Casal "devolve" criança que tinham adoptado!

Situação bastante complicada. Pelos vistos houve uma falha de comunicação entre a equipa de adopção e o casal candidato.

Não sei o que faria no caso deles, eles assumiram-se desde principio sem condições para criar uma criança com limitações fisicas ou doenças do foro psiquico, ou outro.

Infelizmente quem se lixa é sempre a parte mais fraca [s)]
 
Acho que é boa ideia saber a história toda antes de criticar...

Se o banhas empranhasse a mulher e nascesse uma criança esquizofrénica, o que é que lhe faziam, afogavam-na????

O que está em causa é o egoismo das pessoas, um filho é sempre um filho, com problemas maiores ou mais pequenos, e quando este casal se candidatou à adopção era, supostamente para poderem dar o amor e carinho de pais. Ou só as crianças bonitas e saudáveis é que têm direito a serem felizes?
 
Se o destino decidir que não poderei ter filhos biológicos, seja porque razão for, pondero a adopção.

No entanto, por mais egoísta que isto possa parecer, não pondero de todo a adopção de algum ser humano com uma grave deficiência física ou psíquica.

E, caso fosse enganado (não digo que terá sido o caso, mas dou o benefício), podem ter a certeza que seriam apuradas responsabilidades.

Para adoptar tem de haver total transparência dos dois lados e, por muito louvável que seja adoptar alguém deficiente, nem todos temos disponibilidade mental, física e monetária para tal.
 
Se o banhas empranhasse a mulher e nascesse uma criança esquizofrénica, o que é que lhe faziam, afogavam-na????

O que está em causa é o egoismo das pessoas, um filho é sempre um filho, com problemas maiores ou mais pequenos, e quando este casal se candidatou à adopção era, supostamente para poderem dar o amor e carinho de pais. Ou só as crianças bonitas e saudáveis é que têm direito a serem felizes?

já pensaste que eles podem não ter meios para cuidar de uma criança com necessidades especiais?

Isto assumindo que a conversa deles é verdade.
 
Se o banhas empranhasse a mulher e nascesse uma criança esquizofrénica, o que é que lhe faziam, afogavam-na????

O que está em causa é o egoismo das pessoas, um filho é sempre um filho, com problemas maiores ou mais pequenos, e quando este casal se candidatou à adopção era, supostamente para poderem dar o amor e carinho de pais. Ou só as crianças bonitas e saudáveis é que têm direito a serem felizes?


Não sabemos quando foi adoptada, em principio foi recentemente, ou seja, com 12 anos.Não existe vinculo parental. Seria completamente diferente se a adoptassem em bebé, a doença revelar-se aos 12 e logo de seguida o "chutar para canto".
No DSM-IV (manual de psiquiatria) existem critérios de avaliação e prevalências e estas indicam o surgimento da doença em rapazes a partir do 15 anos e nas raparigas no inicio da idade adulta. Das três uma, a criança é excepção, a avaliação da perturbação mental foi mal feita ou a criança fez-se de esquizofrénica para se ver livre desta familia.

Tal como o primeiro comentário é preciso saber a história toda.
 
O banhas, o gordalhudas, egoista ...

Mas o homem que "devolveu" é que é preconceituoso.

Uma coisa é ter um filho deficiente e aprender a viver com e para ele, outra é aparecer uma de 12 anos lá em casa sem eles saberem que iam ter de lidar com isso.
 
Eu vi a peça hoje na televisão. Estas questões são muito complexas e a televisão tem o condão de as colocar de uma forma que causam alarme.

Eu não criticaria de ânimo leve a família em questão, tal como não o faço com as pessoas que estão do lado do Estado. Há histórias dramáticas.
 
É muito fácil apontar o dedo.
Por mais bonito, lírico e louvável que seja adoptar alguém deficiente, as coisas não são tão simples como parecem.
Na minha família existe um caso parecido. Vocês nem sequer fazem ideia do que é que os pais adoptivos sofrem. Aliás até eles já precisam de ter tratamento psiquiátrico, porque ninguém tem mão no miúdo ( muito agressivo e violento... Foi expulso de uma escola pelo mau comportamento e tem 6 anos...queria ver se o vosso filho fosse parar ao hospital por ter sido levado uma tareia de um miúdo assim, como já aconteceu. E não, garantidamente os pais adoptivos não são violentos!). Esperaram os meus familiares mais de 6 anos para ter uma criança adoptada. O miúdo já andou e a anda sob tratamento pedo-psiquiátrico etc etc. Já viram qual é o drama dos pais adoptivos?
Nunca vi nada igual. Não acredito que fossem capaz de devolver o miúdo, mas por certo que já devem ter pensado coitados. Haveria muito mais para contar mas não quero entrar em mais detalhes..

