Bolsa e investimentos

É difícil saber onde aplicar o dinheiro, com depósitos a prazo a renderem menos de 1,5%... [8b] Até o Big que costumava ter taxas mais apetecíveis acabou de baixar novamente as taxas de juro...

Mais vale ir ao stand e investir num 911... [:D]

Se a ideia é investir a longo prazo e não estás confortável a gerir tu as aplicações, o melhor talvez seja contratares um serviço de gestão de carteiras. Eles traçam o teu perfil de investidor e gerem a tua carteira comprando fundos de acções, obrigações ou outros produtos financeiros. O banco Best oferece este serviço gratuitamente. O historial de rentabilidade dessas carteiras é muito bom.

eu faço a gestão dos meus fundos, mas o meu gestor de conta envia-me periodicamente a lista de aplicações dos gestores de carteiras e posso ver que os resultados são bem bons (não tão bons como os meus, mas bons... [:D] . Em mais de uma dezena de fundos, tenho apenas um no vermelho. E tenho ganhos de 100% em alguns [:cool:] :)
 
Última edição:
Malta, desculpem se isto já foi discutido, mas para quem quer dar os primeiros passos nisto, para começar a fazer carteira com compras algo esporádicas, onde recomendam que o faça? Que crie um perfil num banco onde possua conta ou noutro lado?
Obrigado
 
Malta, desculpem se isto já foi discutido, mas para quem quer dar os primeiros passos nisto, para começar a fazer carteira com compras algo esporádicas, onde recomendam que o faça? Que crie um perfil num banco onde possua conta ou noutro lado?
Obrigado

Num banco onde tenhas conta.
 
Com as restrições do Banco de Portugal, agora é quase impossível negociar a taxa de um depósito a prazo sendo muito ou pouco o montante. E como é evidente nunca seria para ser colocado na mesma aplicação, nem num só banco, gato escaldado...

Não consigo perceber como é que as taxas dos depósitos estão tão baixas. A remunerarem depósitos a prazo a 1%, com spreads de 4 ou 5% nos empréstimos, mais comissões para tudo e mais alguma coisa, é difícil entender como é que os bancos dão prejuízo... [:D]

Gestão discricionária também o BIG tem, mas nunca colocaria a maioria do dinheiro aí. Neste momento é muito complicado, até o PPR do Bes, que nunca mais de lá sai, com esta bandalheira toda já caiu quase 4% em 2 ou 3 semanas, e não é o único, anda tudo no vermelho.

Tempos complicados, estes... mais vale é gastá-lo... [:D]
 
Com as restrições do Banco de Portugal, agora é quase impossível negociar a taxa de um depósito a prazo sendo muito ou pouco o montante. E como é evidente nunca seria para ser colocado na mesma aplicação, nem num só banco, gato escaldado...

Não consigo perceber como é que as taxas dos depósitos estão tão baixas. A remunerarem depósitos a prazo a 1%, com spreads de 4 ou 5% nos empréstimos, mais comissões para tudo e mais alguma coisa, é difícil entender como é que os bancos dão prejuízo... [:D]

Gestão discricionária também o BIG tem, mas nunca colocaria a maioria do dinheiro aí. Neste momento é muito complicado, até o PPR do Bes, que nunca mais de lá sai, com esta bandalheira toda já caiu quase 4% em 2 ou 3 semanas, e não é o único, anda tudo no vermelho.

Tempos complicados, estes... mais vale é gastá-lo... [:D]

Estão a ter prejuizos com os empréstimos que fizeram durante a época das vacas gordas, em que deram spreads baixissimos. Afinal, com a crise, muitos deixaram de pagar. E mesmo com aqueles que pagam, não sei se não estarão a ter prejuizos, porque recebem um juro baixo, mas têm que se financiar em parte a juros muito mais altos.
 
Com as restrições do Banco de Portugal, agora é quase impossível negociar a taxa de um depósito a prazo sendo muito ou pouco o montante. E como é evidente nunca seria para ser colocado na mesma aplicação, nem num só banco, gato escaldado...

Não consigo perceber como é que as taxas dos depósitos estão tão baixas. A remunerarem depósitos a prazo a 1%, com spreads de 4 ou 5% nos empréstimos, mais comissões para tudo e mais alguma coisa, é difícil entender como é que os bancos dão prejuízo... [:D]

Gestão discricionária também o BIG tem, mas nunca colocaria a maioria do dinheiro aí. Neste momento é muito complicado, até o PPR do Bes, que nunca mais de lá sai, com esta bandalheira toda já caiu quase 4% em 2 ou 3 semanas, e não é o único, anda tudo no vermelho.

