[Sociedade] Qual é a tua religião?

Qual é a tua religião?

  • Cristianismo

    Votes: 32 32.0%
  • Judaísmo

    Votes: 0 0.0%
  • Islamismo

    Votes: 1 1.0%
  • Hinduísmo

    Votes: 0 0.0%
  • Budismo

    Votes: 0 0.0%
  • Mormon

    Votes: 1 1.0%
  • Satanismo \m/

    Votes: 0 0.0%
  • Pastafarianismo :)

    Votes: 2 2.0%
  • Taoísmo

    Votes: 0 0.0%
  • Agnosticismo

    Votes: 21 21.0%
  • Cientologia

    Votes: 0 0.0%
  • Ateu

    Votes: 40 40.0%
  • ----

    Votes: 3 3.0%
  • Praticante

    Votes: 7 7.0%
  • Não-Praticante

    Votes: 16 16.0%

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“De que serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes, quando vindes para comparecerdes perante mim. Quem requereu de vós isto? Que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs.” (Isaías 1:11-1)


Dizem-se seguidores de uma religião a qual seguem com determinação, mas deveriam saber melhor os ensinamentos das suas Sagradas Escrituras. Muitos falam tanto em Deus e em religião e ainda sabem menos do que eu.

As pessoas fazem os sacrifícios em nome de deus porque as religiões assim o estipulam. Pura cegueira que apenas vem comprovar que aquilo que as religiões ensinam está acima dos ensinamentos do Deus que anunciam. Esta é uma das muitas evidências de que as religiões não pensam em deus, senão em si mesmas, motivo pelo qual não acredito em nenhuma delas.

Religiões feitas pelo homem segundo o interesse do homem? Não, obrigado. O homem é demasiado imperfeito para eu o seguir. E quanto a Deus, como nunca tomei verdadeiro conhecimento da Sua existência, considero-o o produto da fraqueza humana… ou porque será que quando estamos em aflição lembramo-nos logo Dele?
 
É isto mesmo, enquanto existirem coisas para as quais a ciência não tem explicação, mantenho-me agnóstica [;)].
A palavra “magia” também serve para explicar tudo aquilo que não tem explicação.
E durante muitos séculos se acreditou nela até começar a ser desmontada e acreditar-se que não passavam de meros truques de ilusão.

A religião usa a mesma técnica com os milagres para explicar o inexplicável.

As tribos faziam exatamente o mesmo.

Em todas elas existe de um lado esperteza e do outro ignorância, de um lado oportunismo e do outro deslumbramento, de um lado a explicação fácil e do outro a vontade em acreditar.

Resta saber se as pessoas realmente acreditam ou se estão recetivas porque querem acreditar.
É que para a “magia” existir, também é preciso querer acreditar nela sem questionar.
 
A azul.
Apesar de vir de uma família extremamente religiosa (excepto pais, católicos nao praticantes), sou ateu, e nem sequer sou batizado...
É um bocado chato, no trabalho, porque tenho um colega Muçulmano que me está sempre a tentar vender "o produto"...segundo ele, se eu tivesse religião, não me podia tentar convencer a mudar...mas como não tenho, está "à vontadinha"[:D] Pensa nas 72 virgens. O pior é se com as burkas te calham umas feias.[:D]

Temos conversas interessantíssimas, sobretudo quando me diz que a sua única esposa lhe está sempre a dizer que se devia casar com mais mulheres....pelo que entendi, assim ela terá mais "benefits" na próxima vida.
Todas elas querem que os maridos arranjem uma 2ª e uma 3ª mulher para as deixarem em paz e terem quem lhes faça as lides domésticas.
 
"Apalavra «Deus» é para mim nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana"(Albert Einstein)

Considero que Deus não é mais do que a resposta para a síndrome existencial do ser humano.
Sem Ele, o homem sente-se perdido e sem importância, por isso o inventou para se tornar especial – o escolhido “feito à sua imagem e semelhança” (Genesis, 1).

Pois digo-vos que Deus é simplesmente a palavra que nós encontrámos para explicar a imensidão de um universo que esmaga o ser humano na sua pequenez. Só precisávamos de ter a humildade de aceitar qual é o nosso lugar no universo, e nada mais.

