Exmos. Srs.
Ja tenho lavrado a minha opiniao neste tópico, através dos quais, relembro-vos, considero pertinente quanto às indicações deixadas sobre os veículos prevaricadores da lei, principalmente pelo user Teodoro.
Mais o disse e reitero que chamar sucata a carros com poucos anos é abusivo e caluniador, principalmente pelo uso repetido da associacao da palavra "sucata" com a "importado". Muitos julgam tais opinioes movidas pela inveja.
Indiquei aqui 2 casos recorrentes na sociedade portuguesa automovel que lesam o Estado em milhões de Euros por ano - casos bastante mais graves e nada tem que ver, directamente, com carros importados. E ao que parece, ninguem esta preocupado.
Tudo isto é lamentavel e leva-nos a concluir o seguinte: é triste quando alguem pensa que tem status por ter um Audi A4 mas mais triste, sem duvida, é o seu vizinho pensar que esse alguem se julga com status por ter ocarro importado - o que nao vou abordar porque entra no campo da psicanalise e era necessario ir à genealogia das causas (do vizinho , claro).
Agora, apos este preambulo confesso que de alguns meses a esta parte tenho prestado mais atencao aos carros importados e até hoje nao tenho visto 1/50 dos casos indicados no forum (falta da data da 1a. matricula), apesar de residir no Grande Porto, o que me leva a suspeitar, fortemente, como alguem aqui o disse, dos vizinhos invejosos.
Porem, pensei, que poderia nao ser esse o caso, o da inveja entenda-se, e que o caso seja mais complexo mas que escapa ao controlo de quem ve tantas matriculas sem datas. E sem certezas, cheguei à conclusao do seguinte:
1º São bastante frequentes as anomalias de um ou de mais genes, sobretudo dos recessivos. Cada indivíduo tem de seis a oito genes recessivos anormais, os quais só provocarão um funcionamento anormal das células se existirem dois iguais. As probabilidades de que isso aconteça são escassas na população em geral; não obstante, aumentam nas crianças de pais com parentesco próximo, assim como naqueles grupos fechados que se casam entre si, como o demonstram os estudos efectuados com os membros das comunidades religiosas Amish e Menonitas.
2º Todas as características diferenciais hereditárias (traços) são codificadas pelos genes. Algumas, como a cor do cabelo, diferenciam simplesmente uma pessoa da outra e não se consideram anormais. No entanto, uma doença hereditária pode também ser o resultado de características anormais que apareçam como expressão de um gene anormal.
3º O efeito (traço) de um gene anormal dominante num cromossoma autossómico pode ser uma deformidade, uma doença, ou uma tendência para desenvolver certas doenças.
4º Os indivíduos com um traço determinado têm no mínimo um progenitor com esse traço, a menos que este seja produto de uma nova mutação.
5º A escassez de genes do cromossoma Y nos homens faz com que os genes do cromossoma X (ligados ao X ou ligados ao sexo), sejam eles dominantes ou recessivos, estejam quase sempre sem par e que por isso se exprimam. Mas nas mulheres, devido ao facto de terem dois cromossomas X, aplicam-se os mesmos princípios aos genes ligados ao cromossoma X que aos genes de cromossomas autossómicos; isto é, a menos que os dois genes de um par sejam recessivos, só se expressarão os genes dominantes.
Conclusão: O daltonismo ou incapacidade de perceber as cores é uma perturbação causada por um gene recessivo ligado ao cromossoma X mais comum nos homens mas pouco habitual entre as mulheres que consiste numa anomalia visual em que o indivíduo é incapaz de percepcionar algumas cores, sendo as mais frequentes o vermelho e o verde. Porem, consuante a gravidade da anomalia o problema poderá se estender a outras cores.
Sugestão final: Deverão portanto, os Engenheiros da DGV, retirar a cor amarela do fundo das datas das matriculas e talvez o problema fique resolvido.
Cumprimentos