Obrigado, mas o meu ponto é precisamente dizer que não fiz nada.
O meu grande abre-olhos ocorreu com o estoiro da bolha nacional das dotcom. Pararede, Novabase, Sonaecom, PT Multimédia, etc. Depois de ganhar muito dinheiro (para os meus padrões da altura), perdi quase tudo. Fiquei quase net zero nessa altura e com um melão enorme! Isto tudo apesar de acompanhar diariamente (cheguei a fazer intra-day), estar sempre a par de suportes, resistências, MAs, Candlesticks, Head and Shoulders, tudo coisas que há muito já esqueci. Aliás, vendo assim as coisas à distância concluo que foi o meu conhecimento técnico relativamente profundo (comparado com o investidor comum) que em parte me fez cair mais do que podia. Uma certa arrogância intelectual, mesmo. Um tipo acabado de saír da universidade, com queda para a matemática, a trabalhar no setor financeiro, a sonhar com yuppies, foi a receita perfeita para me estatelar.
Mas isso há muito que é passado. A espinha dorsal do meu portfloglio há muito tempo que é composta pelo sector tecnológico, que é aquele que conheço melhor. Aliás, se há imprudência que me pode ser apontada é essa, a de ter sobre-exposição às tecnológicas. Por sorte tem corrido bem. Apple, Microsoft, Amazon, Broadcom, Tesla, SAP, STMicroelectronics, ASML, Infineon, IBM, Intel e pouco mais.
O hedging faz-se em ETFs mais genéricos: ETFs do S&P, all-world, saúde, emerging markets e um do mercado de consumo da China. Obrigações é que vai variando, mas tenho ido a várias nacionais. Em termos de ações no mercado nacional só tenho EDP Renováveis e tive Greenvolt.
E mais nada. E raramente mexo. Só compro. Vendas são 4 ou 5 por ano. E também tenho tido desaires (veja-se a intel por exemplo), mas não me preocupa. Desde que o bolo total se vá aguentando, está tudo bem.