O calor e as avarias

Anticongelante a cada 15 mil km? Troca de anticongelante tantas vezes como troca de óleo?

Claramente um exagero, a não ser que faça 15 mil km em 5 anos.

exatamente, isto cada um sabe de si, eu felizmente tenho possibilidade de o fazer regularmente incluindo todos os filtros (habitáculo, ar , combustível e óleo )

E faço 15mil km em 6 meses normalmente [;)]
 
exatamente, isto cada um sabe de si, eu felizmente tenho possibilidade de o fazer regularmente incluindo todos os filtros (habitáculo, ar , combustível e óleo )

E faço 15mil km em 6 meses normalmente [;)]

De 6 em 6 meses troca o anticongelante?

Para além de desperdício, a pegada ambiental é, no mínimo, escusada.

Cada um sabe de si, mas em 20 anos de automóveis, com manutenção cuidadosa, nunca vi alguém a trocar anticongelante de 15 em 15 mil km.
 
exatamente, isto cada um sabe de si, eu felizmente tenho possibilidade de o fazer regularmente incluindo todos os filtros (habitáculo, ar , combustível e óleo )

E faço 15mil km em 6 meses normalmente [;)]
Mas acredita que é mesmo exagero...
A maioria dos planos de manutenção nem inclui mudá-lo;
Por isso, a maioria muda quando intervém no circuito (bomba de água e/ou correia de distribuição).

Eu nos meus e no do meu pai tenho trocado a cada 4 ou 5 anos, e o líquido está com aspecto impecável.
Acho mais importante assegurar que se mete um bom líquido (G12...) com 40 a 50% de anticongelante, que meter "água" todos os anos.

Mas pronto, se o liquido que metes é bom, nada contra, apenas acho overkill, é trabalho/dinheiro desnecessário.
 
Mas acredita que é mesmo exagero...
A maioria dos planos de manutenção nem inclui mudá-lo;
Por isso, a maioria muda quando intervém no circuito (bomba de água e/ou correia de distribuição).

Eu nos meus e no do meu pai tenho trocado a cada 4 ou 5 anos, e o líquido está com aspecto impecável.
Acho mais importante assegurar que se mete um bom líquido (G12...) com 40 a 50% de anticongelante, que meter "água" todos os anos.

Mas pronto, se o liquido que metes é bom, nada contra, apenas acho overkill, é trabalho/dinheiro desnecessário.

Eu meto sempre anticongelante da BMW original (Azul) e faço mistura 50/50 com água destilada.

Quanto á correia, não a tenho, o meu usa corrente, a bomba de água visto que pedem 225€ na BMW, obviamente não a mudo regularmente e penso que a troca desta bomba nem vem incluída nos planos de manutenção do meu carro [:D].

O óleo também o mudo a cada 15mil km no máximo sempre com Castrol Edge (7,5 litros)

Pode ser overkill como dizes, mas ao menos não há ferrugens nem sobreaquecimentos e assim ando descansado não é por 30€ que fico na miséria.
 
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Eu meto sempre anticongelante da BMW original (Azul) e faço mistura 50/50 com água destilada.

Quanto á correia, não a tenho, o meu usa corrente, a bomba de água visto que pedem 225€ na BMW, obviamente não a mudo regularmente e penso que a troca desta bomba nem vem incluída nos planos de manutenção do meu carro [:D].

O óleo também o mudo a cada 15mil km no máximo sempre com Castrol Edge (7,5 litros)

Pode ser overkill como dizes, mas ao menos não há ferrugens nem sobreaquecimentos e assim ando descansado não é por 30€ que fico na miséria.

A bomba de água trocas em que intervalo? 30 em 30 mil?
 
A bomba de água trocas em que intervalo? 30 em 30 mil?

NÃO, eu faço facilmente 30mil km em um ano e não me parece que uma bomba que custa 225euros seja para mudar de 30 em 30mil, no manual não tenho plano de manutenção para a troca da bomba, daí não saber ao certo quando a mudar.
 
