Auto Europa

A Volkswagen Autoeuropa (produção) trabalha em regime de laboração continua?

Porque é que os colaboradores têm de "subsidiar" a passagem para esse regime?

Não trabalha ainda. Mas pode começar quando assim o entender. Ninguém subsidia nada. continuam a trabalhar 5 dias por semana. Esteve sempre prevista a laboração contínua. Nunca houve foi necessidade da implementar. Agora pelos vistos há.
 
Na PSA o Tavares já por várias vezes se queixou dos custos a nível de logística (porque não há ligação directa da fábrica a uma linha férrea o que obriga a que tudo seja transportado via camião) e da electricidade que é das mais caras da Europa.

A questão ferroviária (transporte carga) é de facto um dos maiores entraves á competividade da industria no geral, e em particular quando existe necessidade de trabalhar com prazos apertados.

A AE até tem ligação directa, mas as experiências que se fazem de diminuir o transporte rodoviário têm falhado por falta de cumprimento de prazos de entrega/custos. A nossa falta ( e em Espanha) de infraestruturas adequadas (bitola diferente, sinalização e regras diferentes, falta de electrificação em alguns troços, prioridade atribuida ao transporte de passageiros em detrimento da carga) faz com que o transporte de e para o centro da Europa não seja competitivo em relação ao rodoviario. Mesmo em destinos peninsulares é complicado. Mas os TGV é que dão votos...

O custo da energia nem faço comentários... tem de se pagar a factura da "ajuda" que o Estado encaixou.

Mas as causas estão identificadas à muito, as ações e custos politicos associados é que tardam, é sempre mais "fácil" ir pela parte mais fraca...
 
Não trabalha ainda. Mas pode começar quando assim o entender. Ninguém subsidia nada. continuam a trabalhar 5 dias por semana. Esteve sempre prevista a laboração contínua. Nunca houve foi necessidade da implementar. Agora pelos vistos há.

Não é por só se trabalhar 5 dias por semana que é igual trabalhar em qualquer dia de semana... se assim fosse não haveria dificuldade em esta empresa impor o horário desejado. Qual a necessidade de negociar?

A laboração continua só foi autorizada em 1999, se não me engano, se existe essa necessidade tem de se compensar os colaboradores e se estes entendem que o que lhes é proposto não é suficiente e que existe margem para melhorar, porque é que têm de se contentar com o que lhes é proposto?

Quando coloquei aqui a legislação que rege a condição actual, é para se perceber a diferença entre o que têm agora e aquilo que é proposto, uma diminuição muito significativa do rendimento.

Tal como referi anteriormente, em ultima instância, pode nem se chegar a um consenso, e nessa situação pergunto ao dci80, o que é que a empresa faz? Aplica o que a legislação lhe permite.

Não deixa de ser triste, constatar que após 25 anos seja possível entrar para aquela empresa a ganhar menos (considerando a inflação) do que em 1993... ainda acha que os colaboradores têm cedido assim tâo pouco?
 
qual o problema de quem entrar ganhar menos? já reparaste como está o mercados de trabalho? Lei da oferta e da procura. Os colaboradores não cederam nada. Aliás, os salários de entrada foram votados num acordo. Os próprios colaboradores é que "lixaram" os outros. Portanto não me venhas falar nas cedências dos colaboradores.
 
Não trabalha ainda. Mas pode começar quando assim o entender. Ninguém subsidia nada. continuam a trabalhar 5 dias por semana. Esteve sempre prevista a laboração contínua. Nunca houve foi necessidade da implementar. Agora pelos vistos há.

O facto de trabalharem em laboração continua não tem nada a ver com os dias de trabalho, eu trabalho nesse regime e trabalho 5 dias por semana também, tenho alem do ordenado um subsidio de turno de 25% do meu ordenado, o facto dos trabalhadores da AE passarem a esse regime terão que ver aumentado o seu subsidio de turno para esses valores ou se trabalhavam de horário normal passarão a ter esse incremento no seu ordenado se passarem a turnos. Parece que será esta a solução definitiva.
 
O facto de trabalharem em laboração continua não tem nada a ver com os dias de trabalho, eu trabalho nesse regime e trabalho 5 dias por semana também, tenho alem do ordenado um subsidio de turno de 25% do meu ordenado, o facto dos trabalhadores da AE passarem a esse regime terão que ver aumentado o seu subsidio de turno para esses valores ou se trabalhavam de horário normal passarão a ter esse incremento no seu ordenado se passarem a turnos. Parece que será esta a solução definitiva.

Os trabalhadores da autoeuropa já recebem 25% de subsídio de turno porque fazem turnos rotativos incluindo o noturno. Ainda há pouco deu na rádio que vão implementar a laboração contínua mesmo com o não dos trabalhadores. Já defendo isso há que tempos.
 
qual o problema de quem entrar ganhar menos? já reparaste como está o mercados de trabalho? Lei da oferta e da procura. Os colaboradores não cederam nada. Aliás, os salários de entrada foram votados num acordo. Os próprios colaboradores é que "lixaram" os outros. Portanto não me venhas falar nas cedências dos colaboradores.

