O Tópico do Ténis! [US Open 2026]

Estou muito desapontado com esta noticia. :sh):sh) Estar atento 'as substancias proibidas e' básico em atletas de alta competição. Se ela foi mesmo descuidada, espero que se safe desta.


Esta substância só recentemente entrou na lista de substâncias proibidas, se não me engano entrou em vigor a 1 de Janeiro. O Open da Austrália aconteceu precisamente em Janeiro...
 
Uma vergonha.

Não deixa de ser interessante ser uma substância proibida, suponho que por aumentar o rendimento, e ela a venha usando desde 2006.
 
Já dizia o Joaquim Agostinho que nao se sobem montanhas a comer bifes. Todos os atletas incorporam no seu dia-a-dia suplementos para melhorar o rendimento e/ou para ajudar na fase de treino. O que hoje pode ser considerado legal, amanha já nao o é. Neste caso da Sharapova o que choca é o amadorismo da situacao.
 
Eu não vou emitir opinião ... se ela tomava aquilo desde 2006, todas as análises dela mostraram isso. Se a partir de 1 de Janeiro de 2016 aquilo entrou para as substancias proibidas ... se calhar convinha era a ITF dizer porquê primeiro e divulgar também.


Enfim, ficam as reacções (totalmente extremas) de duas ex tenistas



Martina Navratilova:


Martina Navratilova
‎@Martina


Sharapova Announces That She Failed Doping Test, -hope this gets cleared up as it seems 2 me to be an honest mistake







Jennifer Capriati (que teve de se desintoxicar de Cocaína)






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Está aqui um bom artigo do Público que explica o que é o medicamento que ela tomou desde 2006.
Vejam a conferencia de imprensa. Ela tem 28 anos e parece que tem 40!


Sharapova tomava um medicamento proibido nos EUA e na Europa Ocidental


Fabricante do Mildronate diz que a duração média de um tratamento com o fármaco que a tenista russa toma há dez anos varia entre quatro a seis semanas.


Sharapova, durante a conferência de imprensa em que admitiu ter acusado positivo num teste antidoping


O culpado de tudo é a meldonium, uma molécula presente num medicamento com o nome de Mildronate e que Maria Sharapova consumia, segundo ela, há dez anos para controlar uma história familiar de diabetes e deficiências de magnésio, apesar de a sua comercialização não ser autorizada nem na Europa Ocidental, nem nos Estados Unidos, onde reside a tenista russa, actual número sete do ranking mundial. Só que a aquisição de Mildronate é tudo menos difícil. Basta pesquisar na Internet, onde diversos sites o vendem.

O fármaco passou a integrar a lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidopagem (AMA) a partir do dia 1 de Janeiro. Produzido na Letónia e inicialmente destinado a acelerar o crescimento dos animais, foi posteriormente descoberto que, consumido em doses adequadas pelo ser humano, também era benéfico na prevenção do enfarte do miocárdio, contribuindo ainda para melhorar a circulação sanguínea. Por isso, na antiga União Soviética foi muito popular no combate a doenças cardíacas e é nessa área do mundo que a sua utilização é mais frequente.

Contactado pela agência Associated Press, o laboratório letão (Grindeks) que produz o medicamento revela que a duração normal para um tratamento com o fármaco é de quatro a seis semanas. Num email enviado à agência noticiosa explica-se que "dependendo da condição física do paciente, a duração da terapêutica com meldoniumpode variar entre as quatro e as seis semanas. E pode ser repetida duas ou três vezes por ano". "Apenas os médicos podem avaliar se a condição clínica do doente exige a toma de meldonium por um período de tempo mais longo", acrescenta-se.

Em 2014, o laboratório antidoping de Colónia, na Alemanha, depois de analisar mais de 100 amostras de urina de desportistas, identificou a presença de meldonium em muitas delas, concluindo que face à numerosa prevalência da mesma ela serviria, certamente, para melhorar o rendimento desportivo.
“A toma do medicamento permite um aumento da resistência dos atletas, ajuda na recuperação após a realização de um exercício, protege contra o stress e melhora a activação do sistema nervoso central”, escreveram numa publicação científica os médicos do laboratório germânico.

