1,5% de aumento para a FP...

citação:Originalmente colocada por mundano

A maneira como eu o disse não foi a mais correcta. O que queria dizer é que um FP em média nos ultimso 10 anos teve um aumento dessa ordem, isso inclui tudo, progressões, aumentos, etc.. etc..

Onde vi isso já não sei ao certo, era um estudo qq, mas se encontrar ponho aqui..
Mas como, se nos ultimos 10 anos os aumentos (quando os houve) tem sido sempre abaixo da inflação ou foram congelados e os impostos tb aumentaram, isso cheira-me á media das galinhas feita por um organismo "idonéo".
 
citação:Originalmente colocada por Vehicle

1,5 já é muito para quem passa o tempo a coçar a micose (há excepções claro, mas poucas)
Concordo inteiramente! Aliás tudo o que é pessoal inútil, seja da função pública seja da privada, deveria começar a ser obrigado a trabalhar em periodo extra laboral, de borla, a favor da comunidade! E quando refiro pessoal inútil é mesmo pessoal que nada rende à Sociedade nem se encaminha para isso...
 
Administração: STE contesta ex-ministro das Finanças
Função Pública abaixo da média europeia

Portugal tem mais funcionários públicos que a Espanha e o Luxemburgo, mas menos que o resto dos Estados-membros da União Europeia.

Uma estatística que leva o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) a afirmar que o Estado português “não tem trabalhadores a mais” e a contestar quem defende que a Administração Pública devia reduzir o número de efectivos.

De acordo com dados do Eurostat, o gabinete de estatística da Comissão Europeia, a percentagem de trabalhadores do Estado em Portugal é de 19,9% da população activa, ficando à frente apenas da Espanha (17,2%) e do Luxemburgo (16%). Nos restantes Estados-membros esta percentagem é mais elevada, sendo o primeiro lugar ocupado pela Suécia com 33,3%.

Para o STE, estes dados provam que “não há funcionários públicos a mais em Portuga”. “Face ao que se pretende da Administração Pública assim se diz que os trabalhadores são muitos ou poucos” lê-se num comunicado divulgado pelo sindicato em reacção a uma entrevista do ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, na qual este defendia a demissão de 200 mil trabalhadores da Administração Pública.

Para os dirigentes daquele sindicato, esta “não seria uma boa solução para a economia portuguesa despedir estes trabalhadores com uma indemnização, porque isso “só contribuiria para atirar para o não trabalho quem ainda tem muito para dar”.

MUNICÍPIOS DESRESPEITAM REGRA

As câmaras municipais não respeitaram a regra de admitir apenas um funcionário por cada dois aposentados durante o ano passado. As autarquias contrataram 3920 trabalhadores para apenas 1870 aposentados, a avaliar pelos dados da Caixa Geral de Aposentações. A profissionalização das Forças Armadas também fez disparar o número de contratações, com 6347 admissões ao longo de 2005.

As entradas nos ramos militares e de segurança representaram 31 por cento do total de admissões no Estado. Na totalidade do Estado – e de acordo com os dados da Caixa Geral de Aposentações – foram contratados 20 607 funcionários contra os 19 530 aposentados.

Contas feitas, o Estado contratou mais 1077 pessoas do que aquelas que aposentou. A Administração Central conseguiu, porém, fazer diminuir o seu número de efectivos, ao reduzir 1851 postos de trabalho na Educação e 884 no Trabalho e Segurança Social.

PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA (Dados de 2004)

Suécia - 33,3%

Dinamarca - 30,4%

Bélgica - 28,8%

Reino Unido - 27,4%

Finlândia - 26,4%

Holanda - 25,9%

França - 24,6%

Alemanha - 24%

Hungria - 22%

Eslováquia - 21,4%

Áustria - 20,9%

Grécia - 20,6%

Irlanda - 20,6%

Polónia - 19,8%

Itália - 19,2%

República Checa - 19,2%

PORTUGAL - 17,9%

Espanha - 17,2%

Luxemburgo - 16%

Afinal em que ficamos...?
 
Sempre desconfiei de que nos andam a mentir com uma utilização dos números a contento de certos interesses, bem defendidos (esses interesses..) aliás, mesmo por quem, se calhar e se pensasse bem, não o deveria fazer...
 
citação:Originalmente colocada por gilmour

O problema não é o nº de FP mas sim o que lhes pagam e o que produzem [|)]
Ainda bem que os privados são muito melhores que os FP!;)

Isso explica a grande pujança da Indústria Portuguesa[}:)]
 
Pois, mas mesmo aqui, se continua a defender a redução do número de de forma perspicaz, inteligentemente, foi detectada a origem da crise que vivemos...