A constatação que fiz é mais geral quanto à evolução do mercado de trabalho. Sim é verdade que foi um acordo, mas não foi propriamente uma proposta dos trabalhadores, nem tem de ser. Simplesmente foi imposto, entre outras condições (os downdays e 4 anos sem correção da inflação) como "requisito" para a vinda do EOS/Scirocco e era um "mal menor". Também foi nessa altura que apareceu a AutoVision como forma de passar o pessoal da logística e alguns departamentos para insourcing.

A noticia da rádio vem de encontro ao que escrevi antes...à falta de acordo aplique-se a lei.
 
A constatação que fiz é mais geral quanto à evolução do mercado de trabalho. Sim é verdade que foi um acordo, mas não foi propriamente uma proposta dos trabalhadores, nem tem de ser. Simplesmente foi imposto, entre outras condições (os downdays e 4 anos sem correção da inflação) como "requisito" para a vinda do EOS/Scirocco e era um "mal menor". Também foi nessa altura que apareceu a AutoVision como forma de passar o pessoal da logística e alguns departamentos para insourcing.

A noticia da rádio vem de encontro ao que escrevi antes...à falta de acordo aplique-se a lei.


Precisamente, também já tinha referido umas páginas atrás que existem leis que regulam estas coisas, não é ao gosto nem do Patrão, nem dos trabalhadores.

A Administração da AE terá dito que preferia fazer um acordo com todos os trabalhadores, pelo que se fala existem contratos diferentes, e a aplicação da lei pode não ser igual para todos, em virtude dos contratos serem diferentes.
 
espero que no dia 12 de dezembro se entendam ( acho que é essa a data para um novo encontro ).

certo é que a administração está a endurecer posições e espero que isto não acabe numa trapalhada para a região.

a GE vai reduzir cerca de 200 postos ( que não tem nada a ver com o assunto, mas cria problemas nas famílias da zona ), no norte também uma empresa grande na área da confeção vai pondera também uma redução de quase 800 trabalhadores...
 
espero que no dia 12 de dezembro se entendam ( acho que é essa a data para um novo encontro ).

certo é que a administração está a endurecer posições e espero que isto não acabe numa trapalhada para a região.

a GE vai reduzir cerca de 200 postos ( que não tem nada a ver com o assunto, mas cria problemas nas famílias da zona ), no norte também uma empresa grande na área da confeção vai pondera também uma redução de quase 800 trabalhadores...

Dia 12 nao vai haver nenhum entendimento . A empresa vai comunicar a sua decisão sobre os horários. Apenas e só isso. Não leste as notícias.
 
não li, apenas ouvi e posso ter percebido mal.

grato por clarificares.

assim sendo quer dizer que a fábrica vai se borrifar nos sindicatos e trabalhadores e aplica o que a Lei prevê ?

se estiver dentro da lei ... nada a fazer.
 
Vejam a Capa do jornal do SOL de amanhã. Será notícia comprada?

Não é notícia comprada. Acham mesmo que uma empresa como a VW, assim que começaram os problemas lá na autoeuropa, não arranjou logo uma alternativa? Eu disse aqui várias vezes que na alemanha há fábricas sem modelos, com capacidade para produzir o T-Roc. A acontecer o que está escrito, os trabalhadores já ficam com o fim de semana livre.... e o resto da semana. Mas vamos todos aguardar. Isso será uma solução de último recurso. Mas possivel.
 
Não é notícia comprada. Acham mesmo que uma empresa como a VW, assim que começaram os problemas lá na autoeuropa, não arranjou logo uma alternativa? Eu disse aqui várias vezes que na alemanha há fábricas sem modelos, com capacidade para produzir o T-Roc. A acontecer o que está escrito, os trabalhadores já ficam com o fim de semana livre.... e o resto da semana. Mas vamos todos aguardar. Isso será uma solução de último recurso. Mas possivel.

Não sei como é que o T-Roc está a nível de vendas, mas se estiver a vender bem, essa fábrica da Alemanha pode não ser alternativa, mas sim um complemento para dar resposta à procura (da mesma forma que a PSA de cá produz Berlingos e Partners para complementar o que faz Vigo).
 
Não sei como é que o T-Roc está a nível de vendas, mas se estiver a vender bem, essa fábrica da Alemanha pode não ser alternativa, mas sim um complemento para dar resposta à procura (da mesma forma que a PSA de cá produz Berlingos e Partners para complementar o que faz Vigo).

Eu vejo as coisas destas forma. Como complemento, outra fábrica faria o excedente, isto se a Malta da autoeuropa tivesse querido fazer os carros. Como não querem, a outra fábrica fará as unidades necessárias, e a autoeuropa fará o restante. Mas qualquer oscilação de produção para baixo reflete-se na autoeuropa ( no fundo não os querem fazer). E a sharan Nao dura para sempre.
 
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