Tempos complicados, estes... mais vale é gastá-lo... [:D]

Também já pensei nisso, a palavra Ducati aparece muitas vezes no meu pensamento [:D][:D]
 
Malta, desculpem se isto já foi discutido, mas para quem quer dar os primeiros passos nisto, para começar a fazer carteira com compras algo esporádicas, onde recomendam que o faça? Que crie um perfil num banco onde possua conta ou noutro lado?
Obrigado

Enquanto pensas no banco para efectuar as compras, convêm pensares num método de investimento a aplicar.

Tudo o que compras podes ter necessidade de vender. Veja-se o caso do BES, quem comprou a pensar no longo prazo, que aquilo haveria de valorizar num futuro mais ou menos próximo, perdeu tudo. Daí que precisas de um método, precisas de ter uma estratégia de entrada e de saída de um investimento.

Não basta pensar num método, é preciso ver se ele funciona. Várias correctoras on-line, Orey itrade, GoBulling, XTB, têm contas de demonstração em que simulas investimentos. Aproveita essas contas para, com dinheiro virtual, ires aplicando a técnica e veres se tens ganhos sustentados. Se tiveres ganhos sustentados, passas para o nível seguinte. Se tiveres perdas, analisa o que falhou e aprende.
 
O Porsche é claramente a melhor opção:)

Mesmo em depósitos mto significativos a banca mal chega aos 2%.

É o que dá liquidez de borla ou quase do bce.
 
Desde 100€ de capital...
A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série C, em agosto de 2014 foi fixada em 3,174%.
 
é difícil entender como é que os bancos dão prejuízo... [:D]

O BES - e outros bancos - financiou com centenas de milhões de euros startups de amigos que deram prejuizo durante anos a fio.

A falência dos bancos representa em última análise o falhar de toda uma filosofia de gestão/organizacional/recursos humanos "moderna" que tanto furor fez nas universidades e empresas em Portugal.

Mesmo olhando para o sector público reparem que apesar de o país ter falido umas 3 vezes nas últimas décadas os "grandes académicos" e políticos continuam a defender as mesmas ideias fingindo que nada aconteceu.
 
Última edição:
E qual foi essa filosofia?
Aplicação de técnicas da "escola norte americana de gestão" à realidade portuguesa.
Basta ler uns 5 ou 6 livros de gestão para se perceber que a dimensão do nosso mercado não serve para essas teorias.
Por isso é que ouvimos muitas vez a k7 de que temos de competir para o mercado global.... E a seguir há outros problemas que aparecem.... Dava pano para mangas esse tema.
 
O BES - e outros bancos - financiou com centenas de milhões de euros startups de amigos que deram prejuizo durante anos a fio.

A falência dos bancos representa em última análise o falhar de toda uma filosofia de gestão/organizacional/recursos humanos "moderna" que tanto furor fez nas universidades e empresas em Portugal.

Mesmo olhando para o sector público reparem que apesar de o país ter falido umas 3 vezes nas últimas décadas os "grandes académicos" e políticos continuam a defender as mesmas ideias fingindo que nada aconteceu.

E qual foi essa filosofia?

Aplicação de técnicas da "escola norte americana de gestão" à realidade portuguesa.
Basta ler uns 5 ou 6 livros de gestão para se perceber que a dimensão do nosso mercado não serve para essas teorias.
Por isso é que ouvimos muitas vez a k7 de que temos de competir para o mercado global.... E a seguir há outros problemas que aparecem.... Dava pano para mangas esse tema.

Não, Pastis, foi mesmo a simples desconsideração pela sabedoria popular.

Amigos, amigos, negócios à parte.
 
Não, Pastis, foi mesmo a simples desconsideração pela sabedoria popular.

Amigos, amigos, negócios à parte.

Sim, de certeza que foi mais isto. Eles não seguem nenhum manual de economia ou de gestão. Eles simplesmente tentam retirar o máximo de beneficios para eles, para os familiares e para os amigos.
 
O BESA deve ser mais um exemplo retirado dos manuais de gestão americanos.... Mas deve ter sido inspirado na secção dos "how not to do it"...
 
Pois li o posto na diagonal e pensei que se referia só às startups financiadas e cultura universitária.
Efectivamente a cultura dons negócios com amigos com políticos à mistura é tradição.
 
Mesmo olhando para o nosso PSI20, que deveria ter as 20 empresas de maior sucesso em Portugal, se percebe rapidamente que as questões da competitividade internacional ficam melhor nos livros, porque na prática actuar em mercados altamente regulamentados, com rendas garantidas e com negócios garantidos pelo dinheiro publico é muito mais conveniente... Não para a sociedade ou para o Zé Povinho, mas para quem detém essas empresas que actuam debaixo do guarda chuva estatal, entenda-se...

