo foi um dinamizar da enconomia local à custa de utentes que ficaram sem serem atendidos.

Muita atenção que há carros destes a fazer largas centenas de quilómetros diários, repartidos por diversos utilizadores em concelhos com alguma dimensão geográfica.

Eu sou um apoiante declarado da causa EV. Acho que é totalmente o futuro. Mas cuidado ao adaptar e assumir as coisas. Convém planificar as coisas com cabeça e adaptar.

Ainda hoje foi apresentado o novo Dacia que eu considero que até faz sentido para milhões de pessoas que vivem no nosso país em aldeias, vilas e pequenas cidades e que no global talvez até sejam a maioria da população do pais.

Creio que mais de metade do país vive nestas circunstâncias e muitos deles usam carros a gasóleo com FAP para fazer menos de 20 kms por dia, apenas porque foi o que na altura a indústria lhes impingiu ( lembro me sempre de uma senhora numa pequena vila do inteiror onde trabalhei e que usava uma carrinha Kia com FAP que tinha mais de 10 anos e nunca tinha feito mais de 20 kms seguidos ).

De facto há um enorme mercado para esses carros EV que aqui neste forum achamos básicos, mas para as ULS desta vida cuidado que os há a fazer largas centenas de kms por dia.
isso parece-me incompetência do gestor de frota.. para não usar termos mais fortes
 
Aqui na SS também mandam os funcionários ir a Lisboa com os Peugeot 208 de 46kw/h. E nem diretos vão, ainda passam por Aveiro para apanhar pessoas. No total (ida e volta) chegam a demorar 13 horas para uma viagem que normalmente deveria demorar 8.

Há que ter alguma noção.

Mas pode haver algumas entidades que precisem de carros pequenos elétricos e baratos para, por exemplo, fazer deslocações dentro de um concelho ou dentro da cidade/vila. Um bocadinho como faziam as antigas Renault 4 em centenas de concelhos deste país nos anos 90.

Volto a dizer, a questão problemática é mesmo que uma bateria sem refrigeração líquida ativa vai condenar este carro a uma degradação rápida e contínua uma vez que o calor é mortal. Imaginem alguém que compre isto no Alentejo/Ribatejo/Douro/Lisboa onde há temperaturas absurdas de 40 graus frequentemente durante meses. Mesmo sendo LFP perde muita capacidade em 3 ou 4 anos.
 
O não ter arrefecimento não tem muita influência na degradação, destroi mesmo as celulas, eu tenho um desses e tenho seguido as novelas. :D
Simplesmente ridículo não ter arrefecimento líquido da bateria, têm que cortar custos em qualquer lado está visto.
Daqui a uns anos vais ver milhentas pessoas ainda a dizer que degradação de baterias é um problema grave em EVs á conta deste carro, como o Leaf ia arruinando a reputação de todos os EVs pelo mesmo problema.
 
Já vi uma 7GT em Portugal, é muito gira até!

essa, o xpeng g9, o último eqs,… há prai muitos carros já a carregar os 300km nos +/-10min, é fantástico, haja carregadores de 500kw, e sem dividir potência com o vizinho!
A 7GT aqui na Bélgica começa nos 45000€. Em Portugal tiras o IVA e vês que fica bem acessível a muito empresário. Claro que provávelmente em Portugal será carrinha para custar uns 50000€ porque os concessionários aí gostam de chular.
Pena que não estivesse disponível quando encomendei o G6, senão acho que tinha convencido a Maria a sacrificar o formato SUV.
 
Última edição:
@Vocsa
isso é recorrente até em empresas.

Tem a ver com planeamento insuficiente de operações.

Ao mudar para EV, tem de ser feito um estudo prévio e devem ser instalados carregadores em quantidade suficiente no mínimo. Como é óbvio 🤷

Além disso, as rotas devem ser adaptadas em função das autonomias.

É solúvel mas custa dinheiro. Como tudo nesta vida. Na certeza, porém, que se trata do caminho certo apesar das dificuldades 👍

Já agora importante perceber implicações para os humanos. Trabalhadores que levavam carro para casa e agora não podem por causa das cargas, vão ter tendência a emerdar os serviços. Nem pensar retirar benefícios antigos de usufruto por causa dos EVs. Isso é outro aspecto fundamental num processo de electrificação de frota.
 
Simplesmente ridículo não ter arrefecimento líquido da bateria, têm que cortar custos em qualquer lado está visto.
Daqui a uns anos vais ver milhentas pessoas ainda a dizer que degradação de baterias é um problema grave em EVs á conta deste carro, como o Leaf ia arruinando a reputação de todos os EVs pelo mesmo problema.
Isso é generalizar, o maior problema nos LEAFs de primeira geração (24 e 30 kWh) foi de facto a rapida degradação independentemente da forma como eram tratados, a química era LMO.

Já nos seguintes a química foi alterada para NMC e resolveram o problema de degradação, apareceu foi outro problema, a deformação das celulas por temperatura alta, simplificando, as celulas com muita temperatura incham e deformam a parte metalica fazendo com que esta entre em contacto com a celula dando erro de isolamento, são coisas completamente diferentes que a malta generaliza, o meu não tem sido abusado, vai com 170 000kms e mais de 8 anos e continua a fazer os mais de 200 kms do costume com um "deposito", só que agora só o faz muito raramente, fez uma vez este verão apenas para ver se mantinha a mesma autonomia.

Não é ridiculo não ter arrefecimento, é o que é, quando o compras já sabes disso, ou devias saber...
 
Achas que o vendedor vai falar sobre isso, ou pessoas novas em EVs vão sequer lembrar-se disso?
Não é o vendedor que tem que se preocupar com isso, acho que quem gasta tanto dinheiro num artigo, deve ao menos saber onde o está a gastar, levar com a realidade depois só tem o que merece, é o que acho.
As pessoas novas devem informar-se se estão a entrar num mundo desconhecido, a informação é muito facil e existe por todo o lado, se eu vou comprar um carro que é muito mais barato no mercado devo saber as limitações dele para ter esse preço...
 
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