Problemas com criança

O problema não é a mãe nem o filho, nem a avó, são os 3 ao mesmo tempo, são os 3 que tem que viver com o estado assim do filho, e provavelmente são os 3 que se provocam mutuamente.
E o que eu posso fazer acerca disto? Recomendar orientação para a mãe e apoio para o filho. Eu não tenho acesso à família para fazer outra coisa.
 
O problema não é a mãe nem o filho, nem a avó, são os 3 ao mesmo tempo, são os 3 que tem que viver com o estado assim do filho, e provavelmente são os 3 que se provocam mutuamente.
E o que eu posso fazer acerca disto? Recomendar orientação para a mãe e apoio para o filho. Eu não tenho acesso à família para fazer outra coisa.

Penso que o filho não precisa de mais apoio, já tem a mãe a avó em casa a apoiá-lo... [:D]

Agora a sério, o filho só precisa de educação, nada mais. A questão aqui é saber quem está disposto a assumir esse papel (presumindo algum tipo de relacionamento com a mãe...)
 
Filhos. parceiros e carros têm algo em comum; há quem tenha sorte e não saiba sequer o que são problemas e há os outros que têm muito, muito azar.
 
Boa tarde, em relação à criança do seu post, se for da zona de Setúbal ajudo-o.
Procure 1 profissional da area da saude,medica de familia para um encaminhamento. Processo que demora. Procure 1 profissional em privado, especializado em comportamento e desenvolvimento da criança.
Procure ajuda junto dos profissionais na escola.
Sinalize a criança à cpcj, o principal objectivo é ajudar as familias e as crianças, e não o de tirar as crianças às familias, como o senso.comum apregoa.
Tenha atenção e filtre muito bem tudo o qie lê num forum como este.
Pps, mandei mp, mas como não percebi se foi enviada.. meto aqui tambem.
 
Boa tarde, em relação à criança do seu post, se for da zona de Setúbal ajudo-o.
Procure 1 profissional da area da saude,medica de familia para um encaminhamento. Processo que demora. Procure 1 profissional em privado, especializado em comportamento e desenvolvimento da criança.
Procure ajuda junto dos profissionais na escola.
Sinalize a criança à cpcj, o principal objectivo é ajudar as familias e as crianças, e não o de tirar as crianças às familias, como o senso.comum apregoa.
Tenha atenção e filtre muito bem tudo o qie lê num forum como este.
Pps, mandei mp, mas como não percebi se foi enviada.. meto aqui tambem.

O "problema" é que em muitos casos, a melhor ajuda poderá passar mesmo por tirar a criança à família.

Quando estamos a falar de uma família em que apenas um elemento precisa de ajuda, é uma coisa, mas aqui toda a família será desagregada, pelo que essa ajuda externa "individualizada" nunca irá funcionar. Mas boa sorte nisso!
 
O que vos vou relatar é afeta a uma família vizinha e gostaria de poder ajudar de alguma forma:

O agregado é constituído: mãe solteira, avó e criança de 10 anos. A mãe trabalha no período da tarde-noite, pelo que a avó fica em casa com a criança, digamos a avó já fica no seu canto e caga de alto, não quer a chateiem e não tem pachorra para educar, limita-se à sua função de adulto presente. A mãe além das tarefas de casa e recados que a avó quer, dedica tempo ao filho e a garantir que ambos (avó e filho) andam bem dispostos.

Eis os problemas da criança:

