Alfa 4c

Apesar de ter atributos muitos interessantes (peso + motor), ainda estou para ver se "a montanha pariu um rato" ou se voltamos aos bons velhos tempos do CUORE SPORTIVO! Estou a torcer para que este modelo seja bem sucedido, a todos os níveis (e não o meramente estético)!

Não creio que vá suceder ao RS!

Estou como tu, torço pelo sucesso deste carro. A Alfa merece voltar a ter um carro que tenha argumentos de acordo com os pergaminhos da marca.

Mas prevejo infindáveis discussões entre os fãs AR vs resto do Mundo. [:D]
 
Eu tenho um pequeno feelling que assim que o salao de Geneve fechar as portas, a AR vai anunciar que todas as unidades destinadas a Europa ja estao vendidas [;)] Mas é apenas um feelling.......
 
Bom meu caro, quer o Cayman quer o Evora já ganharam várias menções honrosas/títulos de driver`s car of the year!

Aliás, o Cayman tem sido um case study para carros como o recente GT 86.
Portanto ligação à terra é coisa que não lhes falta numa perspectiva de condução dinâmica/pura.

Se contudo, este conceito for entendido como carro despido de tudo e algo visceral, o 4C não me parece encaixar minimamente nesse conceito.
Aí temos de ir para um Caterham ou um Ariel Atom!

quando coloquei há umas páginas atrás imagens do novo Cayman S, foi apenas para ilustrar do que é que se estava a falar, é que da maneira que se comentava dava a impressão de que se trata de uma banalidade, ou de um iPhone automóvel, comprado apenas para mostrar ou "pró status", ficou tudo nervoso.
Mas para os fanboys não ficarem mais indispostos, nem vou colocar o vídeo do Chris Harris a testar o Cayman S, é que para driver's car o 4C vai ter provar seriamente do que é capaz, já que o burgês da Porsche é verdadeiramente excepcional neste campo

Quanto a ser comparável ou não? Bom a Alfa Romeo é a primeira a comparar, tal como algumas reportagens, de imprensa especializada, sobre Genebra o fazem. Parece-me óbvio: 2 portas, 2 lugares, motor central e fixação pela eficácia. Apesar de terem diferenças bastante grandes de concepção e arquitectura.

Como foi dito anteriormente penso que irá esgotar mto rapidamente, o que é pena pois não me importava nada de ter um 4C e já não vou conseguir [:cool:], mas quero ler/ver alguns roadtests.
Para mim foi a novidade mais importante do Salão e demonstra claramente como é uma marca que mexe com toda a gente que goste de automóveis.

Para a AR entrar nos eixos de vez resta esperar, com alguma ansiedade, os substitutos do 159 e 166.
 
Ou então a Fiat vende a AR à VW, que com o seu toque de midas faz o resto ........[:cool:]

Ya, e arruma com a paixão, torna tudo cinzentão, mais do mesmo, clones uns dos outros... Por mais que reconheça competência no grupo VW, "senza cuore saremmo solo machinne". Thanks, but no thanks! [;)]
 
Ou então a Fiat vende a AR à VW, que com o seu toque de midas faz o resto ........[:cool:]
É um toque muito falível... ainda por cima com a Audi e VW numa ponta, e até a Seat e Skoda na outra. O espaço para respirar seria diminuto. A Alfa só se safaria num grupo onde pudesse ter destaque. Na Fiat tem, tem é também uma gestão à italiana a acompanhar [:D]

Quanto ao carro propriamente dito, ainda não tinha comentado.

Por um lado é o carro mais especial (8C à parte) que a Alfa criou em muito tempo, e que aparenta personificar mais o Cuore.

Por outro lado, em estética até agora tinha-me parecido também o mais desinspirado, ou com menos beleza convencional, dos últimos tempos... ajustando devidamente a minha óptica ao tipo de carro, claro está. Enquanto um 8C parece obedecer a toda e cada regra possível para um carro ser bonito aos nossos olhos, com todas as sequências de Fibonacci a que um carro tem direito, este vai por um caminho mais rebelde e menos harmonioso, aparentemente propositado, reflectido até em detalhes como as ópticas frontais. Um aspecto radical que esperançosamente encontra par no seu carácter.
Os vídeos até agora estão no entanto a fazer-me mudar de ideias. Espero pelo impacto ao vivo, onde se calhar tenho que atirar às favas esse "ajuste" que faço para levar em conta o tipo de carro que é, e deixar-me fascinar pelas dimensões e proporções de um Alfa de série à maneira, após décadas de carros familiares.

