Processo de Bolonha: Doutores e Engenheiros a Nú

Bem isso quererá dizer uma de duas coisas:
Ou as Faculdades formam mal, ou a OA terá melhores "professores" para avaliar conhecimentos, que os professores das faculdades.
Quer dizer que as faculdades estão a formar mal.

A interpretação da lei caberá ao jurista/futuro advogado com tanta (e diria melhor) legitimidade que muitos advogados já credenciados.
Melhor legitimidade? Porquê?

E se fosse assim tão boa avaliadora, não se viam tantos erros dos advogados.
Lá está, estão mal formado e daí a necessidade da ordem filtrar.
 
Logo, o ME é que tem que corrigir, pois o que temos então, são estudantes engandos. [;)]
É verdade, o ME não está a obrigar as faculdades a serem exigentes. Até pelo contrário, o ME quer é vagas e para haver vagas é preciso que o pessoal acabe o curso, dê lá por onde der. Como o ME não faz o devido, tem de ser a OA a fazer essa filtragem. [;)]
 
A ordem não tem de se convencer de nada. Tem apenas um estatuto aprovado na assembleia da republica. Vai lê-lo e diz-me se está a cometer alguma irregularidade ou usurpação de funções. Achas que isso seria possível tendo em conta o rigor que caracteriza essa espécie que dá pelo nome de advogados?

Mas quem é que disse que está a cometer irregularidades ou usurpar funções? Eu até concordo com o exame... Concordo, desde que feito com pés, cabeça e justiça.
 
Bem isso quererá dizer uma de duas coisas:
Ou as Faculdades formam mal, ou a OA terá melhores "professores" para avaliar conhecimentos, que os professores das faculdades.

A OA paricularizando quer avaliar o que outros avaliaram em 5º,4º anos.
Quando devem é dar formação prática e depois sim, avaliar.
A interpretação da lei caberá ao jurista/futuro advogado com tanta (e diria melhor) legitimidade que muitos advogados já credenciados.

E se fosse assim tão boa avaliadora, não se viam tantos erros dos advogados.

Precisamente...
 
E em relação ao "não se viam tantos erros dos advogados" temos de ser justos. Vêm-se muitos erros de advogados da mesma maneira que se vêm muitos erros de políticos, economistas, gestores, etc...

Vivemos presentemente no país dos "doutores" mais ou menos disparatados. [:D]
 
-O estado reconhece a legalidade da EXISTÊNCIA de determinado curso..

- A ordem reconhece as COMPETÊNCIAS adquiridas pelos detentores do curso.

pois lá porque o estado reconhece a existência de um curso chamado
por exemplo arquitectura ( publico ou privado) não quer dizer que o que é lá leccionado corresponda aos requisitos da PROFISSÃO..

È que há diferenças entre ser licenciado em arquitectura, e ser arquitecto, por exemplo..








As avaliações do ministério da educação, são para avaliar os requisitos da existência do curso, não avaliam em nada a competência profissional, que é da exclusiva responsabilidade das ordens...

Se a ordem, devidamente legalizada pelo estado, diz que o que determinada universidade forma não são arquitectos, é esta que tem a ultima palavra.

E não pensem que é uma medida para limitar o numero de pessoas com acesso á profissão...
...A partir do momento que uma instituição é reconhecida. TODOS os alunos que venham a sair dela, são reconhecidos, quer saiam 10 por ano quer saiam 300...







Foi precisamente o ESTADO que mandatou as ordens para proceder a essa certificação...

Foi o ESTADO que criou as ordens..

Alem disso quem tem que certificar qualquer profissão, são os PROFISSIONAIS da mesma, e não uma qualquer secretaria do estado sem saber nada do assunto..

São os arquitectos, Médicos, Biólogos, Economistas, Engenheiros, Advogados, que certificam o que é a profissão, e ninguém os pode substituir nesta função..
 
Eu até posso concordar contigo em abstrato.[;)]

Na prática sou o primeiro a afirmar o contrário e sempre que posso aproveito para salientar claramente esse facto.[:D]

No mundo que nos rodeia interessa mais a percepção do que a realidade. A percepção aponta para que um bacharelato seja igual a uma nova licenciatura. Podem provar por A+B que isso é mentira mas aos olhos da maioria das pessoas é assim que funciona.

Bem verdade. Mas a realidade, excluindo os casos de verdadeira rebaldaria que por aí ainda andam, é esta:
Porque simplesmente as pessoas ligam apenas à duração do curso, sem olhar para o conteúdo programático. Mais anos não faz um melhor Eng.

O problema vem de antes, das fornadas de alunos que vêm do secundário, cada vez pior preparados. A culpa aqui é directamente do Ministério da Educação, a quem ultimamente só interessa as estatísticas.

E é uma falácia enorme porque a matéria dos cursos Universitários foi comprimida, várias cadeiras foram unidas (2 cadeiras numa só), cadeiras pouco relevantes foram eliminadas, existe algo que se chama avaliação contínua e os projectos passaram a ser obrigatórios.

Aliás, se perceberem a filosofia de Bolonha vão ver que privilegia a capacidade de raciocínio e saber prático ao apenas estudar para passar cadeiras.

No fundo manda-te "desenrascar".
 
Há cursos fantasticos,...:sh)


os nossos jovens estão cada vez mais bem preparados e qualquer dia temos mais mestrados que os outros países da Europa.