Não. O problema não é a função pública, mas a mentira que caracteriza quem nos tem gerido e a interpretação menos correcta (...) de quem defende esses argumentos...
 
citação:Originalmente colocada por gilmour

O problema não é o nº de FP mas sim o que lhes pagam e o que produzem [|)]

Sim de facto, como na maioria dos casos até são mal pagos, deduzo que o problema é só o que produzem, como o facto de produzirem pouco é resultado de lhes pagarem mal e de decadas de chefias de jobs, incompetentes e mais preocupados em serem bem pagos do que em melhorar condições de serviço, seja por meios seja por formação seja por modernização e optimização de serviços.

Se o que a fp produz, faz mal ou com pouca celeridade todos sabemos porquê, pq a maioria de nós trabalha com meios com mais de vinte anos, presos a uma burocracia inutil e desenhada não para um maior desenpenho mas para um minimo de problemas para as chefias, na maioria dos serviços há uma sufocante falta de pessoal, de equipamentos, de viaturas e que sejam adequadas as funções, de locais de trabalho limpos e com espaço.

Mas agora o problema "já não é nº de FP mas sim o que lhes pagam e o que produzem"

Será preciso tb comparar tudo com o resto dos fp da UE ou já chega de
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bode1nt2pz.jpg
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citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por gilmour

O problema não é o nº de FP mas sim o que lhes pagam e o que produzem [|)]

Sim de facto, como na maioria dos casos até são mal pagos, deduzo que o problema é só o que produzem, como o facto de produzirem pouco é resultado de lhes pagarem mal e de decadas de chefias de jobs, incompetentes e mais preocupados em serem bem pagos do que em melhorar condições de serviço, seja por meios seja por formação seja por modernização e optimização de serviços.

Se o que a fp produz, faz mal ou com pouca celeridade todos sabemos porquê, pq a maioria de nós trabalha com meios com mais de vinte anos, presos a uma burocracia inutil e desenhada não para um maior desenpenho mas para um minimo de problemas para as chefias, na maioria dos serviços há uma sufocante falta de pessoal, de equipamentos, de viaturas e que sejam adequadas as funções, de locais de trabalho limpos e com espaço.

Mas agora o problema "já não é nº de FP mas sim o que lhes pagam e o que produzem"

Será preciso tb comparar tudo com o resto dos fp da UE ou já chega de
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Já viste, quem recebe pouco na FP é sempre considerado o pobre, o desmotivado, o coitado que não produz pq recebe pouco, fica tão desmotivado que deixa de trabalhar, mete baixa, faz intervalos de 10 em 10 min, e como têm pena deles as progressões de carreira são automáticas para todos e o pseudo-sistema de avaliação individual que anda a ser pseudo-implementado dá notas iguais a todos [|)] ... e o mesmo aplicado para a maior parte dos sectores da FP e funcionários quer recebam pouco ou muito ... as teorias mais recentes e aplicadas com sucesso de sociologia do trabalho não estabelecem relação directa entre o ordenado e a produtividade [:p] , em vez disso o seu sucesso é devido a vários factores que não vale estar a pena a expor aqui (onde o tal comportamento da chefia está incluido), portanto deixa lá essa visão esquerdista de que os que ganham muito são todos maus e que os que ganham pouco são os inocentes [:p].

O problema sempre foi a produtividade, principalmente mau aproveitamento de meios, não sou muito apologista da comparação de nºs relativos a outros países em termos de FP pq não se podem comparar diferentes serviços, nº de empresas publicas, semi-publicas e privadas. Ora como tu próprio sabes como funcionam os serviços da FP sabes também que não são apenas as condições laborais responsáveis pelo mau funcionamento dos serviços, a componente humana tem muita responsabilidade, e não é só de chefias é de cima-abaixo em toda a cadeia de trabalhadores ... mas está bem ... eu tenho os meus bodes espiatórios e tu tens os teus [:p] , se achas que o mal só vem de cima e de quem ordena ...
 
citação:Originalmente colocada por mjm
...
PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA (Dados de 2004)

Suécia - 33,3%

Dinamarca - 30,4%

Bélgica - 28,8%

Reino Unido - 27,4%

Finlândia - 26,4%

Holanda - 25,9%

França - 24,6%

Alemanha - 24%

Hungria - 22%

Eslováquia - 21,4%

Áustria - 20,9%

Grécia - 20,6%

Irlanda - 20,6%

Polónia - 19,8%

Itália - 19,2%

República Checa - 19,2%

PORTUGAL - 17,9%

Espanha - 17,2%

Luxemburgo - 16%[/blue]

Afinal em que ficamos...?
E se analisássemos os números?

Continuamos a esquecer-nos das empresas que não produzem, que fogem ao fisco, que fecham, mas, claro, é conveniente atacar apenas a função pública, afinal a mensagem "subliminar" passou...

Os números, esses "malvados", continuam a ser esquecidos...
 
Pois é, caro mjm, o pessoal por cá teima e não olhar para os números!...:)

De certa forma percebe-se e, de algum modo, dá jeito a muita gente!...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Pois é, caro mjm, o pessoal por cá teima e não olhar para os números!...:)

De certa forma percebe-se e, de algum modo, dá jeito a muita gente!...