-Acorda, por onde passa faz barulho, berra, fecha portas com força, não tem qualquer sensibilidade para com quem esteja a dormir;
-Na maioria das refeições fica sempre imensa comida porque ao longo do dia come bolachas e doces, come com o telemóvel à frente ou então não come;
-Na escola pouco ou nada come, chega a casa com fome e é quando lancha melhor e janta;
-Esconde todos os recados escolares ou testes, é preciso a mãe ir remexer na mochila para garantir que ele não tem nada. Se apenas perguntar se ele tem algo, ele mente dizendo que não tem nada
-TPC's é preciso a mãe andar em cima ou ele não faz rigorosamente nada, mesmo que a mãe deixe lições ele não faz, a mãe tem que ficar ao lado
-Andou 1 ano na natação e não sabe nadar,
-Na praia seja fluvial ou marítima alega que tem medo de entrar é preciso ser arrastado, pelo que vai gritar como se o tivessem a espancar e se conseguir fugir vai pedir auxilio à policia ou a um nadador salvador - depois de lá estar acalma a passarinha;
-Recusa-se a cumprir tarefas domésticas, só as cumpre se estiver bem disposto
-O agregado tenta negociar com ele e só se ele achar bom o negócio é que aceita fazer e mesmo assim faz mal
-O aproveitamento escolar é péssimo, de acordo com o professor, ele devia ter reprovado no 3º ano, mas como a lei obriga a passar alunos até ao final do 4º ano, limitou-se a cumprir a lei
-Em casa sempre que alguém ameaça dar-lhe uma chapada ele alega "violência infantil é crime!" e de tempos a tempos aparece com a conversa que na escola disseram que "os pais que baterem nos filhos vão presos!" - o agregado evita sequer tocar-lhe com medo que ele vá para a escola mentir
-No âmbito das negociações, caso lhe retirem o telemóvel para ele fazer algo em troca, ele alega "se me tirarem o telemóvel eu vou fazer barulho e vocês vão voltar a dar-me"
-Numa ida à médica a mãe relatou todos os episódios e a médica ficou a saber sobre a falta de apoio psicológico da escola, pelo que enviou uma carta urgente com um raspanete às psicólogas;
-Em 4 anos foi visto 2x pelas psicólogas escolares, após a carta da médica, fizeram uma reunião com o agregado e disseram: ele não deve ser obrigado a nada, devem negociar com ele, devem deixa-lo ir até ao 5º ano, que é melhor reprovar no 5º que no 4º ano, que não precisa de apoio agora, mas que depois terá apoio adequado e que não devem obriga-lo a estudar, mas sim deixa-lo ser criança.
-Ele assim do nada levanta-se vai à janela gritar, depois vai à cozinha procurar por doces, quase como um ressacado à procura da dose, se não encontra nada doce, desfaz uma banana em papa e enche de açúcar
-Joga à bola dentro de casa, mesmo que parta algo e berrem com ele, limita-se a sorrir
-Não conserva os brinquedos, dá cabo deles como mote para obter novos
-Recusa-se a ficar sozinho no carro ou em casa por minutos ou mesmo que fosse 1h - começa a gritar como se tivessem a maltrata-lo
-Num lugar público se fizer asneirada e o agregado o tentar dar uma chapada, ele é capaz de ir ter com um policia, salva-vidas, segurança ou outra pessoa que a veja como autoridade e denunciar como agressão - o agregado evita então tais ações para não se exporem;
-Sempre que alguém o chama atenção ele não só responde como fixa o agregado nos olhos, fazendo cara agressiva até que virem o olhar e caso não virem começa aproximar-se focado nos olhos como em sinal de desafio
-Sempre que está contrariado grita, faz birra, chora e o agregado afasta-se ou cede, com medo que ele faça uma possível falsa denuncia - em casa por exemplo quando alegam que eles são autoridade, ele responde logo: "autoridade é policia, vocês não são nada!" ou "agressão contra criança é crime!"
-A avó mina a autoridade da mãe e também ela (avó) tem alguns distúrbios, o que não ajuda a passar a mensagem
-Não tem um sentido mínimo de responsabilidade, nos recados esquece-se do que vai comprar;
-Se o mandarem comprar o pão, enquanto esperam no carro, lá vai ele sempre a olhar por cima do ombro várias vezes, se o recado for 10 pães, compra 7 e o resto gasta em doces ou em alternativa vai ao carro de mãos vazias dizer que o dinheiro não chega e uma vez descoberto, alega que só faz o recado se lhe derem dinheiro para o doce que ele quer
-Na praia ou no parque, enquanto os adultos ficam afastados e ele vai brincando, está sempre a olhar para trás por cima do ombro

Já presenciei várias destas situações, no meu tempo isto seria tratado de uma forma em que ele andaria bem quente mas tranquilo, agora nestes tempos modernos não sei que se passa, crianças mandam mais que os pais.
Há alguma instituição ou profissional sério que não seja um babaca de um académico que recomendem para ajudar esta família? O orçamento é limitado pois a mãe é a única a ganhar para meter o pão na mesa e não tem apoios estatais, ganha pouco mais que o SMN.

