Para mais tarde recordar
Para mais tarde recordar
Boas tardes a todos.
Após regressar da Alemanha, e dos necessários dias para descansar e pôr o sono em dia, aqui fica um resumo da minha aventura pela Europa, que espero possa ajudar alguém que ainda possa ter alguma dúvida depois de ler estas preciosas páginas.
Como já alguém aqui disse e bem, vão buscar as pipocas

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O carro (“sucata”) em questão era decididamente e já há algum tempo um BMW 120d. Frequentei regularmente o site oficial da BMW na Alemanha, que tem um excelente motor de busca de carros usados da marca. Teria de ser um carro vendido pela marca e com garantia EuroPlus.
Fui acompanhando a evolução dos preços e no final de Setembro decidi vender o carro que tinha e marquei voo para Estugarda com um mês de antecedência (50 euros mais taxas). Uma semana antes encetei contactos com alguns stands e decidi-me por um carro perto de Colónia. O vendedor satisfez todas as minhas perguntas e pedidos e ofereceu as matrículas, mas disse que para me reservar o carro durante esses 10 dias teria de fazer uma transferência como sinal. Embora não fosse minha ideia fazer as coisas desta maneira (“no money in advance!” [

]) acabei por fazer a transferência porque o carro era realmente um negócio muito bom, e o stand era oficial portanto os riscos eram poucos. Os contactos foram feitos por e-mail e pelo telefone quando necessário. Pedi-lhe que tivesse o carro pronto para entrega no dia combinado, com o COC, garantia, livrete e matrículas e ainda com o computador de bordo na língua inglesa.
Depois de tudo combinado reservei carro de aluguer (85 euros/ 1 dia) e hotel (68 euros/ 1 noite) com antecedência. Aqui nada de novo, apenas uma chamada de atenção: eu reservei o carro de aluguer pela Internet com o MBnet mas chegado lá queriam o cartão de crédito usado para reservar a caução de 750 euros, não serve VISA, e não fosse o familiar com que fui chegar-se à frente com um cartão de crédito a coisa não correria bem. Isto não vem explicado no site da Sixt quando se faz a reserva, o que acho mal feito.
Assim, no dia 1 da viagem voamos (eu e um familiar) para Estugarda pela GermanWings, chegámos lá sem atrasos e pegámos no carro (um Volvo C30, tendo eu alugado um do segmento abaixo – VW Golf) e fomos 360Km em direcção ao Norte (Colónia/Bona), pelas Autobahns, a maioria com limitação de velocidade a 120, para grande desgosto nosso…. Nunca é demais relembrar a preciosa ajuda do GPS que levámos. Cerca das 20h chegámos ao hotel e fomos ao centro de Colónia jantar. Comemos no Chicago Steakhouse, o qual recomendo.
Dia 2 pelas 8h30m da manhã estávamos no stand como combinado previamente, vimos o carro e fomos com a vendedora à ADAC e depois ao local de emissão das matrículas, onde tive de assinar a papelada toda. Eu estava à espera que isto estivesse tudo tratado, alguém me sabe dizer como eles fazem para emitir estes documentos sem ser necessário acompanhá-los? Será à base de “conhecimentos” nestes locais? Seja como for o processo foi rápido e às 11h30m já estava a sair do stand com a máquina e os papéis todos certinhos. Fomos entregar o carro de aluguer e partimos em direcção a Amsterdão (outra vez AE alemãs com limites…), onde tínhamos decidido passar o resto do dia e da noite. Foram cerca de 250 Km “neutros”, visto que este trajecto não nos aproximou nem nos distanciou de casa. Amsterdão é uma cidade espectacular, que para além dos óbvios “Red Light District” e “Space Cake” tem uma arquitectura fenomenal, mulheres muito bonitas e milhões de bicicletas… Valeu a pena visitar.
Dia 3 às 9h15m da manhã estávamos a sair do hotel nos arredores de Amsterdão em direcção a Portugal. Viemos sempre a conduzir 2h cada um, a cumprir escrupulosamente os limites de velocidade, com pausas de 10 minutos entre os turnos e pausas de 1h para almoço e jantar, ambos em França nas áreas de serviço. Perdemos cerca de 1h no trânsito em Paris porque o GPS calculou o caminho mais directo através da circular mais interna, que estava caótica às 3 da tarde. Uma referência negativa para os franceses que se recusam falar inglês e ainda conseguem ser mal educados… E outra para o jantar de 20 euros por pessoa numa A.S. francesa, no qual comi um bife destemperado e em sangue, com uma cola e um café… Dessa vez falámos espanhol com o empregado… Alemanha, Holanda e Bélgica falei sempre em inglês e sem quaisquer problemas. Cerca das 23h30 estávamos a entrar em Espanha pelos Pirinéus a norte e aqui apanhámos uma série de túneis, o GPS ficou sem sinal e falhámos uma saída, perdemos cerca de 45 minutos em estradas secundárias no meio do país Basco :S até chegarmos a Vitória e retomarmos a autopista. Conduzimos até às 5h30 da matina e aí decidimos parar numa AS um par de horitas e roncar no carro. 7h30 de volta à estrada, já recuperados do sono, 8h00 entrámos em Portugal e mal apanhámos a A1 notámos a diferença no civismo ao volante…
Cerca das 12h00, Dia 4, estávamos a chegar ao destino na margem sul. Ao todo foram 26h de regresso, incluindo paragens. Seria o mesmo se partíssemos de Colónia. Mesmo a este ritmo a viagem fez-se muito bem e sem percalços.
O carro portou-se sempre bem, ao que parece está de boa saúde e tem performances muuuuito decentes…
As despesas foram de acordo com o que já aqui relataram várias vezes. O gasóleo está ao mesmo preço ou mais caro que cá, à excepção de Espanha. Atestem antes de entrar em França, lá é a doer…
Só pela viagem valeu a pena!... Agora já só penso na próxima ida!!!!
Segue-se a legalização.
Cumprimentos a todos e o meu muito obrigado (em especial ao Luciano) pelo papel que indirectamente tiveram em mais uma aventura de importação.