Depois dos cursos de Engenharia da Universidade Independente (que o Sócrates mandou encerrar, sabe-se lá porquê!!!), das nomeações de parasitas para assessores, consultores e directores de coisa nenhuma, tudo gente bem paga à custa dos contribuintes, impunha-se este tipo de novas oportunidades para aumentar a autoestima (vaidade) da rapaziada que de facto não quer fazer nada de útil, mas apenas ter acesso a canudos e titulos agora fáceis de obter.
Não admira....
Soube hoje que ficaram de enviar a uma escola de Grijó um Cirurgião Arbórico.
Confesso a minha ignorância. Tive de perguntar o que era e fui informado que se trata de podador de arbustos.....



MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÂO DE CAMPOS DE GOLFE

Diário da República, 2ª Série, nº51, 12 de Março de 2008
(Encontrado aqui e podem confirmar em

http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf


image002dp.jpg



Leiam bem:
Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe
Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado!
O doutoramento
virá a seguir.
 
Há cursos fantasticos,...:sh)






MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÂO DE CAMPOS DE GOLFE

Diário da República, 2ª Série, nº51, 12 de Março de 2008
(Encontrado aqui e podem confirmar em

http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf


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Leiam bem:
Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe
Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado!
O doutoramento
virá a seguir.

E porque não? É uma especialização numa área bastante importante para o turismo algarvio.
 
Há cursos fantasticos,...:sh)






MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÂO DE CAMPOS DE GOLFE

Diário da República, 2ª Série, nº51, 12 de Março de 2008
(Encontrado aqui e podem confirmar em

http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf


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Leiam bem:
Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe
Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado!
O doutoramento
virá a seguir.

Francamente não vejo qual o problema... as licenciaturas de bolonha devem ser o mais generalistas possiveis e os mestrados devem ser muito especificos. O exemplo que descreves representa os ideais de Bolonha. Tal como actualmente é possivel tirar uma licenciatura em engenharia agrónoma seguida de um mestrado em gestão vinicola. O objectivo do processo de Bolonha é mesmo este: formação de base generalista, seguida de uma especialização sólida.
 
à dias tive uma "discussão" com um amigo.

falávamos no caso especifico de medicina dentária. quem acaba o curso (pós-bolonha) sai com que grau académico?
 
à dias tive uma "discussão" com um amigo.

falávamos no caso especifico de medicina dentária. quem acaba o curso (pós-bolonha) sai com que grau académico?
Mestrado Integrado, à semelhança do que acontece com Medicina, Ciências Farmacêuticas, Arquitectura, Medicina Veterinária e algumas engenharias.
 
à dias tive uma "discussão" com um amigo.

falávamos no caso especifico de medicina dentária. quem acaba o curso (pós-bolonha) sai com que grau académico?

Supostamente como mestre de Bolonha. [:D]

E antes do Bolonha são licenciados com 6 anos, ao contrário de agora que são 5.
 
Última edição:
Mestrado Integrado é um grau académico?

O grau académico correspondente ao mestrado integrado é MESTRE.
O ser integrado implica que não teve que fazer a licenciatura separada do mestrado, sendo tudo feito de seguida, de uma só vez, conferindo um grau academico.

Um aluno que entra num mestrado integrado não tem que se candidatar separadamente a um mestrado, estando já garantida a sua frequencia.

Foi a solução encontrada para garantir a manutenção dos conteudos de formação em 5 ou 6 anos dos cursos que já antes tinham essa duração, acrescendo somente a esses antigos cursos a realização de uma tese para a atribuição do titulo.

Ás antigas licenciaturas de 4 que agora são licenciaturas de 3 ficou igual o grau académico e se pretenderem mestrado tem que se candidatar a um tal como acontecia antigamente, não sendo obrigatorio a obtenção de mestrado para o exercicio da profissão eventualmente associada.
 
Não, mestrado integrado indica normalmente que o curso não tem bacharelato e que quando o acabas obtens o grau de mestre.

Tu podes chamar-lhe o que entenderes, mas para os devidos efeitos, e perante as entidades oficiais, é licenciatura.[;)]

Bacharelatos já não são leccionados, e quem os tem, para obter o titulo de licenciado tem que fazer um quarto ano para ter a equivalência á licenciatura.[:blush:]

Mas já que estás numa de downgrade de títulos, ao menos sê coerente, e aplica-o também a quem tem curso de 5 ou 6 anos considerando-os de licenciados e não de mestres.[:D]

Só não quero é que baixes o meu.[:)][;)]
 
Tu podes chamar-lhe o que entenderes, mas para os devidos efeitos, e perante as entidades oficiais, é licenciatura.[;)]

Bacharelatos já não são leccionados, e quem os tem, para obter o titulo de licenciado tem que fazer um quarto ano para ter a equivalência á licenciatura.[:blush:]

Mas já que estás numa de downgrade de títulos, ao menos sê coerente, e aplica-o também a quem tem curso de 5 ou 6 anos considerando-os de licenciados e não de mestres.[:D]

Só não quero é que baixes o meu.[:)][;)]

Tens razão, é apenas uma questão de nomenclatura, em Portugal a tradução do 1º ciclo de Bolonha ficou como licenciatura provavelmente para adoptar a designação existente anteriormente e não gerar ainda mais confusão.
 
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