O passo seguinte foi a inclusão do meldonium na lista de substâncias proibidas pela AMA a partir do primeiro dia deste ano e, desde essa data, já houve 14 atletas que acusaram positivo. Sharapova é apenas o caso mais mediático. Mas no próprio dia em que a russa admitiu que tinha acusado positivo num controlo antidoping, uma outra atleta russa, a patinadora Ekaterina Bobrova, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Sochi em 2014, também já tinha dado uma conferência de imprensa em que anunciava ao mundo o seu positivo a…meldonium.

Infografia: Uma década de casos no doping mundial

Até ao momento, e apesar de a AMA ter alertado, a 30 de Setembro de 2015, com três meses de antecedência, de que iria passar a considerar a meldonium uma substância dopante já 14 atletas acusaram positivo – seis lutadores georgianos, um ciclista russo, dois maratonistas etíopes, uma fundista sueco-etíope, dois biatletas ucranianos e uma patinadora e tenista russas.

Segundo alguns especialistas, o consumo de meldonium pelos desportistas deve-se não tanto aos reflexos que pode originar na melhoria do seu rendimento, mas mais pelas suas eventuais qualidades de mascarante. Isto porque, um dos efeitos da toma de Mildronate, prende-se com a sua capacidade de tornar o sangue mais “fluído”, diminuindo a concentração de hemoglobina, um dos parâmetros medido através do passaporte biológico e que aumenta depois da toma de EPO ou de uma transfusão.



Jennifer Capriati corrosiva

Quem já reagiu à notícia do positivo de Sharapova foi Jennifer Capriati, antiga líder do ranking mundial e que abadonou o circuito em 2004.
Na sua conta oficial no Twitter, e sem se referir directamente ao nome de Sharapova, Capriati defendeu que a russa “tem de ser despojada de todos os títulos que venceu”.

“Qual é o interesse de alguém tomar um medicamento para o coração, que ajuda a recuperar mais rapidamente? A não ser que tenha um problema cardíaco”, escreveu a antiga jogadora, que venceu três torneios do Grand Slam (dois Open da Austrália, em 2001 e 2002, e um Roland-Garros, em 2001).

Campeã olímpica nos Jogos Barcelona 92, Capriati foi detida em 1994 por posse de marijuana e aceitou integrar um programa de desintoxicação, motivando um dos maiores escândalos na altura no circuito feminino.

“Tive uma 'queda' na minha carreira, mas nunca fiz batota. Nunca tive uma equipa de médicos paga a preço de ouro para encontrar forma de contornar os regulamentos”, lembrou Capriati.

 
tirando a parte que parece amadora, o resto parece-me hipocrisia

A parte das antigas tenistas dizerem mal etc, é tudo 1 boa treta, é tipo o armstrong, todos usam doping, uns menos outros mais, mas quando alguem é apanhado apontam todos o dedo

mas no fundo esquecem que quando se aponta o dedo a alguem, os outros 4 apontam para nos
 
O controlo positivo da russa Maria Sharapova relançou para o debate público a questão das substâncias ilícitas no ténis, numa lista crescente de casos, mas também do reforço dos testes antidoping.

Maria Sharapova foi o mais recente caso de doping no ténis. A tenista russa teve um controlo positivo de meldonium, substância que tomava desde 2006, mas que só este ano foi considerada ilícita.

Mais comum no ciclismo e no atletismo, a verdade é que o ténis começa agora a ser alvo de mais controlo por parte das autoridades.

Em 2001, o argentino Juan Ignacio Chela, que viria a ser campeão do Estoril Open três anos depois, foi suspenso por três meses depois de acusar um esteroide anabolizante.

Outro argentino, Mariano Puerta, finalista de Roland Garros em 2005 (derrotado pelo espanhol Rafael Nadal), foi suspenso por oito anos (depois passou a dez), após controlo positivo de um anabolizante num teste realizado antes da final do torneio francês.

O croata Marin Cilic, em 2013, é um dos exemplos mais recentes, ao ser suspenso por nove meses, após consumo de estimulantes.

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) acabou por diminuir a pena para quatro meses, por considerar que o recurso à substância tinha sido inadvertido, num caso com contornos semelhantes ao de Maria Sharapova, que alegou desconhecer que o fármaco que ingeria passara a ser ilícito.

