JorgeD
New member
Há cerca de uns meses atrás estive num dilema idêntico ao teu.
Na altura as rendas estavam menos interessantes (taxas de juro mais altas) e os preços não estavam tão agressivos como estão agora.
Não sendo a solução perfeita acabei por escolher um BMW i5 Touring.
Dentro das opções existentes na altura, era o que oferecia a melhor relação preço/qualidade/equipamento de acordo com as minhas preferências.
Hoje voltaria certamente a ser a escolha até porque o preço de tabela baixou uns 3.000EUR!!!
Dado que é uma das tuas opções deixo-te aqui algum feedback de cerca de 10.000kms.
BMW i5 Touring, Pack M, jantes 19, tecto panorâmico.
Para referência antes deste tive um MB Classe E Station 7 lugares (W213) e antes um Classe C Station (W205).
Aspetos positivos:
1) robusto:
toda a construção é bastante sólida. Montagem exemplar sem ruídos parasitas e com uma muito boa insonorização.
2) conforto:
(as jantes são de 19", sendo que o carro pelas dimensões merece as de 20")
este deve ser o carro mais confortável que já tive. Uma suavidade incrível mesmo em buracos e lombas, sem que isso prejudique significativamente o comportamento dinâmico.
É verdade que no aspecto dinâmico a Classe E com jantes 19 e AMG, estava uns furitos acima. Para isso contribuía certamente um peso inferior e pneus runflat com laterais mais rígidas.
3) ambiente a bordo:
O tablier simplista com o foco no painel digital em combinação com a barra iluminada transmite uma sensação de espaço e modernidade. Não tem a panóplia de leds que encontramos na Mercedes, mas ainda assim é suficiente para marcar a diferença. Foi aliás a ausência desta barra no 530e (na altura da encomenda, agora já está disponível) que me fez ir para o i5. À noite então, faz uma diferença abismal.
Numa primeira análise, o sistema de entretenimento pode parecer confuso mas ao fim de 1 ou 2 horas, já estás familiarizado com o mesmo e é super fácil e agradável de utilizar.
Apesar de ter alguns plásticos piano black na consola central, todos os plásticos utilizados têm melhor ar e toque do que os encontrados na Mercedes ou no novo A6/Q6.
4) capacidade da mala:
de uma forma geral, a capacidade das bagageiras tem vindo a diminuir, mesmo em plataformas criadas de raiz para veículos eléctricos. Eu que estava habituado aos mais de 600 litros na Classe E, não tive uma vida fácil na escolha de um substituto. O serie 5 é uma das melhores opções neste capitulo. Com 570 litros, é superior ao do novo Classe E híbrido e do novo A6.
5) suavidade na condução:
Para além do sistema de apoio à condução Plus que funciona muito bem mesmo em pára-arranca, mantendo o carro perfeitamente dentro da faixa de rodagem e sempre a uma distância segura, o sistema de travagem automático e a assistência à entrada em curva, tornam qualquer viagem numa experiência agradável e bastante suave. Também ajuda o facto de ser 100% elétrico, permitindo uma condução totalmente relaxada. É sem dúvida um bom estradista.
Aspetos Negativos:
1) alguns elementos no interior:
Faltam elementos que lhe confeririam um ar superior como o tablier a pele.
Os painéis inferiores das portas perderam o soft touch o que é lamentável num veículo deste segmento.
Falta a soleira da porta com o habitual símbolo M. Mais uma coisa que não se percebe...
2) sistema de som:
O sistema de som é fraco, mas agora já vêm de série com upgrade melhorando um pouco a experiência.
3) ausência de funk:
Com tanto espaço sob o capot e com uma dianteira tão avançada, não se percebe como não criaram um simples frunk
4) comprimento:
Os mais de 5 metros não se traduzem em um aumento expressivo do espaço interior. E dificultam algumas entradas e saídas de estacionamentos mais apertadas.
5) tecto panoramico
O tecto é muito bem insonorizado, escurecido e a cortina funciona bem. Só me chateia não existir a opção de tecto de abrir....
De uma forma geral, este segmento está a perder alguns elementos, em particular no interior, que tornavam estes carros mais próximos do segmento acima.
Sentes essa perda de detalhes, em particular pela ausência de pele e das costuras no tablier e nas portas, e pela ausência de materiais mais pesados como por exemplo os puxadores das portas em aluminio. Isso tem vindo a ser substituído por mais e melhor tecnologia a bordo.
Tenho um colega que comprou um 530e (modelo anterior) uns meses antes, e já considera o interior do dele totalmente ultrapassado ao lado deste...
