Função Pública... Funcionários públicos com privacidade ameaçada...

Se usarmos uma lente de aumentar, esta reforma permite traçar um retrato aproximado do «funcionário público ideal»: menos de 40 anos, licenciado ou com formação especializada, leal, zeloso, empenhado e flexível, com espírito de equipa e adaptabilidade de horários, bom domínio de línguas e novas tecnologias, sujeito a avaliação de desempenho criteriosa e progressão na carreira consoante o mérito, tendencialmente admitido em regime de Contrato Individual de Trabalho. ...

Esqueceram-se de um pormenor que eu vou tomar a liberdade de acrescentar:

.... bem pago!


PS. Bem .... em 2009 ainda vou ter 40 anos durante uns mesitos ....[;)]
 
Mais uma deixa......
"As estruturas sindicais da Função Pública rejeitaram unanimemente, ontem, a possibilidade de os dirigentes dos serviços negociarem com os candidatos a um posto de trabalho a sua remuneração. Esta hipótese está consagrada na proposta governamental para o futuro modelo de carreiras, vínculos e remunerações, havendo a promessa do Governo de que o novo sistema terá limites.
"O modelo proposto prevê que, dentro de determinadas regras e limites, os dirigentes possam fixar a remuneração do candidato", explicou o secretário de Estado da Administração Pública, sublinhando que estes limites vão ser fixados na lei e nos instrumentos de negociação colectiva.
O Governo pretende que, dentro das disponibilidades orçamentais do serviço, o respectivo dirigente possa indicar, por escrito, a posição remuneratória na carreira ou categoria que o candidato vai ocupar. Se este recusar, o mesmo valor é oferecido ao segundo classificado. Para os sindicatos, esta possibilidade fará com que, na prática, ocupe o lugar, não o melhor classificado, mas o que aceitar trabalhar por menos dinheiro.

Para Nobre dos Santos, da Fesap, este sistema - que classificou de "inqualificável" - assemelha-se a um leilão. Ana Avoila, da Frente Comum , também antevê que o novo modelo vá originar uma "completa falta de transparência" e "injustiças" salariais. Para o STE, a possibilidade de os dirigentes atribuírem a remuneração que "bem entenderem" tem de ser rejeitada."

A maior parte das recusas de todo e qualquer tipo de reforma é fascinante por duas razões:

1) Nunca se ouviu aos opositores qualquer contra-proposta construtiva

2) As razões das recusas são sempre curiosas. Se forem a analisar bem , são quase sempre elas próprias grandes manifestações de desconfiança à própria FP e dos seus quadros. Passam verdadeiros atestados de incompetência à própria estrutura e organização, o que só por si diz quase tudo.
 
A maior parte das recusas de todo e qualquer tipo de reforma é fascinante por duas razões:

1) Nunca se ouviu aos opositores qualquer contra-proposta construtiva

2) As razões das recusas são sempre curiosas. Se forem a analisar bem , são quase sempre elas próprias grandes manifestações de desconfiança à própria FP e dos seus quadros. Passam verdadeiros atestados de incompetência à própria estrutura e organização, o que só por si diz quase tudo.

Na Função Pública ou noutro lugar qualquer que faz a imagem é quem ocupa o respectivo lugar.
 
Última edição:
A maior parte das recusas de todo e qualquer tipo de reforma é fascinante por duas razões:

1) Nunca se ouviu aos opositores qualquer contra-proposta construtiva

Pelos vistos, a contraproposta é... manter tudo como está. :)

Mas... o que interessa a opinião dos FPs e dos Sindicatos? Quem decide é o Governo!

Isso de culpar os sindicatos e os FPs pelos males do estado é uma falácia BRUTAL. Só temos os males actuais no estado por culpa... dos governos.

E no topo da lista, está um senhor chamado Guterres...
 
Na Função Pública ou noutro lugar qualquer que faz a imagem é que ocupa o respectivo lugar.
Estive aqui a ler numa revista de informática àcerca de um "teste" (não científico) feito no sentido de saber-se onde, entre outros aspectos, se fazia o melhor atendimento nas diversas lojas de informática!

O resultado é, no mínimo, estonteante e injustificável (...), pois, independentemente do local, os funcionários das várias lojas de grandes superfícies contactados parece que não querem vender, não sabem fazê-lo, atendem "a despachar" o cliente, não conhecem o produto que vendem nem têm conhecimentos específicos na matéria, dão respostas erradas sobre os produtos, etc...