Olhando para os 20 nomes temos;

- 5 bancos, dois já suspensos: BPI, BCP, BANIF, BES e ESFG. O sector mais regulamentado, supervisionado e inclusivamente apoiado com dinheiros públicos. Ganharam a dimensão que têm ao serem os parceiros do desastre do alcatrão que ocorreu em Portugal, são as entidades que estão do outro lado das PPP's, são as entidades que financiaram as grandes construtoras, são as entidades que fizeram lucros colossais na época em que a estratégia delineada pela dupla Constâncio/Sócrates era a do crédito sem limites...

- 2 construtoras: Mota-Engil e Teixeira Duarte. Hoje com operações importantes no estrangeiro, mas cuja sobrevivência em Portugal está intimamente ligada às obras publicas. (não confundir operações externas, que criam emprego e valor onde estão localizadas, com exportações)

- 4 empresas do sector energético: EDP, EDPR, GALP e REN. Um sector hiper-regulado, com lucros assegurados pelo estado quer chova ou faça sol. Todas elas ex-monopólios do estado que foram privatizadas como monopólios e não numa lógica de trazer competição ao mercado.

- 2 empresas de telecomunicações: PT e NOS. Duas empresas em outro sector altamente regulado e supervisionado, com uma boa parte dos preços e da estrutura fixadas pela Anacom. Mais uma vez são empresas que resultam de antigos monopólios, de um lado a PT cuja história é conhecida e que hoje se começa a perceber porque é que foi "protegida" da OPA da Sonae usando a participação da CGD, e já se percebe melhor o que são e para que serviu a defesa dos "centros de decisão nacionais", é que ninguém acredita que com o merceeiro do Norte a mandar, a empresa tivesse desbaratado metade do seu valor num favor pessoal feito ao banqueiro do regime (sendo no final disto tudo a PT, mais uma bela história dos resultados da podridão das relações entre governos e empresários que acabaram por transformar o que poderia ser uma das poucas empresas nacionais com alguma projecção tecnológica a nível internacional, numa muleta da Oi que vai acabar absorvida com um peso pouco superior a 20% no global do negócio), e do outro lado temos a antiga PT Multimédia\TV Cabo, que absorveu entretanto a Sonaecom.

- CTT, outro monopólio do Estado entretanto vendido como tal, detentor de um serviço universal atribuído sem concurso ou concorrência.

- a Impresa... O seu principal activo é a atribuição de uma das duas licenças que o Estado atribui para a existência de canais privados de TV em sinal aberto. Tem tido no seu presidente um dos maiores lobbies junto do poder politico e da Anacom para que as potencialidades da TDT não sejam aproveitadas e uma boa parte das pessoas continue confinada a 4 canais. Sempre que se fala em mais canais em sinal aberto, lá aparece o Balsemão a dizer que vai ser uma desgraça porque o mercado está saturado..

As primeiras 15 empresas, todas têm o dedo do Estado, algumas só existem porque foram monopólios criados pelo Estado sem qualquer concorrência e entretanto vendidos, ou porque vivem em mercados altamente regulamentados, quase todas com enormes rendas e vantagens garantidas pela lei..

- 2 grandes distribuidoras; Sonae e Jerónimo Martins.. Duas empresas que apesar de operações que têm no estrangeiro, as suas receitas em Portugal assentam essencialmente no consumo interno e na importação de bens.

- e por fim, finalmente, com apenas 5% de ponderação no índice, temos 3 empresas que exportam e competem no tal mercado global: Portucel, Semapa e Altri. Todas ligadas à silvicultura.


E se esquecermos o PSI20 e formos para as PME's de cada concelho vamos perceber o mesmo, as empresas que gerem mais recursos vivem à sombra das câmaras municipais... É onde se está mais confortável..


Isto num pais com um mercado interno minúsculo como o nosso é trágico e permite perceber porque temos uma produtividade tão baixa no contexto europeu, e porque somos quase sempre deficitários em relação ao exterior, situação cujos desequilíbrios acumulados nos últimos 40 anos já resultou em 3 falências e resgates.

Se olhássemos mais para os livros de gestão e nos refugiássemos menos nos negócios de amigos, entre decisores políticos e empresas, no compadrio, no esconder os problemas com divida sobre divida, por vezes oculta, e enfrentássemos os problemas com pragmatismo, talvez as coisas fossem um pouco melhores..
 
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