O que é uma boa poupança?

se a forma como respondo te dá outra ideia lamento mas quanto a isso nada posso fazer. das tuas ideias sabes tu.

poupar não é um valor consideravel. conheço quem nao poupe um centimo com 5 mil de ordenado e outros que com 600 o conseguem. muitas vezes é uma questao de prioridades. tenho um cabrao no condominio que ainda nao pagou um centimo das obras e diz que nem 20 euros tem por mes para amortizar e no entanto fumam os dois. um mero exemplo.

mas para mim poupar é fugir de tudo aquilo que eu acho acessorio depois de satisfeitas as necessidades basicas. cada um de nós considera o essencial ou o acessorio diferentes coisas. tu olhas como a marca branca a lefties, modalfas, etc. para mim nem penso nisso, é a coisa mais normal do mundo, recuso-me a gastar fortunas em roupa, fortunas que nao tenho.

mas sao apenas ideias gerais e opinioes. nao te estou a julgar nem sou ninguem para isso ora essa.


A forma como respondes dá outra ideia.
Por outro lado, há que separar as águas. Quem vive de "chapa ganha, chapa gasta" não pode sequer falar em poupança. Poupar é colocar de lado um "pé de meia", algo além dos gastos mensais, que te permita algum desafogo para algum "capricho" ou despesa extraordinária que possa surgir.
"ler por alto" não é o ideal quando se tem um texto com todo um conteúdo. Falei no vestir bem, porque gosto efectivamente de me manter apresentável, mas na mesma frase falo em marcas brancas. Não tenho qualquer problema em ir a uma Modalfa, uma Code, Lefties, mesmo uma casa dos chineses ou até à feira da minha cidade para comprar o que for necessário. Porque sei quais são as possibilidades financeiras que tenho. Comprar carros... é relativo. Se pudesse fazê-lo, bem que vendia 1 deles e ficava somente com 1, mas os meus horários de trabalho com os da minha esposa são incompatíveis, pelo que é de todo impossível.
Não estou aqui a fazer o papel de "coitadinho". Sei que há pessoal em muito pior situação do que eu. Agora, volto à mesma lógica, quando falamos de "O que é uma boa poupança?", claro que se interpreta como um valor considerável que é possível ter de lado, ou aplicado para rendimento, ou arriscado para ganhos futuros. Não o dinheiro da sobrevivência mensal.
 
Eu dantes também gastava fortunas em roupa de marca branca, agora que decidi começar a poupar e só compro roupa de marca.

Já eu no estrangeiro há 5 anos comecei a pensar no oposto.

Mais vale uma peça mais cara, mais robusta e quente, mas menos volumosa.

A única peça de roupa que comprei barata que não me arrependo foi um sobretudo comprado na Loja dos Fatos há quase 10 anos.
 
Isto de poupar tem muito que se lhe diga.

Não é algo que se pense "começar no mês seguinte".

E uma questão de nos educarmos, reduzirmos as despesas, etc. Por exemplo ter dois carros é muito dispendioso, três então...

Por exemplo pequenos hábitos, etc... enfim, é o que é.
 
Na prática uma boa poupança é aquela que se consegue realizar todos os meses seja qual for o valor. Se alguém poupa de forma consistente todos os meses é porque já conseguiu esse hábito.
 
