O que vos vou relatar é afeta a uma família vizinha e gostaria de poder ajudar de alguma forma:
O agregado é constituído: mãe solteira, avó e criança de 10 anos. A mãe trabalha no período da tarde-noite, pelo que a avó fica em casa com a criança, digamos a avó já fica no seu canto e caga de alto, não quer a chateiem e não tem pachorra para educar, limita-se à sua função de adulto presente. A mãe além das tarefas de casa e recados que a avó quer, dedica tempo ao filho e a garantir que ambos (avó e filho) andam bem dispostos.
Eis os problemas da criança:
-Acorda, por onde passa faz barulho, berra, fecha portas com força, não tem qualquer sensibilidade para com quem esteja a dormir;
-Na maioria das refeições fica sempre imensa comida porque ao longo do dia come bolachas e doces, come com o telemóvel à frente ou então não come;
-Na escola pouco ou nada come, chega a casa com fome e é quando lancha melhor e janta;
-Esconde todos os recados escolares ou testes, é preciso a mãe ir remexer na mochila para garantir que ele não tem nada. Se apenas perguntar se ele tem algo, ele mente dizendo que não tem nada
-TPC's é preciso a mãe andar em cima ou ele não faz rigorosamente nada, mesmo que a mãe deixe lições ele não faz, a mãe tem que ficar ao lado
-Andou 1 ano na natação e não sabe nadar,
-Na praia seja fluvial ou marítima alega que tem medo de entrar é preciso ser arrastado, pelo que vai gritar como se o tivessem a espancar e se conseguir fugir vai pedir auxilio à policia ou a um nadador salvador - depois de lá estar acalma a passarinha;
-Recusa-se a cumprir tarefas domésticas, só as cumpre se estiver bem disposto
-O agregado tenta negociar com ele e só se ele achar bom o negócio é que aceita fazer e mesmo assim faz mal
-O aproveitamento escolar é péssimo, de acordo com o professor, ele devia ter reprovado no 3º ano, mas como a lei obriga a passar alunos até ao final do 4º ano, limitou-se a cumprir a lei
-Em casa sempre que alguém ameaça dar-lhe uma chapada ele alega "violência infantil é crime!" e de tempos a tempos aparece com a conversa que na escola disseram que "os pais que baterem nos filhos vão presos!" - o agregado evita sequer tocar-lhe com medo que ele vá para a escola mentir
-No âmbito das negociações, caso lhe retirem o telemóvel para ele fazer algo em troca, ele alega "se me tirarem o telemóvel eu vou fazer barulho e vocês vão voltar a dar-me"
-Numa ida à médica a mãe relatou todos os episódios e a médica ficou a saber sobre a falta de apoio psicológico da escola, pelo que enviou uma carta urgente com um raspanete às psicólogas;
-Em 4 anos foi visto 2x pelas psicólogas escolares, após a carta da médica, fizeram uma reunião com o agregado e disseram: ele não deve ser obrigado a nada, devem negociar com ele, devem deixa-lo ir até ao 5º ano, que é melhor reprovar no 5º que no 4º ano, que não precisa de apoio agora, mas que depois terá apoio adequado e que não devem obriga-lo a estudar, mas sim deixa-lo ser criança.
-Ele assim do nada levanta-se vai à janela gritar, depois vai à cozinha procurar por doces, quase como um ressacado à procura da dose, se não encontra nada doce, desfaz uma banana em papa e enche de açúcar
-Joga à bola dentro de casa, mesmo que parta algo e berrem com ele, limita-se a sorrir
-Não conserva os brinquedos, dá cabo deles como mote para obter novos
-Recusa-se a ficar sozinho no carro ou em casa por minutos ou mesmo que fosse 1h - começa a gritar como se tivessem a maltrata-lo
-Num lugar público se fizer asneirada e o agregado o tentar dar uma chapada, ele é capaz de ir ter com um policia, salva-vidas, segurança ou outra pessoa que a veja como autoridade e denunciar como agressão - o agregado evita então tais ações para não se exporem;
-Sempre que alguém o chama atenção ele não só responde como fixa o agregado nos olhos, fazendo cara agressiva até que virem o olhar e caso não virem começa aproximar-se focado nos olhos como em sinal de desafio
-Sempre que está contrariado grita, faz birra, chora e o agregado afasta-se ou cede, com medo que ele faça uma possível falsa denuncia - em casa por exemplo quando alegam que eles são autoridade, ele responde logo: "autoridade é policia, vocês não são nada!" ou "agressão contra criança é crime!"
-A avó mina a autoridade da mãe e também ela (avó) tem alguns distúrbios, o que não ajuda a passar a mensagem
-Não tem um sentido mínimo de responsabilidade, nos recados esquece-se do que vai comprar;
-Se o mandarem comprar o pão, enquanto esperam no carro, lá vai ele sempre a olhar por cima do ombro várias vezes, se o recado for 10 pães, compra 7 e o resto gasta em doces ou em alternativa vai ao carro de mãos vazias dizer que o dinheiro não chega e uma vez descoberto, alega que só faz o recado se lhe derem dinheiro para o doce que ele quer
-Na praia ou no parque, enquanto os adultos ficam afastados e ele vai brincando, está sempre a olhar para trás por cima do ombro
Já presenciei várias destas situações, no meu tempo isto seria tratado de uma forma em que ele andaria bem quente mas tranquilo, agora nestes tempos modernos não sei que se passa, crianças mandam mais que os pais.
Há alguma instituição ou profissional sério que não seja um babaca de um académico que recomendem para ajudar esta família? O orçamento é limitado pois a mãe é a única a ganhar para meter o pão na mesa e não tem apoios estatais, ganha pouco mais que o SMN.