Perante tal desestruturarão na família só resta a esta mãe referenciar a criança à CPCJ e aproveitar a ajuda.
 
Só acrescentaria que "falta aí um Pai"... porque qualquer ***** pode ser progenitor...
é verdade...a mae tambem acabou por ser apenas uma progenitora pois se o filho nem amor por ela tem, é sinal que ela nao criou sequer laços afectivos com ele
 
O mais assustador é a quantidade de opiniões que aqui se lêem, e nem as vou qualificar, sobre a vida de uma criança, como se estivessem a opinar sobre um oleo para o motor ou o fora de jogo da bola... pior, sem saberem como o user do topico vai usar oque aqui se diz...Peça ajuda a 1 profissional e apague o tópico.

Claramente o melhor post e o melhor conselho do tópico. Estes assuntos são demasiado importantes para se andar a dar bitaites. Até porque uma situação má pode sempre piorar e a julgar pelo calibre de algumas opiniões daqui, a serem seguidas, isso iria mesmo acontecer.
A ideia de um profissional em articulação com a CPCJ parece-me ser, para quem está de fora, uma ideia muito razoável.
 
Claramente o melhor post e o melhor conselho do tópico. Estes assuntos são demasiado importantes para se andar a dar bitaites. Até porque uma situação má pode sempre piorar e a julgar pelo calibre de algumas opiniões daqui, a serem seguidas, isso iria mesmo acontecer.
A ideia de um profissional em articulação com a CPCJ parece-me ser, para quem está de fora, uma ideia muito razoável.

Uma mãe solteira com SMN nunca na vida poderá pagar a um Psicólogo no privado sessões de pelo menos 1x semana. Tem mesmo que recorrer aos serviços (cpcj) que depois irá despoletar os apoios necessários (na medida do possível) no público.
 
Em outros tempos os miúdos eram bem mais disciplinadas e respeitavam os mais velhos, o método usado no meu tempo atualmente está desaprovado mas que funcionava bem la isso funcionava
 
Última edição:
Em outros tempos os miúdos eram bem mais disciplinadas e respeitavam os mais velhos, o método usado no meu tempo atualmente está desaprovado mas que funcionava bem la isso funcionava

Não sei se funcionava assim tão bem. O nosso país está repleto de gente adulta e desequilibrada, egos complexos, toda a gente a querer provar não sei bem o quê e a ter a aprovação de todos. Pessoal que ficou preso numa infância mal digerida.

De facto existe aqui neste caso concreto muita desestruturação e muita falta de regras, no entanto, a meu ver, a violência física não ajuda em nada, nem nunca ajudou. Nem consigo imaginar como bater num ser humano possa ajudar em algo ou ser minimamente educativo.
 
Já agora, e sendo mais um a dar a posta de pescada:

Essa mãe precisa urgentemente de ajuda. O ir a cpcj é um bom primeiro passo, para poder educar o míudo.

Agora, falando por mim: acho que a ultima vez que bati nos meus filhos ainda usavam fralda. "bater", bem entendido.

Agora, tento educar pelo exemplo. E o que prometo, cumpro. Para o bem e para o mal. Se digo que ficam sem telemóvel, ficam, e se se esticam, só pioram. [:D]
 
Na altura o meu telemóvel era uma enxada na mão [:D]
os putos hoje em dia mexem no telemovel de uma maneira que eu fico parva.. a minha prima de quase 3 anos sabe meter videos no youtube e carregar no botãozinho para ignorar o anuncio.
eu ja disse e volto a dizer, eu quando tiver filhos eles so vao saber o que é um telemovel quando forem adultos..só por cima do meu cadaver vao mexer nessas coisas tao novos
 
Garanto-te que, por exemplo, tirar um telemóvel a um miúdo tem muito mas muito melhor resultado que lhe dar um tabefe nas trombas ao mesmo miúdo.

Só não percebo é como é que se tira o telemóvel a uma criança de 2 a 5 anos de forma a poder educar bem. Ah espera, pura e simplesmente não se educa. Só quando tiver telemóvel e PlayStation é q ue se começa a educar com castigos exemplares, pode é nessa altura já ir um bocado tarde mas pronto, mas o que interessa é não dar uma palmada que dessa maneira não se educa e é violência infantil!
 
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