O atual campeão do Estoril Open, Richard Gasquet, figurou na lista dos tenistas com controlo positivo, em 2009, por uso de cocaína, mas o francês acabou por ser ilibado das acusações depois de ter sido aceite a justificação que a droga derivava de um beijo de uma mulher numa discoteca.

Em sentido inverso, a antiga líder do ‘ranking’ WTA Martina Hingis acabou por terminar carreira em 2008, depois de confirmada a suspensão de dois anos aplicada à jogadora suíça por recurso a cocaína.

Também o norte-americano Andre Agassi, ex-número um mundial, admitiu, após terminar carreira, ter consumido, em 1997, o estimulante metanfetamina.

Atualmente, estão oito tenistas suspensos por controlos de doping, provando que o reforço dos testes tem detetado cada vez mais casos.

http://desporto.sapo.pt/mais_modali...unta-se-ao-numero-crescente-de-casos-no-tenis
 
O tenista espanhol Rafael Nadal, quinto do ranking mundial, disse na quarta-feira que a russa Maria Sharapova, que acusou doping no Open da Austrália, "deve ser punida" e negou recorrer a substâncias ilícitas.
Em Indian Wells, nos Estados Unidos, onde disputará o primeiro Masters 1000 da temporada, o antigo líder da hierarquia mundial negou os frequentes rumores de que tem recuperado dos problemas físicos que o afetam nos últimos anos com a ajuda de fármacos proibidos.

"Nunca tive a tentação de fazer algo ilegal. Estou muito distante da temática do doping. Sou um atleta limpo. Ao longo da minha carreira, sempre trabalhei de forma muito intensa para recuperar das lesões. Nunca tomei nada [ilegal] para voltar aos courts mais rapidamente", assegurou o espanhol.

O detentor de 14 títulos do Grand Slam, de 29 anos, admitiu já ter ouvido vários rumores sobre o seu recurso a substâncias dopantes, manifestando-se "saturado" dessas suspeitas.

"Sim, ouvi já ouvi algumas coisas sobre mim e estou um pouco saturado disso. Acredito e defendo o desporto, os valores do desporto e no exemplo que dá à sociedade. Se fizesse algo de ilegal, estaria a mentir a mim próprio, não aos meus adversários", frisou o espanhol.

Sobre Sharapova, Nadal reconheceu ser "difícil de imaginar" que a russa tenha tomado conscientemente algo ilegal, mas defendeu que a jogadora "deve ser punida", para dar um exemplo aos restantes atletas.

"Quero acreditar que se tratou apenas de um erro e que Sharapova não o quis fazer de forma consciente. É um caso de negligência e deve ser punida", disse o jogador.

Sharapova, de 28 anos, revelou na segunda-feira que teve um controlo positivo a meldonium, uma substância que toma desde 2006 e que se tornou proibida este ano, assumindo que não tinha visto a lista atualizada de produtos proibidos.

De acordo com a Federação Internacional de Ténis (ITF), a russa foi controlada a 26 de janeiro no Open da Austrália, num teste que revelou a presença do produto proibido.

Segundo a ITF, por a substância estar entre as proibidas pela Agência Mundial Antidopagem e pelo seu próprio programa antidoping, Maria Sharapova será suspensa preventivamente a partir de 12 de março, até que o caso esteja resolvido.

Lusa

http://sicnoticias.sapo.pt/desporto...orre-a-doping-e-que-Sharapova-deve-ser-punida
 
é de 2013, mas creio que continuará atual:

[h=1]Tennis Has a Doping Problem[/h]
...
In 2012, tennis conducted
2,185 tests—only 63 of which were OC blood tests. That’s a small number, though more than the 21 done in 2011. (For comparison, cycling conducted 13,745 tests in 2011, 3,314 of which OC blood tests.) This year, tennis also adopted the biological passport, proven to be effective in cycling. These digital documents track a player’s blood profile, meaning they can detect changes in biological markers over time. The drug might be washed out of your system, but science says something fishy’s going on. Unfortunately, the passports need a few years of player data to really be effective.
...

