Alfa 4c

Aceito que o Audi TT não seja dos mais drivers cars (FWD ou AWD, saí mais de frente que trás, típico Audi etc e tal), mas acho que é bastante desvalorizado e não é assim tão mau.

Como é óbvio falo do MKII, o TT MK1 dispenso.

Sorry pelo OT.
 
O momento TT não tem muito a ver com as capacidades do carro em si.
Mas o TT marcou um momento de viragem na Audi. Trouxe um novo capitulo estético na marca, visibilidade com fartura e ajudou a Audi a consolidar-se de forma mais expressiva na tão desejada "atmosfera" premium.
Nem o primeiro A8 com a sua ASF, um marco tecnológico, causou o impacto na percepção do marca Audi como o TT marcou.
Ou seja, o carro em si e as suas capacidades (sem contar com a sua aerodinâmica deficiente) acabam por ser actores secundários. O impacto do TT ajudou a dar kudos à marca.

Se o 4C fôr o ingrediente necessário para a Alfa ser percepcionada de forma diferente e para melhor (esperemos), a analogia com o TT é muito bem metida. Assim como poderia ser outra qualquer, em que modelo X fosse determinante para as "fortunas" de uma marca.
 
O momento TT não tem muito a ver com as capacidades do carro em si.
Mas o TT marcou um momento de viragem na Audi. Trouxe um novo capitulo estético na marca, visibilidade com fartura e ajudou a Audi a consolidar-se de forma mais expressiva na tão desejada "atmosfera" premium.
Nem o primeiro A8 com a sua ASF, um marco tecnológico, causou o impacto na percepção do marca Audi como o TT marcou.
Ou seja, o carro em si e as suas capacidades (sem contar com a sua aerodinâmica deficiente) acabam por ser actores secundários. O impacto do TT ajudou a dar kudos à marca.

Se o 4C fôr o ingrediente necessário para a Alfa ser percepcionada de forma diferente e para melhor (esperemos), a analogia com o TT é muito bem metida. Assim como poderia ser outra qualquer, em que modelo X fosse determinante para as "fortunas" de uma marca.

Um "halo-car" ou "mini halo-calor" é muito melhor em termos de marketing que uma banheira "ensonsa", por maior marco tecnológico que seja.

Parece-me óbvio.


Espero sinceramente que a Alfa cresça daqui para a frente.

Mas para tal o 4C não basta, tem de vir um novo (bom) segmento D e as renovações/substitutos do MiTo e Giulietta terão de ser um sucesso (dentro do normal na marca claro, ninguém espera vendas europeias a nível de um Audi A3 ou Série 1 claro).
 
A malta quer é Alfas de tracção traseira! O abandono desta arquitectura com a aquisição da FIAT foi uma das principais causas do declínio da reputação desportiva da marca. Automóveis como o 155, 156, 164, 166, GT, GTV (916), Spider, Brera, 159 são esteticamente extraordinários e até bons dinamicamente. Mas nunca serão um marco enquanto encarnação do verdadeiro espírito Alfa, muitas más decisões foram tomadas dentro daquele grupo para poupar custos. Os carros anteriores se tivessem sido construídos como RWD, fariam as delícias dos apreciadores durante décadas e teriam criado uma fortíssima imagem de marca. Quem não ficaria extasiado por um GTV ou um GT de tracção traseira? Quem sabe a Alfa hoje não estaria hoje muito melhor do que está, até financeiramente.

Eu acho que o Marchionne está a seguir o caminho certo e irá devolver a Alfa aquilo que devia ter sido desde o início da tomada de posse pela FIAT. Há que arriscar, uma marca como a Alfa só faz sentido na sua essência com automóveis apaixonantes em todos os aspectos, especialmente naquilo que tonar um carro verdadeiramente desportivo - a tracção traseira.

Percebo perfeitamente que os segmentos B e C da marca não adoptem esta arquitectura, seria idiota. No entanto um LSD mecânico não lhes fazia mal nenhum. E até podia haver a opção de tracção integral no giulietta, por exemplo. (isto nas versões QV ou GTA, claro). Daí para a frente, com spiders, gtv's e berlinas desportivas tudo o que não seja RWD para mim é um atentado ao espírito da marca - banalizando-a.

Felizmente vamos ter 4C, 6C (ou Giulia) e spider todos com a tracção onde deve ser. Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
 
A malta quer é Alfas de tracção traseira! (...) Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.

Tudo se resume a custos.

A AR não se tem podido dar ao luxo de entrar em loucuras, e o RWD (mesmo num 159) tem um custo.
 