É bom que possa existir essa noção desde já. Com os meus 14/15 anos eu já ganhava dinheiro de uma forma algo considerável e não me apercebia. Fui "parvo", nunca rebentei dinheiro a comprar carros, porque aliás, devido ao mundo da música, transporte de material de som e instrumentos, o meu primeiro carro foi uma Seat Inca, mas gastei muito dinheiro em manutenções e "mods" desnecessárias. O mundo da música tem algo de chato tipo informática. Nunca se está bem com o material que se tem e procura-se sempre mais. Sendo que se trata de material sem qualquer valorização, antes pelo contrário.
Acabei o meu curso com 22 anos, já a trabalhar na área com 21, mas a recibos verdes. Fazia 100km (ida e volta) para trabalhar. Quando casei, a ideia era ficar em casa dos meus pais. Infelizmente, os planos saíram furados e as mulheres não se entenderam. Passados 8 meses, lá saí de casa. Enquanto estava em casa dos meus pais, comprei o meu Peugeot 307, em 2008. Ainda o tenho e este ano quero ver se o pinto e faço uma boa revisão mecânica, porque gasto 2000€ ou por aí, mas fico com um carro a diesel sem FAP, com selo antigo que acho que ainda me aguenta uns anos. Logo aqui, porém, começou um erro. Comprei o carro a prestações, para comprar casa fui forçado a não ter mais nenhum empréstimo. Logo, tive de pedir ao banco mais um extra para pagar o que faltava do carro. Ou seja, empréstimo para pagar um empréstimo. Quando comprei o apartamento não me lancei à maluca e ponderei muito bem até onde podia ir. O empréstimo com 10 anos a pagar só juros, ou seja, até ao momento não paguei nada do valor que me emprestaram, se calhar é uma má decisão, mas passei 3 anos a receber abaixo do salário mínimo, pelo que, não fosse assim, se calhar, hoje estaria sem o meu apartamento. Posso dizer que vim para o apartamento com pouco mais de 10.000€ na conta o que, para um tipo que nunca teve grandes despesas, até parece dinheiro, mas mobília para ali, electrodoméstico para acolá e ele vai desaparecendo. Felizmente, não sobrou muito, mas melhor ou pior, não falta nada cá em casa.
Bom, para não me alongar, isto sobre o que disseram em cima. A poupança, a meu ver, deve começar o quanto antes, para não chegarmos aos 30 ou 40 anos e a andar a fazer contas à vida sobre o que dá para comprar ou não. Este ano, atiramo-nos de cabeça e tivemos o nosso filho. Era o momento financeiro ideal? Não. Mas nunca mais era. Parecia sempre que havia um imprevisto qualquer. Quando comecei o mundo da música, fazia aos 30/40 concertos por ano. Quando comprei o apartamento, andava na média dos 15. Tive um ano em que fiz 3. Este ano que passou, pelo menos foi mais positivo, pois fui convidado por um músico que, não sendo nacional, tem cd's editados, já fomos várias vezes à TV e já corri algumas boas cidades de Portugal com ele.
De há uns anos para cá, no entanto, por muito que tente a poupança, nada. 2008 até 2009 juntei algum. Mudei de casa. Gastou-se bastante do que se tinha juntado. 2011 comprei uma Mercedes Vito que foi um "cancro" e que vendi agora em 2017. Motor, Turbo, entre outras coisas até dizer "basta".
2014 parti o perónio em 3 sítios numa futebolada com os amigos. Basicamente fiquei com o pé virado ao contrário. 2 anos e 4 operações depois, muitas consultas com tudo o que isso implica financeiramente, sem trabalhar, lá se foi algum bocadinho da poupança.
2017, despachei a carrinha, comprei um skoda fabia para as minhas pequenas deslocações. Decidi ter o meu bebé. Finanças, já sabem muito bem como é.
E não posso dizer que saiba que muito mais fazer. Trabalho, gostaria de ter outro trabalho que fosse financeiramente mais rentável, mas tenho, para já, a vantagem de trabalhar perto de casa, não precisando de pensar em despesas de viagens, alugueres de quartos, etc. Consigo conciliar com algumas aulas que vou dando ao final da tarde, esperando que surjam mais alguns concertos para as despesas "extras" que sempre surgem.

AO fim e ao cabo, como disseram também, o mundo real é assim, mas por vezes temos de levar de "chapa" com ele para nos apercebermos.

No entanto, se alguém souber um "truque" para rentabilizar pequenas quantias... venha ele.

A música é uma profissão tramada. Podes ganhar bem mas tens de ter o teu sistema próprio e comer muita mrd. Se andares atrás de empresarios e vedetas: estás fdd.

Outro aspecto são os gastos em material que arruinam 90% dos músicos. Não faz sentido ter guitaras de 2000euros ( varias) ou um teclado de 4000eurosbou PA de 140000watt xpto para tocar em bailes e apanhar pó. É simplesmente estupido mas o GAS é forte...[:D]

Por lisboa vejo putos q compram pianos e sinths vermelhos por 3000€ para tocaram em bares a troco da bebida quase mas todos vaidosos pq tocam num instrumento da moda.
É quase tudo assim, maior parte das bandas amadoras nao amortizam materiais em 3 anos a tocar.
 
A música é uma profissão tramada. Podes ganhar bem mas tens de ter o teu sistema próprio e comer muita mrd. Se andares atrás de empresarios e vedetas: estás fdd.

Outro aspecto são os gastos em material que arruinam 90% dos músicos. Não faz sentido ter guitaras de 2000euros ( varias) ou um teclado de 4000eurosbou PA de 140000watt xpto para tocar em bailes e apanhar pó. É simplesmente estupido mas o GAS é forte...[:D]

Por lisboa vejo putos q compram pianos e sinths vermelhos por 3000€ para tocaram em bares a troco da bebida quase mas todos vaidosos pq tocam num instrumento da moda.
É quase tudo assim, maior parte das bandas amadoras nao amortizam materiais em 3 anos a tocar.

O meu primeiro material foi material usado, Mesa Behringer, Amplificador Acústica, colunas Raven que tocam maravilhas. Com o tempo, comprei uns tops JBL, um amplificador Yamaha. Comecei a tocar com um teclado Yamaha a pilhas e ainda fiz muito concerto assim. Depois, acabei por comprar novo um Roland E-600. Vendi e comprei usado um Korg PA50 que ainda uso e há uns 3 anos um dos meus sonhos, o Fantom X6, o qual consegui usado a 750€, sabendo que novos andavam na ordem dos 3000€. Claro que qualquer compra foi feita sempre com o que conseguia dos concertos. A verdade é que muita mudança depois e muito material depois, de momento, acabei por vender uns subs que tinha construído em casa, uns monitores, uns tripés de luzes, umas luzes mais antigas e com as vendas acabei por comprar um amp da Synq que, até ao momento, me tem encantado. É digital. Mas ao fim e ao cabo, depois de tanta mudança, ainda tenho a mesa Behringer (como mesa de backup em caso de acontecer algo à minha Yamaha, uso também nos bares por ser uma mesa mais fraca), ainda tenho as colunas Raven. No total tenho 2 tops JBL, as 2 Full-Range Raven, 2 subs JBL que também foram comprados usados, 2 amplificadores, 2 mesas de mistura, sistema de efeitos para voz, equalizador, splitter... os teclados, como vês foram comprados bem baratos e... claro que gostaria de ter um Nord ou um Kronos, mas a verdade é que me faz muita confusão comprar material de 3000 ou 4000€ e depois vais para um palco e o técnico tem umas parametrizações totalmente diferentes daquilo que pretendes para o teu som. Bom, a verdade é que nunca me meti em comprar sem poder, bem como, podendo arranjar usado em bom estado, nem penso 2 vezes. Tudo o que tenho foi pago na hora, sem empréstimos nem nada do género. Os empréstimos sempre me fizeram "comichão". Os únicos foram mesmo para o carro antes de comprar casa e depois lá anulei o do carro e tenho somente o da casa.

Quanto ao que falam em cima, como referi, 2 carros são dispendiosos, certo, mas necessários. A minha esposa tem um horário diferente do meu. Como eu trabalho em várias escolas diferentes, tenho de fazer deslocações rápidas de um lado para outro. São poucos km diários, mas tenho um intervalo de 10 minutos para sair de uma escola para outra, por exemplo. E caso não os tivesse, não poderia ir para os concertos à hora necessária, ou ir para as escolas onde dou aulas de piano. E é esse mesmo se calhar o "conforto" que não dispenso. Não pondero sequer ter de forçar a minha esposa a meios de transporte públicos, ter de andar ao tempo para poupar uns trocos. Considero isso uma despesa da qual não abdico.
Agora, ninguém fuma, como disse, não fazemos despesas fora do normal. Quanto à questão da roupa, não percebo o que faz confusão. Tenho de andar roto, ou de calções para dizer que sou poupado?
 
se a forma como respondo te dá outra ideia lamento mas quanto a isso nada posso fazer. das tuas ideias sabes tu.

poupar não é um valor consideravel. conheço quem nao poupe um centimo com 5 mil de ordenado e outros que com 600 o conseguem. muitas vezes é uma questao de prioridades. tenho um cabrao no condominio que ainda nao pagou um centimo das obras e diz que nem 20 euros tem por mes para amortizar e no entanto fumam os dois. um mero exemplo.

mas para mim poupar é fugir de tudo aquilo que eu acho acessorio depois de satisfeitas as necessidades basicas. cada um de nós considera o essencial ou o acessorio diferentes coisas. tu olhas como a marca branca a lefties, modalfas, etc. para mim nem penso nisso, é a coisa mais normal do mundo, recuso-me a gastar fortunas em roupa, fortunas que nao tenho.

mas sao apenas ideias gerais e opinioes. nao te estou a julgar nem sou ninguem para isso ora essa.

Alguma coisa não está a passar na mensagem. Quando falo em Code, Modalfa ou outras, são provavelmente dos locais onde encontro a roupa a valor mais acessível.
Agora, pessoal que com 600€ consegue poupar ao fim do mês, tiro-lhes o chapéu. Pagar uma mensalidade de uma casa (que é comum à maioria da população), luz, gás, água, despesas mensais de alimentação, duvido que sobre muito desse lado.
E atenção que não te estou a levar a mal de forma nenhuma. Ler em fóruns é sempre esta dificuldade acrescida pois certas coisas escrevem-se e não têm a mesma interpretação do que faladas frente a frente. [;)]
 
Creio que a despesa q alterou a tua vida económica para pior foi a compra da casa.

Não vou estar aqui a discutir se tinha ou não q ser, se o preço foi bom ou mau whatever.

O que quero dizer é que faz toda a diferença dar o passo para uma aquisição desse montante, seja pelo valor sempre elevado seja pelo peso financeiro brutal que têm 50 anos de juros.

O facto de teres pedido periodo de carência de capital durante os primeiros 10 anos do contrato (ou seja, agora passado quase 10 anos deves o mesmo que há dez anos atrás!) leva a colocar a questão se como casal, tinham condições económicas para darem esse passo.
 
Os testemunho do Phillicpric relativamente à compra da 1ª casa em modo carência de juros por um período longo é um bom exemplo de como decisões financeiras "más" são, por vezes, necessárias e o mundo não funciona a preto e branco.

Às vezes, nomeadamente em certas fases da nossa vida, é preciso tomar uma decisão "quase inconsequente" para podermos sustentar uma decisão muito substancial como é começar a formar a nossa família.

Nisto tudo das poupanças e afins, genericamente é sempre a casa que nos consome os maiores recursos. A sorte de ter uma ajuda (dos pais), mesmo que parcial, no início da vida facilita MUITO. Para ordenados comuns, quem tem que fazer tudo do zero, passa as primeiras duas ou mesmo três décadas da sua vida simplesmente a concentrado a pagar a casa e sem grande margem para outras coisas.
 
Creio que a despesa q alterou a tua vida económica para pior foi a compra da casa.

Não vou estar aqui a discutir se tinha ou não q ser, se o preço foi bom ou mau whatever.

O que quero dizer é que faz toda a diferença dar o passo para uma aquisição desse montante, seja pelo valor sempre elevado seja pelo peso financeiro brutal que têm 50 anos de juros.

O facto de teres pedido periodo de carência de capital durante os primeiros 10 anos do contrato (ou seja, agora passado quase 10 anos deves o mesmo que há dez anos atrás!) leva a colocar a questão se como casal, tinham condições económicas para darem esse passo.

Quando os rendimentos são baixos ou pior não certos, todo o cuidado é pouco.
Este post sensato descreve realmente o que provavelmente não deveria ter sido contratado.
Mas com estas palavras não estou a julgar ninguém, atenção.
 
Creio que a despesa q alterou a tua vida económica para pior foi a compra da casa.

Não vou estar aqui a discutir se tinha ou não q ser, se o preço foi bom ou mau whatever.

O que quero dizer é que faz toda a diferença dar o passo para uma aquisição desse montante, seja pelo valor sempre elevado seja pelo peso financeiro brutal que têm 50 anos de juros.

O facto de teres pedido periodo de carência de capital durante os primeiros 10 anos do contrato (ou seja, agora passado quase 10 anos deves o mesmo que há dez anos atrás!) leva a colocar a questão se como casal, tinham condições económicas para darem esse passo.

Claro que não existiam as melhores condições para a aquisição de casa. O período de carência não o pedi. Nem tinha muito bem noção do que era. Só passados uns anos é que percebi efectivamente o empréstimo que realizei, foi tudo tratado pela imobiliária e foi a forma de garantir uma mensalidade mais baixa. Como dentro desse período de 10 anos as mensalidades vieram baixando progressivamente, acabou por ser uma "sorte", pois, como relatei, tive quase 2 anos parado por causa de 4 operações ao tornozelo/pé. Se a mensalidade fosse a "comum" para um empréstimo provavelmente não teria conseguido manter os pagamentos.
Na altura da compra de casa, tive de tomar uma decisão. A relação entre, sobretudo, a minha mãe e a minha esposa, não estava a ser positiva, antes pelo contrário e, apesar de nunca se terem zangado entre elas, notei que a minha esposa andava infeliz. Nunca me pediu, nunca mesmo, para mudar de casa, para sairmos dali. A casa dos meus pais é uma moradia de 4 quartos, 3 WC, uma sala com cerca de 70 m2. 2 quartos estavam a nosso uso, um WC também. No entanto, o espaço físico não é tudo. Na cozinha acabam por se "atropelar" por falta de espaço, a minha mãe queria "ajudar" fazendo tudo, a minha esposa queria ter a sua autonomia de horários, cozinhar, limpeza,etc. Basicamente, acabei por tomar uma decisão entre o meu conforto financeiro ou a minha felicidade e escolhi a segunda. Por muito esforço que isso possa implicar, não me arrependo nem por 1 segundo. Custou ao início, hoje está mais ou menos "colocado de lado", porque ultrapassado nunca está. Mas dá para uma convivência aceitável.
Bom, quanto ao empréstimo, confesso que percebo que possa fazer muita confusão na cabeça das pessoas, mas a verdade é que um empréstimo a 50 anos coloca as mensalidades a metade do valor do que um empréstimo a 25. Claro que no final, a quantidade de juros pagos será absurda, mas ao fim e ao cabo, desde que se consiga fazer mensalmente os pagamentos necessários, é o fundamental. Um dia mais tarde, ao fim de outros 20 ou 25 anos, será na verdade uma poupança que se fez ali, havendo possibilidade de vender o apartamento, com a inflação natural que acontece com o passar dos anos, pode acabar por se tornar algo positivo. E se não temos dinheiro propriamente visível no banco, há todo o investimento que vai sendo feito mensalmente. Pelo menos é assim que o vejo.
 
Não consegui perceber se estavas a falar a sério ou a ser irónico. [:cool:]

Estou mesmo a falar a sério.

Gasto menos dinheiro a comprar roupa de marca do que roupa barata. Roupa barata andava sempre a comprar e roupa cara compro pouca e dura bastante. Mas caro não quer dizer o mais caro, é sempre na lógica do custo/qualidade/gosto. E aproveitando as promoções, a coisa fica em conta.

Por exemplo, tens camisolas a 10€ e a 500€. Mas por 100€ já compras caxemira. Não precisas de gastar 500€ para comprar algo bom. Depois a lógica é, vou "rentabilizar" mais uma camisola de 100€ ou 10x camisolas de 10€? E pela minha experiência vale a pena comprar mais caro. Mas cada um sabe de si.
 
Estou mesmo a falar a sério.

Gasto menos dinheiro a comprar roupa de marca do que roupa barata. Roupa barata andava sempre a comprar e roupa cara compro pouca e dura bastante. Mas caro não quer dizer o mais caro, é sempre na lógica do custo/qualidade/gosto. E aproveitando as promoções, a coisa fica em conta.

Por exemplo, tens camisolas a 10€ e a 500€. Mas por 100€ já compras caxemira. Não precisas de gastar 500€ para comprar algo bom. Depois a lógica é, vou "rentabilizar" mais uma camisola de 100€ ou 10x camisolas de 10€? E pela minha experiência vale a pena comprar mais caro. Mas cada um sabe de si.