Mas queres analisar que números? Analisar o "PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA" por sí só não te vai dar respostas, até podia ser 90% e não ia dizer nada, agora se cruzares esses dados com as percentagens do PIB gastas com a FP aí já chegas a algumas conclusões e comparações, e mesmo assim é muito difícil comparar com outros países pq a quantidade serviços e sistemas não são os mesmos ... é verdade que hoje em dia se vê erradamente a FP como o diabo de tudo o que vai mal no país, mas lá que está muita coisa mal n podes negar ;)
 
citação:Originalmente colocada por gilmour
...agora se cruzares esses dados com as percentagens do PIB gastas com a FP aí já chegas a algumas conclusões e comparações...
Sem dúvida!;) A conclusão mais fácil de tirar é que os privados dos outros Países são muito mais produtivos, eficazes, inovadores, e criadores de riqueza ;)

O problema de Portugal abrange toda a população e todos os sectores. A culpa não é só da FP;) Convençam-se disso;)
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por gilmour
...agora se cruzares esses dados com as percentagens do PIB gastas com a FP aí já chegas a algumas conclusões e comparações...
Sem dúvida!;) A conclusão mais fácil de tirar é que os privados dos outros Países são muito mais produtivos, eficazes, inovadores, e criadores de riqueza ;)

O problema de Portugal abrange toda a população e todos os sectores. A culpa não é só da FP;) Convençam-se disso;)
Não, caro "eu" (e desculpa usar o teu post), o pessoal não quer convencer-se disso! É mais prático ter-se encontrado o "bode expiatório" para todos os males que Portugal vive...

É pena que não se compreenda que o problema do país é transversal a todos, repito, todos os sectores de actividade!

O problema da função pública é (quando é que querem ver isto?...) um falso problema e instigado por quem governa! Nâo é maior nem menor do que o problema das empresas e dos empresários desonestos que descontam sempre pelo mínimo, ou querem convencer-se, ou convencerem-me, que os senhores empresários declaram sempre tudo o que auferem? Uma grande parte não o faz, ou há dúvidas disso?...

Já aqui foi falado, tantas vezes, mas parece não interessar (...), de que não se sabe ao certo qual a taxa real de produtividade existente em Portugal, na justa proporção de que a criminosa fuga ao fisco que se vive como tradição no país não deixa saber quanta riqueza foi produzida efectivamente!

Será isto tão dificil de entender, ou continua a ser mais prático "bater no ceguinho"?...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Pois é, caro mjm, o pessoal por cá teima e não olhar para os números!...:)

De certa forma percebe-se e, de algum modo, dá jeito a muita gente!...

Pois, pois...

Só não vê quem não quer!

Até eu fiquei surpreendido com estas percentagens.
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por gilmour
...agora se cruzares esses dados com as percentagens do PIB gastas com a FP aí já chegas a algumas conclusões e comparações...
Sem dúvida!;) A conclusão mais fácil de tirar é que os privados dos outros Países são muito mais produtivos, eficazes, inovadores, e criadores de riqueza ;)

O problema de Portugal abrange toda a população e todos os sectores. A culpa não é só da FP;) Convençam-se disso;)
Claro, mas é util, a CIP (Confederação da Indústria Portuguesa) anda á muito tempo a pressionar os governos para despedirem funcionarios publicos e para não fazerem aumentos muito elevados na fp, a desculpa tem sido as dificuldades das empresas Portuguesas façe aos condições privelegiadas das empresas da UE :D, e para manter a competividade.

O que se passa é que mesmo com baixos salarios a competividade das nossas empresas não aumentou e antes diminuiu pq faltam meios modernos de produção, há uma desmotivação generalizada provocada pela baixa de poder de compra dentro da sociedade e pela comparação das condições de vida, com os outros paises da UE, onde a classe media (alta e baixa) que produz, não trabalha tantas horas e tem melhores condições de vida.

Mas é mais facil encontrar culpados num sector, do que mudar a situação geral do país, promovendo a competitividade e deixando morrer as empresas pouco competitivas e as de empresarios corruptos.

Claro que na fp não é melhor, há tb meios antiquados, funcionarios com pouca formação profissional, vencimentos baixos, chefias nomeadas que não tem nem formação nem grau academico para a função que desenpenham e há até uma deficiente otimização dos serviços, motivada pelas situações citadas.

Mas o maior problema da fp nem é só isso é a má gestão feita pelos politicos (sim os tipos bem pagos que são os indicados para o serviço, pq se fossem mal pagos eles fugiam todos para o privado [:p][}:)] e depois só teriamos incompetentes a querer ser politicos) os tais que deviam saber-se rodear de pessoas competentes mas não o fazem e usam antes pessoas como cartão do partido.
 
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