Função Pública... Funcionários públicos com privacidade ameaçada...

Talvez porque ainda ninguém tenha explicado a um funcionário do sector privado quais as regalias de um funcionário do sector público, tal como está a acontecer agora. [:D]
Hummm, mas os trabalhadores do privado precisam que lhes expliquem as coisas por esse prisma?...[:D] [:D] [:D]

Bem me parecia que haviam diferenças...
 
Hummm, mas os trabalhadores do privado precisam que lhes expliquem as coisas por esse prisma?...[:D] [:D] [:D]

Bem me parecia que haviam diferenças...

Tou a ver que essas regalias não podem é sair cá para fora, mas tá bom, eu até compreendo, afinal já tive colegas meus a fazer outsourcing em instituições públicas e já deu para ter uma ideia. [:D]
 
Talvez porque ainda ninguém tenha explicado a um funcionário do sector privado quais as regalias de um funcionário do sector público, tal como está a acontecer agora. [:D]

O google está cá para todos!

PS: Isto para mim não é uma "batalha" entre publico e privado. Só acho é que a função publica em Portugal está no minimo um CAOS, e não me parece nada prejudicial estas propostas.
 
As palavras do Henkel fazem supor que a FP tem alguma coisa melhor que o sector privado. Caso contrário não se pedia para ter igual à FP. Ou não é verdade?

Não fazem supor nada disso.


Aqui o que se pede é tão somente, que as empresas cumpram a lei e não se sirvam do desconhecimento desta, por parte dos trabalhadores para os explorar,
porque a relação que eles tem com a entidade patronal é uma relação de confiança que eles acreditam ser mutua.

Confiança essa que acaba por ser traída nas primeiras falências (mesmo quando os trabalhadores sabem que a empresa tem viabilidade).

Isto apesar de muitas vezes os trabalhadores não estarem organizados e não terem consciência de que só organizados podem lutar pelos seus direitos, acreditam que a empresa vai cuidar deles como eles cuidam de manter a empresa.



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Não fazem supor nada disso.


Aqui o que se pede é tão somente, que as empresas cumpram a lei e não se sirvam do desconhecimento desta, por parte dos trabalhadores para os explorar,
porque a relação que eles tem com a entidade patronal é uma relação de confiança que eles acreditam ser mutua.

Confiança essa que acaba por ser traída nas primeiras falências (mesmo quando os trabalhadores sabem que a empresa tem viabilidade).

Isto apesar de muitas vezes os trabalhadores não estarem organizados e não terem consciência de que só organizados podem lutar pelos seus direitos, acreditam que a empresa vai cuidar deles como eles cuidam de manter a empresa.



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Acontece que os funcionários públicos estão abrangidos por um diferente código de trabalho:

Férias

Vínculo Público
Os funcionários públicos têm direito a 25 dias úteis de férias. No entanto, os dias de férias aumentam com a antiguidade e com a idade do funcionário, atingindo, no máximo, 31 dias úteis. Ou seja, por cada dez anos de serviço, os funcionários têm direito a mais um dia de férias. Quando atingem os 39 anos, os 49 e depois os 59 somam, de cada vez, mais um dia.

Contrato de Trabalho
Os trabalhadores a contrato seguem o Código do Trabalho. Por isso, têm direito a 22 dias úteis de férias, que podem ser aumentados até 25 dias, dependendo da sua assiduidade. Se faltarem três dias durante um ano, só terão direito a mais um dia de férias. Se faltarem duas vezes, têm mais dois dias e se só faltarem um dia têm direito a gozar mais três dias de férias.


Horários

Vínculo Público
Na função pública, a lei estipula que o horário de trabalho não pode exceder as 35 horas semanais ou sete horas diárias. Assim, por exemplo, o funcionário público entra ao serviço às nove horas da manhã e sai às 17 horas, com uma hora para almoço. Em alguns casos, fazem a chamada “jornada completa”, saindo do trabalho uma hora mais cedo.

Contrato de Trabalho
O pessoal contratado tem de trabalhar mais uma hora por dia ou cinco horas por semana do que o trabalhador com vínculo público. O Código do Trabalho estipula 40 horas semanais, ou seja, oito horas de trabalho por dia. Por exemplo, um trabalhador contratado entra às nove horas da manhã e sai às 18 horas, com uma hora para almoço.


Despedimentos

Vínculo Público
No Estado, os trabalhadores podem ser despedidos por motivos disciplinares e de duas formas: ou por aposentação compulsiva, ou por demissão, mas em ambos os casos, a cessação do vínculo é sempre precedida de um processo disciplinar em que o arguido poderá ter um advogado para o auxiliar na defesa das suas acções.

