Tópico dos carros eléctricos

Aproveito a deixa para acrescentar que vi há pouco nas News que a Xiaomi está a negociar a chegada à Europa, creio que é também um player importantíssimo que chegou ao topo das tabelas de VE chineses com relativa facilidade. Vendas previstas para 2027. Talvez seja dos carros que mais mossa vai fazer aos Tesla, BYD, Xpeng, Mercedes e BMW.
 
sim, hoje saíram notícias a indicar que finalmente poderá haver entrada da xiaomi na europa. vai vender bem e se não derem problemas ao início, nos primeiros meses, poderá tornar-se um caso sério.
 
Esses empregos, propriedade intelectual, know how, fornecedores já foram para a China e foram as nossas marcas que os levaram voluntariamente durante 30 anos. Enquanto deu lucro era uma maravilha, agora que os chineses aprenderam e melhoraram os nossos métodos já é uma chatice.

Aconteceu o mesmo com os japoneses na década de 50-60-70. Primeiro aprenderam com os ocidentais, depois melhoraram e conquistaram mercado. Tanto na América como na Europa. Mas eu não sou tão pessimista. Acho que vai acabar por haver lugar para todos.
aconteceu o mesmo quando os portugueses chegaram ao japão e, pouco tempo depois, um tipo deu a filha em troca de uma "espingarda". depois estudou aquilo e começou a fazer iguais. os chineses copiam há décadas, umas vezes de forma descarada, outras vezes com alguma adaptação deles. tem sido assim e têm aperfeiçoado o que aprenderam. os japoneses têm ficado e estão um bocado atrás, depois de um avanço tecnológico tremendo desde há uns 60 anos, mas com a viragem do milénio ou pouco depois começaram a perder fôlego. a coreia é o país mais tecnológico do mundo e tem aplicado alguma da tecnologia nos carros, mas só isso não chega. aqui a única vantagem dos chineses é fazerem tudo muito mais barato, já com o conhecimento adquirido entretanto.
 
É isso que tenho andado a dizer.

Quando o Ice disse que andava a ver um MG, eu disse logo, se é o que faz mais sentido para ele, tudo bem. Não é uma compra isolada que destrói ou salva a economia europeia.

A questão é mais larga. A haver mudança, tem de ser um esforço de todos. Desde o pequeno consumidor ao grande produtor e especialmente a classe política. Mas pela mentalidade que se vê, isso está muito difícil.

Eu, dentro do possível (porque sei que é impossível) tento comprar o mais próximo possível e chamar a atenção para isso. Não por patriotismo bacoco, mas porque percebo que a economia é circular.

E é essa a mentalidade que eu defendo. Eu não tenho inveja se o meu vizinho andar de Classe S. Eu quero é que o meu vizinho possa andar de Classe S, porque isso significa que há dinheiro, bons salários, empresas fortes e poder de compra. E se a economia à minha volta estiver mais forte, inevitavelmente também ganho com isso.

Tomara eu que, em vez de andarmos aqui a discutir se alguém compra um Dolphin ou um B5, estivéssemos a discutir se comprava um Macan ou um iX3.
Imagina o seguinte cenário: Se a VW me tivesse proposto o IdPolo com a bateria de 50kw/h LFP que tem no Id3, com aquele equipamento que considero absolutamente essencial (bomba de calor, pack inverno, pintura metalizada) pelos tais 32k, acredita que era o que tinha comprado. Dava mais 3 mil euros mesmo fazendo algumas concessões de espaço, câmara 360, ventilação atras. Gosto da marca e do carro e podia contribuir para a tal economia de proximidade, algo que faço no dia-a-dia por exemplo em relação à alimentação, calçado e turismo.

O problema é que a oferta das marcas europeias é tão distante daquilo que eu em particular preciso e posso pagar que é impossível para mim dar esse passo de sacrifício. O esforço tem que, pelo menos, ser mútuo.

O trio chinês de que falava atrás (B05, Urban, Aion UT) deviam chamar-se Fiat Tipo, Opel Astra, Ford Focus, Skoda Scala, Mitsubishi Lancer ou Citroen C4. Modelos que existiram sempre com uma boa relação entre produto e preço e que eram a espinha dorsal da motorização da classe média europeia.