A malta quer é Alfas de tracção traseira! O abandono desta arquitectura com a aquisição da FIAT foi uma das principais causas do declínio da reputação desportiva da marca. Automóveis como o 155, 156, 164, 166, GT, GTV (916), Spider, Brera, 159 são esteticamente extraordinários e até bons dinamicamente. Mas nunca serão um marco enquanto encarnação do verdadeiro espírito Alfa, muitas más decisões foram tomadas dentro daquele grupo para poupar custos. Os carros anteriores se tivessem sido construídos como RWD, fariam as delícias dos apreciadores durante décadas e teriam criado uma fortíssima imagem de marca. Quem não ficaria extasiado por um GTV ou um GT de tracção traseira? Quem sabe a Alfa hoje não estaria hoje muito melhor do que está, até financeiramente.

Eu acho que o Marchionne está a seguir o caminho certo e irá devolver a Alfa aquilo que devia ter sido desde o início da tomada de posse pela FIAT. Há que arriscar, uma marca como a Alfa só faz sentido na sua essência com automóveis apaixonantes em todos os aspectos, especialmente naquilo que tonar um carro verdadeiramente desportivo - a tracção traseira.

Percebo perfeitamente que os segmentos B e C da marca não adoptem esta arquitectura, seria idiota. No entanto um LSD mecânico não lhes fazia mal nenhum. E até podia haver a opção de tracção integral no giulietta, por exemplo. (isto nas versões QV ou GTA, claro). Daí para a frente, com spiders, gtv's e berlinas desportivas tudo o que não seja RWD para mim é um atentado ao espírito da marca - banalizando-a.

Felizmente vamos ter 4C, 6C (ou Giulia) e spider todos com a tracção onde deve ser. Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
Julgo que o Alfa Romeo 33 ainda não é da geração FIAT e no entanto já era FWD. Só na versão QV é que tinha tracção às 4.

Portanto o abandono da arquitectura RWD já tinha começado ainda antes da aquisição da marca por parte da FIAT.

(Se estiver a dizer alguma asneira, alguém que me corrija.)
 
Julgo que o Alfa Romeo 33 ainda não é da geração FIAT e no entanto já era FWD. Só na versão QV é que tinha tracção às 4.

Portanto o abandono da arquitectura RWD já tinha começado ainda antes da aquisição da marca por parte da FIAT.

(Se estiver a dizer alguma asneira, alguém que me corrija.)

A Alfa começou a era FWD com o Sud, o pai do 33. Pré-Fiat. A Fiat entrou em 86, o Sud é de 72, acho.
 
A Alfa começou a era FWD com o Sud, o pai do 33. Pré-Fiat. A Fiat entrou em 86, o Sud é de 72, acho.

Sim, é verdade. Mas estou a falar dos carros marcantes e de topo da marca. O que nunca foi o caso nem do sud nem do 33. Eses são equiparáveis ao que o Mito/Giulietta hoje representam.
 
Não estão a exagerar um bocado nos elogios ao som de escape do 4C?

Já ouviram um 4 cili. Boxer da Subaru? Um 4 Cili. em linha de um Lancia Delta Integrale? Ou de um Elise 111r?

:confused:
 
Não estão a exagerar um bocado nos elogios ao som de escape do 4C?

Já ouviram um 4 cili. Boxer da Subaru? Um 4 Cili. em linha de um Lancia Delta Integrale? Ou de um Elise 111r?

:confused:


O carro até tem um bom som ... mas demora uma eternidade a cair as RPM's quando se acelera ... Mais de 5 segundos desde o redline ate ao relanti ... [s)]
 
A malta quer é Alfas de tracção traseira! O abandono desta arquitectura com a aquisição da FIAT foi uma das principais causas do declínio da reputação desportiva da marca. Automóveis como o 155, 156, 164, 166, GT, GTV (916), Spider, Brera, 159 são esteticamente extraordinários e até bons dinamicamente. Mas nunca serão um marco enquanto encarnação do verdadeiro espírito Alfa, muitas más decisões foram tomadas dentro daquele grupo para poupar custos. Os carros anteriores se tivessem sido construídos como RWD, fariam as delícias dos apreciadores durante décadas e teriam criado uma fortíssima imagem de marca. Quem não ficaria extasiado por um GTV ou um GT de tracção traseira? Quem sabe a Alfa hoje não estaria hoje muito melhor do que está, até financeiramente.

Eu acho que o Marchionne está a seguir o caminho certo e irá devolver a Alfa aquilo que devia ter sido desde o início da tomada de posse pela FIAT. Há que arriscar, uma marca como a Alfa só faz sentido na sua essência com automóveis apaixonantes em todos os aspectos, especialmente naquilo que tonar um carro verdadeiramente desportivo - a tracção traseira.