Quanto a interiores e afins, para mim está óptimo. É nitidamente um carro focado, sem ser no entanto um carro desmazelado ou kit-car. Há algum mal nisso? Não... não agrada tanto os gadget-maníacos com os interiores de mega-coluna central e consola à germânica, nem agrada tanto aos puristas (uma noção falaciosa para começar, ninguém é "agradado" com interior à Lotus, apenas compreende que se faz concessão ao peso e outros detalhes). Mas tal como não existe preto nem branco, também não existe apenas um tom de cinzento entre eles... existem infinitos, e não há nenhuma das côres que seja mais certa do que a outra. Esta foi a que a Alfa Romeo escolheu, e está muito bem.

Venham masé daí esses testes para saber de que "fibra" (wink wink) esta machinna é feita! [:cool:]
 
Agora um pouco mais à frente, quem mais vai fazer carros em carbono?

A Renault parece que quer.

Agora Alemães, Japoneses, Americanos, Coreanos?

Anda tudo a dormir?
Eu diria que todas ou quase todas as marcas já há muito que andam a fazer investigação nesse campo.

O problema é que o carbono é viável para quem quer produzir 500 ou 1000 carros, não para quem quer produzir 100000.
 
O que para aqui vai...
Lotus, Porsche... Pelas marcas utilizadas para comparar o 4c, diria que a ALFA já atingiu em pleno os objectivos para esta fase da comercialização do carro.

Pela minha parte, digo que o 4c é uma coisa perfeitamente inútil até à realização de uma análise feita por gente séria, credível e independente num ambiente desportivo (não precisa de ser circuito mas...). É para isso que esse carro serve e é para isso que foi criado. Até lá, eu aguardo. Mas isso sou eu que dou mais importância a um chassis do que ao auto-rádio...
Contrariamente ao que se tem vindo a fazer crer, comparações com Lotus, Porsches e afins fazem todo o sentido mal se soube o preço do benjamim desportivo da Alfa.
Digam o que disserem, a verdade é que todos nós ficámos espantados com o elevado preço do 4C.

Optaram pela utilização de um motor pequeno com baixa potência, que para se tornar competitivo e apresentar uma performance à altura de outros modelos mais potentes, foi obrigado a emagrecer através do amplo recurso à fibra de carbono, para disponibilizar uma relação peso/potência aceitáveis.

A fibra de carbono é caríssima e, está visto, o preço disparou, pelo que a partir do momento que se colocou nesse patamar não terá outra hipótese a não ser ter de se bater com modelos de gabarito e provas dadas. Não há volta a dar.
Missão nada fácil para um outsider.
E quer queiram quer não, o logo incrustado na carroçaria conta muito, pelo que marcas que sempre viveram no reino superdesportivo e detêm uma fama que as precedem, levam vantagem.

Pessoalmente, considero extremamente errada a tática comercial da Alfa com este 4C.
Menos fibra de carbono e um preço mais competitivo levá-lo-ia a “mares nunca antes navegados” pelas tais marcas de renome em terra de queimar borracha no asfalto que ameaça, apresentando-se como uma excelente alternativa a um outro universo de clientes.
Tenho ideia de que se não ultrapassasse os 40.000€ (em vez dos 60), seria um enorme êxito de vendas em todo o mundo.

Compreendo que queiram criar uma imagem de elevada qualidade na terra do tio Sam, bem diferente da deixada há cerca de 20 anos atrás.
Mas este wannabe Ferrari é uma má aposta, sobretudo quando o coração não é o mesmo do cavalinho.
A Alfa tem de preencher o nicho entre a Ferrari e os generalistas do grupo transalpino – é esse o seu território natural.

É preciso não esquecer que a imagem e o status são muito importantes neste “campeonato”, pelo que temo que, mesmo com um bom comportamento em estrada, acabe por não ser suficiente para convencer no momento de abrir os cordões à bolsa e escolher um modelo sem provas dadas em detrimento de outras estrelas donas da praia.
 
Última edição:
Agora um pouco mais à frente, quem mais vai fazer carros em carbono?

A Renault parece que quer.

Agora Alemães, Japoneses, Americanos, Coreanos?

Anda tudo a dormir?

A BMW irá apresentar este ano o i3 e para o ano o i8.
E devem ser os que mais conseguiram avançar na implementação da produção em série de peças em fibra de carbono.
Apesar das previstas poucas unidades a serem produzidas destes carros eléctricos, é de esperar que o know-how adquirido seja integrado nas restantes gamas da BMW.

VW mostrou o XL1 que obedece aos mesmos principios do 4C e do McLaren 12C, e Audi integrará componentes em fibra de carbono nos seus modelos provavelmente durante esta década, numa abordagem multimaterial, como deu para ver no concept Crosslane. Aço, aluminio, magnésio, CFRP, etc...

