Investimentos a ter em conta
Fundos de investimento
Bens de consumo: Para os investidores que pretendam tirar partido do aumento previsível das vendas com que as empresas do sector de consumo tendem a beneficiar num contexto de petróleo barato, o Banco Best recomenda dois fundos de acções: o NN Food & Beverage e o Eurizon Consumer Staples (ambos com nível de risco 5, entre o mínimo de 1 e o máximo de 7). Estes produtos apostam em emitentes que operam no sector de artigos primários e itens de consumo, como produção e distribuição de artigos alimentares, de itens de cuidado e higiene pessoal e do lar, e de tabaco. A Nestlé é o título em que ambos detêm a maior participação. Entre as maiores posições figuram títulos da PepsiCo, Procter & Gamble, CVS Health Corp, British American Tobacco e grupo Altria.
Indústria: Trata-se de um dos sectores que mais beneficia de um petróleo barato, já que conseguem reduzir os gastos de produção. Neste âmbito, o Banco Best sugere dois fundos de acções: o NN Industrials e o Fidelity Global Industrials (ambos com nível de risco 6, entre o mínimo de 1 e o máximo de 7). Apostam em emitentes na área do fabrico e distribuição de bens de equipamento, serviços às empresas ou de transportes. A General electric é a maior participação de ambos. No fundo da Fidelity destacam-se ainda acções da United Technologies ou a Chevron. No NN Industrials fund destacam-se também posições na Boeing ou na Union Pacific.
Mercados importadores de petróleo: Países cujas economias seja muito dependentes da importação do “ouro negro” tendem a ver a factura energética baixar em face do petróleo barato. A Índia é apontada como um dos melhores exemplos. O Banco Best sugere por isso dois fundos de acções que apostam nesse mercado: o Jupiter India Select ou o Goldman Sachs India Equity Portfolio (ambos com nível de risco 6, entre o mínimo de 1 e o máximo de 7). Ambos apostam sobretudo em empresas dos sectores de materiais básicos, consumo cíclico e serviços financeiros daquele mercado.
Acções
Empresas de refinação: Num ambiente de baixas cotações do petróleo, as empresas do sector de refinação conseguem comprar petróleo a preços mais baixos. Steven Santos, gestor do BiG explica que a Valero e a Chevron estão entre as empresas do sector que mais podem beneficiar, explicando que “as empresas de refinação têm apresentado resiliência, graças à pouca concorrência existente neste segmento de negócio”.
Companhias aéreas: Os combustíveis representam um custo muito relevante para a actividade das companhias aéreas. A queda das cotações do petróleo permite encurtar esse custo. Entre as companhias que mais podem tirar partido desta tendência figuram, segundo Steven Santos, a Air France-KLM, a Lufthansa e a Ryanair.
Consumo: Para quem pretenda apostar em títulos específicos do sector de bens de consumo que mais partido podem tirar do baixo preço do petróleo, Steven Santos destaca exemplos como a Constellation Brands e a Dr. Pepper Snapple. Restaurantes como a Sonic Corporation e a Starbuchs, mas também empresas de lazer como a Carnival e a Royal Caribbean Cruises. Já entre as cotadas nacionais, as retalhistas Sonae SGPS e a Jerónimo Martins poderão também constituir um bom refúgio, defende Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB.
CFD’s
Um investidor que acredite que o petróleo pode baixar ainda mais poderá ganhar exposição a essa desvalorização através de produtos mais sofisticados como os CFD’s. Este produto derivado permite estar exposto de forma alavancada à evolução dos preços do petróleo. A opção será assumir a venda a descoberto através deste instrumento. A principal desvantagem dos CFD’s está no facto de ser possível perder mais do que o capital investido.