Boa sorte na escolha.
Na altura as rendas estavam menos interessantes (taxas de juro mais altas) e os preços não estavam tão agressivos como estão agora.
Não sendo a solução perfeita acabei por escolher um BMW i5 Touring.
Dentro das opções existentes na altura, era o que oferecia a melhor relação preço/qualidade/equipamento de acordo com as minhas preferências.
Hoje voltaria certamente a ser a escolha até porque o preço de tabela baixou uns 3.000EUR!!!
Dado que é uma das tuas opções deixo-te aqui algum feedback de cerca de 10.000kms.
BMW i5 Touring, Pack M, jantes 19, tecto panorâmico.
Para referência antes deste tive um MB Classe E Station 7 lugares (W213) e antes um Classe C Station (W205).
Aspetos positivos:
1) robusto:
toda a construção é bastante sólida. Montagem exemplar sem ruídos parasitas e com uma muito boa insonorização.
2) conforto:
(as jantes são de 19", sendo que o carro pelas dimensões merece as de 20")
este deve ser o carro mais confortável que já tive. Uma suavidade incrível mesmo em buracos e lombas, sem que isso prejudique significativamente o comportamento dinâmico.
É verdade que no aspecto dinâmico a Classe E com jantes 19 e AMG, estava uns furitos acima. Para isso contribuía certamente um peso inferior e pneus runflat com laterais mais rígidas.
3) ambiente a bordo:
O tablier simplista com o foco no painel digital em combinação com a barra iluminada transmite uma sensação de espaço e modernidade. Não tem a panóplia de leds que encontramos na Mercedes, mas ainda assim é suficiente para marcar a diferença. Foi aliás a ausência desta barra no 530e (na altura da encomenda, agora já está disponível) que me fez ir para o i5. À noite então, faz uma diferença abismal.
Numa primeira análise, o sistema de entretenimento pode parecer confuso mas ao fim de 1 ou 2 horas, já estás familiarizado com o mesmo e é super fácil e agradável de utilizar.
Apesar de ter alguns plásticos piano black na consola central, todos os plásticos utilizados têm melhor ar e toque do que os encontrados na Mercedes ou no novo A6/Q6.
4) capacidade da mala:
de uma forma geral, a capacidade das bagageiras tem vindo a diminuir, mesmo em plataformas criadas de raiz para veículos eléctricos. Eu que estava habituado aos mais de 600 litros na Classe E, não tive uma vida fácil na escolha de um substituto. O serie 5 é uma das melhores opções neste capitulo. Com 570 litros, é superior ao do novo Classe E híbrido e do novo A6.
5) suavidade na condução:
Para além do sistema de apoio à condução Plus que funciona muito bem mesmo em pára-arranca, mantendo o carro perfeitamente dentro da faixa de rodagem e sempre a uma distância segura, o sistema de travagem automático e a assistência à entrada em curva, tornam qualquer viagem numa experiência agradável e bastante suave. Também ajuda o facto de ser 100% elétrico, permitindo uma condução totalmente relaxada. É sem dúvida um bom estradista.
Aspetos Negativos:
1) alguns elementos no interior:
Faltam elementos que lhe confeririam um ar superior como o tablier a pele.
Os painéis inferiores das portas perderam o soft touch o que é lamentável num veículo deste segmento.
Falta a soleira da porta com o habitual símbolo M. Mais uma coisa que não se percebe...
2) sistema de som:
O sistema de som é fraco, mas agora já vêm de série com upgrade melhorando um pouco a experiência.
3) ausência de funk:
Com tanto espaço sob o capot e com uma dianteira tão avançada, não se percebe como não criaram um simples frunk
4) comprimento:
Os mais de 5 metros não se traduzem em um aumento expressivo do espaço interior. E dificultam algumas entradas e saídas de estacionamentos mais apertadas.
5) tecto panoramico
O tecto é muito bem insonorizado, escurecido e a cortina funciona bem. Só me chateia não existir a opção de tecto de abrir....
De uma forma geral, este segmento está a perder alguns elementos, em particular no interior, que tornavam estes carros mais próximos do segmento acima.
Sentes essa perda de detalhes, em particular pela ausência de pele e das costuras no tablier e nas portas, e pela ausência de materiais mais pesados como por exemplo os puxadores das portas em aluminio. Isso tem vindo a ser substituído por mais e melhor tecnologia a bordo.
Tenho um colega que comprou um 530e (modelo anterior) uns meses antes, e já considera o interior do dele totalmente ultrapassado ao lado deste...
Boa sorte na escolha.