Deus é, pois, a palavra mágica que o homem encontrou para se reconfortar. Mas, então, para os que não me entendem, pergunto-vos:
Se Deus não foi inventado por nós, foi inventado por quem? Então, quem O criou?
E os que vieram antes dele e que o precederam nasceram de onde? E também de onde vieram esses?
E o que havia antes deles? Um vazio? Uma espera? É que ambas as coisas já são espaço e tempo – sinónimo de existência.

Todas estas são perguntas sem respostas, mas que me deixam verdadeiramente integrado na exiguidade que sou no universo onde procuro soluções, pois elas estão lá. E lá é onde também “nós” pertencemos, pelo que “nós” também fazemos parte da equação e, por conseguinte, não só da pergunta, mas também da resposta.
Assim, sou feliz imaginando as respostas para essas questões sem recorrer ao chavão chamado “Deus”.

Sem essa cortina denominada “Deus” consigo ver muito melhor a realidade e entender o meu lugar no mundo, integrado no meio de outros seres vivos.
Desta forma, procuro compreender e respeitar mais todas as outras formas de vida que comigo partilham este minúsculo lugar perdido no vastíssimo universo.

Religião é um sub-produto na nossa necessidade de sentir conforto e de ter uma explicação para a nossa existência. Normalmente, quem é muito religioso, não quer largar esse conforto e não sobrevive bem numa plataforma onde há a possibilidade de nós não termos um propósito na vida, e onde não há nada que esteja a cuidar de nós.

Para quem é confrontado com alguma evidência de que não há realmente um Deus que nos anda a vigiar e proteger, pode sempre refugiar-se dizendo a frase oca de "Deus está no meio de nós, é o que nós fazemos". Não. A minha noção de bem ou mal, justo ou injusto, benévolo ou não, não tem nada a ver com espíritos.
 
Agnosticismo pressupõe uma rejeição de qualquer forma de uma teoria sobre tudo o que é desconhecido por enquanto.

Ateísmo pressupõe que não há nada supernatural no desconhecido, porque nunca houve evidência de que o supernatural existisse.

Eu acho que não consigo ser agnóstico... acho que é possível provar a inexistência de qualquer força supernatural que nos afecte directa ou indirectamente.
 
Religião é um sub-produto na nossa necessidade de sentir conforto e de ter uma explicação para a nossa existência. Normalmente, quem é muito religioso, não quer largar esse conforto e não sobrevive bem numa plataforma onde há a possibilidade de nós não termos um propósito na vida, e onde não há nada que esteja a cuidar de nós.

Para quem é confrontado com alguma evidência de que não há realmente um Deus que nos anda a vigiar e proteger, pode sempre refugiar-se dizendo a frase oca de "Deus está no meio de nós, é o que nós fazemos". Não. A minha noção de bem ou mal, justo ou injusto, benévolo ou não, não tem nada a ver com espíritos.
É a necessidade de nos sentirmos protegidos ou de encontrarmos uma solução "mágica" para os nosso problemas.
É o eterno medo de não existir vida para além desta. Reflete o secreto desejo que todos nós temos de viver mais, ou viver outra vez, ou não morrer para sempre.

Mas já que tocas na questão do "bem" e do "mal", anoto que outra coisa que acho doentio e egoísta em todas as religiões é o facto de se autoproclamarem “os escolhidos”.
Esta é uma forma violenta de segregação. É um modo de superiorização relativamente aos outros – nós somos os bons e vós os maus.

As religiões estão cheias de leituras subjacentes que pugnam por maus conceitos e preconceitos.
Talvez não seja de estranhar tanto assim que cada uma delas se autodenomine como verdadeira identificando as dos outros como falsas.

Atentando a este conceito simples, facilmente entendemos o porquê de – com base nas religiões – os humanos não serem capazes de se tratar como iguais. É que todos eles – apoiados nas suas doutrinas – se consideram os eleitos, e todos os outros como infiéis.

Vendo a realidade distorcida através da lente torpe da fé, nunca se conseguem olhar como semelhantes, considerando todos os seus actos como legítimos, e os dos outros seres humanos como pecaminosos os quais classificam como estando perdidos ou sendo adversáriuos da fé.

