Mas quem se opôe à reformas são os próprios funcionários.
Passamos a vida a discutir isto.
Se reparares, há um comportamento típico nestes debates que passa pela
Discussão,
Negação,
Aceitação e Exploração. [

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Sim...:
Discussão - Entre funcionários públicos e pessoas que conhecem e compreendem por dentro o sistema e os que rejeitam liminarmente toda e qualquer explicação dada pelos primeiros, seja lá ela qual for;
Negação - Teimosa, da evidência de que os funcionários públicos não criaram a crise, não a embalaram, não a amamentaram e não são os seus progenitores;
Aceitação e exploração - De todas as políticas cegas contra os funcionários públicos, numa estranha, ou incompreensível solidariedade (ou desculpa...) para com este conjunto, grave, de ataques à humanização das relações de trabalho!...
O "vosso" erro, crasso e inconsistente, por reiterado e inamovível (sim, mais adjectivos...), é que seleccionaram, no que o vosso discurso deixa ver,
apenas e unicamente os funcionários públicos como os responsáveis por não vivermos num país melhor e mais justo para todos! É um bocado de falta de imaginação e de transversalidade na análise, que se pretenderia mais vasta!
Porquê? Porque, sim, alguns funcionários públicos são responsáveis, sim senhor, como o são alguns funcionários privados, alguns empresários, alguns políticos, alguns lobbies, alguns...
Ora, como é fácil perceber, essa não é
a verdade (ou a única e universal verdade) e nem é preciso "ir à China" (como se costuma dizer) para perceber-se isso mesmo!
Quanto muito, essa é, apenas, uma minúscula parte, um ínfimo componente de uma máquina estragada, danificada por outros responsáveis!...
O que eu gostaria de ver era os "liberais", para mostrarem que não estão só "de moca afiada" contra os funcionários públicos (como se esse fosse o único motivo a merecer atenção...), mais atentos ao vasto leque de variáveis, com um discurso revelador claramente de uma análise mais transversal das causas, da razão para o estado em que se encontra este país, sobretudo com mais atenção (e menos parcimónia...) para com a fuga ao fisco, para com a burocracia imposta pelo legislador (políticos), para com a estúpida e brutal carga fiscal (5% em comparação com Espanha, como é sabido e por exemplo) e, em função disso, que é o verdadeiro problema deste país, tomarem medidas, mostrarem o que realmente pensam fazer para corrigir esses abusos, em vez de atacarem, sistemática e cegamente, apenas os outros sectores produtivos, "arranhando" para os lados em vez de "arranharem" em frente!
Soa, perdoe-se-me, a alguma falta de coragem para dar o passo em frente e atacarem a raiz do problema, falta de coragem de que tanto acusam os funcionários públicos quando não querem abandonar a estabilidade que os liberais, como é óbvio, também não abandonarão sempre que possam!...
É estranho ser apenas essa a "vossa" preocupação, não achas?...[

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