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Quanto á correia, não a tenho, o meu usa corrente, a bomba de água visto que pedem 225€ na BMW, obviamente não a mudo regularmente e penso que a troca desta bomba nem vem incluída nos planos de manutenção do meu carro [:D].
O que quis dizer foi que na maioria dos carros, sendo de correia, quando a trocam e/ou trocam a bomba, como esvaziam o circuito, trocam o líquido (só) nessa ocasião.
A troca especificamente das bombas não vêm no plano de nenhum carro, daí a minha afirmação (o que pode vir é trocar o kit de x em x, que inclui a bomba)... quando ao fim de 10 anos finalmente vão trocar uma distribuição, ou a bomba começa a ter fugas e a vão trocar, trocam o líquido.

Dizes que trocas isso de 15K em 15K? Óleo também?
Eu a ter cuidados extremos, preferia encurtar trocas do óleo para cada 7,5K e o líquido apenas a cada 60K, por exemplo.
 
A bomba de água é mudada ao mesmo tempo que a correia de distribuição. Como o teu motor é de corrente, acho que se pode assumir o mesmo intervalo que num motor de correia, andará à volta dos 100 ou 120 mil km.
 
NÃO, eu faço facilmente 30mil km em um ano e não me parece que uma bomba que custa 225euros seja para mudar de 30 em 30mil, no manual não tenho plano de manutenção para a troca da bomba, daí não saber ao certo quando a mudar.
Aqui estás a ser incoerente... se não te parece isso, parece-te que o líquido seja para mudar de 15 em 15K?
Quando provavelmente é para mudar a cada X anos ou muitos km?
 
Gostei da parte das entrelinhas, onde eles são sinceros e dizem a verdade , que de facto não é obrigatório , mas fazem-no como se não fosse algo importante quando se trata de uma cobertura importantíssima senão mesmo das mais importantes a ter ao contratar um seguro automóvel.

Quanto ao assunto do tópico eu graças a deus ainda não tive nenhum dissabor por causa do calor e faço por vezes bastantes Km com temperaturas exteriores bastante altas, tenho é sempre bastante cuidado ao longo de todo o ano com o sistema de refrigeração, tendo um BMW e39 com cerca de 18 anos, há que há q haver manutensões mais cuidadas, neste momento tem quase todas as tubagens e os dois termostatos do liquido de refrigeração e o da egr novos e leva sempre anticongelante novo a cada 15mil km original bmw.

De resto tenho puxado bastante, com velocidades bastante acima do limite por vezes e nunca passa dos 90 graus que é a temperatura normal de funcionamento (ponteiro a meio). Acho que um carro quando passa da temperatura normal de funcionamento mesmo com temperaturas exteriores a rondar os 45graus é porque algo não está bem, ou o próprio sistema de arrefecimento é bastante fraco, porque normal não acho que seja.

Encontramos o @Celio dos líquidos de refrigeração.
 
Viva

Correcto quanto ao eixo horizontal. Aquele gráfico diz respeito à temperatura do líquido de refrigeração reportada pelo OBD. Não tenho a certeza de onde está o sensor de temperatura que é usado para dar aquela informação, nos sites de peças só apresentam uma referência, pelo que suponho que será só um, a acreditar neste link será à saída do radiador. (A norma que define o OBD é pouco clara nessa área: "ECT shall display engine coolant temperature derived from an engine coolant temperature sensor or a cylinder head temperature sensor").
O carro não tem mostrador digital de temperatura do líquido, só um tradicional ponteiro, onde é muito difícil identificar variações de menos de 5 graus. Não o usaria para tirar conclusão nenhuma.
Aparentemente, tendo em conta o link de um post acima, a válvula de controlo do caudal de liquido de refrigeração deste motor em particular não é actuada electronicamente, mas sim uma vulgar válvula mecânica (Este motor é mesmo ranhoso...), pelo que me parece que neste caso será de esperar alguma variação na temperatura. Se o sistema de controlo fosse mais sofisticado penso que o teu raciocínio se aplicaria.