Contrato de Trabalho
De acordo com o Código do Trabalho, os trabalhadores podem ser despedidos por um facto que lhes é imputável, por despedimento colectivo, extinção do posto de trabalho ou ainda inadaptação a novos instrumentos do trabalho. Tal como no Estado, o processo disciplinar tem que provar que o trabalhador tem culpa.

http://diarioeconomico.sapo.pt/edic...on_impresa/economia/pt/desarrollo/747929.html

Está errado? Façam o favor de corrigir. :)
 
Mas há muita gente que gostava, pois sem regras para cumprir é muito melhor...[8b] [8b] [8b]

Eu sei, eu sei!

E os gajos das Inspecções não vão estar sujeitos ao regime de contrato de trabalho!!! Vão ficar em regime de nomeação definitiva!

Portanto pessoal toca a declarar os rendimentos todos senão está tudo feito!!!!
[:D] [:D] [:D] [:D] [:D]
 
Ora aí está, não percebo porque é que a FP não pode nivelar com o sector privado se os previlégios são iguais. [:D]


Mas queres nivelar com qual privada ?

Com aquela que paga a tempo e horas ou com aquela das empresas falidas e dos carros topo de gama .....???

Isso de nivelar a FP seja com quem for é uma grande tanga.
O que é um facto é que quem criou o "tal monstro" de que tanto se fala se calhar foram os nossos governantes dos ultimos 20/25 anos.
Quanto é que eram funcionários publicos ? Se calhara não eram muitos .....

Foram eleitos pelo povinho (onde eu me incluo), adaptaram e alteraram as Leis as admissões e outras confusões ....... aos seus interesses pessoais depois perderam as eleições e voltaram à sua vidinha ..... (Claro que não podemos generalizar estes comportamentos ......)

Claro que chega um dia em que alguém têm que dar um murro na mesa e bem ou mal cortar a direito ......

Já não me lembro onde é que li que iam fechar ou fecharam uma maternidade .....
Passado uns dias já havia um projecto de uma série de empresários com um estudo com o número de partos previstos por ano e do investimento a fazer para contruir uma maternidade privada que ficaria pronta em 2008 ou 2009 ..... brincamos ??????
Claro que tb não podemos dizer que em todos os casos vai acontecer isto, mas quando se chega a um ponto em que tem de se cortar a direito corre-se o risco de errar ......
 
FP, uma nova casta de Intocáveis

FP, uma nova casta de Intocáveis

Peço desculpa por não ter acompanhado este tema, mas o que é preciso dizer é simples e em poucas palavras.

A população activa em Portugal é de 5,587,300 pessoas, sendo que dessas 737,774 são FP. Ou seja, 13.2%.

Significa que há 4,849,526 pessoas, 86.8% da população activa que tem uma situação de trabalho a caminho da precaridade.

Contrariamente ao argumento aqui usado, a tal cassete, a maioria são pessoas de bem. Trabalhadores e Empresários.

Porque razão, estão todos eles sujeitos às normais regras de mercado?

Porque razão uma minoria, tem condições que mais ninguém tem?

Em especial quando o seu próprio trabalho é posto em causa por tudo e por todos?

Porque razão, essa minoria que vive com o único objectivo de servir os outros, vive como se estivessem no reino da fantasia?

Porque razão, sabendo da crise do Estado em rentabilizar essa imensa minoria, se julgam ao abrigo de todas as intempérides?

Porque razão, serão os outros a aguentar tudo isto, porque ao fim e ao cabo são eles a SUSTENTAR esta enorme massa que muitas vezes se mostra ineficiente?

Gostava que um típico FP como o Pé Leve pudesse explicar a um funcionário com 20 anos de casa de uma empresa que subitamente fechou, que uns estão sujeitos às novas regras de mercado, mas outros continuam a viver num regime que lhes garante pertencer à tal casta de intocáveis.

Gostava de ver esses argumentos, despidos da tal cassete habitual.

Eu sei que estou a pedir demais, mas gostava que um dia se caminhasse para a tal justiça social.

Acabar com os previlégios.

E acreditem, que ter um emprego garantido para a vida, hoje em dia é um previlégio que em poucos países modernos se encontra.
 
Como tocar um Intocável?

Como tocar um Intocável?

Carlos, acontece que o que eles querem é que os previlégios sejam iguais para todos de forma a não os perder. ;)
Se ao menos fosse isso, a conversa teria um nível mais elevado. [;)]

Tenho um casal de amigos que há 5 anos foram de armas e bagagens para a Póvoa do Lanhoso, trabalhar na Lear.

No ano passado receberam uma carta a dizer que estavam no olho da rua.

Tiveram que mudar de sítio, vender a casa e fazerem-se à vida.

Esta é a realidade a que está sujeita a maioria da população nacional e mundial.

Mas é a tal realidade que confunde certas pessoas. Os tais Intocáveis, que aconteça o que acontecer não querem que as coisas mudem.
 
Se ao menos fosse isso, a conversa teria um nível mais elevado. [;)]

Tenho um casal de amigos que há 5 anos foram de armas e bagagens para a Póvoa do Lanhoso, trabalhar na Lear.