Só desta forma se entende que haja tantos conflitos em nome da religião. Religiões que serviram para separar e não para unir.

O meu maior temor em relação à nossa existência não vem do espaço nem de alguma catástrofe natural.
O meu maior receio é se vírus da fé-religião/fanatismo-intolerância, com o qual grande parte da humanidade está contaminada, um dia não possa vir a ditar o nosso fim.
 
Já gora, acerca do TiagoLeal e do seu amigo muçulmano, aconselho a verem o vídeo.:)

[video=youtube;5Nc34e-IeiA]http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=5Nc34e-IeiA[/video]
 
Depois de uma educação católica com todos os sacramentos realizados até ao Crisma, há cerca de 10 anos que me considero agnóstico.
 
Nesse aspecto, estou como o Hitchens... ficava bem desiludido se existisse paraíso. E esse nome, paraíso, nem teria o significado que o damos hoje.
Assim como Deus não tem hoje o mesmo significado que tinha há milhares de anos quando as pessoas se ajoelhavam a adorar o sol.
E ainda há quem se ria desses povos chamando-os de primitivos, mas eles adoravam algo que viam todos os dias, e era fonte de vida. Já quanto ao tão crédulo Deus atual que é "invisível"...

Mas já que falas no tal paraíso, a que acrescento o inferno que mantinha as pessoas "na linha", aqui ficam um dos muitos diálogos com esse interlocutor que teima em não aparecer, deixando-me assim nesta situação desconfortável de estar constantemente a falar comigo mesmo.

Imaginando que um dia morro e chego ao purgatório. Deus iria perguntar-me se merecia ir para o céu.
Bem, como pratiquei mais obras boas do que más, dir-lhe-ei que talvez merecesse ir para o paraíso.

Ele questionará se segui a sua religião para ter acesso ao céu.
Ao que terei de Lhe perguntar – Qual delas? (Eh, pá! São tantas que eu não sabia qual haveria de escolher, pelo que não escolhi nenhuma)

Deus – o tal ser misericordioso – dir-me-á, então, que irei para o inferno, pois não acreditei na sua existência.
E eu, o palerma que até andei a ajudar os outros, os animais, dava sempre esmola e evitava desrespeitar o meu semelhante, and so on... lá irei de retro ter com o satanás (aquele gajo que vai ter a especial consideração de me tratar ainda pior do aos outros, porque depois de tudo o que dizem dele e o tornaram tão popular cá na terrinha, eu não lhe dei crédito nenhum!)

Isto quando ao meu lado vejo aquela vizinha beata avarenta, desdenhosa, invejosa e maldizente a ser recebida de braços abertos pelo “todo-poderoso” só porque todos os domingos ia à missa, deixava uns cordões de ouro quando ia a Fátima e confessava-se ao padre que lhe perdoava os pecados... em nome do "Altíssimo".

Mas então, que deus é esse que se está marimbando para aquilo que eu fiz durante a vida?!
Um deus que quer ser bajulado, pensando só em si, e a quem só lhe interessam aqueles que seguem as religiões, diz-se humilde e justo?
Afinal, contam as obras ou as religiões?
 
Last edited:
Assim como Deus não tem hoje o mesmo significado que tinha há milhares de anos quando as pessoas se ajoelhavam a adorar o sol.
E ainda há quem se ria desses povos chamando-os de primitivos, mas eles adoravam algo que viam todos os dias, e era fonte de vida. Já quanto ao tão crédulo Deus atual que é "invisível"...

Mas já que falas no tal paraíso, a que acrescento o inferno que mantinha as pessoas "na linha", aqui ficam um dos muitos diálogos com esse interlocutor que teima em não aparecer, deixando-me assim nesta situação desconfortável de estar constantemente a falar comigo mesmo.

Imaginando que um dia morro e chego ao purgatório. Deus iria perguntar-me se merecia ir para o céu.
Bem, como pratiquei mais obras boas do que más, dir-lhe-ei que talvez merecesse ir para o paraíso.