OK. Houve diversos fatores que contribuiram para que eu pensasse que esse motor tinha mesmo um termostáto eletrónico.
Primeiro, eu uso diariamente um VAG, com um motor bem mais ranhoso do que esse, e tem termostáto eletrónico.
Segundo, por conseguinte, tem indicação digital da temperatura. Já agora depois de aquecer, está sempre nos 90ºC, não varia absolutamente nada.
Parece-me que só os que têm os termostátos eletrónicos é que têm essa indicação digital.
Terceiro, outro carro cá da casa, tem termostáto eletrónico.
Quarto, desde 2005, que utilizo, apenas por coincidência, regularmente viaturas com termostatos eletrónicos.
Ou seja, com tudo isto, que não é pouco da minha perceção, estava convencido que eram mais vulgares no mercado.

De resto bate tudo certo, e são mesmo assim que funcionam os termostatos eletrónicos. Só foi pena o teu exemplo não coincidir! [:D]
Essa temperatura tem que ser do lado "frio" porque demorou muito tempo a passar dos 80ºC.
Portanto até por aí "tudo batia certo" [:cool:], com o que referi.

Ou seja, mantenho o meu ponto de vista, que quando a temperatura é mostrada numa escala digital e numérica (não de gráficos), que a temperatura é só uma, a mais crítica e que qualquer alteração de um grau, reflete-se no mostrador.
Aceito que um mostrador analógico, conforme disseste, seja menos sensível à variação da temperatura.
 
O ponteiro mede a temperatura onde está colocado o termometro.
Não há cá medir médias nem medianas nem tapar medos aos condutores.
Agora uma coisa discordo, claro que a temperatura do anticongelante varia e quando há variação, o ponteiro do termómetro demonstra-o.

É evidente que há, é só um gigantesco desconhecimento do que se passa debaixo do capôt de um carro desde os anos 90 para cá pode justificar dizer o contrário. :sh)

Está perfeitamente documentado nos mais diversos fabricantes quais as temperaturas onde existe o arredondamento no ponteiro (não no valor reportado pela ECU), e num VAG facilmente falamos de uma oscilação entre os 83 e 98 graus reais sem o ponteiro mexer um milímetro dos 90 graus.

Ainda mais, quem tiver um VAG onde veja facilmente o ponteiro a descer dos 90 graus em andamento depois de chegar lá, pode estar certo de que tem um termostato para trocar (se quiser voltar a ter o carro como o fabricante preconizou).

E isto aplica-se aos mais diversos fabricantes, pois já a Honda o fazia em 1995 num "simples" Civic.


Isto não é algo sujeito a opiniões, a menos que também se duvide de outros factos facilmente comprováveis!

Não saber não é problema, mas teimar no que não se sabe (ainda por cima em erro) é plantar ignorância.
 
É evidente que há, é só um gigantesco desconhecimento do que se passa debaixo do capôt de um carro desde os anos 90 para cá pode justificar dizer o contrário. :sh)

Está perfeitamente documentado nos mais diversos fabricantes quais as temperaturas onde existe o arredondamento no ponteiro (não no valor reportado pela ECU), e num VAG facilmente falamos de uma oscilação entre os 83 e 98 graus reais sem o ponteiro mexer um milímetro dos 90 graus.

Ainda mais, quem tiver um VAG onde veja facilmente o ponteiro a descer dos 90 graus em andamento depois de chegar lá, pode estar certo de que tem um termostato para trocar (se quiser voltar a ter o carro como o fabricante preconizou).

E isto aplica-se aos mais diversos fabricantes, pois já a Honda o fazia em 1995 num "simples" Civic.


Isto não é algo sujeito a opiniões, a menos que também se duvide de outros factos facilmente comprováveis!

Não saber não é problema, mas teimar no que não se sabe (ainda por cima em erro) é plantar ignorância.


Diz-me como é que num VAG que eu ando, que tem indicação digital numérica, que marca de um em um, a partir dos 50ºC, como é que pode ter um erro, como tu referes de 15ºC?
 
