Greve na Função Pública

citação:Originalmente colocada por Manoel

Nããããã....

A estratégia pós-socrática é simples:
Atacar, procurar fragilidades nas classes profissionais.
Fazer crer que são detentores de regalias insustentáveis.
Explorar a inata e infundada inveja lusa
Retirar à tutela (presente e passadas) a quota parte de responsabilidade.
Formar um rebanho de construtores de opinião.
Cozinhar em lume brando, repetindo uma mentira até que pareça verdade.

Servir ainda quente!

:D

Os sindicatos devem regenerar-se e aprender a vender uma imagem.

A receita da pólvora :)
 
citação:Originalmente colocada por Manoel

Nããããã....

A estratégia pós-socrática é simples:
Atacar, procurar fragilidades nas classes profissionais.
Fazer crer que são detentores de regalias insustentáveis.
Explorar a inata e infundada inveja lusa
Retirar à tutela (presente e passadas) a quota parte de responsabilidade.
Formar um rebanho de construtores de opinião.
Cozinhar em lume brando, repetindo uma mentira até que pareça verdade.

Servir ainda quente!

:D

Os sindicatos devem regenerar-se e aprender a vender uma imagem.
Pois, essa é a receita que tem sido ofertada e aceite por muitos de nós como sendo uma boa receita...

Na verdade nem a receita é boa (apesar de ter vindo a dar os seus frutos aos executivos...) nem os ingredientes prestam...
 
citação:Originalmente colocada por Renas


Como dizia o Paulo Pinto no outro dia. Não existem incompetentes. Existem inadaptados. E com esta me fico. ;)

Presumo que isso também se aplica às classes dirigentes, aos políticos que tomam decisões, etc, etc...

;)
 
Sérgio Figueiredo
Nascidos a 6 de Julho
sf@mediafin.pt
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Finalmente! Uma boa notícia vinda da função pública. Uma greve nacional. Sim, as pessoas estão a sentir-se tão desconfortáveis com a sucessão de medidas do Governo, dos vários governos aliás, sentem-se de tal forma injustiçadas, que decidiram dizer «basta».
As três estruturas sindicais convocaram, então, os trabalhadores do Estado para uma greve geral no dia 6 de Julho. É de aplaudir. É de louvar. É, até, de incentivar à mobilização. Todo o funcionário público que não aceita ser o «bode expiatório» da crise deve protestar.

O motivo mais próximo desta onda de indignação é o novo regime de mobilidade que o Governo socialista criou. Mas a greve resulta de um acumular de ofensivas. O aumento da idade de reforma para os 65 anos. O congelamento das progressões de carreira. O arrocho salarial.

Além da desconstrução dos regimes especiais, do retrocesso dos esquemas de previdência e saúde em grupos profissionais importantes e bastante populosos: os professores, os polícias, os juízes, os enfermeiros, os militares.

Enfim, perante uma tão ampla frente de medidas lesivas dos seus interesses, a pergunta sem resposta era: como é que os sindicatos da função pública ainda não desferiram um contra-ataque ainda mais abrangente e hostil? Chegou, pois, a hora da verdade. E o Governo será encostado à parede.

O resto da sociedade agradece, porque os sindicatos da função pública aceitam assim expor os motivos da sua revolta. Suscitam a sua discussão. Convocam as televisões e as rádios para o debate. Os jornais para a reflexão.

E quando cada um de todos os outros portugueses – que, por qualquer circunstância da vida, se safou do infortúnio de seguir uma carreira profissional da Administração Pública – perceber o que está em causa, quando comparar com a sua própria situação, é também razoável que devolva a questão ao remetente: e pode o resto do país fazer greve à função pública?

Evidentemente que a interrogação é tão absurda como mobilizar todos os empregadores deste país para uma greve geral contra os seus trabalhadores. No caso do sector público, bastava reunir os contribuintes num boicote geral aos impostos.

E é neste plano, é exactamente neste nível, que as três estruturas sindicais colocam as suas reivindicações: temos um estatuto diferente, queremos defender essa diferenciação, isso representa um determinado custo à sociedade, portanto paguem.

Esta é a clarificação que uma greve geral permite fazer. O extremar de posições parte de um exercício de vitimização. Neste caso vai acabar numa situação de isolamento. A greve é convocada contra o Governo. Mas é perante o país que o funcionário público ficará exposto.

Porque não aceitam eles a mobilidade no emprego, quando eu, a qualquer momento, posso perder o meu? Perguntará um dos 1.200 operários da Opel que, provavelmente, já estará nessa altura com confirmação de desemprego certo.

Porque se indignam eles com o facto de, dentro de dez anos, passarem à reforma aos 65, quando eu já tenho hoje a certeza que o sistema geral de previdência irá cortar-me na pensão se não continuar a trabalhar além daquela idade?

Muitos têm sido aqueles que se insurgem contra as generalizações. E com razão, porque há aqueles que são funcionários e há os outros que nem sequer tentam funcionar. A 6 de Julho teremos a ideia de quantos são uns e quantos são outros. Viva a greve!

http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=278177


Está bem? Está mal? Não está nem bem nem mal?...
Tá optimo, PéLeve.
Excelente.
 
Demagogia (do grego, dmaggos, líder popular; dmos, populista) é uma estratégia política que consiste em apelar a emoções (sentimentos, amores, ódios, medos, desejos) para ganhar o apoio popular, frequentemente mediante o uso da retórica e da propaganda.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.
...Está bem? Está mal? Não está nem bem nem mal?...
Tá optimo, PéLeve.
Excelente.
Pá, por momentos assustei-me...