Ford também já anunciou programa semelhante, no desenvolvimento e integração de componentes e paineis em CFRP para os seus futuros modelos.

Não sei até que ponto o trabalho desenvolvido pela Toyota para o LFA terá repercussões em futuros modelos. Pelo menos não disseram nada.

Acredito que até ao final desta década assistamos às primeiras experiências na integração de CFRP em carros mundanos, e na próxima década, com processos optimizados, já poderemos ver CFRP de forma comum como hoje vemos o aluminio (paineis especificos, elementos de suspensão, etc...).
Não carros totalmente em carbono, mas tal como no 4C ou nos i3 e i8, parte do esqueleto.
 
Contrariamente ao que se tem vindo a fazer crer, comparações com Lotus, Porsches e afins fazem todo o sentido mal se soube o preço do benjamim desportivo da Alfa.
Digam o que disserem, a verdade é que todos nós ficámos espantados com o elevado preço do 4C.
Também acho que faz todo o sentido.
Optaram pela utilização de um motor pequeno com baixa potência, que para se tornar competitivo e apresentar uma performance à altura de outros modelos mais potentes, foi obrigado a emagrecer através do amplo recurso à fibra de carbono, para disponibilizar uma relação peso/potência aceitáveis.

A fibra de carbono é caríssima e, está visto, o preço disparou, pelo que a partir do momento que se colocou nesse patamar não terá outra hipótese a não ser ter de se bater com modelos de gabarito e provas dadas. Não há volta a dar.
Missão nada fácil para um outsider.
E quer queiram quer não, o logo incrustado na carroçaria conta muito, pelo que marcas que sempre viveram no reino superdesportivo e detêm uma fama que as precedem, levam vantagem.

Pessoalmente, considero extremamente errada a tática comercial da Alfa com este 4C.
Sabes que tem tudo a ver com a perspectiva que se tem do mundo automóvel.
Pessoalmente, tendo a considerar as marcas como um todo. Um todo actual e um todo histórico. Nesta perspectiva, a Alfa Romeo nada deve a qualquer marca automóvel que queiras pensar, muito menos em termos desportivos... Mesmo que consideres marcas como a Porsche ou até a Ferrari. Por isso, ainda nesta perspectiva, um logo "Alfa Romeo" fica óptimo em qualquer carro com pretensões desportivas (disse pretensões porque ainda nada sabemos como o 4c se porta no mundo real).
Menos fibra de carbono e um preço mais competitivo levá-lo-ia a “mares nunca antes navegados” pelas tais marcas de renome em terra de queimar borracha no asfalto que ameaça, apresentando-se como uma excelente alternativa a um outro universo de clientes.
Tenho ideia de que se não ultrapassasse os 40.000€ (em vez dos 60), seria um enorme êxito de vendas em todo o mundo.
Vou adivinhar que estás a ver mal a coisa. Isso de que falas poderá ser o sucessor do Duetto. Sinceramente, espero que seja assim... Um cabrio feito com a Mazda, com um chassis como a Alfa nos tem vindo a habituar nos últimos anos e o mesmo 1750... Pode ser que a minha carteira chegue para esse, porque para o 4c...
Compreendo que queiram criar uma imagem de elevada qualidade na terra do tio Sam, bem diferente da deixada há cerca de 20 anos atrás.
Mas este wannabe Ferrari é uma má aposta, sobretudo quando o coração não é o mesmo do cavalinho.
A Alfa tem de preencher o nicho entre a Ferrari e os generalistas do grupo transalpino – é esse o seu território natural.

É preciso não esquecer que a imagem e o status são muito importantes neste “campeonato”, pelo que temo que, mesmo com um bom comportamento em estrada, acabe por não ser suficiente para convencer no momento de abrir os cordões à bolsa e escolher um modelo sem provas dadas e detrimento de outras estrelas donas da praia.
Wannabe Ferrari? Essa é boa! Onde é que viste um Ferrari com um motor 1750?
Além disso, há uns anos atrás (muitos anos) era a Ferrari que era uma wannabe Alfa Romeo [;)]
 
LeonardoSinisgalli o teu post tem demasiada carga emocional, e isso por vezes turva a razão.[;)]

Eu também gosto muito da Alfa e acho que não fica a dever nada a nenhuma outra marca. Mas friamente, o preço do modelo atira-o para um patamar repleto de feras onde vai ter vida negra para se impor.

"Wannabe Ferrari? Essa é boa! Onde é que viste um Ferrari com um motor 1750?"

Ora, quando disseste isto, disseste tudo. O motor para mim é o maior calcanhar de Aquiles deste carro quando comparado com outros com um coração maior.
Na luta que vai travar com os seus rivais não vai convencer. Vai faltar-lhe um certo rugido.
Então nos EUA que são fãs de motores grandes, vai ter vida difícil.
 
