Axxantis disse:
(...) mas ainda assim é um efeito que existe de facto: Se do ponto de vista analítico, objectivamente o olho humano não distingue a diferença entre HD ready e full HD a partir de certa distância, isso já não é assim tão linear do ponto de vista da qualidade global no visionamento.
Concordo com esta opinião.
Globalmente acho os painéis Full HD menos "cansativos" à vista que um HD Ready, e estes menos "cansativos" que um painel SD.
O facto de num mesmo tamanho haver maior resolução implica que cada pixel é mais pequeno e estão mais próximos uns dos outros, o que leva a imagem a "preencher" melhor o espaço do ecran e consequentemente a ter uma imagem mais "natural", ao fim de duas horas seguidas a ver um programa ou filme nota-se diferença...
Cumprimentos
Meus amigos: eu acho que isso se deve ao motor gráfico da TV e não à quantificação dos frames/pixels.
O meu exemplo é sintomático:
numa loja (MediaMarkt) comparei um 1024x768 com um 1920x1080.
Mais: o primeiro diz ter 16.000 de contraste nativo, e o segundo 50.000.
Qual acham que apresentava melhor imagem?
Fácil de responder, não?
Segundo a vossa 'teoria', seria o segundo caso. Aqui dou a mão: até esse momento, essa também era a minha 'teoria'. E durante ano e meio andei a aconselhar nesse sentido (
mea culpa!)
Mas assim não foi! O primeiro ecrã, o tal HDReady "manhoso", como já aqui um forunista o chamou por não ter as dimensões standard, "comia de cebolada" o segundo ecrã, ao arrepio da tal "teoria da quantificação".
Deveria ser uma blasfémia!!
E troquei de cabos e de leitor blu-ray porque não queria acreditar no que via. E o resultado final manteve-se sempre.
E acrescento: não fiz o comparativo sozinho, e havia unanimidade entre os presentes!
E sabem quem corroborou da mesma opinião de que o primeiro ecrã tinha melhor imagem? Um vendedor da marca do segundo ecrã que estava no MediaMarkt em campanha de promoção. Fantástico, mais insuspeito não há...
Então, em que ficamos?
Axxantis: isto é justamente o contrário daquilo que apresentas como
facto!!
Por isso, digo: a qualidade global de visionamento não depende da quantificação oferecida pelo ecrã, como se comprova, mas antes pela capacidade de transformar toda aquela 'informação' numa imagem excelente ao nosso olhar.
Frágil, portanto, esse argumento...
Falta dizer que o primeiro ecrã era o plasma Pioneer 4280 e o segundo o Panasonic 42PZ85.
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Adenda à discussão:
Axxantis e Jeandre: a vossa perspectiva tem toda a lógica quando estamos a falar dos filmes "matroska", que é um container com extensão "mkv". A 'malta' diz que prefere os de 1080p aos de 720p, onde me incluo, por terem melhor imagem.
Tudo muito certo, só que o caso não tem a ver com a resolução, como erradamente argumentam, mas antes com a redução do bitrate.
Porquê?
O filme é extraído directamente do Blu-ray original e recodificado através do codec H.264. O produto final sofreu uma redução do bitrate e/ou da resolução, de modo a que os cerca de 25GB iniciais passem a ter entre 4 a 8 GB, normalmente mas nem sempre, de modo a caberem num dvd-5 ou dvd-9, respectivamente.
Durante o processo de recodificação, o bitrate passará dos originais 30.000 a 40.000 kbps para uns aproximados 6.000 a 8.000 kbps. Isto reduzirá imenso ao tamanho, mesmo mantendo a resolução de 1920x1080.
Ora, peguem no exemplo dado: mesmo mantendo a resolução FullHD, um filme matroska terá perdido muito daquilo a que chamaram de "qualidade global de visionamento": as cores perderam intensidade, os brilhos 'murcharam', os gradientes das sombras ficaram mais compactos, resultando numa perda global de sensação de profundidade e de impacto.
Moral da estória: eu posso ter um filme a 720p mas se manter todo o bitrate possível garanto que não é notória a perda de imagem por esta não ter a resolução máxima, numa distância a que normalmente vemos tv (para lá dos 2,5 metros, para um ecrã de 42'').
Isto é o que fazem as TV's, umas melhor do que as outras, é certo.
Se meterem um Blu-Ray 1080p num ecrã de apenas 720p, o que o motor gráfico da TV fará será encaixar aquelas linhas todas num 'pacote' menor. Não lhe 'rouba' brilho, nem contraste, nem cores, nem afectar a sensação de profundidade, enfim, sem alterar a "qualidade global de visionamento".
Se estiverem sentados para lá dos 2.5m, e com um ecrã de 42'', e com uma fonte blu-ray 1080p, não notam qualquer perda da qualidade da imagem quando visionada em HDReady... a não ser que a TV não faça devidamente o trabalho gráfico, que é justamente o busílis da questão, mas isto já não terá nada a ver com a resolução.
Tenho dito.