Jewel
Well-known member
Acho que não percebeste o meu ponto. O tamanho do mercado da Suécia é indiferente - hoje em dia, não há marca europeia que não tenha de cobrir vários países para sobreviver - seria verdade para a Saab, como hoje é verdade para a BMW, Mercedes ou Audi.
O ponto que queria dizer, é que os puristas diziam que vender a Saab aos chineses, ia fazer a marca "perder a sua identidade" mas a Volvo provou que isso não é necessariamente verdade. A Volvo hoje continua a fazer bons produtos e a ter como prioridade a segurança, como sempre teve.
Não se quis vender a Saab aos chineses, respeitou-se os puristas, mas a Saab faliu. O que é melhor melhor? Deixar falir ou continuar como a Volvo?
Talvez um dia, eventualmente alguém recupere a marca como se fez com a MG...
O mercado doméstico de uma marca de automóveis é super importante e é o que serve de base para o seu sucesso ou insucesso. As marcas começam sempre pelo seu mercado doméstico e só se tiverem sucesso aí é que podem depois expandir-se para outros países.
Se reparares não existe uma única marca de automóveis com presença mundial que não seja oriunda de um país com um mercado grande onde venda bem no seu mercado doméstico. Ora no caso da Volvo e da Saab, o seu mercado de origem era demasiado pequeno para ambas prosperarem.
Em relação especificamente à Saab, os puristas ainda hoje culpam a GM pelo fim da Saab mas isso é falso porque a Saab já estava mal quando a GM a comprou. A Saab não conseguiria ter sobrevivido de forma alguma, fosse nas mãos da GM ou dos Chineses. A Saab estava condenada a falir já pelo menos desde o fim dos anos 90 com a ascensão e agressividade das marcas alemãs.
