Carros programados para avariar?

É mais ou menos isto que tento dizer à cerca da qualidade dos materiais...
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e porque será? contençao de custos ou venham cá arranjar que eu agradeço?

Contenção de custos. O nível de rentabilidade da marca VW é muito baixo (salvo erro tem margens de 2%). O grupo faz dinheiro pela Audi e Porsche.
Logo cortam onde podem. Acredita que num carro moderno de uma marca generalista eles contam ao euro o custo de um automóvel e se podem poupar 2€/peça por automóvel, vão poupar 2€ peça por peça.
Vai ler os press releases dos resultados trimestrais dos diferentes grupos que ele enumeram a margem de lucro que têm por carro e ficas a perceber melhor o porquê de certas decisões.
 
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É mais ou menos isto que tento dizer à cerca da qualidade dos materiais...

Repito, e isso prova o quê?! que tem um parachoques de ferro mais rijo e isso é sinal de melhores materiais?
Eu preferia bater contra um muro a 60 no Skoda do que a 40 no Patrol, poque o que interessa não são os plásticos mas a célula de segurança

Para mim quero os melhores materiais aqui:

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Se vocês forem ao supermercado comprar uma lâmpada e virem uma a custar várias vezes mais do que outra, a maior parte das pessoas vão comprar a mais barata, porque pensam "com o dinheiro desta compro várias das mais baratas". Portanto, porquê vender uma lâmpada que dure 100 anos, quando para a fazer vai custar muito mais e vai perder quota de mercado para a concorrência? Não faz sentido. Há alguma distinção de preço e qualidade, mas com a concorrência feroz que existe hoje em dia, e com as tecnologias a mudarem tão rápido não faz sentido fazer coisas para durarem décadas.
 
Se vocês forem ao supermercado comprar uma lâmpada e virem uma a custar várias vezes mais do que outra, a maior parte das pessoas vão comprar a mais barata, porque pensam "com o dinheiro desta compro várias das mais baratas". Portanto, porquê vender uma lâmpada que dure 100 anos, quando para a fazer vai custar muito mais e vai perder quota de mercado para a concorrência? Não faz sentido. Há alguma distinção de preço e qualidade, mas com a concorrência feroz que existe hoje em dia, e com as tecnologias a mudarem tão rápido não faz sentido fazer coisas para durarem décadas.

A questão é que a lâmpada que dura 100 anos, dá 100 vezes menos luz que aquela que dura 1 ano. E então se tivesse um uso normal a acender e apagar, lá se ia o mito.
O mesmo se passa com os automóveis, os consumidores querem carros mais baratos, que consumam menos, que estejam na moda e que tenham todos os gadgets possíveis e imaginários, mesmo que a fiabilidade fique comprometida.
Se os consumidores exigissem que os carros durassem 20 anos quase sem avarias, a indústria conseguia fabricar carros assim. Agora não podíamos esperar que esses carros fossem as máquinas tecnológicas que são hoje.
 
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Boas,

O conceito aqui sugerido pelo colega mok inicialmente, existe e chama-se " Obsolescência Programada ".
(Não li os posts todos, podem já ter falado.)

Este conceito existe nas TV's e diversos electrodomésticos, consiste por ex. em componentes eléctricos de um aparelho estarem fabricados para avariar ao fim de X horas de utilização.
Obrigando desta forma, à substituição do aparelho em causa, ou no mínimo à reparação deste.

Este conceito é bastante conhecido pelo mundo fora (vi um documentário sobre isto numa reportagem do "60 minutos" já há uns tempos).

Até que ponto este conceito está aplicado no mercado automóvel não sei ao certo.
Mas o facto de a grande margem de lucro das marcas cada vez mais ser no pós-venda, isso diz algo.
 
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Boas,

O conceito aqui sugerido pelo colega mok inicialmente, existe e chama-se " Obsolescência Programada ".
(Não li os posts todos, podem já ter falado.)

Este conceito existe nas TV's e diversos electrodomésticos, consiste por ex. em componentes eléctricos de um aparelho estarem fabricados para avariar ao fim de X horas de utilização.
Obrigando desta forma, à substituição do aparelho em causa, ou no mínimo à reparação deste.

Este conceito é bastante conhecido pelo mundo fora (vi um documentário sobre isto numa reportagem do "60 minutos" já há uns tempos).

Até que ponto este conceito está aplicado no mercado automóvel não sei ao certo.
Mas o facto de a grande margem de lucro das marcas cada vez mais ser no pós-venda, isso diz algo.

O conceito foi inventado pelo mercado automovel, por isso está mais que implementado, foi falado na primeira página.
 
Boas,

O conceito aqui sugerido pelo colega mok inicialmente, existe e chama-se " Obsolescência Programada ".
(Não li os posts todos, podem já ter falado.)

Este conceito existe nas TV's e diversos electrodomésticos, consiste por ex. em componentes eléctricos de um aparelho estarem fabricados para avariar ao fim de X horas de utilização.
Obrigando desta forma, à substituição do aparelho em causa, ou no mínimo à reparação deste.

Este conceito é bastante conhecido pelo mundo fora (vi um documentário sobre isto numa reportagem do "60 minutos" já há uns tempos).