No ano passado receberam uma carta a dizer que estavam no olho da rua.

Tiveram que mudar de sítio, vender a casa e fazerem-se à vida.

Esta é a realidade a que está sujeita a maioria da população nacional e mundial.

Mas é a tal realidade que confunde certas pessoas. Os tais Intocáveis, que aconteça o que acontecer não querem que as coisas mudem.

Mas tu queres que as coisas mudem para eles ficarem pior ou para tu ficares melhor? i.e. em que é que a infelicidade de uns faz a felicidade de outros? Ou estás a dizer-me que se os funcionários públicos deixarem de ter certos direitos os do sector privado vão passar a ter mais? A mim está a parecer-me mentalidade de criança "Se eu não posso ter, os outros também não!"
 
"Porque razão, serão os outros a aguentar tudo isto, porque ao fim e ao cabo são eles a SUSTENTAR esta enorme massa que muitas vezes se mostra ineficiente"

Assim de repente parece que os FP não pagam impostos e contribuições obrigatórias para, por exemplo, contribuir no pagamento dos subsidios de desemprego dos outros...

Não se pense que reduzir a FP vai resolver problemas de fundo..não vai! Poderá, num breve período, maquilhar as contas do Estado, mas as pessoas que sairem, se não forem absorvidas no privado, apenas vão trazer menor consumo e consequente redução da procura interna.
 
Assim de repente parece que os FP não pagam impostos e contribuições obrigatórias para, por exemplo, contribuir no pagamento dos subsidios de desemprego dos outros...
Não é minha intenção trilhar essa via. A referência é feita num âmbito mais alargado.

Mas já agora, e sem desprimor pelos impostos que cada um paga, em que o IRS é idêntico nos escalões respectivos, mas no que toca a protecção na Saúde, Reforma e Desemprego as coisas são diferentes. No caso dos Privados, sobre a remuneração é entregue à Segurança Social 11.00 + 23.75% = 34.75%.

No Estado as contas são diferentes. Por um lado o Estado vê-se como um todo em que não faz sentido promover descontos que são em seu benefício. Aliás, os descontos em forma de Impostos são uma história recente da FP, mas está a mudar e deveria em nome da transparência, criar rubricas a imputar às verbas que irão ser transferîdas para os tais fundos de Solidariedade e Segurança Social. Assim, poderíamos comparar coisas comparáveis.

No fundo, os Subsídios de Desemprego não se limitam às verbas que uns e outros descontam. Quando não há dinheiro, é o OE a garantir a sobrevivência desses Fundos.
 
Quando eu faço uma intervenção, tento situar-me no contexto.

Será pedir muito para que faças o mesmo?

Diz-me onde e como a minha intervenção não está dentro do contexto. Eu respondi à tua participação onde disseste, e passo a citar:

"Mas é a tal realidade que confunde certas pessoas. Os tais Intocáveis, que aconteça o que acontecer não querem que as coisas mudem."

E eu pergunto: Tu queres que mude? Se sim, porquê? Que benefíco terás?
 
Diz-me onde e como a minha intervenção não está dentro do contexto. Eu respondi à tua participação onde disseste, e passo a citar:

"Mas é a tal realidade que confunde certas pessoas. Os tais Intocáveis, que aconteça o que acontecer não querem que as coisas mudem."

E eu pergunto: Tu queres que mude? Se sim, porquê? Que benefíco terás?
Assim está melhor.

A questão que está em discussão é, da mudança desejada pelas razões já muito discutidas, porque é que os FP não aceitam a mudança?

Não são os meus ou os teus benefícios que estaremos aqui a avaliar.

São os benefícios da Sociedade em geral.

Que se traduzem em coisas muito simples, e para começar em um melhor Estado. Que cumpra com aquilo que os cidadãos têm por direito e também por anseio.

Situação perfeitamente insuportável quando cerca de 80% são despesas com o pessoal.

Quando as carreiras não são estimuladas pelo mérito, mas por outros factores que este Governo quer combater e não consegue.

Quando as reestruturações de Serviços se tornam impossíveis devido à falta de mobilidade e da impossibilidade de captar os mais aptos e porque não os mais novos para a nobre missão de Serviço Público.

Por todo um conjunto de razões que poderá fazer este País funcionar melhor.

Porque não tenho dúvidas que quando a Educação, Saúde e Justiça estiverem a funcionar em pleno, ao nível do que se faz por essa Europa, este País terá então hipóteses de poder dar aos seus filhos as oportunidades que todos pensamos que merecemos.

Vale a pena ou não mexer na FP?

Eu entendo que sim, e para isso há que atacar frontalmente o estatuto de Intocáveis que parte dos seus componentes hoje têm. Sem isso, não há reforma possível.

E essa é uma batalha que vai ser longa, mas que acredito que ainda vou ver vencedora a ponto de este País poder andar para a frente.

Isto é o que temos para ganhar. Todos.
 
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