Percebo perfeitamente que os segmentos B e C da marca não adoptem esta arquitectura, seria idiota. No entanto um LSD mecânico não lhes fazia mal nenhum. E até podia haver a opção de tracção integral no giulietta, por exemplo. (isto nas versões QV ou GTA, claro). Daí para a frente, com spiders, gtv's e berlinas desportivas tudo o que não seja RWD para mim é um atentado ao espírito da marca - banalizando-a.

Felizmente vamos ter 4C, 6C (ou Giulia) e spider todos com a tracção onde deve ser. Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
não resumia o insucesso da Alfa por ser RWD ou FWD, vê a Audi por exemplo que em muitos segmentos foi/é concorrente da Alfa, desde os anos 90 não pára de crescer, e os modelos de volume (A3, A4 e A6) são todos FWD, claro que tem versões picantes quattro, mas o volume é todo feito nos FWD.
 
não resumia o insucesso da Alfa por ser RWD ou FWD, vê a Audi por exemplo que em muitos segmentos foi/é concorrente da Alfa, desde os anos 90 não pára de crescer, e os modelos de volume (A3, A4 e A6) são todos FWD, claro que tem versões picantes quattro, mas o volume é todo feito nos FWD.
Quando uma marca tem como mote "Cuore Sportivo" o RWD faz todo o sentido.
O não ter RWD significou não possuir uma plataforma própria e toda a diferenciação que poderia vir com ela.
 
Eu sempre achei que os Alfas dos últimos tempos não era bons drivers cars por muita falta de vontade e visão. Um LSD mecânico como já falaram fazia maravilhas e conseguia-se ter FWDs muito bons (é ver o 147 e GT Q2 que foram unanimemente bem recebidos) e até podiam passar o custo para o comprador que não é por aí que vendiam menos (não era por mais 500€ que iam deixar de comprar um carro de mais de 20000). E depois havia o Q4 que só foi bem usado no 156 Crosswagon.

Na geração 159 acharam que chamavam "Q2 electrónico" ao ESP e o pessoal papava como se fosse a mesma coisa e por algum motivo que ainda está um bocado mal explicado os primeiros modelos saíram autênticos tanques.

Quanto ao Giulietta fartaram-se de enaltecer a plataforma C-EVO e como era modular para permitir AWD mas continuam por lhe dar esse devido uso e o Giulietta continua sem uma verdadeira versão "hot".
 
Quando uma marca tem como mote "Cuore Sportivo" o RWD faz todo o sentido.
O não ter RWD significou não possuir uma plataforma própria e toda a diferenciação que poderia vir com ela.

Volto ao exemplo da Audi que nos seus modelos de grande produção continua FWD, e mantém o seu toque de desportividade (que é o que se trata no Mito, 159, etc), mas tem tido - nas últimas 2 décadas - uma presença muito eficaz no Motorsport, e mantém sempre na sua gama modelos desportivos ou às vezes mais que isso (TT, gama RS, R8...); a verdade é que não pára de crescer.
A Alfa infelizmente tem sido gerida à patada, tiveram pedradas no charco como este 4C, mas olhando para os últimos 10/15 anos acho que foi uma desilusão, não obstante bons carros como 156, 159, etc
 
Então há uns dias o 4C era melhor que um Veyron e agora já está a competir com o Audi TT?
Baixaram a fasquia de forma abrupta.

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Agora mais a sério também acho que este 4C pode ser importante para relançar a imagem desportiva da Alfa, tal como o TT foi importante para a Audi. Para isso acho é que têm que vender em número suficiente e conseguir ligá-lo ao resto da gama da marca. Da mesma forma que a Audi chama de Quattro a sistema que nada têm a ver com o que dominou os rallys para conseguir criar a ilusão aos compradores de TT que estão a comprar um carro de rally também a Alfa precisa que este 4C crie nas pessoas vontade de comprar um Alfa "normal".
No meu ver no 8C falharam completamente nisso. O carro estava tão desligado da gama que todos o viam como um Maserati com roupa diferente e não como um Alfa de topo. Foi um sucesso por entre os colecionadores mais velhos, que guardam memórias dos tempos altos da Alfa, mas niguém comprou um 159 por causa da existência do 8C. Enquanto marketing o 8C falhou na função de atrair novos clientes para a gama normal da marca.
Um Halo car duma marca generalista tem que gerar vendas para a "gama" normal. Esperemos que o 4C o consiga.
 
Última edição:
Não sei se o 8C terá falhado assim tanto como carro emblemático.

De qualquer forma eu discordo e muito de algumas opiniões expressas por aqui.

Eu achava o Sud um carro muito atraente, tomara a actual Alfa ter algo assim. Não me parece que seja necessário RWD para tornar a Alfa mais interessante.

Veja-se por exemplo o caso dos Mini.
 
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