Não é que, por instantes, achei que te podias estar a passar para o lado dos defensores da função pública?...:D:D:D

...Continuei a ler o artigo e, novidade, nada de novo, mais do mesmo!...;)

Nem vale a pena explicar a esse jovem senhor, que redigiu o artigo, que, provavelmente, não tendo tido de fazer provas públicas para ocupar o cargo que hoje ocupa (apesar de "recear perdê-lo"...) poder-se-á dar ao luxo de não ter de perceber o percurso de um único funcionário público que, com o que disse, de forma prosaica e alegadamente intelectualizada (...), provavelmente não entenderia!...

Desde o simples continuo, ou tarefeiro, à chefia superior, todos os funcionários públicos que entraram legitimamente passaram por processos de selecção que esse senhor desconhece, nunca viveu e sobre os quais, também por isso mesmo, não sabe falar, como bem se viu no artigo...

O que ele diz pode, quanto muito, qualificar os "artistas" que entraram pela porta do cavalo na função pública e, aí sim, desde o contínuo/tarefeiro até ao director geral, a todos serve a "pele" de uma crítica dessas. Todos esses, sobretudo os que não passaram por processos de reconhecida, complexa e inegável qualidade de selecção para desempenharem as funções de que são investidos poderão ver-se retratados nessa bacoca "ilustração de opinião", sobretudo proferida por quem, talvez até por isso, não receará nada nem ninguém se, quiçá, a má sorte do desemprego um dia o atingisse na parte mais longuínqua do seu património!...

Há diferenciações? Claro que há! Nas empresas também as há e ninguém as contesta...

Ou será que quando, por exemplo, se entra na faculdade se deve dar mais valor aos alunos com piores notas, aos que chumbam nos testes, aos que não aprendem a matéria?! Muitos dos que hoje se "doem" da função pública, e conheço tantos (...), são muitos dos que ainda não curaram a "dor de corno" de terem chumbado nos vários testes de acesso às diversas categorias para as quais concorreram, mas, temos pena, ali não se entrava com cunha e a nota de entrada tinha mesmo de sair das cabecinhas!...:D

Mas, e voltando ao tema, reitero que as greves, sejam de quem forem, não são aceitáveis na maior parte das vezes, mas, faltava-me dizer isto, não se depreenda das minhas palavras que sou contra o direito à greve, não senhor! Sou defensor de que o direito exista, com legitimidade e força, mas que deve ser uma ferramenta a usar em casos extremos e de forma diversa!

Por exemplo acho que deveriam haver um número mínimo de negociações, ou de respectivas tentativas, de negociação com quem tem o poder de decidir, negociações essas devidamente mediadas por uma entidade independente e esgotadas até ao limite...

Depois, as greves, quando tivessem de ser feitas, deveriam determinar a presença dos trabalhadores no seu local de trabalho, parados, em greve, cumprindo os horários!

Mais, em greve todos os trabalhadores, quanto a mim, deveriam receber integralmente o seu dia de trabalho, pois no âmbito da legislação de trabalho o respectivo direito é inequivocamente reconhecido...
 
citação:Originalmente colocada por pmct

Tiveram sorte, ao contrario dos ultimos dias hoje esta um bom dia de praia.:)


Hoje a estrada para a fonte da telha tinha fila ate quase a via rapida da costa.


[}:)][}:)][}:)][}:)]
 
Pé Leve, que raio de resposta. :D [:p]

Falhaste o essencial, porque é que no Privado há menos protecção ao trabalhador do que no Público...
 
"No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada..."

Fernando Pessoa

Ou seja, com umas gargalhadas[}:)] e outros despropósitos vou atingir rapidamente o estatuto mais alto e desejado deste fórum: platinium[8)]

Siga!
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Pé Leve, que raio de resposta. :D [:p]

Falhaste o essencial, porque é que no Privado há menos protecção ao trabalhador do que no Público...
Bem, não sei onde falhei o essencial, já que referi, como defendo e sempre defendi (nivelar por cima...;)), que os direitos elementares (a que muitos chamam privilégios...) deveriam ser idênticos entre a pública e a privada!;)
 
É nestes dias que me dão uma oportunidade única, regressar aos anos 70, aqueles discursos, aquela luta, aquela bravura.

Digamos que para quem só nasceu nos 80, é uma emoção [}:)]
 
Eu só tenho pena nisto tudo, serem representados por aqueles sarcófagos políticos e sindicais é triste.

Mas como não querem mudar, é assim até...

...afundar [:P]
 
Ao filhotes dos papás não há mal que-lhes chegue, se a empresa não tem lucro pq tem de haver uns bm's para as "nites", despede-se uns mil e duzentos "preguiçosos" e tá resolvido.

Mais uma vez se vê que os trabalhadores do privado ficam sentados á espera que a fp lhe garanta os direitos que eles proprios deviam lutar para conquistar.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

Ao filhotes dos papás não há mal que-lhes chegue, se a empresa não tem lucro pq tem de haver uns bm's para as "nites", despede-se uns mil e duzentos "preguiçosos" e tá resolvido.

Mais uma vez se vê que os trabalhadores do privado ficam sentados á espera que a fp lhe garanta os direitos que eles proprios deviam lutar para conquistar.

Os trabalhadores do privado não têm outro remédio senão trabalhar. Já viste o que era o cliente estar à espera, e alguém telefonar e dizer: hoje não pode ser, há greve. Nunca mais esse cliente queria negócios com o fornecedor que fez greve. É um cenário que nem se põe.

No caso da função pública o cliente na maior parte dos casos não pode mudar de fornecedor de serviços.
 
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