É só para levantar um pouco o véu sobre como é estar do outro lado. É um tema muito complexo, muito difícil de se falar, ainda mais difícil para se apontarem dedos...
 
Parece-me que o defeito neste caso está no "comprador" e não na "mercadoria".

Percebo que é complicado criar uma criança com problemas fisicos/mentais mas sou contra a escolha, não estamos a escolher mobília, estamos a falar de crianças...já lhes bastam terem sido rejeitadas pelos pais e agora ainda têm que se sujeitar a isto? [8b]

Apurem-se as responsabilidades porque este tipo de situações são inadmissíveis.
 
vsfce,

Respeito plenamente a tua opinião.

No entanto, tornar o processo cego só iria afastar as pessoas de adoptar, porque não queriam "arriscar na rifa":

- um gandulo de 15 anos que não respeita ninguém, quando idealizavam um bebé e de preferência uma menina
- um negro, quando isso seria motivo de exclusão social perante amigos e família (sim, não vamos ser ingénuos ao ponto de dizer que este tipo de racismo já não existe)
- um miúdo com paralisia cerebral e 99% de incapacidade,
- etc.

E aqueles que tentavam a sorte, muito provavelmente estavam sujeitos a uma situação de tal tensão que poderia culminar com o divórcio e mais um lar desfeito com o qual ninguém sairia a ganhar.

No meu caso, e mais uma vez desculpem o meu egoísmo, se essas fossem as regras, preferia não adoptar e assim se perderia um lar e uma família nuclear funcional.
 
Se o banhas empranhasse a mulher e nascesse uma criança esquizofrénica, o que é que lhe faziam, afogavam-na????

O que está em causa é o egoismo das pessoas, um filho é sempre um filho, com problemas maiores ou mais pequenos, e quando este casal se candidatou à adopção era, supostamente para poderem dar o amor e carinho de pais. Ou só as crianças bonitas e saudáveis é que têm direito a serem felizes?

Sempre podes passar das palavras aos actos e ires lá adoptar a criancinha.
 
vsfce,

Respeito plenamente a tua opinião.

No entanto, tornar o processo cego só iria afastar as pessoas de adoptar, porque não queriam "arriscar na rifa":

- um gandulo de 15 anos que não respeita ninguém, quando idealizavam um bebé e de preferência uma menina
- um negro, quando isso seria motivo de exclusão social perante amigos e família (sim, não vamos ser ingénuos ao ponto de dizer que este tipo de racismo já não existe)
- um miúdo com paralisia cerebral e 99% de incapacidade,
- etc.

E aqueles que tentavam a sorte, muito provavelmente estavam sujeitos a uma situação de tal tensão que poderia culminar com o divórcio e mais um lar desfeito com o qual ninguém sairia a ganhar.

No meu caso, e mais uma vez desculpem o meu egoísmo, se essas fossem as regras, preferia não adoptar e assim se perderia um lar e uma família nuclear funcional.

Eu compreendo esse egoísmo, apesar de não concordar com o mesmo. Qualquer pessoa deseja ter um filho saudável e que cresça dentro dos valores/parâmetros aceites pela sociedade, no entanto, nem sempre isso acontece e é nesses casos que entra o amor incondicional. Esse amor deve prevalecer sobre qualquer doença, qualquer discriminação social, sobre tudo porque isso é ser Pai. É aceitar todas as virtudes/defeitos, é amar o seu filho e ajudá-lo a crescer e dar o melhor que podemos/sabemos...

Eu sei que se o processo fosse cego a maioria não arriscava, no entanto, o processo natural também é cego e não é por aí que as pessoas rejeitam os seus filhos...bem, alguns rejeitam mas esses para mim não são pais, são apenas procriadores.

Acho que no caso em questão também existe um estigma em relação à doença porque a esquizofrenia pode ser controlada e a criança pode ter uma vida normal, desde que nunca lhe falte a compreensão e o amor dos pais.

Eu sei que a maioria partilha a tua visão porque é mais fácil adoptar uma criança saudável e que cumpra determinados parâmetros para a sua inserção ser mais fácil, no entanto, surgirão sempre dificuldades na educação de uma criança e não é por evitar essas dificuldades no imediato que elas não poderão surgir futuramente, portanto, para mim quem não está preparado/predisposto a aceitar essas dificuldades agora também não o estará se elas eventualmente surgirem no futuro.

Mas, e para que fique claro, não sei se neste caso em concreto os pais sabiam da existência desta doença, portanto, caso soubessem deviam ser proibidos de voltar a adoptar, caso não soubessem e se não estivessem predispostos a adoptar uma criança com esta doença devem apurar-se responsabilidades porque no meio disto tudo, a única pessoa que sai bastante prejudicada é a criança.
 
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