Nem todas as notícias são verdadeiras e esta parece-me claramente falsa, ou pelo menos, incorrecta e deturpada...
Vejamos, se a plataforma tivesse problemas de segurança, a marca iria andar a testar e apresentar em 1º lugar logo a versão hard-core com 500cv?
Acham mesmo que, depois de escolhidos os melhores engenheiros para o skank work, estes iriam falhar numa das coisas mais básicas e em que a FCA tem tido resultados meritórios (vide o Giulietta)?
Pensem o que quiserem, eu não acredito...
Se a plataforma foi realmente concebida apenas pelo lado italiano, como tem sido apregoado (mas pouco provável), pode ter havido negligências neste capítulo, ou pelo facto de ter sido concebida de forma tão rápida que pode não ter sido correctamente desenvolvida, ou até por algum desconhecimento dos regulamentos americanos.
Os EUA têm crash-tests mais exigentes, que faz com que muitas marcas europeias apresentem resultados pobres quando comparados com os testes europeus.
Sobretudo o small overlap que exige da estrutura muito mais do que aquilo que vemos no EuroNcap. E não interessa muito a marca. Os premium alemães têm sido bastante afectados pelo teste, por exemplo. Aliás, dos europeus, acho que apenas a Volvo é a que tem demonstrado estar acima de todas as outras. O primeiro XC90 conseguiu passar com distinção esse teste, apesar de ter sido concebido numa altura em que o teste nem existia[

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É a vantagem de trabalhar realmente a segurança do carro, em vez de trabalhar para obter estrelas.
Não me surpreende terem apresentado resultados sofriveis nesse teste, ou outro.
Não é por a marca ter feito um modelo seguro, que o resto também será. Veja-se o caso da Renault 5 estrelas, que anunciava isso aos sete ventos. Que não faz muito tempo justificava que 3 estrelas num Dacia era suficiente...
No caso do Giulia, talvez olhar para o 4C possa trazer alguma luz sobre o assunto. A versão americana difere e muito da europeia no capítulo estrutural, com as duas separadas por 155kg, o que é absurdo. E só para passar os testes americanos.
Será que não tinham planeado vende-lo no planeta inteiro?
Esperemos que o Giulia não "sofra" tanto...