Em vez disso as marcas legacy preferiram tentar ser cool, bué inclusivas, modernaças, lançar SUVS caros sob pretexto de um lifestyle incomportável e desligado de uma grande parte dos europeus comuns, de classe média. Nem todos os carros têm que ser retro-cool como a R4/5 que se fazem pagar de preços absurdos e não oferecem nada de especial em troca além do design. Nem todos podem ou querem andar de SUV de 2 toneladas com 1,90m de largura e 4,80 de comprimento com 400cv.

As marcas europeias têm que voltar a oferecer carros normais, mesmo que não sejam particularmente excitantes, com boas qualidades e segurança sem que isso signifique obrigar os cidadãos a gastar uma fortuna. É isso que os chineses estão a fazer com algum sucesso.
 
Não estou 20 anos atrasado. Quanto muito, estou a olhar 20 anos à frente.

Eu concordo contigo numa coisa, não é responsabilidade individual do consumidor salvar sozinho a indústria europeia. Cada um compra o que pode e o que faz sentido para a sua vida. Se o MG cumpre o que precisas e cabe no orçamento, fazes bem em comprar.

O problema é que a mentalidade de “eu compro mais barato e o resto não é comigo”. Isso funciona no imediato, mas a economia não funciona em compartimentos isolados. O dinheiro que gastas num lado alimenta esse lado. O dinheiro que deixa de circular cá deixa de voltar cá.

Vejo isso todos os dias. Tenho clientes que compram produtos de 5€ e ainda pedem desconto. E tenho clientes que gastam 1000€ e ainda deixam gorjeta. São mentalidades completamente diferentes.

Conheço uma empresa ligada à hotelaria que faz questão de não comprar tudo no supermercado. Quando compra vinhos, vai diretamente às caves. Quando precisa de certos produtos, tenta comprar no comércio local. Podia comprar mais barato no supermercado? Muitas vezes sim. Mas depois, quando aparece alguém nas caves a perguntar onde ficar, recomendam aquele hotel. Há retorno. Há relação. Há economia local a funcionar.

Quando compras tudo no supermercado, na Amazon, no AliExpress ou diretamente à China, pode sair mais barato naquele momento. Mas dificilmente esse dinheiro volta para ti. Não te manda clientes, não te sustenta o emprego, não sustenta a empresa do teu vizinho, não mantém oficinas, fornecedores, fábricas ou serviços à tua volta.

Tu defendes que somos pobres e a única solução é comprar o mais barato possível. Já eu prefiro uma economia forte, com bons salários, indústria competitiva e pessoas com poder de compra para escolher bons produtos sem andar sempre no limite.

Qual das duas versões preferes?
Não, aquilo que tu estás a defender é protecionismo e socialismo puro. Socialismo tipo a URSS. Por lá é que se comprava apenas o que era nacional.

Tu até podes pensar que és de direita mas com essa mentalidade tu és claramente socialista e quem concorda contigo também o é.

Pensa lá um bocadinho, se as pessoas de todos os países pensassem como tu então não haveria trocas comerciais entre países, o comércio internacional não existiria e acaba-se o mercado livre que é a ideologia económica mais justa e que traz mais prosperidade aos países.

O protecionismo só deve ser aplicado em casos específicos, e no caso dos carros Chineses a Europa já aplica tarifas.

Eu já te perguntei isto várias vezes, o que é que defendes que a UE deve fazer mais para além das tarifas sobre os carros fabricados na China?

Mas tu queres impedir as pessoas de comprar produtos de fora da UE?

É que tu dizes as coisas de forma abstracta e não dás soluções práticas. Quando uma pessoa compra um carro Chinês, os países já recebem receita em forma de tarifas. Para além disso há cada vez mais fabricantes Chineses a montar fábricas na Europa.

Tu não dizes as coisas de forma concreta, se um carro Chinês é fabricado na Europa, se é montado por cidadãos da UE, se marcas como a Leapmotor até pertencem a empresas da Europa, se os constructores Chineses investem em centros de R&D na Europa, praticamente todos os constructores Chineses têm escritórios de R&D na Europa, o que é que tu defendes de forma concreta?

É que é isso que tu não dizes. Só falas de coisas em modo abstracto, sem conteúdo, sem essência.

Esse exemplo que deste dos vinhos faz zero sentido nesta discussão, os vinhos não são uma necessidade essencial como o transporte, além disso quem compra vinho compra porque gosta e há vinhos para todos os gostos e bolsas, enquanto nos automóveis a grande maioria das pessoas tem um automóvel apenas por necessidade, não porque gosta de conduzir. São casos e mercados completamente distintos.
 