E, note-se, não estou a falar da Função Pública, estou a falar de um "estudo" feito por uma revista de informática junto de lojas da especialidade em algumas grandes superfícies comerciais!

É o povo que somos que determina isto, não é a Função Pública que, no geral, funciona mal!...
 
Estive aqui a ler numa revista de informática àcerca de um "teste" (não científico) feito no sentido de saber-se onde, entre outros aspectos, se fazia o melhor atendimento nas diversas lojas de informática!

O resultado é, no mínimo, estonteante e injustificável (...), pois, independentemente do local, os funcionários das várias lojas de grandes superfícies contactados parece que não querem vender, não sabem fazê-lo, atendem "a despachar" o cliente, não conhecem o produto que vendem nem têm conhecimentos específicos na matéria, dão respostas erradas sobre os produtos, etc...

E, note-se, não estou a falar da Função Pública, estou a falar de um "estudo" feito por uma revista de informática junto de lojas da especialidade em algumas grandes superfícies comerciais!

É o povo que somos que determina isto, não é a Função Pública que, no geral, funciona mal!...

Ora pois![;)]

Um dos sitios onde já fui mais mal atendido foi numa loja da vodafone.
Só faltou dizerem que tinha roubado o telefone .....
 
Estive aqui a ler numa revista de informática àcerca de um "teste" (não científico) feito no sentido de saber-se onde, entre outros aspectos, se fazia o melhor atendimento nas diversas lojas de informática!

O resultado é, no mínimo, estonteante e injustificável (...), pois, independentemente do local, os funcionários das várias lojas de grandes superfícies contactados parece que não querem vender, não sabem fazê-lo, atendem "a despachar" o cliente, não conhecem o produto que vendem nem têm conhecimentos específicos na matéria, dão respostas erradas sobre os produtos, etc...

E, note-se, não estou a falar da Função Pública, estou a falar de um "estudo" feito por uma revista de informática junto de lojas da especialidade em algumas grandes superfícies comerciais!

É o povo que somos que determina isto, não é a Função Pública que, no geral, funciona mal!...
Tb li isso, foi a exame informática que fez esse estudo.

Mas isso é só a consequência de se querer manter o mercado de trabalho com a mais baixa formação possível, há uma cultura de ignorância nas escolas, as empresas não dão formação e assumem que a haver [formação] tem de ser nas horas vagas e pagas pelos trabalhadores.

Temos de mudar mentalidades, pensar no futuro e mudar a educação, pensar no presente e condicionar atitudes com uma justiça mais rápida e isenta, criar bases estáveis no país para não pôr o futuro em causa e dar melhores condições de vida as pessoas.

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Tb li isso, foi a exame informática que fez esse estudo.

Mas isso é só a consequência de se querer manter o mercado de trabalho com a mais baixa formação possível, há uma cultura de ignorância nas escolas, as empresas não dão formação e assumem que a haver [formação] tem de ser nas horas vagas e pagas pelos trabalhadores.

Temos de mudar mentalidades, pensar no futuro e mudar a educação, pensar no presente e condicionar atitudes com uma justiça mais rápida e isenta, criar bases estáveis no país para não pôr o futuro em causa e dar melhores condições de vida as pessoas.

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Exactamente!
 
Estive aqui a ler numa revista de informática àcerca de um "teste" (não científico) feito no sentido de saber-se onde, entre outros aspectos, se fazia o melhor atendimento nas diversas lojas de informática!

O resultado é, no mínimo, estonteante e injustificável (...), pois, independentemente do local, os funcionários das várias lojas de grandes superfícies contactados parece que não querem vender, não sabem fazê-lo, atendem "a despachar" o cliente, não conhecem o produto que vendem nem têm conhecimentos específicos na matéria, dão respostas erradas sobre os produtos, etc...

E, note-se, não estou a falar da Função Pública, estou a falar de um "estudo" feito por uma revista de informática junto de lojas da especialidade em algumas grandes superfícies comerciais!

É o povo que somos que determina isto, não é a Função Pública que, no geral, funciona mal!...

Não funciona mal. Até funciona bem. Se me tratam mal numa loja nunca mais lá ponho os pés, perdem dinheiro e se tratam mal os restantes clientes fecham a barraca.
 