O que para aqui vai...
Lotus, Porsche... Pelas marcas utilizadas para comparar o 4c, diria que a ALFA já atingiu em pleno os objectivos para esta fase da comercialização do carro.

Pela minha parte, digo que o 4c é uma coisa perfeitamente inútil até à realização de uma análise feita por gente séria, credível e independente num ambiente desportivo (não precisa de ser circuito mas...). É para isso que esse carro serve e é para isso que foi criado. Até lá, eu aguardo. Mas isso sou eu que dou mais importância a um chassis do que ao auto-rádio...
Permite-me que discorde com esta frase final. É claro que é mais importante o chassis que o autorrádio, mas a tua intervenção visa essencialmente sobrevalorizar o desempenho em estrada descurando um pouco a imensa importância da imagem.
Num carro deste preço, e principalmente neste campeonato, tudo interessa, até ao mais pequeno detalhe.

E é precisamente aí, nos detalhes, que tropeçamos em coisas difíceis de engolir. Se no exterior temos as óticas dianteiras que não agradam nem ao menino Jesus, no interior temos alguns pormenores que desiludiram. Apontamentos estéticos que certamente irão ser corrigidos num futuro facelift.

Mas se o maior peso na escolha de um carro recai claramente na estética exterior e interior, num desportivo que tem como um dos principais objetivos captar olhares por onde quer que passe, podes crer que todos os detalhes contam no que toca à beleza.
Acho inadmissíveis esses pequenos detalhes mal conseguidos, especialmente quando no concept os designers conseguiram apresentar ideias tão boas.
Os faróis são o mais puro exemplo de que nem sempre inovar é sinónimo de deslumbrar. Dá até a ideia de que foram feitas por outras pessoas, tal foi o resultado que estragou uma carroçaria de sonho.
 
LeonardoSinisgalli o teu post tem demasiada carga emocional, e isso por vezes turva a razão.[;)]

Eu também gosto muito da Alfa e acho que não fica a dever nada a nenhuma outra marca. Mas friamente, o preço do modelo atira-o para um patamar repleto de feras onde vai ter vida negra para se impor.

"Wannabe Ferrari? Essa é boa! Onde é que viste um Ferrari com um motor 1750?"

Ora, quando disseste isto, disseste tudo. O motor para mim é o maior calcanhar de Aquiles deste carro quando comparado com outros com um coração maior.
Na luta que vai travar com os seus rivais não vai convencer. Vai faltar-lhe um certo rugido.
Então nos EUA que são fãs de motores grandes, vai ter vida difícil
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Sim senhor estou a gostar muito dos últimos posts.

Se fosse eu a tomar decisões (eu, um assumido ignorante) teria optado por aluminio em vez de carbono e por um V6 2,4 em vez do 1,75.

No final do dia talvez tivesse um carro 100 kg/150 kg mais pesado (ainda assim com um peso muito contido), mas um pouco mais barato, um pouco mais nobre e para massificar um pouco mais.

Um carro assim a custar 50/55 mil euros no nosso mercado tinha um posicionamento muito interessante e quase não tinha concorrentes.
 
LeonardoSinisgalli o teu post tem demasiada carga emocional, e isso por vezes turva a razão.[;)]

Eu também gosto muito da Alfa e acho que não fica dever nada a nenhuma outra marca. Mas friamente, o preço do modelo atira-o para um patamar repleto de feras onde vai ter vida negra para se impor.

"Wannabe Ferrari? Essa é boa! Onde é que viste um Ferrari com um motor 1750?"

Ora, quando disseste isto, disseste tudo. O motor para mim é o maior calcanhar de Aquiles deste carro quando comparado com outros com um coração maior.
Na luta que vai travar com os seus rivais não vai convencer. Vai faltar-lhe um certo rugido.
Então nos EUA que são fãs de motores grandes, vai ter vida difícil.
O carro tem uma excelente relação peso/potência, e um peso absoluto baixo, o que o coloca (sempre ceteris paribus) em vantagem face a carros com relações peso/potência idêntica com pesos absolutos mais elevados em questões de dinâmica, e desvantagem em questões de velocidade máxima.

Portanto o motor não é só capaz, como é na verdade muito adequado. Performante e eficiente para o carro em causa (tal como um 1.8 também é para um Elise/Exige). Sim os 'merica gostam dos Hemi de 6.000cc mas mesmo lá, já nem todos são burrinhos. Até porque carros com motores pequenos europeus e upmarket (que não concorrem pelo preço) já fizeram muito sucesso lá.

Se quiserem um ronco maior, deve haver bons CDs para isso, se o rádio tiver leitor de CDs.
 
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