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Imagina o seguinte cenário: Se a VW me tivesse proposto o IdPolo com a bateria de 50kw/h LFP que tem no Id3, com aquele equipamento que considero absolutamente essencial (bomba de calor, pack inverno, pintura metalizada) pelos tais 32k, acredita que era o que tinha comprado. Dava mais 3 mil euros mesmo fazendo algumas concessões de espaço, câmara 360, ventilação atras. Gosto da marca e do carro e podia contribuir para a tal economia de proximidade, algo que faço no dia-a-dia por exemplo em relação à alimentação, calçado e turismo.

O problema é que a oferta das marcas europeias é tão distante daquilo que eu em particular preciso e posso pagar que é impossível para mim dar esse passo de sacrifício. O esforço tem que, pelo menos, ser mútuo.

O trio chinês de que falava atrás (B05, Urban, Aion UT) deviam chamar-se Fiat Tipo, Opel Astra, Ford Focus, Skoda Scala, Mitsubishi Lancer ou Citroen C4. Modelos que existiram sempre com uma boa relação entre produto e preço e que eram a espinha dorsal da motorização da classe média europeia.

Em vez disso as marcas legacy preferiram tentar ser cool, bué inclusivas, modernaças, lançar SUVS caros sob pretexto de um lifestyle incomportável e desligado de uma grande parte dos europeus comuns, de classe média. Nem todos os carros têm que ser retro-cool como a R4/5 que se fazem pagar de preços absurdos e não oferecem nada de especial em troca além do design. Nem todos podem ou querem andar de SUV de 2 toneladas com 1,90m de largura e 4,80 de comprimento com 400cv.

As marcas europeias têm que voltar a oferecer carros normais, mesmo que não sejam particularmente excitantes, com boas qualidades e segurança sem que isso signifique obrigar os cidadãos a gastar uma fortuna. É isso que os chineses estão a fazer com algum sucesso.

Os first edtion eram 30.000€ e não tinham o que está a bold. Os (+) eram 33.000€ e não tinham bomba de calor.

Também já foi dito várias vezes que não compensa bomba de calor nos ID. Está mal pensada.

Por isso, se bomba de calor é muito importante, teria de ser chinês.


Alguma razão para agora falar-se em modo techno bro?

Por último o teu carro é 100% racional e não tem nada de mal.

Tal como um Dacia Sandero GLP é uma compra racional ou antigamente um Kia Ceed, Honda Jazz, Skoda Octavia era uma compra racional.


Agora da mesma forma que um ID3 custa menos 10.000€ na China, também um model 3 custa menos 10.000€ no Canadá e na Coreia do Sul que em Portugal. Valores aproximados para impacto, não fui ver ao pormenor.

Parte importante ao invés de conversa "legacy". Na conversa "tecno bro", os pack de baterias nos EUA e na Europa são 44% e 56% mais caros que na China.

Lithium-Ion Battery Pack Prices Fall to $108 Per Kilowatt-Hour, Despite Rising Metal Prices: BloombergNEF | BloombergNEF
 
o meu primeiro carregamento com um elétrico. podia ter ficado mais barato, mas foi o possível neste momento. de tarde ficaria menos uns 2€, mas vou fazer cerca de 120kms. ontem à noite daria, mas e apesar de serem postos da mesma marca, aqui ao pé de casa carrega a 14kw dos 22 anunciados e neste na mesma freguesia carrega a 20 dos 22kw anunciados. entretanto daqui a umas semanas já estarei a carregar em casa a 1/3 deste valor. para mais explicações podem consultar o meu tópico do megane.

 
o meu primeiro carregamento com um elétrico. podia ter ficado mais barato, mas foi o possível neste momento. de tarde ficaria menos uns 2€, mas vou fazer cerca de 120kms. ontem à noite daria, mas e apesar de serem postos da mesma marca, aqui ao pé de casa carrega a 14kw dos 22 anunciados e neste na mesma freguesia carrega a 20 dos 22kw anunciados. entretanto daqui a umas semanas já estarei a carregar em casa a 1/3 deste valor. para mais explicações podem consultar o meu tópico do megane.

Decerto que isso conseguia ser mais barato um pouco, mas não está mau
 
é o segundo posto mais barato aqui à volta, mas este tem o benefício de carregar a 20kw. posto ad hoc, atenção, sem contratos nenhuns. o problema são mesmo as taxas. fica a cerca de 0.50€/kw, que é muito. à noite vale mais a pena, fica uns 2€ e pico mais barato.
 
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