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Isto aqui no Porto é tudo boa gente. []
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=261877&idselect=9&idCanal=9&p=200É um número que deveria envergonhar o País: de acordo com dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente em situação de risco de pobreza era de 19 por cento em 2005, ou seja, cerca de dois milhões dos residentes em Portugal eram pobres ou em vias de se tornarem pobres. Em comparação com o ano anterior, registou-se uma ligeira melhoria, tendo a taxa diminuído um por cento.![]()
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Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2005, um quinto da população residente vivia em risco de pobreza. Este valor correspondia à proporção dos habitantes com rendimentos anuais por adulto inferiores a 4321 euros no ano anterior (cerca de 360 euros por mês), explica o INE, após as transferências sociais.
Os idosos com mais de 65 anos e os menores de 16 anos registavam as taxas de pobreza relativa mais elevadas: 28 e 23 por cento, respectivamente.
Em comparação com outros países europeus, a taxa de risco de pobreza apenas era superior na Lituânia e Polónia, com 21 por cento da população em risco. A média europeia cifrava-se nos 16 por cento.
De acordo com os dados do INE, a taxa de risco de pobreza mais elevada era de 42 por cento (idosos vivendo sós e famílias com dois adultos e três ou mais crianças dependentes).
A distribuição de rendimentos demonstrava as desigualdades que grassam pelo País: o rendimento dos 20 por cento da população mais rica era 6,9 vezes superior ao dos 20 por cento da população com menor rendimento. Ou seja, os dois milhões de residentes com menos posses obtinham apenas sete por cento do rendimento líquido das famílias, enquanto aos dois milhões de residentes com mais riqueza correspondia 45 por cento do total do rendimento das famílias.
NO DESEMPREGO
Dos 19 por cento de residentes em situação de risco de pobreza, doze por cento estava empregado, 29 por cento não tinham qualquer trabalho e 25 por cento apenas obtinham rendimentos da reforma.
Em relação ao regime de ocupação do alojamento, 17 por cento dos pobres eram proprietários ou moravam numa casa sem pagar, enquanto 29 por cento eram arrendatários.
As transferências sociais, indica o INE, permitiram reduzir a taxa de pobreza em sete por cento. Se apenas fossem considerados os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 41 por cento da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2005 (cerca de 4,1 milhões de pessoas).
PENSÕES E SUBSÍDIOS AJUDAM
Os rendimentos de pensões de reforma e sobrevivência permitiram diminuir em 15 por cento os indivíduos em risco de pobreza. As transferências sociais – relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inserção social – permitiram reduzir em sete pontos percentuais a proporção de população em risco de pobreza.
Aliás, é no grupo dos idosos que as pensões e subsídios mais contam: sem eles, 82 por cento dos residentes com 65 ou mais anos estaria em risco de pobreza.
MULHERES BENEFICIAM MAIS
No trabalho do INE pode ainda verificar-se que são as mulheres quem mais beneficia com as transferências sociais: de uma taxa de 43 por cento em risco de pobreza, após as pensões e subsídios, a taxa baixa para vinte por cento. Nos homens, os valores baixam de 39 por cento para 19 por cento, após todas as transferências sociais.
O questionário do Instituto Nacional de Estatística foi realizado em 2005. De acordo com a nota do INE, a informação foi recolhida junto de 5486 famílias, das quais 4615 com resposta completa, tendo sido recolhidos dados sobre 12878 pessoas, das quais 10706 com 16 ou mais anos.
DESEMPREGADOS ARRISCAM E VENCEM NO MUNDO DA RESTAURAÇÃO
É uma história feliz, mas que presenteia a coragem de arriscar. Quatro pessoas com competências para trabalhar na área do restauro e conservação decidiram juntar-se e formar a sua própria empresa, a Imemorial. Como resultado, a sombra do desemprego desapareceu e o sucesso bateu à porta.
Mas comecemos pelo início. Ana Paula Teixeira (45 anos), Cláudio César (31) e Inês Dixo (30) conheceram--se num curso de formação, precisamente virado para a área de restauro e conservação. Depois de três anos de curso – um deles em Florença, Itália –, financiado pelo Governo, os três colegas deparavam-se com uma situação difícil, corria o ano de 2000.
“Trabalhar à conta de outros era difícil e, quando dava, as condições eram más. Começámos a pensar em montar o nosso próprio negócio e... arriscámos”, conta Ana Paula Teixeira. Foi aí que ao trio se juntou o quarto elemento do grupo, Cristina Dixo, de 27 anos, irmã de Inês e que completou, também em Itália, uma especialização em cerâmica.
