Mais uma deixa......
"As estruturas sindicais da Função Pública rejeitaram unanimemente, ontem, a possibilidade de os dirigentes dos serviços negociarem com os candidatos a um posto de trabalho a sua remuneração. Esta hipótese está consagrada na proposta governamental para o futuro modelo de carreiras, vínculos e remunerações, havendo a promessa do Governo de que o novo sistema terá limites.
"O modelo proposto prevê que, dentro de determinadas regras e limites, os dirigentes possam fixar a remuneração do candidato", explicou o secretário de Estado da Administração Pública, sublinhando que estes limites vão ser fixados na lei e nos instrumentos de negociação colectiva.
O Governo pretende que, dentro das disponibilidades orçamentais do serviço, o respectivo dirigente possa indicar, por escrito, a posição remuneratória na carreira ou categoria que o candidato vai ocupar. Se este recusar, o mesmo valor é oferecido ao segundo classificado. Para os sindicatos, esta possibilidade fará com que, na prática, ocupe o lugar, não o melhor classificado, mas o que aceitar trabalhar por menos dinheiro.
Para Nobre dos Santos, da Fesap, este sistema - que classificou de "inqualificável" - assemelha-se a um leilão. Ana Avoila, da Frente Comum , também antevê que o novo modelo vá originar uma "completa falta de transparência" e "injustiças" salariais. Para o STE, a possibilidade de os dirigentes atribuírem a remuneração que "bem entenderem" tem de ser rejeitada."