Temos de mudar mentalidades, pensar no futuro e mudar a educação, pensar no presente e condicionar atitudes com uma justiça mais rápida e isenta, criar bases estáveis no país para não pôr o futuro em causa e dar melhores condições de vida as pessoas.

Temos que mudar quase tudo, as mentalidades, o profissionalismo, a competência, a atitude, a produtividade, etc, etc

Ainda ontem fiquei chocado. Subscrevo um pequeno serviço nos EUA, extremamente barato só para fazer umas experiências, nunca me preocupei com a qualidade do suporte dado os 4 ou 5 dolares que aquilo custa por mês.

Mas mesmo assim, apesar de ser um serviço barato/segmento low cost, supostamente sem grandes exigências, ontem tive um problema e abri um ticket de suporte. Aqui eram 10 da manhã, mas lá eram 03:00 da madrugada. Para meu espanto, 6 minutos depois estava a receber a resposta a dizer que o problema estava resolvido.

É uma realidade impensável por cá, e nem estou a comparar ao Estado/FP , estou mesmo a comparar ao nosso sector privado. Ainda o ano passado estive 3 dias à espera que a Telepac resolvesse um pequeno e insignificante problema de email dum cliente meu.
 
Temos que mudar quase tudo, as mentalidades, o profissionalismo, a competência, a atitude, a produtividade, etc, etc

Ainda ontem fiquei chocado. Subscrevo um pequeno serviço nos EUA, extremamente barato só para fazer umas experiências, nunca me preocupei com a qualidade do suporte dado os 4 ou 5 dolares que aquilo custa por mês.

Mas mesmo assim, apesar de ser um serviço barato/segmento low cost, supostamente sem grandes exigências, ontem tive um problema e abri um ticket de suporte. Aqui eram 10 da manhã, mas lá eram 03:00 da madrugada. Para meu espanto, 6 minutos depois estava a receber a resposta a dizer que o problema estava resolvido.

É uma realidade impensável por cá, e nem estou a comparar ao Estado/FP , estou mesmo a comparar ao nosso sector privado. Ainda o ano passado estive 3 dias à espera que a Telepac resolvesse um pequeno e insignificante problema de email dum cliente meu.
Eu estou à espera há cerca de mês e meio que me enviem, de uma empresa de vendas online portuguesa, uma porcaria de um simples cabo de dados para o meu Nokia 6600, que garantem no site demorar entre 24 a 48 horas no envio, mas que sempre que ligo para lá me é garantido que está o problema da demora está resolvido e que logo que o produto seja colocado nos correios me telefonam a avisar...

Continuo à espera! A última vez que liguei para lá foi na quinta feira de manhã e garantiram-me, deram-me a palavra (quem me atendeu), que ainda nesse mesmo dia me davam a resposta, embora a mesma só devesse ser possível depois de almoço! Passou quinta, passou sexta, está a passar o Sábado...[8b] [8b] [8b] [8b] [8b]

Epá, deixam lá a Função Pública em paz, porque incompetentes há-os em todo o lado!
 
Não funciona mal. Até funciona bem. Se me tratam mal numa loja nunca mais lá ponho os pés,(...)
Temos que mudar quase tudo, as mentalidades, o profissionalismo, a competência, a atitude, a produtividade, etc, etc

(...)

É uma realidade impensável por cá, e nem estou a comparar ao Estado/FP , estou mesmo a comparar ao nosso sector privado. Ainda o ano passado estive 3 dias à espera que a Telepac resolvesse um pequeno e insignificante problema de email dum cliente meu.
O que está aqui em causa é isso mesmo, não só a mentalidade de quem trabalha, mas de quem arrasta o país para o fundo por não querer modernizar.

Com todos os avanços em tecnologia que há, por cá continua-se a gerir e a trabalhar com uma burocracia absurda, com meios arcaicos e desadequado, quem sugere alterações é olhado como ave rara ou ignorado e apesar das insistentes propostas para acabar com formulários e maneirismos próprios do Sec XIX, eles continuam a vingar.