Até que ponto este conceito está aplicado no mercado automóvel não sei ao certo.
Mas o facto de a grande margem de lucro das marcas cada vez mais ser no pós-venda, isso diz algo.

a parte electronica é muito versátil,
apercebi-me disso quando calhei de colocar o meu VW na marca numa dessas campanhas, faça a revisão e só pague os consumiveis, passado 15.000km certinhos, o carro perde potência e não passa dos 120 km/h, dá.me o aviso "oficina", liguei para o concessionário e esse disse-me simplesmente para não me preocupar que era para passar por lá, filhos da mãe .... como a VW programou carros para modo de inspecção tambem não terá escrupulos no que diz respeito às revisões.

depois existe a questão das peças,
os fabricantes de peças para a industria automovel obedecem a critérios muito rigorosos, auditorias, testes e demonstração de fiabilidade, são abrangidos por exigentes normas. mas uma coisa é certa, não há peça que seja feita para durar a vida inteira, e normalmente os construtores desenham os componentes para durar uns 10 anos, e a qualidade das peças deve assegurar esse minimo, que na maioria dos casos tambem correspondem aos 200.000km ...
 
eu não tenho dúvidas nenhumas que eles não têm escrupulos... 3 fechaduras avariadas e um vidro eléctrico avariado em pouco tempo...

mas comigo não têm sorte que não vou a marca, da outra vez lixaram-me o carro todo e tive de refazer eu o que eles fizeram depois de pagar um balurdio.

neste momento estou a aprender a desforrar as portas de modo a fazer eu.

Já mandei vir as fechaduras e motor dos vidros do ebay

Antes de ontem descobri que tinha a regulação do farol de nevoeiro partido e apontava para baixo, não dá para regular, tb tive de mandar vir um.
 
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Eu percebi melhor estes conceitos em tempos que trabalhei para industria automóvel. O mesmo fornecedor fornecia o mesmo componente para diversas marcas mas com especificações completamente diferentes.
Podia ser desde a qualidade do material, passando pelo tipo de revestimento, tipo de união ou mesmo tipo de embalamento e transporte entre a fábrica e o montador. Tudo se calcula ao pintelhésimo em industria auto...
Um exemplo que aqui já referi são os compressor de AC: conforme a especificação é possivel instalar um pequeno componente que impede sobreaquecimento e desliga o compressor antes deste pifar ( tipo termoestato). Algumas marcas pedem esse componente outras não.
É quase impossível saber que marcas pedem esses extras mas por regra são sempre as do costume: MB, BM e similares.

Em relação às peças de plástico acho que não se devem fazer julgamentos a olho. Uma roda dentada de plástica pode ser mais durável que uma metálica, tudo depende do tipo de plástico e da lubrificação ser adequada... ( admitido um correcto dimensionamento)
O que acontece muitas vezes é que se usam lubrificantes errados com os plásticos que decompõem o material superficialmente e o fragilizam a médio prazo. Se for usado um lubrificante correcto o plástico pode durar uma vida.

Em relação aos componente eléctricos, os conectores são sempre um pesadelo. Por melhor que seja a qualidade do conector, a oxidação aparece sempre e o MCDC a seguir...
 
Eu acho que essa "obsolescência programada" não passa de um misto de contenção de custos dos fabricantes com fraca qualidade dos materiais utilizados. Temos muitos exemplos disso nos automóveis, basta colidir um dos anos 90 com um dos "mais recentes" e ver qual fica pior. Basta comparar a qualidade de construção de um carro dos anos 90 com os mais modernos. Os mais modernos são bonitos, mas não passa disso...

Por experiencia própria...
Enquanto no meu Honda civic Ej9 na sharan de 1999 é fazer revisões dos filtros e oleo, meter combustível e andar, no E220 de 2007 e o A4 2.5 TDI 2004 é um injector que avaria, depois é um erro no sensor não sei da onde. depois é o fusível não sei de quê... Uma fuga que apareceu etc etc etc...

Isso das colisões tem muito que se lhe diga... os carros ficam melhor, mas os passageiros nem por isso...

Quanto a mim, o último carro overengeneered do mercado foi o Mercedes 190...
 
eu não tenho dúvidas nenhumas que eles não têm escrupulos... 3 fechaduras avariadas e um vidro eléctrico avariado em pouco tempo...

mas comigo não têm sorte que não vou a marca, da outra vez lixaram-me o carro todo e tive de refazer eu o que eles fizeram depois de pagar um balurdio.

neste momento estou a aprender a desforrar as portas de modo a fazer eu.

Já mandei vir as fechaduras do ebay

Eu, sinceramente, não tenho essa perspectiva, um dos meus carros tem 13 anos e 250.000km, para além das peças de desgaste, a única coisa que avariou foi o bloco de comando (250€).
Nunca tive problemas de elevadores, fechaduras ou outras coisas eléctricas. Tudo funciona como quando era novo. Ou o fabricante do meu carro é mais "honesto" ou então tive sorte.
As revisões só foram feitas na marca durante a garantia. Agora pago 50€ por mudança de óleo e filtros e está a andar.
 
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