Pode ser que tenhamos que ir os dois...
Se tiveres razão (confundes a realidade com desejos), irei.
E se não tiveres razão? Ou seja, se a tua profecia não se concretizar?
Não confundo realidade com desejo.

E antes que penses que sou um detractor da VW, deixa-me só dizer-te que passaram cá por casa todas as séries do Golf à excepção do V, até o velhinho mk1 marchou...fora outros modelos.
A minha tese é que se a VW está à espera de vender mais Golfs fazendo apenas um restyling profundo ao V, vai experienciar o velho ditado "o barato sai caro".
É que a concorrência está hoje muito mais forte que noutras gerações de sucesso - para não falar nos segmento C premium que surgiram entretanto - e a noção de value-for-money esfumou-se no início desta década.
Por isso, para voltar a conquistar a confiança dos condutores europeus vão precisar de um esforço bem maior que uns faróis, uma grelha e umas forras interiores novas.
Como referi, o único argumento realmente forte deste carro face ao V só poderá vir a ser o preço.
A "jusante", o Megane e o Astra estão a chegar - integralmente novos, ao contrário do Golf - o 308 e o C4 vendem como nunca a PSA vendeu (c/ fasquia de qualidade crescente) e a "montante" o Série1 e o A3 canibalizam fortemente as vendas nas versões mais altas, não esquecendo que o Scirocco vem tirar vendas à versão 3 portas, embora essas unidades "fiquem em casa".
Vai ser um sucesso! [

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O drama todo é que se a coisa correr mesmo mal, é mesmo provável que a estratégia seguinte passe pelo desaparecimento da sigla "Golf". Não seria a primeira nem a última vez.
Quando lançaram o Golf III, lembor-me de ler numa AH (ou Turbo :sh) ) uma frase do então CEO do grupo VW: "Em equipa que ganha, não se mexe" - referindo-se à evidente noção de robustez que o carro emanava na altura face aos seus concorrentes directos, nomeadamente os franceses (309, ZX e R19). O Astra F, lançado na mesma altura, não beliscou o 1º lugar do ranking europeu, embora se apresentasse numa enorme evolução face ao antecessor Kadett.
No Golf IV, o poderio manteve-se inicialmente evidente, mas quiseram dar o passo maior que a perna e os problemas de fiabilidade de algumas séries sujaram a reputação do modelo, situação agravada logo no lançamento do Golf V, com os problemas de montagem e - mais grave - que se conheceram no 2.0TDI.
Simultaneamente, quiseram ganhar tudo impondo preços indecorosos, ao mesmo tempo que a concorrência atacava fortemente com modelos muito atraentes e de qualidade crescente, a bom preço.
No caso do Golf VI, se quisessem ganhar, tinham mesmo que mexer na equipa.
Não mexeram, vamos ver se têm sorte...