Apenas pq quem decide está condicionado nessa mentalidade arcaica, a minha experiência de trabalho com os Alemães da FAA, deu para perceber muito do errado na maneira de gerir Portuguesa, por cá pede-se que as pessoas façam de tudo sem formação num "desenrascar" obrigatório, por cá nunca se absorve a opinião dos colaboradores pq o síndroma do "quero posso e mando" fala mais alto, aprende-se em casa com a família, refina-se nos colégios privados da elite, pratica-se no estado e nas empresas, minando as instituições e o país.

Com eles todas as opiniões são bem vindas, mesmo de pessoas que tenham outras funções, pq a experiência de vida é/pode ser uma mais valia.

Não há pessoas a desempenhar tarefas sem terem recebido formação, nem como cá, quem faça o trabalho de três pessoas, lá quem gere cede o "comando das operações" a quem sabe mais do eles e não se sente diminuído por isso.

Mas há tb uma diferença importantíssima, o sindicato lá é um verdadeiro parceiro social (por força da grande adesão das pessoas) e não uma entidade que é chamada a estar presente nas negociações com governos só pq está na lei.



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O que está aqui em causa é isso mesmo, não só a mentalidade de quem trabalha, mas de quem arrasta o país para o fundo por não querer modernizar.

Com todos os avanços em tecnologia que há, por cá continua-se a gerir e a trabalhar com uma burocracia absurda, com meios arcaicos e desadequado, quem sugere alterações é olhado como ave rara ou ignorado e apesar das insistentes propostas para acabar com formulários e maneirismos próprios do Sec XIX, eles continuam a vingar.

Apenas pq quem decide está condicionado nessa mentalidade arcaica, a minha experiência de trabalho com os Alemães da FAA, deu para perceber muito do errado na maneira de gerir Portuguesa, por cá pede-se que as pessoas façam de tudo sem formação num "desenrascar" obrigatório, por cá nunca se absorve a opinião dos colaboradores pq o síndroma do "quero posso e mando" fala mais alto, aprende-se em casa com a família, refina-se nos colégios privados da elite, pratica-se no estado e nas empresas, minando as instituições e o país.

Com eles todas as opiniões são bem vindas, mesmo de pessoas que tenham outras funções, pq a experiência de vida é/pode ser uma mais valia.

Não há pessoas a desempenhar tarefas sem terem recebido formação, nem como cá, quem faça o trabalho de três pessoas, lá quem gere cede o "comando das operações" a quem sabe mais do eles e não se sente diminuído por isso.

Mas há tb uma diferença importantíssima, o sindicato lá é um verdadeiro parceiro social (por força da grande adesão das pessoas) e não uma entidade que é chamada a estar presente nas negociações com governos só pq está na lei.



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E, paralelamente, agora vai subir-se o nível da escolaridade mínima para o 12º ano, desvalorizando este e deixando na mesma a lacuna mais importante, o ensino profissionalizante, pois que mais importante do que ter desempregados com o 12º ano, ou formação superior, é ter empregados com formação de base para saberem fazer, pessoas aptas a funcionar e a fazer funcionar! É disso que o país precisa, em vez de ter "doutores" a varrer ruas para poderem comer...
 
Reformas, qual reforma?

Reformas, qual reforma?

E, paralelamente, agora vai subir-se o nível da escolaridade mínima para o 12º ano, desvalorizando este e deixando na mesma a lacuna mais importante, o ensino profissionalizante, pois que mais importante do que ter desempregados com o 12º ano, ou formação superior, é ter empregados com formação de base para saberem fazer, pessoas aptas a funcionar e a fazer funcionar! É disso que o país precisa, em vez de ter "doutores" a varrer ruas para poderem comer...
Mas quando se fala em reformas ou estão contra ou dizem que devem ser feitas devagar. E depois ficamos nisto. [:cool:]

Os Doutores são uns burros e os burros até perdem o qualificativo.

Já ouviram falar de reformas no Ensino, Justiça e Saúde ? Para começar, já não seria mau...
 
Mas quando se fala em reformas ou estão contra ou dizem que devem ser feitas devagar. E depois ficamos nisto. [:cool:]

Os Doutores são uns burros e os burros até perdem o qualificativo.

Já ouviram falar de reformas no Ensino, Justiça e Saúde ? Para começar, já não seria mau...
Mas é progressivamente que tem de ser feito, já que o não tem sido de todo! À pressa é à velha moda portuguesa, deixar para o último dia e, depois, correr, esperando que fique bem feito...
 
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