Nasceu então a Imemorial, com quatro elementos de diferentes idades e com distintas especializações para poder responder ao mercado do restauro e da conservação. “Partimos com a vontade de fazer a diferença numa actividade que estava marcada pelo trabalho empírico”, revela novamente Ana Paula Teixeira, voz de comando das tropas da Imemorial, mas, ao mesmo tempo, voz crítica em relação às instituições oficiais: “Encontrámos uma barreira quando se trata de pertenças do Governo, como museus. Dizem-nos que não somos licenciados. Não é incrível que o mesmo Governo que nos paga o curso nos venha depois dizer que não temos habilitações? Então que me digam o que podemos ou não fazer.”
Ainda assim, Ana Paula não esquece os “apoios essenciais”, quer do Gabinete Integrado de Informação e Consultoria da Associação Piaget para o Desenvolvimento (APDES) quer do CACE (Centro de Apoio à Criação de Empresas) Cultural do Porto, onde está sediada a Imemorial.
"NÃO CONHECEMOS A FOME À NOSSA PORTA", Júlio Magalhães pivô da TVI, assinala a criação do ‘Compro-misso com a Inclusão’
Correio da Manhã – Porquê a criação da plataforma no Porto? É uma cidade com mais pobreza?
- Júlio Magalhães – Esse é um problema que é de todos, não há cidades mais ou menos em termos de pobreza. Quando falamos destas questões olhamos sempre para a capital e esquecemo-nos que à nossa volta há todo um País que sofre com a exclusão, daí ser importante que o ‘Compromisso com a Inclusão’ surja no Porto.
– E porquê associar-se à iniciativa?
– A nossa imagem deve servir para alguma coisa e esta é uma delas. Por vezes esgotamos a imagem em eventos fúteis ou entrevistas banais. Se de alguma forma somos conhecidos pela TV devemos usar isso para chamar a atenção das pessoas. Não sou eu quem pode resolver a pobreza e exclusão, mas se puder ajudar.....
– Houve algum trabalho que o tivesse marcado?
– Um dos trabalhos mais importantes que fiz foi sobre uma família com 14 pessoas, de Matosinhos, que vivia numa barraca. Após a reportagem, a câmara resolveu-lhes o problema. Foi uma das primeiras reportagens que fiz e a que mais me marcou. Muitas vezes não conhecemos os casos de pobreza e fome à nossa porta.
– O papel dos jornalistas ainda é importante?
– Sim, ainda temos um papel fundamental. Mas acho que os jornalistas afastaram-se muitos das pessoas e estão mais chegados à política e ao poder, quando o nosso papel é o contrário.
TRÊS PERGUNTAS A VÍTOR MELÍCIAS (Líder da Ordem dos Franciscanos)
O Rendimento de Inserção está bem distribuído?
- O número de beneficiários não deve andar longe das necessidades reais, mas é preciso não haver oportunismo. As pessoas que usufruem devem ser as que realmente necessitam.
Como se consegue atingir níveis de sucesso?
- É necessário um acompanhamento personalizado e estímulos para sair da dependência, criando situações de emprego. É uma responsabilidade do Estado e da sociedade civil.
Este tipo de ajuda é a mais correcta?
- Sim, desde que se estimule a iniciativa também. É sempre necessário manter formas de subsistência.
NÚMEROS
- 700 consumidores de droga foram já atendidos pela GiruGaia, equipa de intervenção de rua que visa apoiar toxicodependentes.
- 12 empresas, incluindo a Imemorial, foram criadas com a ajuda do Gabinete Integrado de Informação e Consultoria da Associação Piaget.
- 180 é o número de desempregados que já recorreram ao Gabinete Integrado de Informação e Consultoria, desde 2004.
- 27 000 é o número de portugueses que participam amanhã na iniciativa ‘Levanta-te’ contra a pobreza, para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
- 16 por cento da população da União Europeia encontrava-se em risco de pobreza, em 2004. Na Suécia, a taxa era de nove por cento, em Portugal, 20 por cento (19 por cento em 2005)
- 23 por cento das crianças até aos 15 anos estava em risco de pobreza em 2005, em Portugal. Abaixo do limiar da pobreza estava 17 por cento das crianças residentes
- 14 por cento dos agregados compostos por dois adultos e uma criança estava em risco de pobreza; nos agregados com dois adultos, sem crianças, a taxa era de 15 por cento
- 41 por cento era a taxa de risco de pobreza na população residente, antes das transferências sociais; pensões, subsídios de doença, de desemprego ou de inserção social
REACÇÕES
"MENTALIDADE TEM DE MUDAR" Jorge Lima, Empresário
“O grande problema deste panorama de desemprego passa pela mentalidade dos empresários portugueses. Essa mentalidade tem de mudar. Enquanto nós pensamos em construir uma empresa para depois conseguirmos um carro de alta gama e uma casa com piscina, um empresário espanhol pensa em abrir nova empresa, para conseguir um império. É esta a diferença.”
