Ministra nega erros nos exames
2006/07/19 | 22:38
E justifica excepção a Química e Física com notas baixas
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, reiterou hoje a inexistência, «no geral», de erros nos exames nacionais do secundário e afastou a possibilidade de serem apuradas responsabilidades nos serviços da tutela, noticia a agência Lusa.
«Está completamente fora de causa. Como disse, os exames, no geral, correram bem», afirmou em entrevista à SIC, quando questionada sobre um eventual apuramento de responsabilidade junto dos serviços do Ministério da Educação.
A Sociedade Portuguesa de Química e Associação Portuguesa de Professores de Matemática tinham denunciado, na semana passada, a existência de «incorrecções nos enunciados, alguma confusão na formulação das perguntas (...) e desajustamento entre o tempo estipulado para a realização da prova e o efectivamente necessário».
Apesar das denúncias, o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do ME nunca reconheceu a existência das falhas, admitindo apenas, no caso de Química e de Física, a possibilidade de ter havido «uma apropriação insuficiente do novo programa por parte de professores, alunos e manuais».
«Os relatórios técnicos dizem que não houve erros. Há, por vezes, controvérsias em relação ao conteúdo e isso é normal em ciência», acrescentou a ministra.
Maria de Lurdes Rodrigues justificou ainda a repetição dos exames relativos aos novos programas de Física e Química, sem prejuízo para os alunos no acesso ao Ensino Superior, com um «grau de ruptura» entre o programa novo e o antigo daquelas duas disciplinas.
«Havia uma situação de desvantagem em relação aos alunos do programa antigo, que apresentavam maior possibilidade de treino e preparação», justificou, salientando que os programas foram este ano testados pela primeira vez.
Um despacho do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, emitido na semana passada, determinou que estes alunos podem à mesma concorrer à primeira fase de acesso ao ensino superior, na qual há mais vagas disponíveis, apesar de beneficiarem de uma segunda oportunidade nos exames, contando a melhor das notas obtidas para a candidatura à universidade.
A excepção foi justificada pelo Ministério com o facto dos alunos terem alcançado nas duas provas um «valor médio relativamente baixo e muito inferior ao verificado no ano passado» (médias de 6,9 valores a Química e 7,7 a Física) e ainda por se tratarem de programas novos, testados este ano pela primeira vez em exame nacional do 12º.
Contudo, as justificações apresentadas não convenceram pais, sindicatos e partidos políticos, que alegam que o mesmo argumento pode ser aplicado noutras disciplinas nas mesmas condições e, por isso, acusam a tutela de discriminação.
A ministra reportou ainda para Setembro uma «análise e avaliação exaustiva ao que se passou», juntamente com os departamentos disciplinares das escolas.
Maria de Lurdes Rodrigues desloca-se quinta-feira ao Parlamento para um debate de urgência sobre a forma como correram os exames nacionais do ensino secundário, solicitado pelo PSD.
EXCELENTE MINISTRA[^][^][^].
Os teus argumentos, Sr. Zerorpm-Sinatra, vê na sequência dos ultimos meses.
Farto destas demagogias básicas.