This closed system undoubtedly fuels many of the juiciest doping suspicions; some tennis watchers suspect that Nadal’s seven-month absence from the professional circuit between July 2012 to February 2013, and his loss at the 2009 French Open and withdrawal from Wimbledon that year, may actually have been a “silent doping ban” that was never publicly disclosed....
The case with the most potential, however, is Operation Puerto. In 2006, Spanish doctor Eufemiano Fuentes was busted for running a massive doping ring linked to cycling, tennis, soccer, boxing, and track. The raid, “Operation Puerto,” confiscated more than 200 blood bags labeled with code names.

The trial took place earlier this year in Madrid,but despite the calls from absolutely everyone to reveal Fuentes’s list of of clients— World Anti-Doping Agency, the Italian doping authority, the Spanish doping authority, the ITF, and even Dr. Fuentes himself, who said he would identify every single sample—the Spanish judge ordered the destruction of all bags. Because of privacy laws. Fuentes, given a one-year suspended sentence, says he’s now willing to sell his list of names to the highest bidder.

A spokesperson at WADA says that the organization has been trying for the last seven years to have evidence from the operation made available to the anti-doping authorities. Miller says the ITF asked for the names of the players, too, but was rebuffed. Andy Murray tweeted that the ruling to destroy blood bags was “beyond a joke … biggest cover up in sports history?” And Nadal—who was briefly rumored to be on the list—said that it was a “mistake” to destroy the evidence and that only cheaters benefited.
...

Infelizmente creio que o doping no ténis profissional é generalizado.
 
O Nadal é um falso... Nunca tomou nada?! O gajo agora é que deixou de jogar como antes e o único ganha pão mais sustentável continuam a ser os patrocínios, há que ser falso. Muitos milhões envolvidos.

A Sharapova não tem de ser incriminada de nada. Todos tomam jarda! Pena tenho que foi um deslize, apenas foi proibido em 2016...
 
Basta olhar para a Serena,tem uma musculatura digna de um homem,mas aí nem é estranho,estranho é conjugar tal massa muscular com tão pouca percentagem de gordura.

Para quem treina,sabe que isso mesmo num homem é complicado,quanto mais numa mulher.
Pode ter uma genética incrível(e tem),mas não duvido que haja grandes hipóteses de consumir anabolizantes.
 
Posição da HEAD é interessante...

HEAD ISSUES STATEMENT CONCERNING MARIA SHARAPOVA

Statement by Johan Eliasch, Chairman and CEO of HEAD
MARCH 11TH, 2016


As a company, HEAD has a strict anti-doping policy. We believe the use of WADA banned substances with the intent to enhance performance or gain unfair advantages must be sanctioned.

In Maria's Sharapova’s case, we have analyzed the facts and circumstances in great detail in order to reach a firm conclusion about our association with her in light of her recent announcement.

The facts as we know them today are that since January 1st, 2016, the WADA has banned the usage of meldonium and that. Maria has taken mildronat and other medications since 2006 as a result of the frequency by which she had the flu, abnormal EKG results and indicators of diabetes with a family history of diabetes. Mildronate is another name for meldonium.

On this basis we conclude that although it is beyond doubt that she tested positive for the use of a WADA banned substance, the circumstantial evidence is equally beyond doubt that the continued use of meldonium after Jan 1st, 2016 in the dosages she had been recommended, which were significantly short of performance enhancing levels, was a manifest error by Maria. In the absence of any evidence of any intent by Maria of enhancing her performance or trying to gain an unfair advantage through the use of mildronate, we further conclude this falls into the category of 'honest' mistakes.
Furthermore, we question WADA¹s decision to add Meldonium to its banned substances list in the manner it did; we believe the correct action by WADA would have been to impose a dosage limitation only. In the circumstances we would encourage WADA to release scientific studies which validates their claim that Meldonium should be a banned substance.

The honesty and courage she displayed in announcing and acknowledging her mistake was admirable. HEAD is proud to stand behind Maria, now and into the future and we intend to extend her contract. Maria may have made a mistake, but she has earned the benefit of the doubt and we are extending it to her. We look forward to many more years of working with Maria.

http://www.head.com/en/news-detail/title/head-issues-statement-concerning-maria-sharapova/
 
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