"ESTADO É QUE FECHA A PORTA" Maria José, Esteticista
“É óbvio que devemos dar uma oportunidade às pessoas que passam por problemas, mas o Estado é que tem esse dever e, muitas vezes, é o primeiro a fechar essa porta. Ao recrutar um ex-toxicodependente para uma empresa, corro o risco de haver de eles terem uma recaída. Não tenho nada que cubra a confiança que depositei nas capacidades dessa pessoa.”
"A CULPA É DOS IMIGRANTES" Tiago Neves, Informático
“Penso que a culpa é também dos imigrantes, que vêm para o País com mão-de-obra ou produtos muito mais baratos do que os portugueses podem oferecer e isso causa desemprego. Mas o Estado também tem responsabilidades, já que não cria estruturas capazes de dar os apoios necessários para as empresas nacionais conseguirem sobreviver e ser bem sucedidas.
”Edgar Nascimento / Sérgio Pereira Cardoso
É exactamente sobre isto que tenha andado a falar.Portugal tem uma «nova classe» de pobresPara a presidente da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, Portugal tem uma nova classe de pobres - pessoas com emprego mas sem um salário para fazer face ás despesas do agregado familiar. Já o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza considera que falta coragem politica para resolver o problema.
E segundo o mesmo estudo, se não houvesse ajuda estatal, não eram dois milhões de portugueses, mas sim quatro.Lamentávelmente, este tipo de situações parece passar ao lado de muito boa gente em Portugal.
Eu até aventaria, que parece vivermos em países diferentes.
Dois milhões de pobres em Portugal
"Os dados do INE indicam que há dois anos, 19% dos portugueses vivia com 360 euros por mês, ou ainda menos."
Se "não tiver coração"...Como é que alguém pode considerar vencimentos desses, justos?
Se "não tiver coração"...
Assim parece, meu caro, assim parece...[s)]A julgar, pelo teor de alguns comentários, se o tamanho do coração for inversamente proporcional ao da carteira, neste caso o interesse da carteira é enorme.
Não faço ideia, mas duvido sempre dessas coisas, talvez por desconhecimento meu...
Iniciativa no Dia Internacional de Erradicação da Pobreza
Alunos despertam contra a pobreza no relvado da Cidade Universitária
17.10.2007 - 17h02 Cláudia Bancaleiro
O relvado serviu de cama, a ONU emprestou lençóis e almofadas e cerca de 400 pessoas responderam à iniciativa “Vem Para a Cama Connosco”, que decorreu ao final da manhã na Alameda da Cidade Universitária, em Lisboa. O objectivo não foi dormir mas “Despertar Contra a Pobreza”, o nome da iniciativa promovida pela Associação PAR inserida no manifesto “Levanta-te e Faz-te Ouvir” que decorre hoje, no dia em que se assinala o Dia Internacional de Erradicação da Pobreza.
A curta “sesta” estava marcada para as 12h00, mas meia hora antes apareciam já os primeiros candidatos à cama gigante que se formava na relva ainda húmida da Alameda. “Os alunos de Direito foram os primeiros a chegar”, gritou um caloiro da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que falhou uma aula para estar presente, decisão tomada por mais cinco colegas. Tal como todos o que se lhe seguiram foi encaminhado por um voluntário da associação até uma pequena tenda onde recebeu um número, que confirmaria a sua presença no protesto e ajudaria a contabilizar os participantes.
Enquanto se estendiam os dois mil metros de lençol, em longas tiras dispostas ao longo do relvado, o porta-voz da PAR, Amândio Rodrigues, defendia a necessidade de “respostas sociais” para enfrentar o problema da pobreza, que em 2005 representava um risco para 19 por cento da população, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística.
A “forma apaixonante e sedutora” encontrada pela PAR para alertar os jovens para este flagelo foi a acção “Despertar Contra a Pobreza”, que, segundo Amândio Rodrigues, pretendeu possibilitar “uma experiência diferente” a quem nunca participou neste género de iniciativas.
O representante da associação contou que a iniciativa foi o resultado de “uma mobilização espontânea”, divulgada, tal como outras iniciativas previstas para o dia de hoje, através de milhares de mensagens electrónicas.
