citação:Originalmente colocada por J.R.
...Está bem? Está mal? Não está nem bem nem mal?...
Tá optimo, PéLeve.
Excelente.
Pá, por momentos assustei-me...
Não é que, por instantes, achei que te podias estar a passar para o lado dos defensores da função pública?...


...Continuei a ler o artigo e, novidade, nada de novo, mais do mesmo!...
Nem vale a pena explicar a esse jovem senhor, que redigiu o artigo, que, provavelmente, não tendo tido de fazer provas públicas para ocupar o cargo que hoje ocupa (apesar de "recear perdê-lo"...) poder-se-á dar ao luxo de não ter de perceber o percurso de um único funcionário público que, com o que disse, de forma prosaica e alegadamente intelectualizada (...), provavelmente não entenderia!...
Desde o simples continuo, ou tarefeiro, à chefia superior, todos os funcionários públicos que entraram legitimamente passaram por processos de selecção que esse senhor desconhece, nunca viveu e sobre os quais, também por isso mesmo, não sabe falar, como bem se viu no artigo...
O que ele diz pode, quanto muito, qualificar os "artistas" que entraram pela porta do cavalo na função pública e, aí sim, desde o contínuo/tarefeiro até ao director geral, a todos serve a "pele" de uma crítica dessas. Todos esses, sobretudo os que não passaram por processos de reconhecida, complexa e inegável qualidade de selecção para desempenharem as funções de que são investidos poderão ver-se retratados nessa bacoca "ilustração de opinião", sobretudo proferida por quem, talvez até por isso, não receará nada nem ninguém se, quiçá, a má sorte do desemprego um dia o atingisse na parte mais longuínqua do seu património!...
Há diferenciações? Claro que há! Nas empresas também as há e ninguém as contesta...
Ou será que quando, por exemplo, se entra na faculdade se deve dar mais valor aos alunos com piores notas, aos que chumbam nos testes, aos que não aprendem a matéria?! Muitos dos que hoje se "doem" da função pública, e conheço tantos (...), são muitos dos que ainda não curaram a "dor de corno" de terem chumbado nos vários testes de acesso às diversas categorias para as quais concorreram, mas, temos pena, ali não se entrava com cunha e a nota de entrada tinha mesmo de sair das cabecinhas!...
Mas, e voltando ao tema, reitero que as greves, sejam de quem forem, não são aceitáveis na maior parte das vezes, mas, faltava-me dizer isto, não se depreenda das minhas palavras que sou contra o direito à greve, não senhor! Sou defensor de que o direito exista, com legitimidade e força, mas que deve ser uma ferramenta a usar em casos extremos e de forma diversa!
Por exemplo acho que deveriam haver um número mínimo de negociações, ou de respectivas tentativas, de negociação com quem tem o poder de decidir, negociações essas devidamente mediadas por uma entidade independente e esgotadas até ao limite...
Depois, as greves, quando tivessem de ser feitas, deveriam determinar a presença dos trabalhadores no seu local de trabalho, parados, em greve, cumprindo os horários!
Mais, em greve todos os trabalhadores, quanto a mim, deveriam receber integralmente o seu dia de trabalho, pois no âmbito da legislação de trabalho o respectivo direito é inequivocamente reconhecido...