O uso universal do CAN Bus para interligar todos os componentes do carro introduziu algumas alterações "interessantes" na maneira como os automóveis mostram informação ao condutor. Para aqueles menos familiarizados com esta abordagem à comunicação dentro do carro, neste sistema cada sensor (temperatura, rotação, velocidade, etc) e interruptor (incluindo, por exemplo, interruptores dos vidros, piscas ou o comando da caixa de velocidades automática e acelerador) vai "alimentar" uma rede de comunicações dentro do carro, e cada componente a quem essa informação seja útil vai "escutar" a mesma rede à procura do valor que lhe interessa. Um exemplo é o painel de instrumentos, que não tem nenhuma ligação directa eléctrica directa a nenhum sensor do carro... Assim, quando os fabricantes programam o controlador do painel de instrumentos podem introduzir todo o tipo de filtros no sinal que mostram ao condutor. E um bom exemplo é precisamente a temperatura.

PS: Espero que fique claro que para uso interno da ECU vão usar sempre o sinal mais preciso possível.
 
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Quanto ao tópico, é natural que os carros falhem muito mais com o calor extremo, seja qual foi a marca.

Mesmo num carro mantido a 100%, não é (de todo) igual fazer uma viagem com 15 ou 45 graus exteriores, especialmente se lhes for exigido um ritmo mais elevado.

Alguns motores passaram a ter algumas protecções adicionais contra isso, nomeadamente analisando as temperaturas a que o combustível já está a ser injectado, as temperaturas de EGT, de coolers de EGR (e afins), valores esses que a electrónica utiliza para reduzir débitos e pressões (retirando literalmente cavalos ao motor).

Os motores 220 e 250CDI (leia-se OM651) têm inclusivamente um modo onde acima dos 40 graus de temperatura exterior reduzem a temperatura-alvo do anticongelante dos 90 "altos" para os 80.
Isto em cima das tais protecções adicionais, que vão da simples redução de débito de combustível até a desligar por completo o motor num caso de aquecimento excessivo (aqui já fruto de avaria, mas para tentar evitar danos maiores).

No entanto, se até um 1.9 TDI 130cv reduzia o débito de gasóleo quando as temperaturas do mesmo ficavam muito elevadas (e nem era preciso imenso calor externo se o pé fosse colado ao tapete), outros carros/modelos estavam bem menos protegidos, e mesmo jovens não seria impossível ficarem com algum tipo de dano (nem que seja um veio de turbo empenado) após uma viagem grande com o pé colado ao tapete.

O C4 1.6 HDI (em particular na versão de 110cv) era conhecido por isso, bem como outros modelos de outras marcas onde esse motor foi montado.


A conclusão aqui é o que já estava escrito logo no início do tópico por algumas pessoas, que é o mix de manutenção com utilização que é feita, especialmente nos dias mais extremos (o frio também pede outro tipo de atenções).


As marcas aqui não interessam muito, mas não será de ignorar que um motor 1.5 com 110cv sentirá mais o esforço adicional num dia de calor extremo a rolar a 150 km/h do que um 2.0 com 170cv na mesma carroçaria, pois tudo vai com mais folga.
 
Diz-me como é que num VAG que eu ando, que tem indicação digital numérica, que marca de um em um, a partir dos 50ºC, como é que pode ter um erro, como tu referes de 15ºC?

Porque um valor digital é tão fácil de alterar como um ponteiro analógico. Não há nada que impeça o fabricante de introduzir um algoritmo para arredondar o valor que apresenta. Basta programar para aumentar 1ºC no mostrador de 30 em 30 segundos a partir dos 75ºC até aos 90ºC. Não é nada do outro mundo.
 
