Um
cão de raça galgo foi encontrado
morto à fome em
Campo Maior, após uma
denúncia anónima que chegou ao Núcleo de Proteção Ambiental da GNR de Elvas.
O animal encontrava-se fechado num canil privado e, segundo o capitão João Janeiro da GNR de Elvas, citado pelo
Público, não tinha "nem alimentação, nem sequer água".
A situação causou indignação, e levou mesmo à criação de uma
petição online que pede o cumprimento da lei 69/2014 que criminaliza os maus tratos a animais. Desde que a lei entrou em vigor, a 1 de outubro,
já foram instaurados sete processos-crime por maus tratos a animais.
Segundo o que o alferes Diogo Gomes, da GNR de Elvas, contou à
CMTV, o dono foi identificado pela GNR, e justificou o abandono do animal com a falta de disponibilidade, alegando não ter "tempo para se deslocar ao local onde [o cão] se encontrava guardado".
De acordo com a CMTV, os residentes da zona já tinham reparado no cheiro a cadáver. Segundo o alferes Diogo Gomes, o cão já estaria morto há três ou quatro dias.
Em relação aos animais de companhia, a lei 69/2014 determina que, "quem, tendo o dever de guardar, vigiar ou assistir animal de companhia, o abandonar, pondo desse modo em perigo a sua alimentação e a prestação de cuidados que lhe são devidos, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias".