O que é uma boa poupança?

Um factor importante é a habitação, há uma diferença brutal dependendo de quando se adquiriu ou alugou o imóvel... Em alguns casos é a a diferença entre "viver confortável" ou no "limite".

Tocas num ponto muito importante. Ter comprado casa na época da crise e pagar agora 300 euros de prestação é muito diferente de arrendar agora uma casa e pagar mais de 1000 euros ao senhorio. Muda todo o paradigma de uma eventual vida confortável ou, falando no tema do tópico, de uma possível poupança.

O que está a bold não é muito compatível com poupança. :)

Sim, sem dúvida. Esse é, de longe, o meu maior pecado.
 
Essa parte das casas tem realmente cortado as pernas a muita gente. :(
Outra coisa que também não é muito amiga de poupanças são as compras/trocas de carros frequentes...
 
Eles têm as deduções à colecta e benéficos fiscais no mesmo saco. :(

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(9) Inclui despesas de saúde e com seguros de saúde, educação e formação, à exigência de fatura, encargos com lares, encargos com imóveis, pensões de alimentos e benefícios fiscais. Nos agregados com três ou mais dependentes a cargo, estes limites são majorados em 5% por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo.

Por vezes há anos em que o rendimento colectável desce substancialmente. Normalmente por baixas ou gravidez/ licenças de maternidade. Quem estiver no escalão máximo (e descer dele nesse ano) é aproveitar para fazer entregas em ppr nesses anos...
 
Essa parte das casas tem realmente cortado as pernas a muita gente. :(
Outra coisa que também não é muito amiga de poupanças são as compras/trocas de carros frequentes...

Sim, mas são coisas muito diferentes. A casa não tens como evitar. Precisas de um teto e nem toda a gente se pode dar ao luxo de ir vir para o "cú de judas". Neste momento, mesmo que te sujeites a um casa pequena e velha, tens de pagar preços absurdos para a realidade dos ordenados.

Já a troca é algo que podes perfeitamente evitar. É muito raro alguém ser, literalmente, obrigado a trocar de carro. Eu troquei um Clio de 3 portas com 15 anos e 250.000 km por um carro novo do segmento C, mas não posso dizer que fui mesmo obrigado. O carro funcionava normalmente. Troquei porque quis. Portanto, quem troca carros com menos idade e quilómetros, não pode dizer que é um gasto necessário, ao contrário do que acontece com a casa.
 
Sim, não foi nessa direcção que falei dos carros.
Foi na questão que são artigos MUITO caros em Portugal e perdem o valor muito rapidamente.... portanto bons para dizimar poupanças.
 
O conceito de confortável é muito "abstracto" e diferente de pessoa para pessoa como mencionas. Não ter que andar a fazer contas para o básico do dia a dia é o primeiro passo, depois dependendo dos gostos de cada um é preciso ir fazendo algumas escolhas e compromissos, apostamos numas coisas e abdicamos de outras (toda a gente faz, tenha pouco ou muito dinheiro).

Um factor importante é a habitação, há uma diferença brutal dependendo de quando se adquiriu ou alugou o imóvel... Em alguns casos é a a diferença entre "viver confortável" ou no "limite".

Quem tem especial gosto por jantar fora, aí de facto não dá para fugir muito à escalada de preços derivado do turismo..

Ponto fulcral para quem inicia ou quer iniciar vida fora da casa dos pais.

O mercado de arrendamento e compra está, para a maioria dos portugueses, desajustada (salários VS valorização/rendas das casas). Pela boca morre o peixe... e 2008 manda cumprimentos.

Quando? Ninguém sabe. [:D]
 
Comparar o ano de 2008 ao de 2019 não me parece correcto.

2008 crise mundial com subida de juros enormes o que levou a muitas pessoas com créditos não os puderem pagar.

2019 Preços de casas elevado derivado a oferta/procura
não existe construções novas há imenso tempo o que faz com as casas que existem valham mais juntando isso ao investimento de estrangeiros


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O mercado imobiliário está desajustado em relação a salários, isso é um facto. Porém, os imóveis (especialmente em grandes cidades) continuam a valorizar e o trabalho a perder valor.
Será que é sustentável? Não sabemos.

Segundo os livros de economia,a riqueza das nações não se gera por especulação mas em Portugal parece que sim.
Somos um caso de estudo.
 
Algo básico para a riqueza de qualquer nação é ter bons registos públicos e organizados da propriedade dos imóveis.

Isto aconteceu em muitos países. A partir do momento que tens uma propriedade documentada de um terreno este passa automaticamente a deter mais valor.

A partir daí o céu é o limite.
 
E no entanto as casas valorizaram 10% este ano mas estão a vender-se menos:

https://eco.sapo.pt/opiniao/em-2020...DEEmGU84lhlobkJSXvKSytdmKAi5grisW-MUJt_Cy4yVg

[FONT=&quot]Segundo o INE, os imóveis urbanos adquiridos por não residentes em 2018 foram transacionados em média por 202 mil euros – quase 50% acima do valor médio nacional de 136 mil euros. Mas os compradores estrangeiros em Portugal – liderados pelos franceses, britânicos e brasileiros – representaram apenas 8% do número total de transações imobiliárias e 13% do valor transacionado em 2018.
[/FONT]
[FONT=&quot]Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto a percentagem de valor transacionado pelos estrangeiros foi até surpreendentemente inferior à média nacional (que está muito influenciada pelo que se passa no Algarve). É, assim, pouco plausível que estes mesmos investidores tenham o efeito de “âncora”, relativamente aos preços, que muitos operadores lhes apontam. Sobretudo numa altura em que o Governo, através do Orçamento do Estado para 2020 – que prevê medidas que penalizarão o regime do alojamento local e, eventualmente, também os beneficiários de vistos “gold” bem como os não residentes habituais –, parece apostado em afugentá-los. Acabar com a riqueza continua a ser a nossa triste sina.[/FONT]
 
E a taxa de poupança irá voltar a cair, segundo estas previsões: https://www.dinheirovivo.pt/economi...-vao-poupar-pouco-mais-de-dois-euros-em-cada/

Destaco as seguintes partes abaixo, o que demonstra que a esmagadora maioria não poupa nada que se veja, sendo que quem ganha menos é que mais se endivida.



Depois de a taxa de poupança das famílias ter no final de 2018 atingido os 4,6% (numa percentagem revista em alta para 6,5% após revisão da base das contas nacionais, ainda não acomodada neste estudo), o rendimento livre para investir e acumular património vai continuar a cair. Deve bater no fundo e tocar os 2,3% no trimestre final de 2020. E recuperar depois um pouco para os 3,7% já perto do final de 2021.

Um dado sobressai: os 20% mais pobres do país reportam níveis de despesa que atingem 147% dos seus rendimentos, muito acima dos restantes estratos de rendimentos (os 20% mais ricos gastam 30% do que ganham). Aliás, no geral, só 35% das famílias portuguesas dizem ter gastos abaixo dos rendimentos. Metade declara ter rendimentos e despesas equivalentes. Por outro lado, as famílias dizem ver o valor do seu património a cair. Este está também grandemente assente no valor da morada de família (71,7% do património real dos portugueses, em média).
 
É como a percepção do que é uma boa poupança. Uns falam em 3 meses de salário, outros de 6 meses, e outros de 12 meses, no mínimo.

Eu acho isso sempre tremendamente pouco, e facilmente trocaria o "meses" por "anos". Se bem que do 0 ao 1000 existem muitos escalões de poupança e mais vale alguma coisa do que nada.

Agree, enquanto acho que com 2,5k se vive "confortável", uma boa poupança são 400k!!! [:D]
 
Ter dinheiro para 2 anos sem fazer nada é bom para mim
o mais importante é ter uma casa e nao ter compromissos e vicios...
o resto vem por acrescimo e a vida torna-se simples e nem e preciso esse dinheiro todo que falam
com 400 mil vivia a minha vida sem fazer nenhum e ainda sobrava quando morresse
 
Isso é mau pensamento pá! És um gajo pouco ambicioso e isso nunca é bom.

É bom.

Tu só podes ter sucesso na vida e ganhar muito se os outros permitirem e não tiverem o mesmo objectivo.
Portanto as pessoas pouco ambiciosas são fundamentais nesse processo e isso não é uma critica a essas pessoas.
É mesmo assim
 
É bom.

Tu só podes ter sucesso na vida e ganhar muito se os outros permitirem e não tiverem o mesmo objectivo.
Portanto as pessoas pouco ambiciosas são fundamentais nesse processo e isso não é uma critica a essas pessoas.
É mesmo assim
Desde que não vivam de subsídios à custa de quem trabalha, já os acomodados que vivem de RSIs e palhaçadas do género, e ainda reclamam por cima...
 
É bom.

Tu só podes ter sucesso na vida e ganhar muito se os outros permitirem e não tiverem o mesmo objectivo.
Portanto as pessoas pouco ambiciosas são fundamentais nesse processo e isso não é uma critica a essas pessoas.
É mesmo assim

Claro, não podemos ser todos ricos nem todos pobres (embora certos indivíduos o desejassem). Mas o pensamento em si acho errado
 
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