É relativo. Considero comprar uma camisola cara dentro dos 30/35€. E são duráveis. Claro que há roupa mais acessível que dura menos, mas também se vai mudando o estilo e usando roupa diferente. Não obstante, tenho muita roupa já com alguns aninhos em cima. Sem estar "gasta" ou pouco apresentável, é claro. Mas lá está, o conceito de caro/barato difere de pessoa para pessoa. Mas isso é um gasto mínimo no rendimento disponível. O que fez confusão nesta questão foi eu ter dito que gosto de vestir bem. O que queria dizer com isto é quem, por exemplo, durante o Verão não tenho problema nenhum em andar com uma T-Shirt, uns calções, umas havaianas. Mas na época mais fria, gosto de um bom casaco, umas botas bonitas. Já tenho colegas que andam sem problema nenhum de sapatilhas, calças de ganga e uma Sweat. Eu já prefiro usar uma camisa. Foi nesse sentido. Não de andar sempre com marcas. Aliás, posso dizer que neste momento tenho um sobretudo da ZARA no meu armário. De resto? Marcas? Tenho um casaco Pedro del Hierro e 2 casacos Zara, comprados em época baixa, ou seja, a maioria da roupa que compro de Inverno é comprada no início da época de Primavera, em que fazem escoamento de stock e a preços muito mais acessíveis. Agora, calças ou camisas? Acho que não tenho nada de marca. Se tiver, foi oferecido por alguém.

Por fim, mais uma vez, não quero de forma nenhuma estar aqui a passar o papel de "pobrezinho". Considero que estarei na gama média-baixa. Tenho um amigo meu, músico na minha banda, esse sim, conta todos os trocos para conseguir pagar o aluguer do apartamento, o carro anda enquanto aguenta, as mesmas sapatilhas vai para uns aninhos e se tiver de jantar um pão com manteiga, não tem qualquer problema nisso. No entanto, é uma pessoa com um astral e energias fantásticas. Sempre com ideia de que o futuro vai ser melhor. Tem 61 anos, para não acharem que é um puto desnaturado. [:)]

Se calhar, o título do tópico também pode induzir em erro. Já vi aqui pessoal achar que poupar 10€ é bom. Já eu acho que, quando o tópico é sobre uma "BOA" poupança, estamos a falar de valores que nos possam deixar confortáveis em caso de necessidade, ou mesmo que nos permitam alguns "luxos" na vida. E sobretudo, perceber como é possível rentabilizar essa mesma poupança. Foi com esse ponto de vista que entrei no tópico. Se chego ao final do mês e me sobram uns trocos? Sim, nem sempre, mas sim, há meses que sim. Felizmente. Como sou um ansioso crónico, acho que me daria alguma coisa se não o conseguisse.
 
Eu dantes também gastava fortunas em roupa de marca branca, agora que decidi começar a poupar e só compro roupa de marca.

Compreendo perfeitamente...
Desde que passei a usar "farda", comecei a sentir e bem a diferença de qualidade, mesmo que não seja aparente. Uso camisa branca e tenho camisas de 30 a 120€. As mais baratas, por muito bom aspecto que tenham inicialmente, ficam todas coçadas em pouco tempo e começam a desfazer-se nos punhos. As outras mais caras, mantêm o aspecto inicial muito mais tempo e duram imenso.

Fatos é a mesma coisa. Já sapatos comigo é uma lotaria :/

Gosto muito das marcas do El Corte Inglés, têm camisas e fatos com excelente qualidade a preços jeitosos...
 
O que falei foi mero exemplo. Claro que o barato/caro difere de pessoa para pessoa, mas o que importa é a lógica de actuação.

Se ganhas 600€ e poupas 60€ = 10%, alguém que ganhe 6.000€ deveria poupar pelo menos também 10% = 600€. O problema é que há pessoal a ganhar 6.000 que talvez só poupe 300€ = 5%, e com isso poupa menos relativamente do quem quem poupa 60 de 600€.

A "boa poupança" falada desde o início do tópico penso que estava relacionada com o valor que cada um deve ter para manter a sua qualidade de vida actual durante x tempo. Ou seja, é variável no valor mas não no resultado = manter o mesmo nível de vida durante o mesmo tempo.
 
Boa poupança - acima de 50% do salário mensal líquido.

Por cada mês que recebem podem passar outro sem receber.
Claro que é pra quem pode, mas muitos podem se baixarem os seus padrões.
 
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