Ele questionará se segui a sua religião para ter acesso ao céu.
Ao que terei de Lhe perguntar – Qual delas? (Eh, pá! São tantas que eu não sabia qual haveria de escolher, pelo que não escolhi nenhuma)

Deus – o tal ser misericordioso – dir-me-á, então, que irei para o inferno, pois não acreditei na sua existência.
E eu, o palerma que até andei a ajudar os outros, os animais, dava sempre esmola e evitava desrespeitar o meu semelhante, and so on... lá irei de retro ter com o satanás (aquele gajo que vai ter a especial consideração de me tratar ainda pior do aos outros, porque depois de tudo o que dizem dele e o tornaram tão popular cá na terrinha, eu não lhe dei crédito nenhum!)

Isto quando ao meu lado vejo aquela vizinha beata avarenta, desdenhosa, invejosa e maldizente a ser recebida de braços abertos pelo “todo-poderoso” só porque todos os domingos ia à missa, deixava uns cordões de ouro quando ia a Fátima e confessava-se ao padre que lhe perdoava os pecados... em nome do "Altíssimo".

Mas então, que deus é esse que se está marimbando para aquilo que eu fiz durante a vida?!
Um deus que quer ser bajulado, pensando só em si, e a quem só lhe interessam aqueles que seguem as religiões, diz-se humilde e justo?
Afinal, contam as obras ou as religiões?

Simples.

Perguntava-lhe que tipo de fetiche é que tem ele, meter malta neste mundo por vários anos, andar a vigiar-nos como um super-BigBrother, e depois andar a distribuir-nos entre o paraíso e o inferno para a eternidade... enquanto apregoa que gosta de nós.

Perguntava-lhe que raio de jogo doentio é este, e porque não passa o tempo dele mas é a aperfeiçoar a sua obra, a acabar com terramotos que matam inocentes, a dotar as pessoas de mais generosidade e menos ganância, tornar-nos mais resistente às doenças, porque raio permite pessoas a nascer com defeciências, o que foi aquela cena com os dinossauros, se gosta assim tanto de ser lembrado, então porque é que não aparece e diz, em vez de andar a ver as pessoas a matarem-se em Israel em seu nome! Se aparecesse, isso garante a conversão de 100% do planeta.

E diria que não estou interessado nem em estar no céu, nem no inferno. Não estou interessado em ficar na eternidade noutro Big-Brother celestial. Preferia ser completamente apagado da existência.
 
Sinceramente, nem sei bem...

Mas cada vez que penso nisso..

Acho que pelo facto de tantas descobertas acabarem sempre por confirmar factos/historia na Bíblia.
De sermos seres de tal forma complexos e de tudo estar tão bem integrado. Não me parece de todo uma coisa que veio do "caos".

E "creio" que passando em momentos complicados já obtive algumas respostas.

Mas que todos(religiosos ou não) pensam nisso de vez em quando, é claro que sim! [;)]
 
Sinceramente, nem sei bem...

Mas cada vez que penso nisso..

Acho que pelo facto de tantas descobertas acabarem sempre por confirmar factos/historia na Bíblia.
De sermos seres de tal forma complexos e de tudo estar tão bem integrado. Não me parece de todo uma coisa que veio do "caos".

E "creio" que passando em momentos complicados já obtive algumas respostas.

Mas que todos(religiosos ou não) pensam nisso de vez em quando, é claro que sim! [;)]
As alegadas profecias de Nostadamus podem até ser mais certeiras...
Mas a Bíblia não faz profecias. De que te referes em concreto?

Só uma coisa: nós não viémos do caos. Nós fomos aperfeiçoados por mihões de anos de evolução.
Isso vê-se claramente em certos esqueletos de animais marinhos, não anfíbios, que possuem uma espécie de pernas ainda não desenvolvidas na totalidade.

Quanto a momentos complicados... e que tiveram resposta: porque é que essa ajuda "divina" vem a quem menos precisa?
 
Sinceramente, nem sei bem...

Mas cada vez que penso nisso..

Acho que pelo facto de tantas descobertas acabarem sempre por confirmar factos/historia na Bíblia.
De sermos seres de tal forma complexos e de tudo estar tão bem integrado. Não me parece de todo uma coisa que veio do "caos".

E "creio" que passando em momentos complicados já obtive algumas respostas.

Mas que todos(religiosos ou não) pensam nisso de vez em quando, é claro que sim! [;)]

É nos momentos complicados que estamos mais "vulneráveis", sendo mais fácil encontrar respostas.
 
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