Bolsa e investimentos

Penso que a ideologia que suporta o actual governo iria muito mais depressa aos depositantes dos bancos do que aos certificados de aforro e aos CTPMs. Aliás, tenho poucas dúvidas disso. Até porque a dívida pública não é toda igual, e portanto um perdão de dívida não tinha necessariamente que afectar toda a dívida emitida por igual. De forma nenhuma.
Aliás, a acontecer alguma coisa, até me parece mais provável que o Estado em caso de grande sufoco pagasse coisas em dívida pública (como por exemplo parte dos salários da FP), do que a retirasse.

Com o Soares pagaram o 13º mês em dívida, mas os certificados ficaram congelados uns meses.
 
Nada é absolutamente seguro, mas nem na Grécia se fizeram haircuts aos instrumentos de poupança em dívida pública (corrijam-me se estiver enganado), pelo que acho que mais depressa mudavam a lei do fundo de garantia dos depósitos bancários do que mexiam nisto.
Penso que no Chipre o estado fez mesmo um haircut a esse tipo de produtos.
 
Aliás há unas anos atrás no começo da crise, houve uma corrida aos levantamentos de certificados e aforros e afins porque havia um risco muito real de haver um cortezito... [;)]

A questão aqui é que não se deve passar sem preocupações que os certificados ou aforro são 100% seguros.

E não só, na altura os certificados rendiam 2,qualquer coisa % e os bancos ofereciam juros de 5-6%.

Nada é 100% seguro. Se houve coisa que aprendi com a crise foi a diversificar. Tenho dinheiro no IGCP, no Santander e no BIG. Nos bancos tenho depósitos a prazo, 3 fundos de investimento e um PPR.
 
Nos depósito na C.G.D. sendo estatais, já protegem depósitos bancários acima de 100.000€?

E isso é válido somente para depósitos a prazo nos outros bancos, ou também afeta dinheiro à ordem?
 
Nos depósito na C.G.D. sendo estatais, já protegem depósitos bancários acima de 100.000€?

E isso é válido somente para depósitos a prazo nos outros bancos, ou também afeta dinheiro à ordem?

Para este efeito a CGD é um banco comercial tal como os outros. Não há qualquer tratamento diferenciado.
O fundo de garantia de depósitos incide sobre tudo o que forem depósitos puros: depósitos à ordem, depósitos a prazo, certificados de depósitos (estes já praticamente não se usam em Portugal).

Nota contudo que o FGD serve exclusivamente para garantir o dinheiro dos depositantes em caso de insolvência do Banco. Em teoria, portanto, é mais difícil o CGD insolver do que um banco privado.
 
Read my lips: o Fundo de garantia dos depósitos não chega para garantir os depósitos de NENHUM banco comercial em Portugal.

Nem isso faria sentido. Seria totalmente ineficiente e mesmo estúpido se houvesse um fundo que tivesse que ter tanto dinheiro quanto têm os depósitos das pessoas nos bancos. Isto funciona numa lógica de seguro, em que o montante disponível em cash está relacionado com o risco envolvido.
Seja como for, ter ou não ter dinheiro suficiente é pouco relevante. O FGD tem mecanismos que permitem pagar a todos os depositantes com menos de 100 mil euros o seu dinheiro no prazo máximo de 30 dias úteis. E como é que o dinheiro em falta aparece? Por via da boa e velha rotativa: o BCE empresta ao banco central do país em causa.
 
Quem tem 1.000.000€ tem bom remédio.. mete 100.000€ em 10 bancos e resolve [:D]

Quem como eu tem de pedir CH, não se coloca esse problema nos próximos 30 anos :sh)
 
Interessante o comportamento da EDP neste dia vermelho em todo o lado.

Já esteve a perder 3% agora é a 2.ª cotada com melhor performance no psi e já sobe quase 1,5%.
 
Read my lips: o Fundo de garantia dos depósitos não chega para garantir os depósitos de NENHUM banco comercial em Portugal.


O 3ª pilar da união bancária será um fundo de garantia comum ao espaço EURO.


De qualquer forma a lógica até há uns tempos era a de que havia resgates aos bancos, ou liquidação. Na liquidação todos os credores, desde os investidores, depositantes, fornecedores, etc, eram tratados de igual forma e como tal, havia percas reais para todos.

Neste momento, o mecanismo para lidar com bancos em dificuldade é a aplicação de medida de resolução. E a medida de resolução prevê que em primeiro lugar os prejuízos não sejam distribuídos por todos os credores, mas sigam antes uma hierarquia, o que protege mais os depósitos, além disso está previsto que existem credores que são sempre protegidos, incluindo-se ai os depósitos até 100.000€. Será difícil ter que chegar ai, mas se tiver que chegar a actual lei prevê que antes disso entrará o dinheiro do fundo de resolução.

Por isso, dificilmente verás o fundo de garantia de depósitos a voltar a ser usado. A não ser que comece tudo a cair como um dominó... Mas num cenário desses, de nada servirá ter o dinheiro, rico é quem tiver uma lata de feijões..
 
Como diz o Leverage, essa estratégia funciona nos EUA mas por cá não.

Eu tenho a sorte de viver nos EUA e sou fã dessa estratégia. Tenho um cabaz de ~30 empresas e fundos que geram um yoc de ~4.5%.

Como diz nesse link que postaste, acima de tudo apostar em qualidade e em diversificação. Ainda recentemente levei um corte brutal de uma das minhas posições (KMI), que desvalorizou 50% e cortou dividendos em 75%. Felizmente o resto do bolo compensou esta queda.

Mas não há nada como ver o mercado em sell off como ontem por exemplo, e ir aos saldos aproveitando o pânico alheio, e depois esperar que o dinheiro entre na conta todos os meses, quer o mercado esteja em alta quer esteja em recessão.

Verdade, não fazia ideia que a taxação dos dividendos em Portugal estava assim. Resta continuar em ETF's e afins.

Conheces o serviço wealthfront.com, dado que morar nos states pode interessar.
 
A ideia era para fazer isso em Portuga. Já pesquises um pouco, inclusive apanhei alguns exemplos algumas paginas atras e não é bonito não. Obrigado
 
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