Acho que a única coisa positiva que posso apontar é que, com o aumento das dimensões, a enorme overhang frontal da UKL1, que tanto prejudica as proporções dos outros Mini, fica mais disfarçada e permite ao Countryman maior equilíbrio entre os diversos volumes.
Porque de resto... Bloody Christ!!! Os tipos não sabem mesmo mais o que inventar.
Devia chamar-se Mini Espalhafatoman!
O que se passou ali na frente? Para quê aquilo tudo? Porquê as óticas mais quadradonas?
Pior, o que se passou na lateral?
O que estão a fazer aquelas arestas que sobem e descem ao longo dos arcos das rodas?
Parecem estar completamente perdidos, sem rumo aparente.
Com a actualização da identidade corporativa da marca, apostando numa superior sofisticação, elegância e até depuração, estranha-se que os produtos não tenham seguido o mesmo percurso.
Aliás, parece que seguem precisamente o caminho inverso.
O horror ao vazio, o espalhafato, o bling, parecem ser a palavra de ordem. A dedicação a pormenores supérfluos chega a ser ridícula, e não contribuem definitivamente para uma apreciação geral positiva, pois acabam por ser o foco.
Perderam também a noção de proporção e a assertividade.
Deveriam revisitar este concept, analisá-lo, perceber porque teve tão boa recepção, e aplicar as premissas que o definem em futuros produtos Mini.
A depuração, a elegância e o aspecto geral mais sofisticado e elegante encaixa bem melhor nos valores que serviram de base à remodelação da imagem corporativa, e também na comunicação desses valores para o potencial mercado.
Se querem realmente ser percepcionados como algo mais premium e sofisticado, afastando-se da imagem lúdica/"fun", não é com o aparato que podemos observar nesta última geração de modelos.