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O momento TT não tem muito a ver com as capacidades do carro em si.
Mas o TT marcou um momento de viragem na Audi. Trouxe um novo capitulo estético na marca, visibilidade com fartura e ajudou a Audi a consolidar-se de forma mais expressiva na tão desejada "atmosfera" premium.
Nem o primeiro A8 com a sua ASF, um marco tecnológico, causou o impacto na percepção do marca Audi como o TT marcou.
Ou seja, o carro em si e as suas capacidades (sem contar com a sua aerodinâmica deficiente) acabam por ser actores secundários. O impacto do TT ajudou a dar kudos à marca.
Se o 4C fôr o ingrediente necessário para a Alfa ser percepcionada de forma diferente e para melhor (esperemos), a analogia com o TT é muito bem metida. Assim como poderia ser outra qualquer, em que modelo X fosse determinante para as "fortunas" de uma marca.
A malta quer é Alfas de tracção traseira! (...) Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
Julgo que o Alfa Romeo 33 ainda não é da geração FIAT e no entanto já era FWD. Só na versão QV é que tinha tracção às 4.A malta quer é Alfas de tracção traseira! O abandono desta arquitectura com a aquisição da FIAT foi uma das principais causas do declínio da reputação desportiva da marca. Automóveis como o 155, 156, 164, 166, GT, GTV (916), Spider, Brera, 159 são esteticamente extraordinários e até bons dinamicamente. Mas nunca serão um marco enquanto encarnação do verdadeiro espírito Alfa, muitas más decisões foram tomadas dentro daquele grupo para poupar custos. Os carros anteriores se tivessem sido construídos como RWD, fariam as delícias dos apreciadores durante décadas e teriam criado uma fortíssima imagem de marca. Quem não ficaria extasiado por um GTV ou um GT de tracção traseira? Quem sabe a Alfa hoje não estaria hoje muito melhor do que está, até financeiramente.
Eu acho que o Marchionne está a seguir o caminho certo e irá devolver a Alfa aquilo que devia ter sido desde o início da tomada de posse pela FIAT. Há que arriscar, uma marca como a Alfa só faz sentido na sua essência com automóveis apaixonantes em todos os aspectos, especialmente naquilo que tonar um carro verdadeiramente desportivo - a tracção traseira.
Percebo perfeitamente que os segmentos B e C da marca não adoptem esta arquitectura, seria idiota. No entanto um LSD mecânico não lhes fazia mal nenhum. E até podia haver a opção de tracção integral no giulietta, por exemplo. (isto nas versões QV ou GTA, claro). Daí para a frente, com spiders, gtv's e berlinas desportivas tudo o que não seja RWD para mim é um atentado ao espírito da marca - banalizando-a.
Felizmente vamos ter 4C, 6C (ou Giulia) e spider todos com a tracção onde deve ser. Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
Julgo que o Alfa Romeo 33 ainda não é da geração FIAT e no entanto já era FWD. Só na versão QV é que tinha tracção às 4.
Portanto o abandono da arquitectura RWD já tinha começado ainda antes da aquisição da marca por parte da FIAT.
(Se estiver a dizer alguma asneira, alguém que me corrija.)
A Alfa começou a era FWD com o Sud, o pai do 33. Pré-Fiat. A Fiat entrou em 86, o Sud é de 72, acho.
Não estão a exagerar um bocado nos elogios ao som de escape do 4C?
Já ouviram um 4 cili. Boxer da Subaru? Um 4 Cili. em linha de um Lancia Delta Integrale? Ou de um Elise 111r?
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não resumia o insucesso da Alfa por ser RWD ou FWD, vê a Audi por exemplo que em muitos segmentos foi/é concorrente da Alfa, desde os anos 90 não pára de crescer, e os modelos de volume (A3, A4 e A6) são todos FWD, claro que tem versões picantes quattro, mas o volume é todo feito nos FWD.A malta quer é Alfas de tracção traseira! O abandono desta arquitectura com a aquisição da FIAT foi uma das principais causas do declínio da reputação desportiva da marca. Automóveis como o 155, 156, 164, 166, GT, GTV (916), Spider, Brera, 159 são esteticamente extraordinários e até bons dinamicamente. Mas nunca serão um marco enquanto encarnação do verdadeiro espírito Alfa, muitas más decisões foram tomadas dentro daquele grupo para poupar custos. Os carros anteriores se tivessem sido construídos como RWD, fariam as delícias dos apreciadores durante décadas e teriam criado uma fortíssima imagem de marca. Quem não ficaria extasiado por um GTV ou um GT de tracção traseira? Quem sabe a Alfa hoje não estaria hoje muito melhor do que está, até financeiramente.
Eu acho que o Marchionne está a seguir o caminho certo e irá devolver a Alfa aquilo que devia ter sido desde o início da tomada de posse pela FIAT. Há que arriscar, uma marca como a Alfa só faz sentido na sua essência com automóveis apaixonantes em todos os aspectos, especialmente naquilo que tonar um carro verdadeiramente desportivo - a tracção traseira.
Percebo perfeitamente que os segmentos B e C da marca não adoptem esta arquitectura, seria idiota. No entanto um LSD mecânico não lhes fazia mal nenhum. E até podia haver a opção de tracção integral no giulietta, por exemplo. (isto nas versões QV ou GTA, claro). Daí para a frente, com spiders, gtv's e berlinas desportivas tudo o que não seja RWD para mim é um atentado ao espírito da marca - banalizando-a.
Felizmente vamos ter 4C, 6C (ou Giulia) e spider todos com a tracção onde deve ser. Este, para mim, é um forte sinal de que o espírito da marca entra nas preocupações do grupo e de que as coisas certas andam a ser feitas.
Quando uma marca tem como mote "Cuore Sportivo" o RWD faz todo o sentido.não resumia o insucesso da Alfa por ser RWD ou FWD, vê a Audi por exemplo que em muitos segmentos foi/é concorrente da Alfa, desde os anos 90 não pára de crescer, e os modelos de volume (A3, A4 e A6) são todos FWD, claro que tem versões picantes quattro, mas o volume é todo feito nos FWD.
Quando uma marca tem como mote "Cuore Sportivo" o RWD faz todo o sentido.
O não ter RWD significou não possuir uma plataforma própria e toda a diferenciação que poderia vir com ela.