A questão que eu deixo é:
O que é para vocês inovar ?
É que eu arranjo já aqui fotos de um FIAT Uno com um interior cheio de cromados e isso o pessoal diz logo que é xuning, mas aqui já não é...
Ao menos sejam coerentes.
É que bota cromados à parva para mim não é inovação, é simplesmente o contrário do bom design que é o mais simples possível, veja-se a Apple.
Quanto aos interiores de quase todos os carros serem aborrecidos:
Já ouviram falar em ergonomia ?
É que até agora ainda não se sabe até que ponto este interior é ergonómico, a mim não me parece nada, é tudo uma grande salganhada.
Acham aquele tipo de jante bonito ?
Tudo bem, mas ao menos assumam que gostam também de jantes iguais mas aftermarket, se não estão apenas a ser hipócritas.
Para terminar:
Só tiro o chapéu à Citroen num ponto, de facto é uma jogada ousada e arriscada, e isso pouco se tem visto pois até mesmo a Alfa está um pouco mais contida, veja-se o "Giuli".
Estás a confundir ergonomia e antropometria com estilização e funcionalidade.[

] Existe alguma profusão de botões, mas não um mau design e muito menos disfuncional ou não ergonómico.
Depois ficaste-te pelos cromados (principalmente das últimas fotografias, porque noutras versões surge em madeira e os cromados ficam-se por alguns apontamentos mais discretos). Se vires as formas sem diferenciação de materiais ou cores num todo monocolor, terás claramente de bater na boca porque proferiste muitas incongurências. Ficaste ofuscado com os cromados e isso cegou-te (eu também não sou fã dos cromados[

]).
Olha para as formas, as texturas, o encontro entre os materiais e a continuidade/descontinuidade programada das superfícies e vincos e repara como tudo foi bem pensado. Os bancos transpiram ergonomia mas também o trabalhado bracelete é bastante curioso e inovador. Achas que as formas trapezoidais dos aros do painel de instrumentos que se reptem nos respiradores, nas pegas das portas no monitor, no painel da consola, nos cromados multifunções do volante, no botão Start/Stop, junto aos apoios de cabeça, foram desenhados ao acaso? Mas a combinação de materiais está sublime. Eu olho para o interior do novo BMW X3 e vejo ali um falhanço de design interior que é de bradar aos céus. Então a colocação forçada daquele friso insosso no tabliê é de fugir. Sabes, o demasiado folcrore atrapalha, mas a demaisada indistinção também confunde.
Os botões do tejadilho e do túnel central com um prático empurrar para diante, evocando a aeronáutica, não deixam de ter um funcionamento muito mais intuitivo do que o comum pequeno botão que se tem de encontrar e clicar.
Há que esperar pelo carro e ver da sua funcionalidade.
As jantes a serem confundidas com jantes aftermarket é um claro exagero. Estas não são a pimbalhada com que estás a comparar. Existe ali um claro trabalhado de materiais e formas alternativas que nada têm a ver com um certo xuning que se encontra nas jantes alternativas que representam uma caricatura daquelas que vêm de série. Estas jantes usam geometrizações elípticas e parabólicas que evocam o movimento dentro do movimento. Nota-se claramente o jogo polido e o mate num entrançar como quando um gelado dois sabores cai e escorre fuidamente sobre o cone.
O listel cromado exterior que vem do pilar B até à óptica falhou e espero que seja opcional, mas se eles estiverem atentos às críticas eliminá-lo-ão no facelift.
Eh pá, há ali muita coisa boa e má, mas também vai dos gostos de cada um e da impressão que iremos ter ao vê-lo ao vivo.
Compreendo que alguns pormenores não te agradem e certamente que alguns deles não foram conseguidos da melhor maneira, mas, segundo o meu ponto de vista, a tua análise foi radical. Nem tudo ao mar nem tudo à terra.[

]