[Saúde] Viciados em trabalho

Vai lá explicar essa forma linear de ver as coisas a quem de direito,são obtusos os gaijos.

Há pessoas no governo, e não só, com consciência da desadequação do numerus clausus e dos currículos dos cursos superiores para a realidade portuguesa. Agora mexer nesse vespeiro é algo complicado, desde os professores das várias instituições de ensino que vêm o seu lugar ameaçado até aos país que sentem que os filhos já não poderão ser "doutores", toda a gente berra só de se pensar em mexer no ensino superior.

O problema já nem passa pelo exportar, passa também por conseguir fixar os recém licenciados me Portugal. De que vale formar profissionais de uma área que Portugal necessita quando depois não os consegues fixar em Portugal porque um outro país oferece 2x ou 3x o salário de Portugal com condições de emprego completamente diferentes e em países mais desenvolvidos do que Portugal?

Há algo mais importante que o dinheiro. Havendo trabalho cá um salário 2x superior em melhores condições não é suficiente atractivo para algumas pessoas que conheço, nem para mim. Nomeadamente, o factor família, amigos, o sentimento de pertença ao país faz com que se recusem algumas propostas.

Correctíssimo.

No entanto, tens a noção que o Estado podia lucrar muito mais, se empregasse mais enfermeiros. Especialmente a nível dos cuidados de saúde primários.

O UK há muito que provou isso com os community matron.

Desconheço a realidade inglesa dos cuidados de saúde primários para poder falar com propriedade sobre isso.
 
Creio que o tema é imaterial.

Ou seja, conheço dentistas que ganham tão pouco em Portugal que têm que emigrar (neste caso para o UK), e outros que num dia de trabalho, ganham o mesmo que esses ganhavam num mês.

E como fica a equação? [;)]

A equação continua igual se a produtividade for encarada como sinónimo de salário.
 
Há algo mais importante que o dinheiro. Havendo trabalho cá um salário 2x superior em melhores condições não é suficiente atractivo para algumas pessoas que conheço, nem para mim. Nomeadamente, o factor família, amigos, o sentimento de pertença ao país faz com que se recusem algumas propostas.

Claro que há algo mais do que dinheiro. Mas entre ganhar 600€ ou 700€ em Portugal com contrato a prazo ou recibos verdes e um contrato permanente num outro país europeu a receber 1500€ por mês, dá que pensar. E depois pode entrar na equação o/a companheiro/a desempregado/a, que pode arranjar com mais facilidade um emprego num desses países (porque a taxa de desemprego é menor).
 
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