Ou seja, mantenho o meu ponto de vista, que quando a temperatura é mostrada numa escala digital e numérica (não de gráficos), que a temperatura é só uma, a mais crítica e que qualquer alteração de um grau, reflete-se no mostrador.
Aceito que um mostrador analógico, conforme disseste, seja menos sensível à variação da temperatura.
Porque ele (e eu, e penso que todos) temos estado sempre a falar em PONTEIRO, e não em "indicação digital numérica"!
Topolino qual é a marca do teu carro?
Tenho ideia que os franceses têm um sistema de refrigeração mais frágil que os demais, por isso mesmo o maior número de incidências.
Já tive vários Vag e independentemente da temperatura exterior o ponteiro da temperatura não sai dos 90°.
provavelmente se ligares um leitor obd vês a temp. a variar ao longo do teu percurso.

basicamente esse sistema (que a maioria dos carros com manómetro usa) é a versão mais semelhante à de não ter manómetro da atualidade.
o facto do ponteiro ficar estático nos 90º não quer dizer que o carro esteja sempre nessa temperatura, foi um método que os fabricantes arranjaram para descansar o utilizador comum em vez de olharem para um ponteiro "bailarino" causando alguma impressão.

não me recordo do nome técnico do tipo de leitura e apresentação no manómetro, mas é algo tipo wideband e narrow band das sondas lambda.
Repara no seguinte: o que eu disse foi que o ponteiro que está no painel é filtrado.

Não tenho nada contra o facto de a temperatura sofrer oscilações pelas mais variadíssimas razões. [;)]
Portanto, e olhando para a parte do percurso em que ias entre 100 e 140 km/h, a temperatura foi variando entre, grosso modo, 78º e 88º;
Lembras-te que variabilidade o teu ponteiro de temperatura mostrava?
(Se bem me recordo de um colega que tem o mesmo carro que tu, é daqueles cujo ponteiro estaciona nos 90º e não mexe).
Ainda mais, quem tiver um VAG onde veja facilmente o ponteiro a descer dos 90 graus em andamento depois de chegar lá, pode estar certo de que tem um termostato para trocar (se quiser voltar a ter o carro como o fabricante preconizou).
E por aí a fora...
Um conselho, sem maldade: Se queres que o pessoal tenha a paciência de ler os teus testamentos (maçudos, algo jocosos, ainda que bem fundamentados), devias ler mais atentamente os dos outros...
 
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Diz-me como é que num VAG que eu ando, que tem indicação digital numérica, que marca de um em um, a partir dos 50ºC, como é que pode ter um erro, como tu referes de 15ºC?

Deixo-te a pergunta se estás a ler ambos os valores (centralina e quadrante)?
Essa indicação numérica é o modo de apresentação "padrão" da temperatura no quadrante, ou é algo que te permite aceder através de menus? [;)]

Alguns VAG mais recentes (e não só) permitem duas leituras, sendo uma delas arredondada e outra não.

De notar que já nos primeiros TT e A3 8P tinhas o ponteiro no quadrante, e depois um digital direto da ECU através de códigos escondidos no climatronic.

Quando o ponteiro estava a 50 graus (exemplo), a ECU reportava valores similares.
A 70 graus, idem.
Mas a partir dos 83 (e até aos 98 de ECU) o ponteiro fica quieto no quadrante, só começando a dar sinais de alerta ao condutor (leia-se ver o ponteiro a mexer) a partir dos 99 graus.

Olhando para o ponteiro, ficarias com a sensação de que a eventual subida de temperatura (que já não é normal) foi muito rápida, quando habitualmente já vem a subir há algum tempo.

Adicionalmente, nos últimos anos começou-se a ver mais termostatos electrónicos, o que era relativamente raro há 15 anos atrás, o que permite à centralina fazer coisas como mencionei atrás (baixar a temperatura-alvo do anticongelante em situações mais agressivas).


Mas a estabilidade de temperatura (em variações de 2 ou 3 graus como li algures atrás) só se consegue com ritmos muito moderados e constantes.

Se analisares o que acontece quando vais nas calmas a 80 km/h na mudança mais alta e, de repente, passares para mudança mais baixa que puderes e esmagares o acelerador até à top speed, verás que a temperatura real do motor não oscila apenas esses 2 ou 3 graus (especialmente num dia com muito calor).

Quanto mais idade tiver o termostato (seja ele electrónico ou 100% mecânico), mais lento vai ficar a responder, sendo extremamente comum ficarem com prisões em aberto (o que leva às famosas descidas de temperatura dos 90 graus de ponteiro quando se circula calmamente).
 
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