Amândio Rodrigues explicou que a irreverência da iniciativa, inserida na acção mundial desenvolvida em Portugal pela Campanha Pobreza Zero, foi apenas uma “forma diferente” para alertar para os oito objectivos que integram a Declaração do Milénio, e que se pretendem cumpridos até 2015. O protesto teve ainda como meta superar o recorde do Guiness do maior número de pessoas que, em 24 horas, se levantaram em defesa de uma causa. Em 2006, 20 mil portugueses participaram nas iniciativas nacionais contra a pobreza, um número que a Campanha Pobreza Zero pretende elevar este ano para 50 mil.
Alunos solidários
Com o número 1977 ao peito, João Correia, de 21 anos, aluno do terceiro ano e membro da Associação Académica da Faculdade de Direito, garante estar sensibilizado para as questões humanitárias, sublinhando que a sua faculdade ajuda alunos mais desfavorecidos. “A Associação Académica e a Faculdade de Direito dão senhas de almoço a estudantes nacionais, de Timor e de outros países mais carenciados, e ajudam com material escolar”, disse João Correia, defendendo a “sensibilização” como um dos primeiros passos a dar para o combate à pobreza.
Também Cláudia Pereira, de 17 anos, aluna do primeiro ano do curso de Psicologia, insistiu na necessidade de sensibilizar “os portugueses para dizimar a pobreza” e falou nas iniciativas que a sua faculdade organiza anualmente para ajudar quem precisa. No seu ano de caloira, Cláudia diz que foi criada uma recolha de brinquedos para meninos carenciados e que para os anos seguintes estão previstas novas acções.
Atrás de João e Cláudia, Ana Cabrita, funcionária pública de 48 anos, destoa do resto da multidão pela idade e pelas duas bandeiras negras que carrega. “Trago negro pela fome de pão e de justiça e luto por termos regressado a um regime fascista”, disse, “revoltada com as injustiças do mundo”.
Vinte filas de lençóis mais à frente, a voz de Amândio Rodrigues é amplificada por um megafone, através do qual reúne os participantes e começa a “deitá-los” na cama de relva já preparada por dois voluntários. Após dois ensaios - o deitar e levantar exigiu mesmo uma coreografia, com direito a onda humana -, os cerca de 400 participantes ouviram um manifesto redigido pela associação PAR e lido pelo seu porta-voz para assinalar o Dia Internacional de Erradicação da Pobreza. Após ter sido interrompido algumas vezes pelo apresentador de um programa de comédia da SIC Radical, que apareceu subitamente na Alameda da Cidade Universitária, e pelo buzinão de solidariedade de alguns condutores que passavam no local, Amândio Rodrigues apelou à participação na “luta pela causa deste século”.
Numa mensagem destinada a “sensibilizar os líderes mundiais para que até 2015 haja acções concretas no combate à pobreza”, foi pedida mais ajuda aos carenciados, o perdão da dívida dos países em desenvolvimento e um comércio mais justo. “Não pedimos caridade mas justiça (...). Não podemos perder esta oportunidade histórica de alertar para a fome. Somos a primeira geração para acabar com a pobreza extrema”, disse Amândio Rodrigues ao ler as últimas linhas do manifesto.
No final, o balanço feito pela Associação PAR foi positivo. “Mais do que fazer pressão política, tentamos incutir o bicho as pessoas para fazerem algo no dia-a-dia e combaterem a pobreza”, rematou Amândio Rodrigues
Além da acção “Despertar Contra a Pobreza”, até às 21h00 de hoje decorrem outras iniciativas no país, no âmbito do Dia Internacional de Erradicação da Pobreza, que contará só em Portugal com cerca de duas mil acções. A partir das 17h00, as escadarias da Assembleia da República recebem um Requiem à Pobreza, que se repete às 20h45 na Basílica da Estrela. Também depois das 17h00, haverá uma concentração na Fonte Luminosa da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. A Praça Central de Telheiras vai alertar contra a pobreza através de um assobiadela colectiva.
A Campanha Pobreza Zero foi lançada pela ONG Oikos em 2005, ano em que decorreu a Cimeira da ONU do Milénio + 5, a reunião do G8 na Escócia onde foram perdoadas dívidas de vários países pobres, e a Cimeira da Organização Mundial do Comércio, onde se discutiram importantes questões do comércio internacional.
Objectivos da Declaração do Milénio:
1. Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome
2. Alcançar o ensino primário universal
3. Promover a igualdade entre os géneros
4. Reduzir em 2/3 a mortalidade de crianças
5. Reduzir em 3/4 a taxa de mortalidade materna
6. Combater o VIH/sida, a malária e outras doenças
7. Garantir a sustentabilidade ambiental
8. Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento
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